Mostrar mensagens com a etiqueta educação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta educação. Mostrar todas as mensagens

Filho és...pai serás...

Imagem relacionada
Imagem da Net

Hoje o meu filho mais novo acabou de fazer 13 anos de idade. Ai como o tempo passa, ai como o tempo voa. A criança que ainda ontem vi nascer estava prestes a tornar-se um adolescente e doí de certo modo sabermos que daqui para a frente, o mundo infantil que idealizamos à sua volta estava também prestes a desaparecer. Enquanto país, obviamente que ficámos felizes por vê-los crescer, bonitos, felizes e saudáveis, mas no nosso âmago não conseguimos anular um certo estado melancólico que gosta de atormentar na nossa alma. Enquanto o meu filho soprava para apagar as velas do seu bolo de aniversário dei por mim a reviver algumas lembranças que ligaram a minha história passada à dele. Momentos que partilhamos, juntos, e nos quais encarnava sempre o papel de "Pai Herói", de pai amigo , do maior pai do mundo. Momentos que por vias disso vou guardar eternamente no meu coração. Nada poderá anular isso, apenas a morte. E sim, ficamos nostálgicos. Não há como fugir a isso e todo o pai é capaz de compreender o porquê.
A adolescência traz muitas incertezas. Demasiadas infelizmente. Quando o meu filho mais velho passou por essa fase tive direito a uma expressiva amostra do quão ruim ela consegue ser. É o moço que se quer fazer homem, dono de si próprio, independente, etc e tal, e, a nós, doí-nos sobretudo constatarmos que conseguimos passar muito depressa de pai "bestiais" para "bestas pais". Basta dizer um "não" quando é menos desejado ser ouvido mas que, infelizmente, é necessário dizê-lo e todos os nossos ensinamentos arriscam-se a cair por terra como se fossem um castelo construido com baralhos de cartas. Hoje é muito difícil educar um filho porque a pressão e as exigências impostas pela sociedade são cada vez maiores, as tentações multiplicam-se como cogumelos e os perigos estão cada dia mais presentes e à espreita a cada esquina, invadindo lugares que até aqui pareciam ser de confiança. Hoje toda a gente está proibida de falhar, de errar e fazer má figura, e quase já não se pode confiar em ninguém. Pelo andar da carruagem, acho que qualquer dia já nem sequer em nós próprios poderemos confiar. Vivemos uma vida cada vez mais estranha num mundo cada vez mais complicado. É triste mas é aquilo que nos calhou na rifa e temos que saber nos adaptar. Felizmente acabei por ter sorte com o meu filho mais velho. Apesar das nossas "trovoadas" e de muitas vezes julgar que estava em vias de o perder, o seu coração de filho acabou por falar mais alto e mesmo enfrentando algumas dificuldades acabou por seguir o caminho mais correcto. Amanhã vai começar a trabalhar na mesma empresa onde eu trabalho, após ter estado quase um ano parado em casa sem fazer nada, e nada neste momento conseguiria encher o meu coração de tanto orgulho como vê-lo seguir o seu caminho e querer tomar o seu destino em suas mãos. Diz que quer crescer, ser bem sucedido, autónomo e criar valor, e eu só quero que ele brilhe que nem uma estrela. Diga-se o que se disser, nenhuma educação nossa será bem sucedida se os nossos filhos não tiverem um bom instinto dentro deles e o coração suficientemente aberto para nos escutar. Hoje quando converso com o meu filho apercebo-me de que ele tem muito de mim. Hoje quando converso com os outros apercebo-me que também já tenho muito dele. E é isto o que o amor tem de melhor e mais bonito, a capacidade de aprendermos com os erros uns dos outros. E é isto que também desejo para o meu filho mais novo. Seja o que for o que a vida lhe reserva e sejam quais forem os obstáculos que encontrará no seu caminho, que ele saiba sempre escutar a minha mensagem, e compreender as minhas dúvidas, para que eu tenha sempre receptividade para aceitar as suas diferenças e ouvir todas as coisas que ele tem para me dizer. Que nunca sinta vergonha nem medo de conversar com o seu pai. Porque a história do homem é construída na base do diálogo e nenhum amor consegue sobreviver sem ele.

