E há aqueles momentos em que, sem nenhuma razão aparente, ponho-me a pensar nas coisas da vida. Reflicto sobre o lugar que ocupo no mundo e o papel que tenho desempenhado na vida da minha família e das outras pessoas. Não raras vezes dou por mim a duvidar se tudo o que tenho feito até ao dia de hoje terá sido realmente suficiente ou se devo obrigar-me a fazer muito mais. Como se a minha vida nunca tivesse saído da linha de partida em vez de estar a chegar à meta. Não raras vezes dou por mim a pensar de que...talvez devesse tentar melhorar ainda mais algumas coisas, ainda que esteja muito longe de saber o quê e, aparentemente, tudo possa parecer-me perfeito. Talvez possa tornar-me numa pessoa melhor, ser um melhor pai, quiçá...ou melhor marido, melhor amigo, ou, quem sabe, até mesmo um melhor cidadão. Mas depois analiso o que se passa à minha volta e vejo tudo aquilo que o mundo hoje representa, tanto para mim como para os outros. Vejo os lugares que todas as outras pessoas tem ocupado e o papel que as mesmas têm desempenhado na vida umas das outras, e chego à rápida conclusão de que não preciso mudar rigorosamente nada. Elas é que precisam...
Choramos ao nascer porque chegamos a esse imenso cenário de dementes... (William Shakespeare)
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Olá...tu...coiso...
- Olá Rui.
- Olá Manel.
- Ei! eu não sou Manel!
- Pois, nem eu sou Rui...
- Desculpa lá Tone...
- Não faz mal João.
- Também não sou João!
- Nem eu sou Tone...sou Miguel.
- És Miguel? não eras Francisco?
- Ah!..afinal até sabias...Zé...
- Olá Manel.
- Ei! eu não sou Manel!
- Pois, nem eu sou Rui...
- Desculpa lá Tone...
- Não faz mal João.
- Também não sou João!
- Nem eu sou Tone...sou Miguel.
- És Miguel? não eras Francisco?
- Ah!..afinal até sabias...Zé...
Sentiram saudades minhas?
Sim, eu sei, nos últimos dias as coisas andaram um bocadinho adormecidas por aqui e parecia não haver maneira de combater esta sonolência que me assolou. Gostava de poder explicar este fenómeno de uma forma que pudesse parecer-vos inteligente mas infelizmente para mim, isso de ser "Pensador" não tem sido de grande ajuda e, apesar de pensar bastante, e por vezes até de forma acertada, infelizmente para mim parece-me também bastante evidente que me tem faltado a parte melhor da história, que é...a inteligência, pois claro. Fica assim provado que a quantidade não mantém nenhum principio de proporcionalidade com a qualidade, mas descansem que guardo sempre um trunfo na manga e, na falta de melhor, quando me vejo apertado acabo sempre por inventar qualquer coisa tão rebuscada (que nem eu percebo) que facilmente acaba por passar por algo inteligente.
Senão vejamos...
De acordo com os dados estatísticos que a Net se farta de revelar a toda a hora (ia dizer cagar mas como vocês bem sabem eu não alinho nessas brejeirices), consta-se que os blogues só conseguem sobreviver, em média, cerca de 2 anos. Não sei dizer se esses dados serão verdadeiros porque a verdade sempre foi um principio demasiado subjectivo para ser levado em conta (a verdade que eu vejo não é a verdade que muita gente vê) mas quero confiar que o sejam, até porque o surgimento deste fenómeno está muito longe de ser uma daquelas coisas que, por norma, temos dificuldade de explicar. Sempre vi o mundo dos blogues como uma espécie de diário pessoal, no qual temos a possibilidade de escrever todas as parvoíces que julgamos importantes já que caracterizam de alguma forma algumas partes da nossa vida, com a diferença de ganhar uma dimensão muito mais virtual. Como sabem, os diários pessoais costumavam ser aqueles espaços privados onde as pessoas escreviam os seus desabafos, ódios e frustrações, mas aquilo que seria suposto ser apenas uma qualidade acaba também por ser o seu maior defeito. É privado sim, mas infelizmente para ele...tem o problema de ser demasiado, e, ainda que isso seja feito de forma anónima, aquilo que as pessoas realmente pretendem é poder contar todas as suas misérias ao mundo fazendo de conta que estavam a contar tudo isso só para elas, porque se a verdadeira intenção não for o diário ser encontrado por alguém, que possa lê-lo e divulgá-lo, que piada teria escrevê-lo? E é por isso que, normalmente, quando alguém inicia um diário (digital neste caso) as ideias parecem surgir espontânea e torrencialmente, que nem as chuvas de Outono, cuja intensidade só se equipara às cataratas do Niagara. As palavras saem com toda a fluidez, o ego cresce à medida que o número de visitas for aumentando e o mundo da blogosfera fica enriquecido com mais um espaço interessante para descobrir, já que, cada individuo representa por si só um mundo novo ansioso para ser descoberto. Enfim, em teoria tudo isso é muito bonito e só faltará o arco-íris e os elefantes a saltar de flor em flor, mas infelizmente existe um grande senão nesta história...que é aquele momento em que já cagamos tudo e dá-nos a porra de uma branca. (olha, afinal fui brejeiro!).
Acho que todo o ser humano deve conhecer muito bem esta sensação e acredito que não deve haver blogger nenhum à face da terra que já não tenha enfrentado este problema pelo menos uma vez durante a sua digital existência. Há um momento na nossa vida em que sentimos simplesmente que esgotamos todas as nossas ideias e que já não temos mais nada para dizer ao mundo. Dá-nos assim tipo uma "apagão"psicológico, percebem? um bloqueio da mente ou até mesmo a inquietante sensação de termos o cérebro vazio. Se calhar, dentro de nós, continua a existir muita coisa que ansiamos deitar cá para fora, nem que seja apenas asneira, mas falta-nos a paixão, vontade ou força anímica para o fazer, e, por força disso, as palavras não conseguem saltar para o teclado e acabamos por não dizer nada. Parecemos atacados por uma espécie de letargia espiritual, que muitas vezes também gosto de chamar de "preguicite aguda". Enfim, ao longo da minha digital existência (gostei deste termo e já por isso decidi aplicá-lo novamente), que, caso não saibam, foi iniciada em 2007 depois de muitos shots metidos na tripa e um encontro amoroso mal sucedido que fez-me confundir a Lili Caneças com a Cristina Ferreira, já conheci essa sensação por duas ou três vezes, que resultaram sempre num desaparecimento temporário do mundo da blogosfera. Primeiro, talvez resultado de algum fastio ou cansaço cerebral, desapareci em meados de Fevereiro de 2009 e só voltei no mês de Julho do ano seguinte. Depois, durante cerca de um ano mantive-me por cá e brindei o meu público com textos de inegável valor literário que, verdade seja dita, talvez apenas José Saramago consiga suplantar, e um sentido de humor terrivelmente delirante que muita gente diz ser único e sem igual (cuja esta minha última referência a Saramago poderá facilmente comprovar), para depois voltar a desaparecer, desta feita por razões de saúde que foram devidamente explicadas aqui e aqui, e ressuscitar passado outros dois anos. A partir dai, nem eu sei como é possível explicar isto. Escrevi um único post, que, modéstia à parte, deve ter sido das coisas mais lindas que escrevi e prometia anunciar o meu regresso em grande - fazendo com que toda a gente já rejubilasse de alegria -, mas estranhamente acabei por não publicar mais nada e desapareci logo depois. Voltei passado 4 meses para satisfazer o maior momento epifânico que tive o desprazer de sentir até hoje e que levou-me a publicar esta porcaria e paff...voltei a sumir que nem aquelas bananas que certos presidiários conseguem fazer desaparecer no rabo quando se sentem aborrecidos por detrás das grades e estão armados em mágicos. Felizmente depois disso consegui reaparecer...3 anos e alguns meses depois (mais ano, menos ano)...e desde então tenho conseguido manter-me por cá. Tem graça mas agora que tive a possibilidade de contar melhor, apercebo-me que afinal não foram duas nem três mas sim quatro as vezes que desapareci, o que não tem relevância nenhuma para quem me lê, mas como eu sempre fui viciado em pormenores que só interessam à quinta pata do burro que costuma aparecer no presépio para aquecer o menino jesus, achei particularmente importante mencionar isso. Se ficarem confusos e tiverem alguma dificuldade para acompanhar a minha linha de raciocínio, façam de conta que sou o "orelhas" do Benfica quando ele aparece na televisão a pedir ao mundo do futebol para que haja mais verdade desportiva. Bem, verdade seja dita, talvez este não tenha sido o melhor exemplo, já que...até eu acabei por baralhar-me. Luís Filipe Vieira e verdade desportiva são coisas que não costumam ligar muito bem. Aliás, fiquei tão baralhado que já nem sei porque razão lembrei-me de escrever este post, e quando alguém já não sabe o que há de dizer mais vale ficar calado. Fui.
