19 maio, 2011

Azul como a cor do céu!



Foi sofrer a bom sofrer. Um jogo que, à partida, parecia que iria ser fácil, dado as diferenças de potencial atacante que caracterizam as duas equipas, acabou por se tornar num autêntico cabo das tormentas.
Da primeira parte do jogo contra o Braga, esperava tudo menos o golo do Falcão. Para quem acompanha as partidas do FC Porto, sabe que os primeiros 45 minutos nunca são sinónimos de grandes façanhas. Não sei, acho que deve ser uma táctica com o cunho pessoal do Villas-Boas, dedicar a 1ª Parte exclusivamente para trabalhos de estudo e avaliação. Do tipo, primeiro vamos estudar as posições e os movimentos do adversário e depois vamos esmagá-los na 2ª parte.
Talvez por confiar demasiado nessa postura que já se tornou habitual ver no conjunto azul e branco em jogos a contar para a Liga Europa, sempre acreditei que mal o Porto conseguisse meter uma bola dentro da baliza, o Braga seria forçado a "abrir-se" e depois seria uma tripalhada à moda do Porto, à semelhança do que já tinha acontecido com o Spartak de Moscovo e o Villareal.
Só que as coisas não correram muito bem. O Porto marcou, o Braga abriu-se...mas quem acabou por sofrer foram os dragões.
Mas que grande grande jogo fez este Braga!
Bom posicionamento dentro do campo, marcações cerradas, pressão sobre o adversário para lhe cortar os espaços quase todos de manobra, muito pulmão, muita luta...credo! Compreende-se perfeitamente porque razão houve colossos do futebol que caíram aos seus pés, este conjunto bracarense é fenomenal. Espero, para o bem do futebol português, que este clube seja campeão nos próximos 4/5 anos. Portugal precisa de gente assim, de malta com atitude e o Braga personifica o melhor exemplo disso.

Um remate, um golo e foi dessa forma que o Porto conseguiu conquistar a Liga Europa. Com um pragmatismo avassalador, enervante, do tipo Mourinho, que resultou num resultado tão modesto quanto foi a exibição. Nunca gostei deste tipo de jogo, deixa-me sempre a suar de nervos e ansiedade. É um táctica que, embora seja eficiente - como mais uma vez provou -, joga muito no limite e sujeita-se à muitos riscos, deixando o adepto sempre inquieto e com o coração nas mãos até ao final da partida.
O Porto ganhou sim, mas não foi convincente como se pretendia, e, verdade seja dita, acabou por beneficiar muito do factor sorte. É que o Braga só não marcou o golo do empate por milagre.

Mas o certo é que ganhou...e está de parabéns mais uma vez!!!
Venceu a táctica, a luta, o sacrifício, a determinação, a alma, a raça e a força de vontade!
Com a conquista de mais este Troféu International, o FC Porto cimenta assim a sua posição de melhor equipa Portuguesa de todos os tempos.

2 comentários:

  1. Eu vi os primeiros 15 minutos e depois desliguei a televisão e o rádio tal era a ansiedade.

    Depois lá vi resumo alargado e, sinceramente, não gostei do que vi. O resultado foi bem melhor.

    :)

    ResponderEliminar

A frase mais estúpida que poderá ser dita aqui é: "Para Pensador pensas pouco..."
A mais inteligente é: "És tão lindo Pensador..."