Crónica de uma educação falhada




E já que abordamos o problema da violência nas escolas e destes mais recentes casos delinquentes que levaram uma miúda de 13 anos a ser brutalmente espancada por 2 raparigas muito mais velhas e outra a ser esfaqueada 17 vezes por uma tola, com um X-Acto, por causa de 10 euros ou dum cigarro, porque não enfatizar algumas razões que poderão estar por detrás de comportamentos tão infantilizados?


Maria de Lurdes Rodrigues. Em Janeiro de 2009, já aqui descrevia, de uma forma muito clara, o quanto respeitava e admirava o trabalho desenvolvido por essa mulher. Nunca gostei dela. Nunca gostei porque apercebi-me, demasiada cedo, de que ela gozava um mediatismo demasiado exarcebado para quem pisava um terreno...infenso a  protagonismos. Para se ser popular no mundo do ensino, tinha-se de se ser inevitavelmente farsante ou fingido. O mundo do ensino era um mundo gasto. Um mundo a necessitar de reformas substanciais e urgentes. Ora, quem poderia avançar com essas ditas reformas sem contar com o apoio, a aceitação e o envolvimento indispensável dos Professores?
Maria de Lurdes nem só achou que podia fazê-lo, como acabou também por se lembrar de fazer algo pior. Quis fazer as reformas às custas e para prejuízo dos Professores. Obviamente que o resultado dessa...insensatez, só poderia resultar em algo verdadeiramente dramático para a vida escolar.
Foram 4 anos catastróficamente queimados para o futuro da Educação Nacional. Quatro anos aos quais se somam um êxodo sem precedentes de profissionais altamente qualificados - que preferiram a reforma antecipada, mesmo com graves penalizações, do que viver angustiados às mãos de uma ministra sem ciso defenido - e as bases de um programa educativo, que, na intenção de satisfazer e abolir as estátisticas medíocres de conhecimento científico que o nosso país gozava nessa altura (com uma taxa de analfabetismo estupidamente elevada face a era que viviamos), adoptou o facilitismo como prática habitual e método referencial de trabalho, com resultados aberrantes, obviamente, como facilmente se poderia adivinhar na altura e veio a confirmar-se há bem pouco tempo no relatório que o ministério da educação publicou em Dezembro 2010, no qual a principal conclusão retirada foi que os alunos não sabiam racionar nem escrever.

Alunos que não sabem racionar nem escrever, que é como quem diz, as bases para uma sociedade inculta, saloia e delinquente. Eis a sociedade perfeita tão sonhada pela Maria de Lurdes Rodrigues, esculpida com saber e arte, e que apenas se tornou possível graças ao famigerado Simplex (versão Educativa), ideia bomba (booom!) promovida pelo governo do Engiiiheiro José Sócrates, o homem que, onde pôs a mão, conseguiu arruinar tudo. (Preferi dizer arruinar em vez de foder, porque, por motivo de objecção de consciência, recuso-me terminantemente a adoptar o Simplex).

E reparem só como funciona este nosso mundo da politica e a prova cabal de que somos apenas uns peãos que aqui andamos neste mundo. Quando o relatório da GAVE foi publicado a 31 de Dezembro de 2010, uns 20 dias antes aparecia nos jornais os resultados do relatório PISA, que, na área da educação, retirava Portugal da cauda da Europa e colocava-o à média dos restantes países da OCDE, fruto de uma subida relâmpago extraordinária. Nem preciso vos dizer que o José Sócrates não cabia em si de contente, e a Maria tola então, essa devia andar com a xaninha aos pulos, porque no fim de contas... agora éramos os maiores, os campeões! E tudo isso graças a ela!
Vejam lá que até na área da matemática, matéria essa à qual o ADN Português sempre foi historicamente adverso, os nossos estudantes tinham conseguido alcançar o 5º lugar na tabela dos melhores pontuados (hahahahahaha), quando nem 2 anos antes, estávamos cotados um pouco acima de medíocres. Os meus parabéns Maria, acho que nem o diabo se lembraria de algo assim.
Mas então porquê? Porquê relatórios com conclusões tão opostas? Porque fomos bons para a PISA (só com um "S") e medíocres para a GAVE?
Por uma razão muito simples. O relatório PISA considerou os resultados oficiais dos exames de aferição realizados em nossas escolas. Aqueles que a Maria de Lurdes tão astuciosamente elaborou e mandou colocar em frente aos alunos. Si, esses mesmos. Aqueles cujo maior desafio cientifico era dividir o número 100 por 10, podendo o aluno utilizar a máquina de calcular caso sentisse a extrema necessidade de o fazer. Obviamente que os resultados tinham por obrigação serem muito bons já que os exames foram propositadamente facilitados por razões políticas, ouso até dizer infantilizados, para inverter a nossa tendência natural para o baixo e favorecer estatísticas mais abonatórias para o nosso ensino.
E a GAVE, que fez ela? Bah...A GAVE, talvez na intenção de ser o mais objectiva e isenta possível no seu estudo, não quis considerar nada do que tinha sido feito anteriormente e optou por fazer novos testes de aptidão nas escolas, dando este resultado quiçá...desastroso para o ego Socrático. Mas infelizmente bem real, e o único que poderá ser levado em conta.
 