Ps: Mas quem me manda a mim falar do Benfica? Talvez me lembre do resto amanhã... :)
Senão vejamos...
De acordo com os dados estatísticos que a Net se farta de revelar a toda a hora (ia dizer cagar mas como vocês bem sabem eu não alinho nessas brejeirices), consta-se que os blogues só conseguem sobreviver, em média, cerca de 2 anos. Não sei dizer se esses dados serão verdadeiros porque a verdade sempre foi um principio demasiado subjectivo para ser levado em conta (a verdade que eu vejo não é a verdade que muita gente vê) mas quero confiar que o sejam, até porque o surgimento deste fenómeno está muito longe de ser uma daquelas coisas que, por norma, temos dificuldade de explicar. Sempre vi o mundo dos blogues como uma espécie de diário pessoal, no qual temos a possibilidade de escrever todas as parvoíces que julgamos importantes já que caracterizam de alguma forma algumas partes da nossa vida, com a diferença de ganhar uma dimensão muito mais virtual. Como sabem, os diários pessoais costumavam ser aqueles espaços privados onde as pessoas escreviam os seus desabafos, ódios e frustrações, mas aquilo que seria suposto ser apenas uma qualidade acaba também por ser o seu maior defeito. É privado sim, mas infelizmente para ele...tem o problema de ser demasiado, e, ainda que isso seja feito de forma anónima, aquilo que as pessoas realmente pretendem é poder contar todas as suas misérias ao mundo fazendo de conta que estavam a contar tudo isso só para elas, porque se a verdadeira intenção não for o diário ser encontrado por alguém, que possa lê-lo e divulgá-lo, que piada teria escrevê-lo? E é por isso que, normalmente, quando alguém inicia um diário (digital neste caso) as ideias parecem surgir espontânea e torrencialmente, que nem as chuvas de Outono, cuja intensidade só se equipara às cataratas do Niagara. As palavras saem com toda a fluidez, o ego cresce à medida que o número de visitas for aumentando e o mundo da blogosfera fica enriquecido com mais um espaço interessante para descobrir, já que, cada individuo representa por si só um mundo novo ansioso para ser descoberto. Enfim, em teoria tudo isso é muito bonito e só faltará o arco-íris e os elefantes a saltar de flor em flor, mas infelizmente existe um grande senão nesta história...que é aquele momento em que já cagamos tudo e dá-nos a porra de uma branca. (olha, afinal fui brejeiro!).
Acho que todo o ser humano deve conhecer muito bem esta sensação e acredito que não deve haver blogger nenhum à face da terra que já não tenha enfrentado este problema pelo menos uma vez durante a sua digital existência. Há um momento na nossa vida em que sentimos simplesmente que esgotamos todas as nossas ideias e que já não temos mais nada para dizer ao mundo. Dá-nos assim tipo uma "apagão"psicológico, percebem? um bloqueio da mente ou até mesmo a inquietante sensação de termos o cérebro vazio. Se calhar, dentro de nós, continua a existir muita coisa que ansiamos deitar cá para fora, nem que seja apenas asneira, mas falta-nos a paixão, vontade ou força anímica para o fazer, e, por força disso, as palavras não conseguem saltar para o teclado e acabamos por não dizer nada. Parecemos atacados por uma espécie de letargia espiritual, que muitas vezes também gosto de chamar de "preguicite aguda". Enfim, ao longo da minha digital existência (gostei deste termo e já por isso decidi aplicá-lo novamente), que, caso não saibam, foi iniciada em 2007 depois de muitos shots metidos na tripa e um encontro amoroso mal sucedido que fez-me confundir a Lili Caneças com a Cristina Ferreira, já conheci essa sensação por duas ou três vezes, que resultaram sempre num desaparecimento temporário do mundo da blogosfera. Primeiro, talvez resultado de algum fastio ou cansaço cerebral, desapareci em meados de Fevereiro de 2009 e só voltei no mês de Julho do ano seguinte. Depois, durante cerca de um ano mantive-me por cá e brindei o meu público com textos de inegável valor literário que, verdade seja dita, talvez apenas José Saramago consiga suplantar, e um sentido de humor terrivelmente delirante que muita gente diz ser único e sem igual (cuja esta minha última referência a Saramago poderá facilmente comprovar), para depois voltar a desaparecer, desta feita por razões de saúde que foram devidamente explicadas aqui e aqui, e ressuscitar passado outros dois anos. A partir dai, nem eu sei como é possível explicar isto. Escrevi um único post, que, modéstia à parte, deve ter sido das coisas mais lindas que escrevi e prometia anunciar o meu regresso em grande - fazendo com que toda a gente já rejubilasse de alegria -, mas estranhamente acabei por não publicar mais nada e desapareci logo depois. Voltei passado 4 meses para satisfazer o maior momento epifânico que tive o desprazer de sentir até hoje e que levou-me a publicar esta porcaria e paff...voltei a sumir que nem aquelas bananas que certos presidiários conseguem fazer desaparecer no rabo quando se sentem aborrecidos por detrás das grades e estão armados em mágicos. Felizmente depois disso consegui reaparecer...3 anos e alguns meses depois (mais ano, menos ano)...e desde então tenho conseguido manter-me por cá. Tem graça mas agora que tive a possibilidade de contar melhor, apercebo-me que afinal não foram duas nem três mas sim quatro as vezes que desapareci, o que não tem relevância nenhuma para quem me lê, mas como eu sempre fui viciado em pormenores que só interessam à quinta pata do burro que costuma aparecer no presépio para aquecer o menino jesus, achei particularmente importante mencionar isso. Se ficarem confusos e tiverem alguma dificuldade para acompanhar a minha linha de raciocínio, façam de conta que sou o "orelhas" do Benfica quando ele aparece na televisão a pedir ao mundo do futebol para que haja mais verdade desportiva. Bem, verdade seja dita, talvez este não tenha sido o melhor exemplo, já que...até eu acabei por baralhar-me. Luís Filipe Vieira e verdade desportiva são coisas que não costumam ligar muito bem. Aliás, fiquei tão baralhado que já nem sei porque razão lembrei-me de escrever este post, e quando alguém já não sabe o que há de dizer mais vale ficar calado. Fui.
Ps: Mas quem me manda a mim falar do Benfica? Talvez me lembre do resto amanhã... :)
Imaginem que...
| Imagem da net |
...Algures neste país, mais concretamente, perto da minha área de residência, havia um sujeito numa fila da caixa de pagamento do Pingo Doce (que só por coincidência, foi também onde eu estive esta manhã), que, depois de ter olhado em volta, apercebeu-se sem grande esforço que por detrás dele estava uma mulher bastante nova e magra com um rico "pipinho" na barriga bem salientado - que revelava claramente uma potencial gravidez -, e que, depois de se aperceber que o tempo de espera na fila previa ser bastante grande, ficou cheio de pena da moçoila e com intenção de ser prestável virou-se para ela dizendo...
- A senhora se quiser pode utilizar a caixa 10 que vai ter logo prioridade.
- Ah não, obrigada. Levo comigo 15 produtos e a caixa só aceita 10.
- Não, não é isso. Não é a caixa rápida. Referia-me à caixa prioritária para mulheres grávidas.
- Mas eu não estou grávida!
- Não????......(xiiiiiiiiii que raio fui eu fazer????)
- Oh minha senhora, peço-lhe mil desculpas por aquilo que acabei de fazer.
- Não tem mal, não se preocupe. Já estou habituada...
- E pronto...se me sentia mal, agora fiquei ainda pior.
Sejam sinceras. Se fosse com vocês, seriam capazes de perdoar uma imbecilidade* destas?
É sabido que as mulheres passam a vida a dizer que os homens são uns broncos insensíveis...e, verdade seja, agora já começo a entender o porquê...
(* Por objecção de consciência recuso-me a revelar a identidade do imbecil...)
Vai uma rapidinha?
- Bom dia, dê-me uma rapidinha por favor.
- Uma quê?
- Uma rapidinha.
- Desculpe?
- Uma rapidinha de 2 euros.
- Uma raspadinha de 2 euros, quer você dizer?
- Sim, não foi isso que eu disse?
- Não.
- O que é que eu disse, então?
- Que queria uma rapidinha.
- Uma quê?!!! (Pensador coloca a mão na cabeça). Você desculpe mas não sei onde é que estava com a minha cabeça.
- Eu também não sei mas deu perfeitamente para ficar com uma ideia...
(Que tristeza...)
- Uma quê?
- Uma rapidinha.
- Desculpe?
- Uma rapidinha de 2 euros.
- Uma raspadinha de 2 euros, quer você dizer?
- Sim, não foi isso que eu disse?
- Não.
- O que é que eu disse, então?
- Que queria uma rapidinha.
- Uma quê?!!! (Pensador coloca a mão na cabeça). Você desculpe mas não sei onde é que estava com a minha cabeça.
- Eu também não sei mas deu perfeitamente para ficar com uma ideia...
