18 maio, 2017

A nossa subjectiva razão de ser..

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Como podem ver, voltei a colocar os pés no mundo da "blogosfera" e satisfaz-me saber que há coisas que nunca mudam. Para quem teve a infelicidade de me conhecer mais pessoalmente, sabe que tenho uma postura frequentemente bipolarizada em relação aos conteúdos que vou encontrando na Net. Foi essa bipolaridade que levou-me, inclusive, a criar este blog e a baptiza-lo de "Pensadorías & Trollitadas". Este nome é obviamente um conjunto de palavras inventadas, formado apenas com o objectivo de ser genuíno e relevar a importância de 2 facetas distintas que convivem diariamente comigo. O termo "Pensadorías" representa o meu lado mais pensador, mais contido, maduro, sereno e profundo. Ainda que possa muitas vezes colidir com valores tradicionais ou ideias generalizadas, este meu lado tenta sempre abordar as diversas questões e problemas do mundo de uma forma séria, humana e reflectida. O termo "Trollitadas", por sua vez, é o meu lado humorístico e provocador. Uma faceta que prezo imenso e que tem tanto de brincalhona como de caustica, corrosiva e sarcástica. Esta minha faceta é também responsável pela maioria das coisas bonitas que podem ver neste espaço. Sem ela, jamais haveria neste espaço coragem e atrevimento suficiente para mostrar mulheres bonitas em poses sedutoras ou rabinhos lindos a dar a dar, por exemplo. Da conjugação destas 2 influências nasceu então a famosissima figura de "Francisco o Pensador" que nada mais é do que o meu Alter Ego inventado. Mas com isso não quer dizer que me chame "Francisco" na vida real, ou, muito menos ainda, que eu possa ser um pensador. Mas gosto de me ver assim.
Inicialmente, comecei por chamar-me apenas de "O Pensador" e esta designação foi influenciada pela minha participação no fórum dos "Os Grandes Portugueses", programa televisivo criado pela RTP1 entre 2006 e 2007 e que resultou na cómica eleição de António de Oliveira Salazar como melhor português de sempre. Eu e a minha nina tivemos uma participação muito activa no fórum desse programa e, de uma forma cívica e ordeira (mais ela do que eu felizmente), representávamos o lado opositor às pretensões Salazaristas. Este foi o meu verdadeiro baptismo "virtual" e o cognome de "O Pensador" foi escolhido como uma espécie de provocação para todos aqueles velhos do Restelo que passam o santo dia a dar traques e a dizer que antigamente é que era bom. Enfim, tentei passar a mensagem de que quem quer que fosse um pouco pensador jamais votaria na figura do famigerado Salazar mas, pelos vistos, isso de pouco me serviu. Ganhou a burriquice.
O certo é que desde esse dia comecei a ganhar algum gosto e bastante experiência nestas andanças. Pode vos parecer cómico mas esta aventura foi também a grande responsável por tudo aquilo que hoje sei sobre computadores. A minha ânsia de saber, de aprender, de ser o melhor...e melhorar continuadamente, levou-me a superar-me sempre mais em cada dia até conseguir tornar-me, hoje, um verdadeiro perito na matéria. Inicialmente eu e um grupo de amigos marcávamos encontro no Blog da Ni, depois criei também eu o meu próprio Blog conjuntamente com esta última e mais outros elementos (A grande Teresa, a Pensadora e o Sadeek) e a quem dei o nome de "A Guerra dos Sexos" - Blog esse que estupidamente apaguei quando atravessei uma fase complicada da minha vida e cuja decisão lamentei amargamente até hoje -. Hoje tenho apenas este Blog, que serviu no passado e volta agora a servir como uma espécie de refugio e que podeis descansar porque não tenho nenhuma intenção de apagar por mais péssima que possa se tornar a minha vida. Tudo isto para dizer que, caso alguém aparecer aqui com o anseio de encontrar uma mente brilhante ou um homem de carácter excepcional, então lamento muito dizer-vos que a viagem foi perdida porque não passo de um homem vulgar, tão irrelevante e desinteressante quanto um homem dessa categoria consegue ser.
Normalmente tem imensa gente que, logo de imediato, simpatiza comigo, identifica-se com a minha maneira de ser e partilha os meus valores, mas fico sempre deliciado quando visito certos blogues e apanho alguns aselhas anónimos (ou até muito conhecidos) que, por ficarem chateados com o teor de muitas ideias pessoais que defendo no dia a dia, tentam ofender-me e atacar-me no ponto que eles julgam ser o meu mais sensível. "Para Pensador pensas muito pouco" fartam-se eles de dizer. Se sou "Francisco o Pensador", seria normal que pudesse sentir-me ofendido se alguém me chamasse de estúpido ou mau pensante, certo? Pois seria...mas a normalidade das coisas nunca foi um conceito muito natural para mim. Na verdade, o efeito provocado é precisamente o inverso. Tanto me delicia ouvir isso, que por vezes acabo por me matar a rir. O que esta gente precisa de saber é que cheguei a uma fase da minha vida em que já nada me impressiona, nada me toca e nada me atinge. Muito menos parvoíces ditas por gente que aparenta ser morcona.
Houve também quem já me dissesse que muitas vezes ponho-me a jeito e até parece que estou a pedi-las. E na verdade estou. Não vou ser mentiroso, no mundo da blogosfera procurei sempre eleger uma lista de sítios que pudesse visitar, para os quais sinto um enorme respeito e onde procuro mostrar o meu lado "Pensador", e tem aqueles sítios cuja finalidade é única e exclusivamente para eu brincar e meter nojo. Cada homem precisa de alimentar o espírito mas também a alma...e tive a infelicidade de ter nascido sob a influência do signo Balança. Sei valorizar tudo o que há de bom no mundo, mas também não desvalorizo tudo o que há de mau. Para além disso, já dizia um grande pensador (um a sério desta vez...) de que os homens são escravos das suas paixões, o que eu concordo plenamente. Enquanto houver uma coisa chamada subjectividade humana, não adianta a gente justificar-se ou tentar agradar a todo o mundo. Já houve quem tentasse e deu-se mal. Pelos vistos nem Cristo conseguiu isso, caso contrário não teria sido crucificado pelo seu povo. Por mais bom que sejas, haverá sempre quem queira detestar-te, e por mais mau que sejas, haverá sempre um estúpido que queira defender-te.

"Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam" (Provérbio Árabe)



6 comentários:

  1. E este terá sido o teu melhor post. Houve outros que gostei mais mas porque sou interesseira. :)

    E, sim, apagares a "Guerra dos Sexos" foi uma parvoíce. Respeitei a tua decisão mas nas alturas em que caio e não tenho uma mão a ajudar-me a levantar sinto a falta daquelas parvoíces para que o sorriso chegasse aos meus olhos. Nem imaginas quanto. Ontem foi um desses dias.

    Nota: Recuso-me a escrever uma das duas frases sugeridas, certo?

    Beijo

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    1. Pois...e agora vais-me deixar a pensar qual das duas é que recusas escrever...és mesmo mazinha... :)

      Ps: Lamento muito ter apagado a "Guerra dos Sexos". Esse é o tipo de coisas que gostaríamos tanto de voltar atrás e emendar o nosso erro mas a vida não nos deixa.

      Bjs

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  2. Deixar as outras pessoas a pensar é sinal de inteligência. Certo? Ou não... :)

    Beijos

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    1. hahaha...mas que mensagem encriptada mais deliciosa!
      Eu já sabia que era essa mas quis conhecer o teu lado subtil... :)

      Bjs

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A frase mais estúpida que poderá ser dita aqui é: "Para Pensador pensas pouco..."
A mais inteligente é: "És tão lindo Pensador..."

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