É por isso que eu nunca irei acreditar nos Governos. Nem em presidentes, nem no mundo da politica. É um mundo que vive fechado em si próprio. Um mundo que vive da mentira, do engano. Que vive da má fé, da desconfiança, da desonestidade. Vive de tudo o que possa proteger os seus interesses e alimentar a utopia que criaram. Tudo serve, tudo é válido, tudo se justifica e tudo se vende, inclusíve a auto-estima, o amor por si próprio ou até da família.
Para isso, basta apenas que se seja capaz de acertar no preço.

Os meus parabéns Maria de Lurdes!

Como boa fidalguinha que acredito que devas ser, bem sabes que a delinquência juvenil nunca foi uma verdadeira preocupação política. Foi sempre e tão só, um incómodo flagelo social, que nós, - les misérables -, lá temos que aturar, aceitar e alimentar como pão nosso de cada dia.
À César o que é de César, e deixemos lá os porquinhos crescer no curral, não é bem assim?

Além disso, se analisarmos isto com maior sensibilidade, com tantos Professores a desistir actualmente do ensino, não tarda nada, não só haverá possibilidades de fechar mais uma bonita e velhinha escolinha, como ainda por cima, poderás também poupar mais uns troquitos por via das penalizações inerentes às reformas antecipadas, não é?

Tudo te parece correr à feição, já que tens as costas bem protegidas, mas sinto que estás a esquecer um pormenor deveras importante. No dia em que bateres as asas e saíres finalmente desse teu poleiro, é seguro que irás ser rapidamente esquecida - sem honra, nem mérito - e quaisquer que tenham sido os contornos da tua obra, isto irá ser um "Goodbye my love goodbye" à Demis Roussos, tão certeiro e tão rápido, que, cá para a minha ideia, nem vai deixar muito tempo para que a gente possa, pensar sequer, em ganhar saudades...

Se perdestes os Professores e ganhastes uma população, reza para que nunca sejas forçada a viver no meio dela (Essa que tão orgulhosamente criastes) e que também nunca tenhas de sentir na pele...esse tão polposo fruto do teu trabalho.

Este desabafo é por causa dum artigo que li e que fui roubar daqui.

«...O inquérito a professores foi feito a 1100 pessoas, um "universo", como se diz na linguagem das sondagens, que torna as conclusões credíveis. O inquérito foi organizado por uma entidade ligada à Federação Nacional dos Sindicatos da Educação que não deve regozijar-se com as conclusões, logo dando ainda maior credibilidade. E o que diz o inquérito? Que 75% mudavam de profissão se pudessem. Que 81%, se pudessem, pediam a aposentação. Que 26% voltariam a escolher a profissão de professores. Do inquérito - uma das mais dramáticas sondagens que já li sobre meu país - eu gostaria muito de acreditar, apesar dos considerandos, que ele é falso. Que três em quatro professores o sejam porque não se podem safar disso, é dramático. Que mais de quatro em cinco professores partiria já para a reforma, é dramático (considerando, o que não me parece abuso, que 81% dos professores não estão na véspera do seu 65.º aniversário). Não sei se é culpa do país, não sei se é culpa dos professores. Sei é que são conclusões desesperantes. E, já que estamos no fim da linha, só me apetece dizer: olá, 26% dos professores! Só vocês me interessam...»