(Que tristeza...)
Que coisa mais estranha...
E que nome se pode dar...
...às pessoas que passam a sua vida a falar mal...
...das pessoas que passam a vida a falar mal dos outros?
Tentei responder a isto mas o meu cérebro acabou por dar um nó.
Aquilo que mais adoro nas Festas de São João...
...É a oportunidade de poder dar umas boas marteladas! hehehehe :)))
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| Imagem daqui |
| Imagem daqui |
Normalmente são sempre as melhores marteladas do ano e a Jolie-lá-de-casa nunca me deixa ficar mal. Passa sempre com especial distinção. Até hoje, nunca se negou a acompanhar-me, está sempre pronta para a folia, e juntos fazemos uma equipa terrível na arte de "martelar". Mas antes de fazermos a "Festa", temos um ritual só nosso que seguimos religiosamente desde há vários anos e que nenhum de nós se atreve a deixar de cumprir:
Ela arranja os pimentos, mete as broas na cesta e prepara as guarnições, enquanto eu lavo o pepino e os tomates e depois só tenho que agarrar-me à sardinha. No final... acabamos sempre por fazer os dois juntos um bom caldinho...que só fica verde porque temos muita relva e ficamos deitados no chão... :)
Até parece castigo...
Consigo compreender isto...
- De litro, meio litro ou 33 cl?
- A mais pequena...
- Com gás ou sem gás?
- Sem gás...
- Quer fresca ou natural?
- Fresca por favor...
E também consigo compreender isto...
- Quer um Pingo directo? (Garoto)
- Sim, mas só com um fio de leite...
- Mas quer o leite quente ou frio?
- O café quente e o leite frio por favor...
- E quer a chávena quente?
-....sim...por favor...
Mas por mais que tente...não consigo entender isto...
- Uma aposta?
- Sim...
- Do Euromilhões?
- Sim...
- Uma aposta simples?
- Sim..
- 2,5 euros, certo?
- Sim...
E o pior, é que esta merda só acontece comigo...
...naqueles dias em que pareço uma ilha e não sinto vontade nenhuma de falar com as pessoas...
Parece castigo!

Parece castigo!

No dia da Terra...

Hoje, por todo o mundo, festeja-se o dia da Terra e este talvez seja o post que as pessoas irão menos gostar de ler de todos aqueles que escrevi. Mas primeiro comecemos pela parte boa e vamos falar deste dia tão singular que desde 1970 tem procurado despertar a consciência dos homens para os problemas ambientais que tem fustigado cada vez mais a saúde ambiental do nosso Planeta. Hoje talvez seja possível encontrar pelo mundo um resquício dessa consciência. Acredito que um pouco por toda a parte, desde a América até a cochinchina, as cadeias televisivas irão fartar-se de noticiar tudo o que de mais belo e bonito está a ser feito neste dia para tornar o planeta mais limpo e mais amigo do ambiente. Com recurso a imagens de todo o tipo, seja de um velhote a plantar uma palmeira no Haiti ou uma turma de crianças a dar as mãos e a fazer uma rodinha à volta de uma árvore algures no Japão, ou até mesmo de um chinês a fazer festinhas na cabeça de um urso panda, seremos imediatamente transportados para um mundo imaginário onde é possível haver paz e amor entre os homens, onde o futuro da humanidade tem um aspecto risonho e a poluição do planeta ficou condenada a tornar-se apenas um mito. Hoje, um pouco por toda a parte, haverá quem apanhe um papel do chão e quem faça a distribuição correcta do lixo no ecoponto. Vidros no contentor verde, pilhas no "pilhão" vermelho, papeis e cartão no azul, metais e embalagens de plástico no amarelo. Wuauu! hoje haverá muita gente orgulhosa de si própria, e sentirá muita pena de não poder fazer isso todos os dias. Tomará que o "Dia da Terra" pudesse ser celebrado todos os dias e talvez assim já fosse possível...
Hoje toda a gente é "Green". Hoje toda a gente é amiga do planeta.
Mas amanhã já é outro dia, e tudo aquilo que hoje consideram importante relembrar, amanhã tudo deixa de ter significado. O ser humano, infelizmente, tem a memória demasiado curta e consegue esquecer à velocidade da luz tudo aquilo que considera de pouco interesse. Toda a gente gosta de ter um planeta verde, com campos verdejantes, céus de azul cristalino e oceanos de azul profundo, mas as pessoas só se lembram de valorizar tudo isso quando um certo dia acordam de manhã e dão-se conta que deixaram de o ter. Sejamos honestos, ninguém se lembra da camada do ozono, das alterações climatéricas, da subida do nível das águas do mar, do aumento acelerado da temperatura global do planeta ou do filme do Al Gore, a não ser quando uma tempestade violenta lhe aparece à porta e leva o telhado, uma montanha se abate sobre as povoações circundantes através do deslizamento de terras provocado pela chuva insistente ou um tsunami surge sem aviso varrendo tudo à sua passagem, provocando centenas ou milhares de vitimas. Enquanto a tragédia viver na casa alheia ninguém fica preocupado com nada. Ufa, foi mesmo ali ao lado - pensará muita gente enquanto a mídia contabiliza o números de mortos provocados por um deslizamento de terras ocorrido algures nas Filipinas. O mundo estará sempre bem para a parte do mundo que estiver a viver bem. Mas mesmo quando não acontece nada, nada está bem em lado algum, nem nunca estará.
E é neste ponto que eu chego à parte menos divertida deste post. Se não quiserem ficar deprimidos, aconselho-os desde já a parar de ler este texto. Lamento dizer-vos mas seja qual for o esforço do homem, o destino da humanidade será sempre dramático. Pode não ser agora, pode não ser daqui a 100 anos, ou mil, mas um dia irá sê-lo de certeza absoluta e quando esse dia chegar...ninguém lamentará o desaparecimento do Tigre da Sibéria, do Urso Panda, da Onça Pintada, do Tubarão Branco, do Golfinho, da Coruja das Torres ou do Koala, e se encontrar algum deles, será sempre para metê-lo imediatamente na barriga antes que mais alguém apareça. Vejam as coisas desta forma. Comparem o planeta Terra a uma chávena de café e nós somos os pingos de café que estamos a ser introduzidos lenta e docemente dentro dela. Façamos o que fizermos, haverá um dia em que já não haverá espaço e a chávena irá entornar, e nessa altura...a vida do homem será muito dramática. Iremos matar-nos uns aos outros e, para sobrevivermos, poderemos ser forçados a ter que fazer coisas muito desumanas para comer. Não sei se já terá acontecido no passado, mas sei que irá acontecer seguramente no futuro. Assim, acredito muito firmemente que todas estas alterações climatéricas que são resultado de todo o mal que estamos a fazer ao nosso planeta, ao invés de virem a ser a destruição do homem, acabará por ser a salvação da sua presença no mundo. Para uma parte dela e por mais um período de anos pelo menos, porque em todas as carnificinas, genocídios e tragédias humanas relatadas na nossa história, há sempre uma parte que consegue sobreviver ao mais terrível dos apocalipses. Como uma rosa nascida no meio do cimento, para começar tudo de novo...quiçá.
Eu avisei que vocês não iam gostar...
Hoje toda a gente é "Green". Hoje toda a gente é amiga do planeta.
Mas amanhã já é outro dia, e tudo aquilo que hoje consideram importante relembrar, amanhã tudo deixa de ter significado. O ser humano, infelizmente, tem a memória demasiado curta e consegue esquecer à velocidade da luz tudo aquilo que considera de pouco interesse. Toda a gente gosta de ter um planeta verde, com campos verdejantes, céus de azul cristalino e oceanos de azul profundo, mas as pessoas só se lembram de valorizar tudo isso quando um certo dia acordam de manhã e dão-se conta que deixaram de o ter. Sejamos honestos, ninguém se lembra da camada do ozono, das alterações climatéricas, da subida do nível das águas do mar, do aumento acelerado da temperatura global do planeta ou do filme do Al Gore, a não ser quando uma tempestade violenta lhe aparece à porta e leva o telhado, uma montanha se abate sobre as povoações circundantes através do deslizamento de terras provocado pela chuva insistente ou um tsunami surge sem aviso varrendo tudo à sua passagem, provocando centenas ou milhares de vitimas. Enquanto a tragédia viver na casa alheia ninguém fica preocupado com nada. Ufa, foi mesmo ali ao lado - pensará muita gente enquanto a mídia contabiliza o números de mortos provocados por um deslizamento de terras ocorrido algures nas Filipinas. O mundo estará sempre bem para a parte do mundo que estiver a viver bem. Mas mesmo quando não acontece nada, nada está bem em lado algum, nem nunca estará.
