16 agosto, 2017

E por falar em árvores...

Por maior que seja a sua idade...
há uma boa forma de uma árvore nunca cair...
de ficar sempre em pé...
e manter o seu tronco sempre bem rijo e duro...


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Pensador...um grande amante da natureza... :)

O "Cabo" das tormentas...

Ontem, quando procurava na Net mais informações sobre a queda da árvore centenária no Funchal, deparei-me com esta noticia do DN que mostrava as imagens de um video amador que filmou o momento em que a árvore caiu e que relatava ter havido testemunhas a indicar que a dita árvore estaria presa com cabos de aço e que o tronco estava oco. Informações essas que também foram confirmadas pelo site do jornal "Expresso" no dia em que a tragédia ocorreu. Hoje quando tentei aceder a essa notícia através do link que indiquei, reparei que a página tinha desaparecido misteriosamente mantendo-se no entanto disponível no site de pesquisas da Google. Como sou um tipo inteligente, descobri que o conteúdo da página foi apenas colocado em "cache" talvez por conter pormenores que, neste momento, pode não agradar a certa gente e convém manter no segredo. E como sou também um tipo bastante perspicaz, depois de ler as declarações de Paulo Cafôfo, presidente da Câmara do Funchal, acho que sei exactamente aquilo que eles não querem ver revelado por agora...e tomei a liberdade de fazer um "Print Screen" disso...




Paulo Cafôfo, como bom professor e bom politico que é, fez aquilo que qualquer politico português costuma fazer nestas circunstâncias; Decretou 3 dias de luto, sacudiu a água do seu capote e iniciou imediatamente o jogo do do empurra que já foi oportunamente mencionado neste Blog. « Não sei de nada, não vi nada, não ouvi nada, nunca ninguém me deu conhecimento de nada, a árvore não estava sinalizada nem amarrada a cabos, nunca fomos alertados por ninguém, não era um plátano mas sim um carvalho muito verde, jovem, bonito e saudável que aparentava estar em boa forma bebia um chá de camomila todos os dias e fazia diariamente 2 horas de ginásio...». Infelizmente para ele, parece que as coisas irão correr mal desta vez. Na comunicação social já estão a ser divulgados vários documentos enviados pela Junta da freguesia, Protecção Civil e pelo Governo Regional desde 2014 dando conta da potencial ameaça que todas aquelas árvores aparentavam revelar e da necessidade urgente de se criar um plano de acção para anular essa ameaça. Também pudera, se a árvore não estava sinalizada como se explica que estivesse amarrada por cabos de aço? E se a câmara não foi realmente informada de nada como se explica que tenha respondido aos pedidos de limpeza e abate feitos pela Junta (oficio 31656 de 2017), prometendo uma intervenção oportuna caso se justificasse? Quem é que colocou lá os cabos? Teria sido a padroeira da ilha? Teria sido algum milagre?
Acredito sinceramente que a autarquia tenha ido lá ver as coisas de perto e como viram que aquilo ia dar muito trabalho, ou não quiseram assumir os respectivos encargos visto a árvore estar situada dentro de um terreno privado - não deixando de ser porém uma responsabilidade da autarquia -, e como estavam em vésperas de festejar a padroeira da ilha, decidiram colocar lá os cabos e adiar a resolução do problema para depois das festividades. Algo tipicamente Português como podem ver. Mete-se fita cola e pronto...fica como novo...

Como já sugeri no meu post anterior. Nada consegue proteger o ser humano da sua própria burrice.

15 agosto, 2017

A soberba dos homens...

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São as maiores e mais comentadas notícias do dia. Ontem em Vilar do Torno e Alentém, Lousada, nas festas da Senhora da Aparecida, aquele que é considerado ainda hoje pelo Guinness como sendo o maior andor do mundo, com cerca de 22,5 metros de altura (correspondente a 7 andares) e 1,5 toneladas de peso, caiu à saída da igreja por descuido do grupo de 80 pessoas que o transportava (cerca de 19 kg por pessoa), causando ferimentos em 7 pessoas. Hoje, no Funchal, quando se realizavam as festividades do arraial do Monte, passava pouco mais do meio-dia quando uma árvore centenária de grande porte caiu pela raiz e esmagou a multidão presente no Largo da Fonte que assistia à missa e aguardava ansiosamente pela saída da procissão. Deste trágico acontecimento resultaram até esta hora 11 pessoas mortas e mais 35 que ficaram feridas.

