Mostrar mensagens com a etiqueta RTP. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta RTP. Mostrar todas as mensagens

Gostariam de ser milionários?

Lembram-se daquele programa chamado "Quem Quer Ser Milionário?" que foi produzido pela Endemol Portugal, transmitido pela RTP e apresentado sucessivamente por Carlos Cruz, Maria Elisa, Diogo Infante, Jorge Gabriel e Manuela Moura Guedes? Um programa com um titulo bastante enganador, devo dizer, já que o prémio máximo atribuído era de 100.000 Euros e ninguém a viver em Portugal poderia considerar-se milionário dispondo apenas dessa soma. Muito mais honesto teria sido chamar o programa de "Quem Quer Ser Miliardário?", mas acredito que para efeitos televisivos isso não pudesse soar tão bem. Mas adiante. Nesta altura já devem estar curiosos por saber a razão de eu vos ter colocado esta pergunta e a vossa sorte é que sou realmente obrigado a responder-vos caso contrário este post ia parecer apenas parvo. Acho que se colocássemos a pergunta citada no inicio deste texto a todos os seres humanos do planeta, todos eles responderiam que gostavam de o ser e alguns até matariam para o ser, mas, e se eu vos dissesse que há determinados países no mundo onde não basta alguém ser milionário para deixar de passar fome e que chega a ser necessário tornar-se quase bilionário para poder viver condignamente? Já alguma vez imaginaram um país onde praticamente toda a população é milionária e onde o salário de um mês inteiro de trabalho permite apenas comprar meio quilo de costeletas de porco ou 2 cafés com leite? Já imaginaram gente milionária a trabalhar em troca de 2 quilos de feijão preto ou ser obrigada a ter que remexer o lixo do rua para tentar encontrar algo que possa matar a fome dos seus filhos? E já imaginaram que esse país possa ter sido até a década de 90, o país mais rico da América Latina e o 4º mais rico do mundo? Eu jamais conseguia imaginar tal coisa e, já por isso, hoje fiquei completamente atónico com o teor desta noticia. Meus amigos, nada de que vos contei tem um pingo sequer de exagero. Esse país existe sim e chama-se Venezuela.
Segundo o trabalho realizado pelo JN, há um ano, um café com leite numa padaria de Caracas custava 2300 bolívares, depois em Abril de 2017 atingiu 190 mil bolívares, em Junho passou o milhão, na semana passada, atingiu 1,4 milhões e na quinta-feira, quando o presidente carrasco da Venezuela Nicolás Maduro anunciou para 20 de Agosto a reconversão da moeda e a sua redução em cinco zeros, já batia os dois milhões, o que corresponde a um aumento da taxa de inflação na ordem do 1 227 638 por cento, que estará preste a atingir recordes históricos da Alemanha do pós Guerra e do Zimbabué de Robert Mugabe, no início deste milénio. A situação ficou tão dramática que até o Metro, cujo bilhete custava 4 Bolívares, teve que se tornar gratuito para que a economia da capital pudesse continuar a avançar, porque era impraticável cobrar bilhetes às pessoas nos guichets das estações, já que isso iria obrigá-las a carregar milhões dentro da carteira e teriam que perder horas a fio apenas para contar o dinheiro. Nicolás Maduro ainda tentou lançar uma medida desesperada, criando uma moeda virtual - o petro - para tentar relançar a economia mas o seu governo está tão desacreditado pela comunidade internacional, nem o próprio está legitimado para negociar com o FMI (Fundo Monetário Internacional), que muito dificilmente a Venezuela vai conseguir ver terra à vista e o barco vai continuar à deriva até que alguém fique verdadeiramente enervado e decida acabar com esta palhaçada metendo uma bala no meio dos cornos do presidente. Peço-vos desculpa pela linguagem utilizada mas há pessoas que são tão desumanas e casmurras que só apetece agarrar nelas e atirá-las para a fossa dos crocodilos. Até hoje julgava que só o Bruno de Carvalho conseguia ser tão estúpido e casmurro, mas já vi que ao pé deste bigoducha ele não passa de um menino, e pelo menos ele pode sempre alegar que só conseguiu prejudicar o Sporting e que, até o momento, ainda ninguém morreu à fome por sua causa. Meus amigos, muito francamente não sei o que vai acontecer doravante com aquela gente. Se nada for feito é possível que a situação venha a ser tão dramática que obrigue as pessoas a matarem-se uma às outras para ter algo para comer, senão mesmo comerem-se umas às outras, fazendo com que o próximo milhão conhecido naquele país seja o numero de vitimas que morreram à fome. Se bem conheço o mundo, e à semelhança do que já  aconteceu no passado quando os Hutus começaram a matar os Tutsis na Ruanda, provocando 1 milhão de vitimas, quando as imagens de pessoas em total agonia começarem a invadir os nossos televisores, muita gente irá parar de comer para deixar escapar um "que tristeza, coitados" perante os filhos, para em seguida...continuarem a comer com toda a calma do mundo e agradecerem baixinho à Deus por tudo aquilo estar a acontecer do outro lado do Atlântico.