E é neste ponto que eu chego à parte menos divertida deste post. Se não quiserem ficar deprimidos, aconselho-os desde já a parar de ler este texto. Lamento dizer-vos mas seja qual for o esforço do homem, o destino da humanidade será sempre dramático. Pode não ser agora, pode não ser daqui a 100 anos, ou mil, mas um dia irá sê-lo de certeza absoluta e quando esse dia chegar...ninguém lamentará o desaparecimento do Tigre da Sibéria, do Urso Panda, da Onça Pintada, do Tubarão Branco, do Golfinho, da Coruja das Torres ou do Koala, e se encontrar algum deles, será sempre para metê-lo imediatamente na barriga antes que mais alguém apareça. Vejam as coisas desta forma. Comparem o planeta Terra a uma chávena de café e nós somos os pingos de café que estamos a ser introduzidos lenta e docemente dentro dela. Façamos o que fizermos, haverá um dia em que já não haverá espaço e a chávena irá entornar, e nessa altura...a vida do homem será muito dramática. Iremos matar-nos uns aos outros e, para sobrevivermos, poderemos ser forçados a ter que fazer coisas muito desumanas para comer. Não sei se já terá acontecido no passado, mas sei que irá acontecer seguramente no futuro. Assim, acredito muito firmemente que todas estas alterações climatéricas que são resultado de todo o mal que estamos a fazer ao nosso planeta, ao invés de virem a ser a destruição do homem, acabará por ser a salvação da sua presença no mundo. Para uma parte dela e por mais um período de anos pelo menos, porque em todas as carnificinas, genocídios e tragédias humanas relatadas na nossa história, há sempre uma parte que consegue sobreviver ao mais terrível dos apocalipses. Como uma rosa nascida no meio do cimento, para começar tudo de novo...quiçá.
Eu avisei que vocês não iam gostar...
Pensador, o Rei Midas...

Reparei hoje que o Blogue "As receitas do Pensador" que criei propositadamente em Junho de 2017 para partilhar as minhas receitas favoritas com o mundo da blogosfera e revelar também aquilo que mais adoramos comer cá em casa, já não sofre uma actualização a mais de....9 meses. Uma vergonha. Shame on you, Pensador. Não é que não tenha tempo de escrever, ou melhor, também é isso, mas é sobretudo mais uma questão de falta de vontade. Quando criei esse projecto, na altura julgava que ia sentir-me muito mais entusiasmado com ele mas hoje apercebo-me que foi apenas sol de pouca dura ou também conhecido por "tesão do mijo" para aqueles que nunca viram o sol e não sabem ao que ele parece (não estão sempre a dizer que estamos cada vez mais parecidos com os homens das cavernas?). Foi por isso que hoje decidi anunciar ao mundo que tomei uma decisão importante. Isto é, importante para mim porque o resto do mundo deve estar a borrifar-se para isso, mas sempre gostei de sentir-me como uma espécie de "Rei Midas" cujas acções acabam sempre por afectar o mundo de alguma forma sem ser através da sua inusitada capacidade de transformar as coisas em ouro. Para que não haja dúvidas, a única coisa que eu consigo realmente transformar é tudo aquilo que meto para a tripa numa pasta carregada de proteínas que os peixinhos vão também poder degustar mais tarde quando for tudo para ao mar (Porra Francisco, tinhas mesmo que escrever isso??). Mas deixemos os entretantos e passemos logo aos finalmentes. Hoje decidi que vou acabar com o Blogue "As receitas do Pensador" e passar a publicar todas as receitas que gosto de comer neste espaço aqui, ao ritmo que me apetecer e parecer possível. Gradualmente irei voltar a publicar todas as receitas publicadas até hoje, tentando fazê-lo de forma moderada e oportuna, aproveitando aqueles dias em que não tiver nada para vos dizer, e de modo a não fazer este Blogue parecer outro site de culinária. Quando terminar de passar as receitas para este lado, depois poderei eliminar com o outro lado de vez. Acho que desta forma não vou saturar-me tão depressa nem deixar de cumprir a minha missão de tornar este mundo muito melhor para viver, fazendo a sociedade engordar de felicidade em vez de emagrecer...
Podemos aumentar as possibilidades de não morrermos de um cancro se tivermos uma alimentação mais saudável, mas nada reduz as possibilidades de ficarmos engasgados com a dita comida e não haver ninguém por perto que saiba fazer a manobra de heimlich, de sermos atropelados na rua por um carro, de sermos apanhados por uma onda do mar na praia, de morrermos sufocados pelo calor dentro de um prédio em chamas, de sermos sugados por um tornado, de sermos a vitima mais recente de um ataque terrorista, ou de levarmos com um avião ou um helicóptero em cima da cabeça durante a noite se vivermos perto de um aeroporto. Todas as probabilidades que tentamos aumentar acabam por ser anuladas ou reduzidas por outras que tentamos eliminar, e vice versa. É o equilíbrio da vida...
Don´t Worry...Be Happy...
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| Imagem da Net |
Onde quer que a gente esteja, mesmo na dor ou na tristeza, há sempre uma surpresa por revelar, um mistério por desvendar, uma alegria para dar, um abraço para partilhar, um coração para amar e um sorriso para ti...
O conto do vigário...

Bem, ontem apanharam-me num dia bom, formidável mesmo, e a conversa decorreu mais ou menos assim...
- Estou sim, bom dia...tenho o prazer de estar a falar com quem por favor?
- Com quem é que o senhor deseja falar?
- É do número 91XXXXXXX?
- Sim, está correcto, e o senhor é?
- Peço desculpas, não me apresentei. Sou o Arnaldo da empresa "Já-vais-ser-comido, Lda" e tenho boas noticias para si. Pode dizer-me o seu nome?
- Posso Sr Arnaldo da empresa "Isso-pensas-tu, Lda", mas se não sabe o meu nome...como é que sabe se as boas noticias são para mim?
- Hahaha...bem visto caro senhor! (merda, calhou-me um engraçadinho...). Bem, na verdade não sabia, apenas sei que na sua qualidade de proprietário do numero que estou a ligar isso faz de si automaticamente o destinatário das boas noticias.
- Ah! agora percebi...e que boas noticias são essas?
- Tenho o prazer de estar a falar com...?
- Francisco, Francisco o Pensador.
- Bom dia Sr Francisco, tal como já tinha dito represento a empresa "Estás-no-papinho, Lda" e tenho o prazer de lhe anunciar que o senhor acaba de ganhar uma colcha e uma capa de edredom que possuem um valor comercial total de 49,99 Euros.
- Eu?? a sério?? Eh pá, devo ser um tipo mesmo cheio de sorte...e qual é o "mas"?
- O "mas"? não percebi.
- Sim, o "mas" da história. Aquele que surge sempre depois de sabermos que ganhamos um fabuloso prémio de uma empresa que não conhecemos de lado nenhum. Aquele que diz...você ganhou mas...
- Sr Francisco, garanto-lhe que não há "mas" nenhum. O senhor só vai ter que dar-me algumas informações para eu poder preencher a sua ficha e reservar o prémio em seu nome e depois dirigir-se ao Hotel "É-aqui.que-vais-ser-comido" na cidade da Maia para poder levantá-lo.
- Ui? a sério? Só mesmo isso? Só vou ter que dirigir-me ao Hotel "Já-muitos-tentaram-e-ainda-ninguém-conseguiu" e só tenho que levantar o meu prémio sem ter que fazer mais nada?
- Exactamente Sr Francisco.
- Boa! Posso ir lá agora? Vivo a 2 minutos desse hotel e vou trabalhar daqui a uma hora, por isso, consigo dar lá um saltinho num instante e depois sigo para o meu trabalho.
- Calma, calma Sr Francisco, primeiro temos que preencher a sua ficha e combinar algumas coisas. Sabe que isto requer uma certa burocracia...
- Sim, sim...compreendo...que precisa de saber?
- Bem...pode dizer-me o seu nome completo?
- Posso, Francisco "Arrebenta-Cus" Pensador. (Nome falso)
- O Sr é casado?
- Sim, sou.
- Posso saber o nome da sua esposa?
- Sim, Angeline-Jolie-mas-não-é-aquela-do-Brad-Pitt. (Também um nome falso)
- Tem filhos Sr Francisco?
- Sim, 8 filhos. (hahahahahahahahahahahahaha....)
- 8 Filhos Sr Francisco???
- Pois...que quer Sr Arnaldo, cada vez que tentava fazer um...nasciam trigêmeos. Só os últimos é que foram gémeos, e não foram planeados...
- Mas está mesmo a falar a sério?
- Claro que estou! Porque haveria de brincar com isso?
- Bem...Confesso que é muito incomum ver uma família tão numerosa, dou-lhe os meus parabéns Sr Francisco.
- Obrigado Sr Arnaldo, é uma dor de cabeça mas tem valido a pena.
- Bem...Pode dar-me a sua morada completa?
- Claro, 89 Rua do Longe-mas-mesmo-muito-longe-da-minha-casa-e-é-tão longe-que-na-verdade-nem-sei-se-existe.
- Sabe o código postal da sua rua?
- Aquele código com muitos números?
