Mostrar mensagens com a etiqueta Caixa de chocolates. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Caixa de chocolates. Mostrar todas as mensagens

Francisco no império dos sentidos...

Resultado de imagem para bouquet

Ontem foi um dia formidável. Mal acordei, fui logo coberto de muitos beijinhos pela minha chérie. Não porque ela tencionasse fazer-me uma surpresa para abrir em grande o dia de S. Valentim, mas sim para agradecer-me a surpresa que recebeu quando se levantou de manhã e dirigiu-se à cozinha. Na véspera tinha deixado sobre a mesa um enorme bouquet de rosas dentro de uma jarra e uma caixa de bombons de chocolate da Ferrero Rocher que ela tanto adora, devidamente equipados com um cartãozinho anexado onde se podia ler:"Bom dia Princesa! Feliz dia de S. Valentim. Isto é apenas um aperitivo, mas não te esqueças que logo à noite eu vou ter que ser a sobremesa!". Pelo vistos ela gostou da mensagem e para mim isso era óptimo. Adoro quando a minha mulher fica feliz e bem disposta porque o retorno nesses dias costuma ser também igualmente bom. Fui trabalhar, um dia de trabalho normal como qualquer outro, mas desta vez parecia-me que as horas não passavam e o dia nunca mais acabava. Seria ansiedade de ver o Porto jogar contra o Liverpool? É que eu sentia uma vontade brutal de marcar golos. Até que, mais ao menos a meio da tarde, fui invadido por um pensamento persistente. E se eu levasse a minha chérie a jantar fora? É verdade que sou sempre obrigado a sair tarde do trabalho mas quando a vontade é grande...não há barreiras que consigam demovê-la. Por um momento pensei no Porto e no quanto seria óptimo beber umas bejecas com os amigos e cantar os golos todos, mas depois lembrei-me que não bebia álcool e os amigos estão todos emigrados no estrangeiro. Eu já sabia que, no final, ia optar por comer no restaurante com a minha chérie, mas, para que não seja apenas favas contadas, gosto de pensar que tive de ser convencido à isso. Liguei à minha mulher e dei-lhe a boa noticia. Ela ficou tão feliz que quase dava para sentir o quanto o seu forninho ficou quente do outro lado do auscultador. Neste dia estava em grande. Só sabia somar pontos.
Quando cheguei a casa, já estava tudo pronto à minha espera. A sogra na cama, a minha mulher toda boneca e bem produzida e os meus dois rapazes para servirem de velas. Querias ir ao chinês sem nós?perguntaram eles. Claro que sim não, respondi eu. Vamos todos juntos, até porque vestidos dessa maneira pareceis dois bonitos candelabros. Ha...ha...ha...que piada, retorquíram...
O jantar correu às mil maravilhas. Não há como um restaurante chinês para servir comida chinesa (credo, esta veio mesmo do fundo da alma). A decoração, somado ao bom ambiente do restaurante, transpirava um romantismo tão bonito que quase fazia lembrar o "Império dos sentidos". Depois de algumas manteigas barradas em pão seco aquecido no forno, comemos crepes, sopas com barbatanas de tubarão, um Chop-suey de vaca, outro de gambas e outro de porco e um prato qualquer de carne de vaca com molho de lostras. Ostras, isso!...e tudo comido com faca e garfo porque se viessem com a porcaria dos pauzinhos eu saberia dizer ao garçom chinês onde é que podia enfiá-los. A nossa mesa tinha 2 velas acesas e quando olhei para elas e depois para os meus rapazes, com ar matreiro e sorridente, eles deixaram de falar para mim a noite toda. Mas o ambiente estava óptimo e no fim até tiveram direito a gelado frito. E eu à conta, claro. Mas vá-lá, tive direito a café de borla que o chinês esqueceu-se de metê-lo na conta.
Quando voltamos para casa a família estava toda de papinho cheio. Ou melhor, quase, porque faltava a minha sobremesa. Dei uma olhada no programa da TV e fiquei a saber que ia dar as "50 sombras de Grey". Óptimo, pensei eu. Assim enquanto a cama aquece e não aquece posso sempre aprender mais alguns truques de cinema. Fui tomar um banho e quando voltei ao quarto a minha mulher já estava deitada na cama. Sabia que ela estava em lingerie e pronta para mim porque não tinha vestido o pijama. Fiz de conta que não sabia aquilo que me esperava para depois parecer surpreso e liguei a televisão para ver o Grey. Era só uma coisa de 15 ou 20 minutos, tempo suficiente para deixar a cama aquecer. Aquilo que eu não estava nada à espera...é que fosse também tempo suficiente para eu e a minha mulher adormecer-mos os dois. Que tristeza. Parece mentira mas é verdade (juro!), o filme era tão bom que acabamos por adormecer. Nunca mais caio noutra.

Está decidido. Da próxima vez, em vez de ficarmos os dois a ver as "Sombras do Grey", vamos nós fazer amor e pôr o Grey a aprender uns truques comigo...

O Natal chegou mais cedo!

Afinal o meu Natal parece que sempre chegou mais cedo. Parecia tudo assim muito calmo e sossegado mas a verdade é que ele nunca se esquece da minha casa. E é cada prenda que até faz rir a vaquinha do presépio (digo a vaquinha porque o burro sou eu). Depois de meter um Kit de embraiagem novo (300 Euros), comprar uma bateria nova (60 Euros) e substituir a junta da colaça no motor do meu carro que queimou devido à avaria do sensor de temperatura da água (600 Euros), eis que chegou a vez de avariar o motor de arranque. Agora já só falta avariar os injectores, a bomba de água e talvez gripar o motor e já posso dizer que tenho um carro novo. Bom, a reparação desta vez deve custar lá para 200 ou 250 Euros, dependendo da mão de obra, logo, lá se vai metade do 13º mês e as prendas de Natal que tínhamos previsto oferecer aos miúdos. Levam uma caixinha de chocolates cada um e já é bem bom. Ou então compramos aquela caixa de 1kg de Bonbons praliné com chocolate de leite que costuma custar 5 ou 6 Euros e assim já dá para os dois. Mas tenho medo que eles se ponham a olhar para a caixa e digam..."outra vez"...


Imagem relacionada
O Pai Natal quando me vê passar na rua...