Enfim, não sei se vai haver muita gente a querer rezar por eles - quando o dinheiro não é abundante, apenas nos resta as orações - mas eu pelo menos vou rezar para que nenhum de nós seja alguma vez obrigado a conhecer e ter que enfrentar esta dura realidade. Ainda há quem continue a achar que Portugal tem problemas? A sério? Calem-se seus palhaços!



Imagem daqui

Israel vence Festival Eurovisão da Canção...e Portugal regou mal o seu jardim...

Previa-se uma tarefa bastante árdua e difícil, e embora já temesse ontem que Portugal não fizesse uma boa figura no Festival Eurovisão da Canção 2018, face à qualidade das músicas apresentadas nesse certame, nunca imaginei que a sua prestação pudesse ser tão fraca a ponto de ser massacrado com o último lugar. Foi uma autêntica miséria. A Cláudia Pascoal regou tanto o seu jardim que acabou por afogar-se nele. Nem os países tradicionalmente conhecidos por acolherem uma grande comunidade de imigrantes portugueses quiseram nada connosco desta vez. Seria possível imaginar países como a França, Alemanha, Bélgica e Espanha não nos darem sequer 1 pontinho que seja para a gente poder palitar os dentes? Se não era possível, agora passou a ser. Abriu-se um precedente. A nossa música era tão má, que até os nossos compatriotas ficaram indignados e apagaram a televisão. Não há dúvidas de que somos mesmo um país muito dado a extremos. Não há volta a dar. Num ano somos os primeiros, no ano seguinte somos os últimos. Só assim nos sentimos bem no nosso corpo e só desta forma é que sabemos trabalhar. Começo a achar que devia dar razão àqueles que diziam que o Salvador Sobral só ganhou o Festival porque aquela história dele estar a morrer e precisar de um novo coração para sobreviver deve ter enternecido o mundo e quiseram dar-lhe uma bonita lembrança antes de ele bater a caçuleta. O mundo gosta de emoções profundas alimentadas por mensagens impactantes, dizem. E dai talvez não, se ela fosse assim tão má como a maioria daquelas que costumamos trazer na bagagem quando participamos em festivais, teria ela merecido honras de ser produzida em várias línguas, cantada por vários artistas, difundida em vários programas, que ocorreram em vários pontos do globo, como acabou por acontecer? Sinceramente não creio. Nós é que estamos viciados nisto, de procurar sempre o melhor e o pior de cada coisa. Se hoje fartámo-nos de elogiar algo, amanhã temos que saber encontrar uma forma de criticá-la. A subjectividade lusa assim o dita. O que é certo é que passou-se assim. A galinha israelita de kimono e pompons na cabeça, atirou milho para a plateia e ganhou o Festival Eurovisão da Canção 2018 com uma música de cocorocó - que este ano irá bater seguramente nas discotecas do mundo inteiro e no próximo ano já ninguém se lembrará que ela existe, a não ser quando for cantada no próximo festival - e vi músicas de calibre muito superior a serem ridicularizadas com os últimos lugares da tabela, excepto Portugal, obviamente, porque o seu último lugar, esse, e ao que parece, provou ter sido merecido. Felizmente que a RTP soube realizar um espectáculo grandioso como há muito tempo não se via na Europa, o que tornou-a digna dos maiores aplausos e elogios que certamente deverão ser feitos pelo mundo inteiro, pois caso contrário...a nossa humilhação teria sido muito mais difícil de digerir.

Agora só devemos voltar a participar na Eurovisão daqui a dois anos, o que não é forçosamente uma má noticia já que para o ano o Festival vai ser realizado em Jerusalém e é provável que aquela cidade tenha deixado de ser um lugar seguro depois daquele idiota do Trump tê-la reconhecida como capital de Israel e ter ordenado a mudança da embaixada norte-americana para lá...

Resultado de imagem para eurovision 2018 final classification