- Sim, esse todo.
- Gostava de dizer-lhe mas nunca fui bom aluno de matemática. Na escola conhecia a tabuada até 5 e pouco mais.
- Não consegue memorizar 5 números?
- Quem eu? Fico com dores de cabeça só de pensar nisso.
- Não faz mal, eu depois procuro.
- Isso, obrigado. (Se o encontrar ofereço-lhe um porquinho...)
- Sabe dizer-me o seu número de contribuinte?
- Mais números??? Está a brincar?
- Não tem o seu cartão de cidadão consigo?
- Eu sei lá dessa porra, a minha mulher é que arruma tudo isso. Eu sou daqueles que perdem tudo.
- Bom, para já não é importante...mas quando for ao hotel com a sua mulher para levantar o seu prémio, pedia-lhe o especial favor de o levar consigo.
- Quando for com a minha mulher? Não posso ir sozinho?
- Bem...tem razão Sr Francisco, não lhe falei ainda sobre essa parte. A nossa empresa está a oferecer estes prémios aliciantes para dar-se a conhecer no mercado e captar a atenção das pessoas. Como tal, quando for levantar o seu prémio, alguns colaboradores lá presentes vão desejar conhecê-los melhor e saber a vossa opinião sincera sobre os nossos produtos para que possamos ter uma ideia mais concisa sobre o nosso real valor no mercado.
- E isso vai demorar muito tempo?
- Bem, Sr Francisco, poderá demorar alguns minutos. Não sei dizer, trinta minutos ou no máximo uma hora. Apenas o tempo suficiente para que o meu colega possa apresentar ao Sr Francisco e a sua esposa alguns produtos disponibilizados pela nossa empresa...
- Apresentar...? Espera ai! Não me diga que vou ter uma daquelas sessões onde a gente tem que se sentar numa mesa e depois um habilidoso qualquer tenta forçar-nos a comprar colchões, purificadores de água, aspiradores e essa treta toda??
- Não Sr Francisco, nós não forçamos as pessoas a comprar nada. Apenas queremos falar consigo e a sua esposa, mais nada.
- De certeza? Olhe que eu sou um tipo muito temperamental. Da última que tentaram fazer-me essa brincadeira, acabei por enervar-me e as coisas correram muito mal. O tipo foi parar ao hospital, percebe? Não gosto de ser tomado por lorpa! Se isto tem o propósito de fazer-me comprar coisas é melhor dizê-lo já, porque se eu chegar ao hotel e em vez do prémio houver colchões à minha espera...vou partir aquela merda toda!
- Tenha calma Sr Francisco, não é nada daquilo que você pensa. Garanto-lhe que somos uma empresa séria. Era apenas para ter uma conversa informal. Mas o Sr Francisco parece estar um pouco desconfiado sobre as nossas intenções e talvez seja melhor contactá-lo numa outra altura. Numa altura em que talvez esteja menos nervoso...
- Sim, acho que se calhar é realmente melhor fazer isso...(queria comer-me de cebolada mas agora já não lhe cabe um feijão, coitado...) mas então e o meu prémio? Ainda tenho direito a ele?
- Claro, claro...como é óbvio, mas talvez seja preferível contactá-lo daqui mais alguns dias, após o senhor conhecer melhor a razão de existência da nossa empresa e informar-se sobre a forma séria como trabalhamos bla bla blá bla bla blá...através de uns panfletos que vamos tratar de enviar-lhe pelo correio....bla bla blá bla bla blá...
- E depois vocês voltam a contactar-me?
- Sim, sim...Sr Francisco.
- Não vou perder o meu prémio?
- Não, não...Sr Francisco, esteja descansado.
- Bom...nesse caso, vou ficar a aguardar o vosso contacto. E até lá, olhe...muito obrigado por tudo! Você já conseguiu alegrar o meu dia.
- De nada, de nada...Sr Francisco. Adeus.
- Pois....Adeus e Faz Boa Viagem...hahahahaha
Que tristeza. A sério que ainda há gente que consegue cair nesse tipo de emboscada? Este país parece mesmo um "eldorado" para toda sorte de aldrabões e todo o género de cretinices. E eu continuo com esta maldita falta de sorte. Tanto lorpas por este país fora e tinham logo que telefonar para minha casa? Pensei que a sexta-feira 13 fosse só hoje mas já era de prever que comigo ela lembra-se sempre de vir mais adiantada. Um fabuloso prémio disse ele...que só devia mesmo ser suplantado pela "fabulosidade" do prémio que estava no Hotel à minha espera. Um prémio do caraças. O melhor da rifa. Daqueles que fazem chorar qualquer um ao fim do mês. A sorte do individuo é que eu estava num dia bom, porque se fosse noutro dia qualquer tinha-o mandado logo à merda. Já não tenho paciência...
E a melhor frase de Amizade foi...quase minha???!
Demorei um bocadinho a falar sobre isto mas quem me conhece não ficará certamente espantado porque sabe que o meu relógio mental não funciona como a maioria das pessoas. Ou anda demasiado adiantado no tempo ou então dá-lhe para ficar um bocadinho atrasado, o que me leva por vezes a ter que fazer um "refresh" mental para acertar os meus ponteiros e actualizar o meu bio-horário. Sim, vocês acertaram em cheio, toda esta conversa não passa de uma tanga mal disfarçada mas foi a única que me lembrei de debitar aqui para iniciar este post de uma forma que o fizesse parecer inteligente aos outros sem que parecesse uma grande salada para mim. Faço isso frequentemente e, por vezes, faço-o tão bem que até eu acabo por acreditar nisso. Mas adiante (e agora a sério desta vez).
Ora ai está algo que não estava nada nada nada mas mesmo nada à espera que pudesse acontecer-me. Lembram-se de eu falar aqui sobre um passatempo que a minha amiga Ni estava a organizar no seu estaminé sobre a temática da Amizade? Pois...parece que a frase escrita aqui pelo "monsieur penseur" recolheu muitas boas impressões dos internautas e fez-me conquistar um glorioso e muito honroso 2º lugar. Quem arrecadou o 1º prémio foi a amiga Afrodite, do blogue JARDINS de AFRODITE, e com total merecimento, diga-se, porque apesar de ter sido necessário realizar uma 2ª votação de desempate para eleger a melhor frase, considero-a surpreendentemente bela e muito melhor do que a minha, sentindo-me orgulhoso por ter contribuído para a sua grande vitória através da nota máxima que tive o direito de atribuir-lhe. Frase essa que vou transcrever aqui para que todos possam apreciar este grande momento de inspiração.
"Um amigo verdadeiro é aquele que não precisa de palavras para saber o que nos vai na alma e com quem, de mãos dadas, cruzamos juntos rios de cumplicidades." (Afrodite)
Ora ai está. Uma belezura não é? Toda a pessoa que sabe definir a amizade de uma forma tão bonita merece ter grandes amigos à sua volta. A minha frase, ao que parece, também era bonita, e soube valorizar a vitória da Afrodite, mas fiquei sobretudo feliz por saber que ela soube entrar directamente no coração da pessoa cuja amizade pretendia homenagear. Distanciou-se um bocadinho da narrativa assumida pela frase vencedora, assumindo também uma certa influência poética que faz parte da minha personalidade e que por vezes gosto de deixar escapar, porque acima de tudo queria fazê-la parecer bonita (que nem um poema) e digna da pessoa homenageada.
"És a mão estendida, o sorriso na hora certa, o silêncio que fala sempre que a voz se cala, para escutar a alma, com a ternura que salva, e uma porta sempre aberta" (Francisco o Pensador)
E pronto, foi um grande passatempo - que decorreu às mil maravilhas como só a Ni consegue fazer - e uma deliciosa experiência para todos aqueles que tiveram a oportunidade de participar. Certamente que haverá outras iniciativas deste género porque tudo aquilo que tem valor merece que lhe seja atribuída uma resposta em jeito de aposta continuada, e no meio de tanta falsidade camuflada nas redes sociais, é bom saber que ainda existem espaços verdadeiros e genuínos onde a amizade é traduzida na forma como ela realmente se apresenta e pode ser tratada com o respeito que ela realmente merece. Por tudo isso, gostaria de agradecer a Ni a oportunidade que concedeu-me de poder participar, por toda a canseira que teve, pela sua dedicação e imediata prontidão no sentido de atender a todas as solicitações de que foi alva e manter o passatempo actualizado, mas sobretudo, pelo seu incansável esforço de querer consagrar a "Amizade"como um dos maiores e mais belos valores fundamentais da vida.
Obrigado Nina.
Francisco no império dos sentidos...