(Ferreira Fernandes no Diário de Notícias)

Acho que estou a voltar ao normal...


Com um Share médio de 195 visitas diárias, o Trollitadas ocupou, na semana passada, o 226º lugar do "Top Blogometro" (Lista dos Blogs mais visitados de Portugal), colocando-se confortavelmente entre o frenético "Sexo Amador" e o empolgante "Ciência ao Natural".


Muitos de vós poderão eventualmente se questionar, com toda a legitimidade, sobre os reais benefícios desta notícia e em que medida ela poderá contribuir para a vossa felicidade, e em boa verdade, podem acreditar que muito me agradaria vos responder que nenhuma, não fosse apenas o singelo facto de que "Sexo Amador" e "Ciência ao Natural" seguirem, muitas vezes, a mesma linha de pensamento...

Pelo menos, nos meus tempos de estudante* era assim...


(* Actividades extra-curriculares...)

Com esta? Nem à paulada quanto mais com ovos!

Haja paciência para aturar esta mulher!(Não admira que seja divorciada!)
Quando soube através do JN que ela foi recebida em Fafe com uma autêntica «chuva de ovos», numa altura em que pretendia fazer uma entrega de diplomas aos alunos do programa "Novas Oportunidades", ainda julguei que ela percebesse o recado dado, não pelos Professores, mas desta feita pela mão de centenas de alunos fafenses.
Lembram-se de ela ter dito em 2006:""Perdi os professores mas ganhei os pais e a população."?
Pois, se na época essa bazófia ainda conseguiu criar alguns benefícios no sentido de promover a sua causa, sobretudo pela ausência de estudos que pudessem apontar a opinião da população, agora, porém, a resposta foi clara, transparente e não deixa sombra para dúvidas.
Maria de Lurdes Rodrigues conseguiu fazer algo de inédito. Conseguiu colocar os Alunos em solidariedade com os Professores! Bem haja!
Perante este cenário, pensei que ela fosse meditar - seriamente desta vez - sobre a sua asneira. Mas foi pura ilusão. Com esta senhora, nem à paulada a gente consegue lá chegar. A cabeça já nasceu torta e agora não adianta tentar reciclá-la. Pior do que o cego, é aquele que não quer ver.

Pergunto.
Como pode alguém achar boa ideia - em Portugal - um Professor ser avaliado em função da taxa de alunos que reprovam o ano lectivo?
Para uma cabeça oca (A da MLR neste caso..), o primeiro pensamento seria: "É bom porque vai fazer com que os Professores se aplicam com mais afinco, promovendo os alunos, no sentido de estimular a turma à obter melhores resultados escolares para o computo geral".
Dá logo vontade de pensar desta forma, não dá?
Pois dá, só que em Portugal as coisas estão longe de funcionar deste modo.
Em Portugal, na intenção de não serem prejudicados na evolução das carreiras, os Docentes não vão ter outra escolha (já que ensinar delinquentes é claramente mais difícil) senão subir/aldrabar a avaliação final dos "Burros". Vão-se acabar as negativas, ninguém correrá o risco de reprovar e vamos passar a ter "Burros Einsteins".
E a intenção da Maria de Lurdes Rodrigues é mesmo essa! Apenas melhorar as estatísticas!!
Alimentar o mundo das imagens!
Que interessa que eles saibam??? Que adquiram o conhecimento?? Interessa sim, é que eles saibam o mínimo exigível/necessário para obterem o canudo que os vai fazer ingressar no mercado de trabalho.(Já faz lembrar o Salazarismo)
Como pai devia sentir-me feliz por saber que os meus filhos vão ser Doutores no futuro, mas porque raio isso não está a acontecer comigo? Porque não estou eu feliz com toda esta facilidade concedida?
É simples, porque aquilo que é conquistado sem esforço, além de não melhorar em nada a nossa personalidade, deixa de ter qualquer valor intelectual. O mundo vai ser muito entediante no futuro.