E é nestes momentos, quando os motivos de uma tragédia parecem difíceis de explicar, que toda aquela gente de fé, mesmo aquela que não ousa fazê-lo em voz alta, costuma pensar para si própria: Mas porque deixou Deus acontecer uma coisa destas? Porque foi Deus deixar que uma árvore caísse e matasse pessoas inocentes que só estavam aqui a venerá-lo e a rezar para ele?
São perguntas que se repetem desde os primórdios da criação da religião católica e para as quais o homem nunca obtive nem nunca obterá nenhuma resposta por motivos que bem conheço mas com os quais não gosto de brincar porque a religião assume um papel demasiado importante na vida de muitas pessoas e é má educação brincar com um assunto tão sensível. Muitos dirão que não foi Deus mas sim o Diabo que estava lá presente e quis sabotar a alegria daquela gente. Outros dirão que foi a mão de Deus que quis castigar a soberba dos homens e ensiná-los a prestar mais atenção à verdade das suas palavras do que aos decotes e rabos de saia curta que costumam desfilar pelas festas. Outros ainda, que não gostam de acreditar em nada e dão-se à liberdade de fazer pouco de tudo, dirão que isto foi tudo fruto das disputas que tem havido entre Deus e o "coisa ruim" e que nem o andor nem a árvore conseguiram aguentar a pressão da luta. Fosse como fosse, o certo é que nesta história acabaram por morrer pessoas inocentes. Pessoas que nada percebem sobre os cósmicos (ou cómicos) desígnios de Deus.

Mas as vezes dá-me para pensar na espantosa coincidência que liga todos estes acontecimentos. Será que os paladinos da verdade tem realmente razão? Será que existe mesmo um Deus a castigar a soberba dos homens? Ou será isto um sinal de que a igreja católica está prestes a cair por terra como se fosse o prelúdio de uma morte anunciada? É sabido, e muito compreensível, que a Igreja tenha sempre procurado criar coisas que fossem espantosas à vista para atrair fieis, alimentar a "máquina" da "Opus Dei" e poder encher os seus cofres, porque se fosse apenas para rezar terços a esta hora as igrejas já estariam todas vazias. Fátima, Lourdes e o Vaticano são os mais excelentes exemplos disso. Por vezes, quando me dá para ser particularmente sarcástico, costumo dizer que a religião só teve o sucesso que teve por haver pecados, porque se não houvesse nada disso, ninguém lhe ligaria nenhum. Assim, como toda a gente gosta de pecar...a igreja tem o seu futuro garantido. Poderia dar-me para ser mais espiritual e acreditar por um dia que fosse que existe uma força divina que nos comanda e é responsável pela nossa presença no mundo, mas como sou um caso clínico sem salvação possível, pelo menos na perspectiva religiosa, prefiro acreditar que tanto um acontecimento como o outro foram apenas coincidentes e resultaram unicamente devido à estupidez dos homens. O tipo de estupidez que leva, por exemplo, os eruditos do costume a querer segurar árvores com 200 anos e todas ocas por dentro com cabos de aço só para não estragar a beleza e a imponência de um lugar que muitos apelidam de "sagrado". Enquanto os cabos foram novos aposto que fizeram bem o seu trabalho, mas também aposto que os tais eruditos nunca ouviram falar em coisas muito estranhas chamadas: Oxidação e Ferrugem. E como em Portugal as autoridades nunca fazem vistorias a nada e para eles as coisas estão sempre boas e seguras até que um dia se lembram de cair...é muito fácil de imaginar o resto.

Olhem, sabem do que eu sinto realmente pena? Sinto pena daqueles pais, filhos, tios e tias, primos e primas, avôs e avós, que estavam ali todos reunidos, felizes, na calma de "Deus", julgando-se seguros enquanto contemplavam a beleza daquele lugar, longe dos incêndios, das confusões, do barulho das cidades, das guerras e dos ataques terroristas, até que de repente...paff...tudo se apaga...porque alguém não quis fazer o seu trabalho. Está visto, nunca ninguém estará seguro em lugar nenhum enquanto o ser humano tiver a responsabilidade de comandar o mundo.