Ontem foi um dia formidável. Mal acordei, fui logo coberto de muitos beijinhos pela minha chérie. Não porque ela tencionasse fazer-me uma surpresa para abrir em grande o dia de S. Valentim, mas sim para agradecer-me a surpresa que recebeu quando se levantou de manhã e dirigiu-se à cozinha. Na véspera tinha deixado sobre a mesa um enorme bouquet de rosas dentro de uma jarra e uma caixa de bombons de chocolate da Ferrero Rocher que ela tanto adora, devidamente equipados com um cartãozinho anexado onde se podia ler:"Bom dia Princesa! Feliz dia de S. Valentim. Isto é apenas um aperitivo, mas não te esqueças que logo à noite eu vou ter que ser a sobremesa!". Pelo vistos ela gostou da mensagem e para mim isso era óptimo. Adoro quando a minha mulher fica feliz e bem disposta porque o retorno nesses dias costuma ser também igualmente bom. Fui trabalhar, um dia de trabalho normal como qualquer outro, mas desta vez parecia-me que as horas não passavam e o dia nunca mais acabava. Seria ansiedade de ver o Porto jogar contra o Liverpool? É que eu sentia uma vontade brutal de marcar golos. Até que, mais ao menos a meio da tarde, fui invadido por um pensamento persistente. E se eu levasse a minha chérie a jantar fora? É verdade que sou sempre obrigado a sair tarde do trabalho mas quando a vontade é grande...não há barreiras que consigam demovê-la. Por um momento pensei no Porto e no quanto seria óptimo beber umas bejecas com os amigos e cantar os golos todos, mas depois lembrei-me que não bebia álcool e os amigos estão todos emigrados no estrangeiro. Eu já sabia que, no final, ia optar por comer no restaurante com a minha chérie, mas, para que não seja apenas favas contadas, gosto de pensar que tive de ser convencido à isso. Liguei à minha mulher e dei-lhe a boa noticia. Ela ficou tão feliz que quase dava para sentir o quanto o seu forninho ficou quente do outro lado do auscultador. Neste dia estava em grande. Só sabia somar pontos.
Quando cheguei a casa, já estava tudo pronto à minha espera. A sogra na cama, a minha mulher toda boneca e bem produzida e os meus dois rapazes para servirem de velas. Querias ir ao chinês sem nós?perguntaram eles. Claro quesim não, respondi eu. Vamos todos juntos, até porque vestidos dessa maneira pareceis dois bonitos candelabros. Ha...ha...ha...que piada, retorquíram...
O jantar correu às mil maravilhas. Não há como um restaurante chinês para servir comida chinesa (credo, esta veio mesmo do fundo da alma). A decoração, somado ao bom ambiente do restaurante, transpirava um romantismo tão bonito que quase fazia lembrar o "Império dos sentidos". Depois de algumas manteigas barradas em pão seco aquecido no forno, comemos crepes, sopas com barbatanas de tubarão, um Chop-suey de vaca, outro de gambas e outro de porco e um prato qualquer de carne de vaca com molho de lostras. Ostras, isso!...e tudo comido com faca e garfo porque se viessem com a porcaria dos pauzinhos eu saberia dizer ao garçom chinês onde é que podia enfiá-los. A nossa mesa tinha 2 velas acesas e quando olhei para elas e depois para os meus rapazes, com ar matreiro e sorridente, eles deixaram de falar para mim a noite toda. Mas o ambiente estava óptimo e no fim até tiveram direito a gelado frito. E eu à conta, claro. Mas vá-lá, tive direito a café de borla que o chinês esqueceu-se de metê-lo na conta.
Quando voltamos para casa a família estava toda de papinho cheio. Ou melhor, quase, porque faltava a minha sobremesa. Dei uma olhada no programa da TV e fiquei a saber que ia dar as "50 sombras de Grey". Óptimo, pensei eu. Assim enquanto a cama aquece e não aquece posso sempre aprender mais alguns truques de cinema. Fui tomar um banho e quando voltei ao quarto a minha mulher já estava deitada na cama. Sabia que ela estava em lingerie e pronta para mim porque não tinha vestido o pijama. Fiz de conta que não sabia aquilo que me esperava para depois parecer surpreso e liguei a televisão para ver o Grey. Era só uma coisa de 15 ou 20 minutos, tempo suficiente para deixar a cama aquecer. Aquilo que eu não estava nada à espera...é que fosse também tempo suficiente para eu e a minha mulher adormecer-mos os dois. Que tristeza. Parece mentira mas é verdade (juro!), o filme era tão bom que acabamos por adormecer. Nunca mais caio noutra.
Está decidido. Da próxima vez, em vez de ficarmos os dois a ver as "Sombras do Grey", vamos nós fazer amor e pôr o Grey a aprender uns truques comigo...
Quando cheguei a casa, já estava tudo pronto à minha espera. A sogra na cama, a minha mulher toda boneca e bem produzida e os meus dois rapazes para servirem de velas. Querias ir ao chinês sem nós?perguntaram eles. Claro que
O jantar correu às mil maravilhas. Não há como um restaurante chinês para servir comida chinesa (credo, esta veio mesmo do fundo da alma). A decoração, somado ao bom ambiente do restaurante, transpirava um romantismo tão bonito que quase fazia lembrar o "Império dos sentidos". Depois de algumas manteigas barradas em pão seco aquecido no forno, comemos crepes, sopas com barbatanas de tubarão, um Chop-suey de vaca, outro de gambas e outro de porco e um prato qualquer de carne de vaca com molho de lostras. Ostras, isso!...e tudo comido com faca e garfo porque se viessem com a porcaria dos pauzinhos eu saberia dizer ao garçom chinês onde é que podia enfiá-los. A nossa mesa tinha 2 velas acesas e quando olhei para elas e depois para os meus rapazes, com ar matreiro e sorridente, eles deixaram de falar para mim a noite toda. Mas o ambiente estava óptimo e no fim até tiveram direito a gelado frito. E eu à conta, claro. Mas vá-lá, tive direito a café de borla que o chinês esqueceu-se de metê-lo na conta.
Quando voltamos para casa a família estava toda de papinho cheio. Ou melhor, quase, porque faltava a minha sobremesa. Dei uma olhada no programa da TV e fiquei a saber que ia dar as "50 sombras de Grey". Óptimo, pensei eu. Assim enquanto a cama aquece e não aquece posso sempre aprender mais alguns truques de cinema. Fui tomar um banho e quando voltei ao quarto a minha mulher já estava deitada na cama. Sabia que ela estava em lingerie e pronta para mim porque não tinha vestido o pijama. Fiz de conta que não sabia aquilo que me esperava para depois parecer surpreso e liguei a televisão para ver o Grey. Era só uma coisa de 15 ou 20 minutos, tempo suficiente para deixar a cama aquecer. Aquilo que eu não estava nada à espera...é que fosse também tempo suficiente para eu e a minha mulher adormecer-mos os dois. Que tristeza. Parece mentira mas é verdade (juro!), o filme era tão bom que acabamos por adormecer. Nunca mais caio noutra.
Está decidido. Da próxima vez, em vez de ficarmos os dois a ver as "Sombras do Grey", vamos nós fazer amor e pôr o Grey a aprender uns truques comigo...
Isto há cada um, que mais parece uma meia dúzia...

Anteontem passei por uma situação bastante caricata. Há já alguns anos que eu e a minha Jolie-lá-de-casa-credo-mulher-que-só-me-apetece-apertar-essas-bochechas-e-beijar-te-toda ganhamos o hábito de levantar o nosso rabinho da cama um bocadinho mais cedo ao domingo e percorrer as redondezas à procura de uma pastelaria que fosse digna da nossa presença, e do nosso calor humano, a fim de tomar o nosso pequeno-almoço matinal. Sim, eu sei, não foi um domingo mas como era feriado e todos os feriados parecem ser domingos, nesses dias gostamos de aplicar também a mesma rotina. A minha mulher sempre foi particularmente gulosa, enquanto que eu, talvez devido à minha condição masculina que não consigo renegar, sou mais do tipo guloso, o que nos leva a procurar sempre os sítios com a melhor reputação da zona, a fim de sermos surpreendidos e convencidos pelas mais extraordinárias e aprimoradas expressões de criatividade pasteleira, que é como quem diz, adoramos comer bolos. Depois de algum tempo à deriva e alguns litros de gasolina queimada, conseguimos avistar algo que parecia bastante interessante à vista porque exibia um espaço deveras aconchegante e convidativo para casais românticos e amorosos como nós e todo o género de boas famílias. Pedimos uma meia de leite para cada um, um croissant com chocolate para ela e uma nata brasileira para mim. Estava tudo uma perfeita delícia, tão perfeita que nenhum de nós sentiu vontade de refilar quando vimos o valor da conta que foi colocada sobre a mesa, no final. Para quem leva uma vida recatada e ganha milhares de euros todos os meses como eu, o que é que representa uma miserável despesa de 5,20 Euros? isso é o que nós costumamos oferecer ao padre todos os domingos quando vamos à missa, ainda que seja só em sonhos para já, porque, embora tenha casado dentro de uma, nunca me recordo onde é que fica a igreja. Mas aquilo que conta é a intenção, dizem.