Eu sei que depois deste incidente de Fafe, poderá tornar-se moda apedrejar o carro da ministra com ovos, em outras escolas do pais.(A juventude sempre gostou muito destas modas!)
O que não é mal feito diga-se de passagem. Ela bem merece. E na minha humilde opinião, em vez de perder inutilmente o seu tempo com esta macaquice da "Avaliação dos Professores", ela devia era concentrar as suas energias para tentar resolver, substancialmente e em tempo útil, este grande flagelo da sociedade que é a Droga, cujo consumo está pelos vistos a conquistar recordes em Portugal, e que carece - esse sim - de grande dedicação, esforço, investigação e analise profunda logo a partir das escolas.
A bem de todos.

Adenda feita ás 08h42 do dia 14/11.
Ao cuidado da FENPROF: Em vez de perderem o vosso precioso tempo a convocar protestos e greves inúteis que só desvalorizam a vossa imagem, porque não se decidem de uma vez por todas, a estabelecer uma Greve de Zelo, que permita fazer com que os Professores possam se recusar de participar na aplicação do sistema de avaliação, pretendido pela Ministra de Educação, por razões de objecção de consciência?
Era certinho e limpinho. Acabava-se a polémica e colocariam a Ministra no lugar dela.
Ponham-se finos que eu não duro sempre.


Não queria bater mais no ceguinho mas...

Foi em 30 de Outubro de 2007 que a nossa ministra da educação teve a infeliz ideia de abrir a boca e deixou escapar de forma inocente esta pérola....

«..Gostava de deixar uma palavra de confiança. A escola portuguesa é um espaço seguro para as nossas crianças..»

Mas agora, em 3 de Abril de 2008, no fim de um colóquio sobre educação no Porto a ministra quis nos deixar uma pérola maior...
Segundo a mesma o ministério " já tinha conhecimento dos dados sobre violência praticada com armas nas escolas revelados pelo Procurador-geral da República, que falou em 140 alunos armados nas escolas."

Boa Maria! Esta foi mesmo de mestre!
Já sabia que a mentira tinha perna curta mas acho que conseguistes bater um recorde qualquer!
Com que então já conhecias os dados do PGR que falava em 140 alunos armados nas escolas e ainda assim ousastes considerar as escolas um lugar seguro??
Eu alucino contigo! A sério!!

A minha Trollitada:

Pensador - A ministra parece que não dá muita importância aos dados dos PGR que indicavam a existência de 140 casos de alunos armados nas escolas..

Trollitas - Claro que não dá! No fim de contas quem convive com os alunos não é ela. Que pode ser mais seguro do que estar longe do perigo?

Ora digam lá se esta gente não trabalha depressa?

Nisto, tenho que lhes tirar o chapéu...mesmo perante grandes contrariedades estes tipos são exímios a reagir depressa!
Ora digam lá se esta noticia não acabou por chegar mesmo na hora certa?

«..Professora arrisca prisão por bater em alunos ..»

Uma deliciosa coincidência, não acham?

Que cambada de vigaristas!!....

Viva o ensino de Maria de Lurdes Rodrigues!

Quando em Outubro do ano passado vi nos jornais a nossa quase de partida Ministra da educação Maria de Lurdes Rodrigues (MLR) afirmar sem quaisquer rodeios que as nossas escolas eram um espaço seguro e que não havia motivos para preocupações excessivas em resposta à entrevista que o Procurador geral da Republica deu ao semanário "Sol" onde se mostrava preocupado com a violência nas instituições de ensino, pensei logo para mim que não seria nada mal feito um delinquente lembrar-se de filmar um episódio de violência nas escolas (como tantos outros fizeram/fazem noutros países..) e divulgá-lo na Net só para ajudar a mandar esta mulher insensata de volta para o seu galinheiro.
Agora, já começo a recear os meus desejos...
Ou não fosse acontecer precisamente isto:




Isto é demasiado terrível. Assim vai o ensino em Portugal!
Antigamente a delinquência atingia sobretudo as escolas frequentadas pelas classes mais desfavorecidas, mas agora parece que a evolução deu um grande salto!
Hoje em dia..a delinquência já ataca também as escolas dos mais abastecidos..
E não é por acaso..
A ministra da educação tanto martelou, humilhou, ridicularizou e insultou o estatuto do Professor que agora é aquilo que se vê.
Vai um aluno sentir respeito por um elemento fraco, humilhado? Pelo alvo a abater?