Depois daquele momento "Zen" e uma boa meia hora de conversa, decidimos retornar ao nosso "Chez moi". Voltamos para o nosso carro, iniciámos a marcha, contornamos a praceta para tomar a direcção certa e de repente começamos a ver pessoas a sair de uma igreja (era ali a missa?). Como vinha imensa gente, abrandei a minha marcha e fiquei alerta a todos os movimentos exteriores porque conheço demasiado bem o meu povo e sei que nestas horas nunca ninguém se lembra da passadeira nem dos passeios. É sempre tudo ao molho e fé em Deus, e é também por isso que acontecem tantas desgraças. De nada serve ter fé em Deus se alguém estiver no meio de uma rua com carros a circular nos dois sentidos. Mas por mais que sejam ensinados, há sempre gente que não consegue perceber isso e, para o nosso grande azar, calhou-nos um desses na rifa. Já toda a gente tinha passado por nós e estava devidamente arrumada nos passeios, mas um homem de certa idade teimava em caminhar à nossa frente em passo mediano sem mostrar sinais de querer arrumar-se. De casaco de cabedal preto, calça bombazine castanha e sapatilhas Skechers (que me pareciam de senhora), era vê-lo que nem um senhor doutor da mula russa convencido de que a cidade toda lhe pertencia. Buzinei uma vez, olhou-me com desdém e peito cheio e fez de conta que não era nada com ele. Voltei a dar outra pequena buzinadela e ele voltou a cagar-se para o assunto. Normalmente sou uma pessoa muito tolerante nestas situações. Compreendia perfeitamente que aquele sujeito tinha acabado de sair da missa e que a homilia do padre podia ter sido particularmente extasiante ao ponto de levá-lo a encher o peito e achar que tem muito mais valor do que os outros à sua volta por ser filho de Deus. Compreendo também que para muita gente a velhice torna-se sinónima de teimosia, rabugice e fraca lucidez, sobretudo se essa pessoa estiver amargurada por ter levado uma vida de privações em contraste com o clima de libertinagem e a vida privilegiada que a sociedade de hoje parece gozar. Compreendo tudo isso e muito mais ainda, só que, aquele tipo, naquele fraco e preciso momento, estava a estorvar o meu caminho. Vai dai, e totalmente contra a vontade da minha mulher, dei uma valente buzinadela na direcção do sujeito e não descolei a mão da buzina até que o tipo deixasse de se armar em palhaço e saísse da minha frente. O meu plano tinha tudo para resultar e resultou. Depois de perceber que estava a rua inteira a olhar para ele, parou repentinamente, virou-se para mim com um ar terrivelmente ameaçador e proferiu algumas palavras imperceptíveis ao mesmo tempo que gesticulava fervorosamente os seus braços. Mais um nabo armado em super-homem, pensei eu. Mais uma manhã linda que vai ficar estragada, deve ter pensado a minha mulher. Muito francamente não sei explicar o que aconteceu ou porque razão isto tinha que acontecer, só sei dizer que mal sai do carro para falar com o homem e o fulano me viu de pé, o peito dele esvaziou-se que nem uma boneca insuflável furada e desatou a correr que nem um maluco como se estivesse a fugir de algum demónio. Foi incrível, nunca tinha visto um velho a correr tão depressa. Voltei a entrar dentro do carro, olhei incrédulo para a minha mulher e disse. Compreendestes alguma coisa? Não, respondeu-me ela. Vale a pena tentar compreender alguma coisa? perguntou-me ela de volta. Não, respondi eu. E seguimos viagem...
Pergunto-vos agora a vós. O que é que raio se passa com as pessoas?
É preciso acreditar no amor...
Hoje, numa conversa com a catequista do meu filho mais novo, foi-me feita esta pergunta...
- Francisco, você acredita no Amor?
Ao que eu respondi...
Ao que eu respondi...
- Se acredito? mas é claro que acredito!
Eu e a minha mulher fartámo-nos de fazer amor todos os dias... :)
Eu e a minha mulher fartámo-nos de fazer amor todos os dias... :)
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E a Melhor Frase de Amizade é...minha, pois claro! :)
A minha grande amiga Ni, autora do blogue "SIMPLESMENTE NI", decidiu organizar mais um fantástico concurso/passatempo, dirigido a toda a blogosfera, e no qual é lançado o desafio de escrever uma linda frase sobre a Amizade. As regras deste concurso podem ser encontradas aqui e são muitos simples. Até ao dia 11 de Fevereiro de 2018 (amanhã!) quem estiver interessado em participar terá que enviar para o mail "Ni.entreamigos@gmail.com" uma frase genuína da sua autoria sobre o valor da amizade e o nome de uma música que gostariam de ouvir. À medida que elas forem chegando, a autora do blogue compromete-se a publicá-las no seu blogue para que possam ser apreciadas pelos restantes internautas.
No blogue dos participantes, deve ser colocado o selo de participação que será remetido por mail (quem não tiver blogue recebe o selo na mesma para memória futura mas sem obrigatoriedade de o publicar). Depois, nos dias 12 e 13 de Fevereiro as frases serão colocadas à votação e no dia 14 de Fevereiro a frase vencedora será colocada em forma de post, acompanhada da música escolhida. Ah! mas quase esquecia-me de referir a parte melhor. É que este passatempo também vai dar direito a receber um prémio para as 3 melhores frases votadas...yupiii!
À semelhança do que já tinha feito com a "Melhor frase de Amor", voltei a contribuir para esta humilde iniciativa, dentro daquilo que as minhas visíveis limitações me permitem fazer, tentando homenagear de uma forma simples, sentida, mas sobretudo muito sincera, a imensurável amizade e presença que só uma grande amiga tem capacidade de oferecer. Espero que sintam tanto prazer em ler esta frase como eu senti em escrevê-la.
Pensador...o pai mais engraçado do mundo... :)
Ontem, mais ou menos por esta hora, estava eu no Pingo Doce com o meu filho mais novo...
Filhote - Pai, pai...olha aqui! O Pingo Doce tem uma "Pizza Inverno".
Pensador - Não tinhas visto ainda? é uma "Pizza Inverno" porque estamos no inverno, percebes? Depois vai aparecer uma "Pizza Primavera", uma "Pizza Verão" e uma "Pizza Outono"...
Filhote - É uma ideia engraçada, mas estás a sério ou estás a brincar?
Pensador - Estou a sério filhote. E sabes o que é que que acontece se juntarmos essas pizzas todas?
Filhote - Não, não faço ideia.
Pensador - Passamos a ter uma Pizza 4 estações...
Filhote - Oh pai?! sempre a brincar!!

Filhote - Pai, pai...olha aqui! O Pingo Doce tem uma "Pizza Inverno".
Pensador - Não tinhas visto ainda? é uma "Pizza Inverno" porque estamos no inverno, percebes? Depois vai aparecer uma "Pizza Primavera", uma "Pizza Verão" e uma "Pizza Outono"...
Filhote - É uma ideia engraçada, mas estás a sério ou estás a brincar?
Pensador - Estou a sério filhote. E sabes o que é que que acontece se juntarmos essas pizzas todas?
Filhote - Não, não faço ideia.
Pensador - Passamos a ter uma Pizza 4 estações...
Filhote - Oh pai?! sempre a brincar!!
Com que então...é Natal...
Sempre adorei o Natal. Uma adoração que me acompanha desde a minha infância, como é óbvio, embora nem sequer possa dizer que ela tenha sido particularmente feliz. Como já disse há tempos noutro boteco mais famoso e mais visitado do que este, nunca tive direito a viver natais memoráveis que pudessem ser relembrados carinhosamente ou sequer guardar no coração. Por razões que me escuso relembrar neste momento, a verdade é que eu nunca soube o que era receber uma prenda de Natal. Mas nem por isso ele deixava de ser mágico porque se por um lado não havia lugar à oferta de prendas por outro o que não faltava na minha casa era calor humano. Da minha mãe sobretudo porque o meu pai, esse, estava quase sempre bêbedo e levei demasiados anos a tentar esquecer toda a porrada que levava dele. A nossa mãe gostava muito de cantar para nós, principalmente as músicas de Linda de Suza (uma verdadeira heroína no seio dos emigrantes) e também algumas outras da sua infância. Na Ceia de Natal comia-se sempre bem e como mandava a tradição, bacalhau cozido com batatas e molhos fervido de azeite com muita cebolada, e no final havia sempre um sortido de bolachas que era carinhosamente colocado sobre a mesa, cujas aquelas que tinham uma cobertura de chocolate eram imediatamente disputadas por mim e pelos meus 4 irmãos. A minha irmã mais nova tinha sempre a sorte "obrigatória" de levar com uma mas eu só tinha a oportunidade de comer uma se fosse muito ladino e conseguisse metê-la logo à boca porque como era o 2º mais velho dos irmãos era logo pressionado pelo meu pai a deixar as melhores bolachas para os meus irmãos mais novos. Dos natais passados lembro-me ainda da catrefada de desenhos animados que passava na televisão e que faziam as delícias de qualquer criança. À noite o pinheiro de Natal brilhava com especial beleza e muitas vezes ficava sentado no chão e acabava por adormecer de tanto olhar para ele. De manhã acordava sempre deitado na cama sem conseguir relembrar-me de como tinha ido lá parar. Era este o meu Natal e, apesar de parecer um pouco triste, achei-o sempre maravilhoso. Acho que o mais duro de superar foi talvez a dura crença que alimentei durante largos anos da minha infância de ter sido uma criança "mazinha" porque todos os anos o Pai Natal nunca se lembrava de mim. Fazia umas orações à noite, pedia perdão ao anjo da guarda e ao menino jesus, prometia portar-me o melhor que podia (ou sabia) mas depois acordava de manhã e tinha sempre o meu sapatinho vazio. Nunca tinha direito a nada. Depois, nos dias seguintes quando voltava para a escola, ouvia os meus colegas de turma contar as suas peripécias e todas as coisas bonitas que tinham recebido e lá ficava eu no meu cantinho, triste, desolado, sem revelar a ninguém que não tinha recebido nada. Sabe-se lá o que eles podiam pensar de mim e para uma criança que vivia no estrangeiro qualquer pretexto era bom para levar porrada. Foi por isso que quando eu soube que, afinal, o Pai Natal não existia de verdade e que era apenas uma invenção criada pelos pais, em vez de ter sido uma desilusão acabou por tornar-se um grande alívio e tudo passou a fazer mais sentido para mim. Devo ter sido a primeira e única criança no mundo inteiro a ficar feliz por saber que o Pai Natal não existia porque assim voltei a acreditar que podia ser tão boa criança quanto seria qualquer outra naquela altura.
Hoje os meus natais são muito diferentes. Muito mesmo, nem sequer há comparação possível. É certo que perdeu-se alguma da magia que só o mundo visto pelos olhos de uma criança consegue alimentar mas em contrapartida aquilo que ele perdeu em termos de mistério acabou por ganhar em termos de intensidade. Hoje sou eu a assumir o papel de "patriarca" e trago dentro de mim duas grandes escolas. A do meu pai e a da minha mãe. A minha mãe transmitiu-me tudo aquilo que representa a força e união de uma família e o meu pai aquilo que representa o seu declínio e fim. Não sinto nenhum tipo de tristeza em reconhecer isso mas se hoje sou o pai que sou para os meus filhos, devo isso ao amor que recebi da minha mãe mas, essencialmente, aos exemplos que recebi do meu pai por ter procurado ao longo da minha vida nunca ser igual a ele. De querer, com toda a força e alma, ser literalmente o seu oposto. O meu pai inspirou-me como ninguém porque foi sempre a maior exemplificação de tudo aquilo que um pai não devia ser. Mas mesmo que seja pelas piores das razões só tenho que ser-lhe grato por isso. Nunca irei guardar-lhe rancor. Ontem à noite, sentados à volta da mesa com o bacalhau a fumegar, o molho de azeite ainda a fervilhar e os estômagos a roncar de fome, voltamos a dar as mãos uns aos outros como fazemos todos os anos como forma de agradecimento por estarmos juntos e continuarmos a ser uma família coesa e unida. Depois os sorrisos engrandeceram quando chegaram as sobremesas, com aletria, rabanadas, sonhos, pão de ló, bolo de rei de chocolate, bolo de avelãs e um delicioso "Tronco de Natal". Era demasiada doçaria para uma família de quatro pessoas, eu sei, mas entre ontem e hoje e o mais tardar amanhã eu sei que tudo aquilo vai desaparecer num instante (e eu vou ajudar bastante para que isso aconteça hehehe). Por fim quando chegou a hora de distribuir as prendas os sorrisos passaram de orelha à orelha e foi o êxtase total. O meu filho mais velho foi brindado com o último livro da saga do Harry Potter (Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - J.K. Rowling ) que ele tanto queria, um pijama e uma caixa de bombons "Raffaello" que nesta casa só há gente gulosa. O filhote mais novo esse recebeu um peluche de girafa gigante, o livro de um "youtuber" famoso que já nem lembro o nome, um casaco para o inverno e também uma caixa de bombons da Nestlé (outro lambão). A jolie-lá-de-casa recebeu dos miúdos uma caixa de bombons "Ferrero Rocher", outra da "Caja Roja" (vai ser cagar bombons toda a semana), uma camiseta bordada muito elegante e um perfume do António Banderas que ela tanto adora (diz que é parecido comigo mas não sei se acredito). A minha sogra, que não gosta de bombons nem de doces felizmente, teve direito a uma "mantinha" polar toda catita para mantê-la quente quando estiver sentada no sofá da sala a ver televisão e eu tive direito a uma caixinha de trufas de chocolate (adoro!!) e um perfume em frasco azul do....nem vão acreditar, António Banderas for man hehehe (não há dúvidas de que a minha mulher gosta mesmo dele). Depois da distribuição das prendas terminamos o nosso serão a ver "Olaf - Uma aventura de Natal" e "A viagem de Arlo - O bom dinossauro", todos juntos sentados no sofá. No canto da sala o pinheiro de Natal continua a brilhar e o seu brilho está mais radiante que nunca. Há coisas que nunca mudam e que nos acompanham desde sempre.
Um Feliz Natal para todos vocês.
Hoje os meus natais são muito diferentes. Muito mesmo, nem sequer há comparação possível. É certo que perdeu-se alguma da magia que só o mundo visto pelos olhos de uma criança consegue alimentar mas em contrapartida aquilo que ele perdeu em termos de mistério acabou por ganhar em termos de intensidade. Hoje sou eu a assumir o papel de "patriarca" e trago dentro de mim duas grandes escolas. A do meu pai e a da minha mãe. A minha mãe transmitiu-me tudo aquilo que representa a força e união de uma família e o meu pai aquilo que representa o seu declínio e fim. Não sinto nenhum tipo de tristeza em reconhecer isso mas se hoje sou o pai que sou para os meus filhos, devo isso ao amor que recebi da minha mãe mas, essencialmente, aos exemplos que recebi do meu pai por ter procurado ao longo da minha vida nunca ser igual a ele. De querer, com toda a força e alma, ser literalmente o seu oposto. O meu pai inspirou-me como ninguém porque foi sempre a maior exemplificação de tudo aquilo que um pai não devia ser. Mas mesmo que seja pelas piores das razões só tenho que ser-lhe grato por isso. Nunca irei guardar-lhe rancor. Ontem à noite, sentados à volta da mesa com o bacalhau a fumegar, o molho de azeite ainda a fervilhar e os estômagos a roncar de fome, voltamos a dar as mãos uns aos outros como fazemos todos os anos como forma de agradecimento por estarmos juntos e continuarmos a ser uma família coesa e unida. Depois os sorrisos engrandeceram quando chegaram as sobremesas, com aletria, rabanadas, sonhos, pão de ló, bolo de rei de chocolate, bolo de avelãs e um delicioso "Tronco de Natal". Era demasiada doçaria para uma família de quatro pessoas, eu sei, mas entre ontem e hoje e o mais tardar amanhã eu sei que tudo aquilo vai desaparecer num instante (e eu vou ajudar bastante para que isso aconteça hehehe). Por fim quando chegou a hora de distribuir as prendas os sorrisos passaram de orelha à orelha e foi o êxtase total. O meu filho mais velho foi brindado com o último livro da saga do Harry Potter (Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - J.K. Rowling ) que ele tanto queria, um pijama e uma caixa de bombons "Raffaello" que nesta casa só há gente gulosa. O filhote mais novo esse recebeu um peluche de girafa gigante, o livro de um "youtuber" famoso que já nem lembro o nome, um casaco para o inverno e também uma caixa de bombons da Nestlé (outro lambão). A jolie-lá-de-casa recebeu dos miúdos uma caixa de bombons "Ferrero Rocher", outra da "Caja Roja" (vai ser cagar bombons toda a semana), uma camiseta bordada muito elegante e um perfume do António Banderas que ela tanto adora (diz que é parecido comigo mas não sei se acredito). A minha sogra, que não gosta de bombons nem de doces felizmente, teve direito a uma "mantinha" polar toda catita para mantê-la quente quando estiver sentada no sofá da sala a ver televisão e eu tive direito a uma caixinha de trufas de chocolate (adoro!!) e um perfume em frasco azul do....nem vão acreditar, António Banderas for man hehehe (não há dúvidas de que a minha mulher gosta mesmo dele). Depois da distribuição das prendas terminamos o nosso serão a ver "Olaf - Uma aventura de Natal" e "A viagem de Arlo - O bom dinossauro", todos juntos sentados no sofá. No canto da sala o pinheiro de Natal continua a brilhar e o seu brilho está mais radiante que nunca. Há coisas que nunca mudam e que nos acompanham desde sempre.
Um Feliz Natal para todos vocês.
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