- Quem és tu megera? Olha que a minha mãe faz limpezas na casa da ministra!!

Quando foi confrontada com os dados da linha "SOS Professor" que indicavam uma subida de actos de violência no primeiro trimestre lectivo, a ministra retorquiu que os mesmos não eram credíveis!

- Isso é mentira! Não existe violência nas nossas escolas! Isso é publicidade enganosa de uma associação que pretende ganhar visibilidade com dados não-verdadeiros!

Pois...pelos vistos esta professora de francês (e todos os outros..) parece ter ganho o direito de cuspir no rosto da ministra.
Mas ironia das ironias, é que esta agressão vai se tornar na salvação dos Professores!
Este incidente deixou a sociedade chocada!
Os papeis inverteram-se e se até aqui a ministra atacou os professores com o intuito de ganhar a simpatia popular, agora vai ter que meter o rabinho entre as pernas e fazer precisamente o inverso porque caso contrário a sua cabeça vai inevitavelmente rolar.
A sua famigerada "avaliação dos professores" vai finalmente cair pelos canos do esgoto..

Para aqueles(as) que ainda assim acreditam que esta ministra tem feito um bom trabalho...então vão ter a possibilidade de analisar nos próximos dias o quão "boa" ela consegue realmente ser.

Segue-se cenas dos próximos capitulos...

Teimosias de mulher

Talvez a natureza ( ou Deus, como preferirem!) quando se lembrou de conceber as mulheres tenha deixado escapar inadvertidamente alguns traços de cinismo ( não se cria algo tão belo com condicionalismos tão acentuados!) ou então os neurónios que elas dizem possuir em excesso, sejam de facto "demasiado" excessivos e na ausência de um espaço adequado para albergar o que seria suposto ser para elas uma mais valia , estejam a amontoar-se descontroladamente uns por cima dos outros, originando mais tarde alguns "tilts" cerebrais que provocam ocasionalmente o efeito inverso ao que seria desejado.
O que é certo é que este é um dos principais motivos que impedem as mulheres de conseguir o seu longínquo e almejado estatuto de igualdade em relação aos homens e a razão pela qual se verifica ainda uma participação feminina muito baixa nos cargos de chefia e no poder político.

Atenção que com isto não estou a querer dizer que concordo com esta situação! (sempre defendi a igualdade e nunca deixarei de o fazer...!)
Mas o bom senso ( aquele que por vezes se lembra de viver comigo..) torna-me capacitado para entender que as coisas nunca acontecem por acaso e que se a mulher tiver intenções de singrar neste mundo ainda comandado por homens, terá primeiro que ganhar consciência de que a teimosia e o orgulho são sentimentos totalmente fúteis para quem almeja um futuro risonho e que apenas servem para causar maleficências na sua vida.

Vem isto a propósito desta conhecida Sra que o nosso país teve a infelicidade de aceitar como Ministra da Educação, e que vendo-se privada de conhecimentos básicos essenciais para exercer com equidade a função para a qual foi nomeada fala do ensino como se de uma oração sem predicado se tratasse e apercebendo-se da sua mais que óbvia inutilidade deixou-se cegar pelo seu orgulho doentio, que em consequência, fê-la transformar-se no alvo predilecto de diversos impropérios e epítetos indecorosos claramente ofensivos para a sua integridade de mulher.
Negando-se peremptoriamente a reconhecer os seus erros e recusando-se terminantemente em dar o seu braço a torcer, prefere lançar-se ao Alto mar na imensidão de uma noite escura, munindo-se de uma espécie de canoa furada, sem leme nem velas, remando contra o vento e os caprichos do seu próprio destino, numa cruzada inglória e perdida contra o tempo, do que sentir o sabor amargo da sua anunciada derrota que se encontra materializada numa medida vulgarmente conhecida por "Aberração Rodrigues" mas que ela iludidamente insiste em chamar de "Avaliação dos Professores".

Felizmente para alivio de todos e para desculpa dela que 2009 está mesmo à porta e sendo certo que esta Sra não vai seguramente deixar saudades nem ter direito a ver o seu nome inscrito no livro dourado da nossa história , poderemos pelo menos ter esperanças de que o tempo a impedirá de estragar mais do que ela já conseguiu até agora...