14 agosto, 2017

A subjectividade do Video-Árbitro

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Já tinha ficado com algumas reservas no jogo do Sporting contra o Setúbal no qual vi o Video-árbitro deixar passar em claro um penalti a favor dos leões e se é verdade que o primeiro jogo contra o Estoril tinha corrido bem, ontem, no jogo do Porto contra o Tondela, perdi todas e quaisquer ilusões acerca da eficácia desse sistema. Houve um penalti claríssimo por marcar logo aos 10 minutos por carga sobre o Marega (Porto), amarelos por mostrar e jogadores por expulsar de parte a parte. O árbitro Fábio Verissimo, que tantas vezes prejudicou e roubou pontos ao Porto, tem desculpas para fazer um mau trabalho porque não é obrigado a fazer mais do que aquilo que realmente sabe, e um tipo que chegou a Internacional só por ter apitado 5 jogos da 1ª Liga e sem ter apitado nenhum jogo importante, não se lhe pode exigir que saiba muito. As únicas coisas que ele deve saber com acérrima precisão é o nome dos "padrinhos" que fizeram dele um árbitro internacional e a quem ele precisa de recorrer muitas vezes para apagar do seu cadastro a série de asneiras que vai cometendo ao longo da época. Preocupa-me sim é a equipa de árbitros que está com os olhos colados nos vários televisores que compõe o sistema do Video-Árbitro (VAR) e depois dão instruções ao árbitro principal do encontro para as correcções que julgam ser oportunas. Como podem eles não terem visto o penalti aos 10 minutos? Como podem eles não terem visto as faltas que dariam origem a expulsões de parte a parte? Para que serve o VAR afinal? Será que é para fazer crescer ainda mais o sentimento de injustiça, negativismo, corrupção e tráfico de influências que existe actualmente no mundo do futebol? Não apitar uma falta usando a desculpa de ser apenas humano e não ter nenhuma televisão na cabeça para ver os lances em câmara lenta é uma coisa, agora, ver tudo pela televisão e mesmo assim permitir que a subjectividade da nossa paixão clubística seja capaz de nos dominar, isso, já é uma história bem diferente. Mas será que não há mesmo ninguém que consiga meter mão nisto? Será que já está tudo feito e preparado para que o Benfica seja novamente campeão e possa conquistar também o Penta à semelhança do que já fez o Porto? Espero que não. Seria uma tremenda injustiça já que o Benfica nunca fez nada de transcendente para merecer isso. Para dizer a verdade, tem sido até penoso vê-lo jogar, como tem sido penoso ver os seus adeptos ficarem doidos de alegria por ver a sua equipa arrancar um chouriço aos 92 minutos para poder ganhar um jogo contra um Chaves pela margem mínima. Que miséria. Que pobreza. Sinceramente, espero que a transparência e a verdade desportiva possa prevalecer no futebol. Mas como já sugeri em cima, não vou ser eu a acreditar nisso. Difícil é conhecê-los, porque depois de os conhecer...

Os certos dias da minha vida...

« Cansei-me do mundo e, por vias disso, o mundo também acabou por desistir de mim. Vivo bem com isso, mas, como não quero fazer guerras contra a parte do mundo que me conhece, tento incomodá-la o menos possível...»
(Francisco o Pensador)

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Esta afirmação representa as bases do meu novo eu. Uma afirmação quase verdadeira que decerto irá chocar e entristecer algumas pessoas mas à qual, obviamente, não conseguirei fugir por ela ser o farol de tudo aquilo que hoje sou. Mas descansem que isso não significa que esteja de costas voltadas para o mundo. Não, ainda não decidi fechar-me num iglu nem tenciono viver numa ilha deserta. Quero apenas paz e sossego na minha vida e deixar de me preocupar com os outros. Sim, reconheço que dessa forma acabo por fechar um pouco as portas do meu "mundo" e negar ao resto do mundo a possibilidade de me surpreender, mas quando algo nos surpreende quase sempre de forma negativa...que sentimento de perda podemos alimentar dentro de nós? Pouco ou nenhum. No fundo acho que até estou a dar a melhor oportunidade que se pode dar ao mundo, porque, se esperar o pior dele...tudo o que vier da sua parte que seja bom acaba por ser considerado lucro. Neste Post que fiz anteriormente, falei-vos sobre aquela que foi a fase mais tormentosa e mais negra da minha vida. Mas agora irei falar-vos sobre como tudo isso me afectou emocionalmente, moldou-me enquanto ser humano e conduziu-me para uma nova forma de viver. Nos tempos em que os meus ataques de pânico obrigaram-me a desistir do meu emprego e forçaram-me a permanecer em casa, escusado será dizer que, emocionalmente, eu sentia-me o homem mais inútil à face da terra. Quem era eu afinal? e que faço eu aqui neste mundo se for para dar trabalho à  minha família, pensava eu muitas vezes. Nunca me ocorreu ideias parvas como o suicídio, mas na minha mente tornava-se claro que eu tinha-me tornado um fardo e que a minha família viveria muito melhor sem sim. É por isso que durante uma fase tornei-me uma pessoa aborrecida, chata, agressiva e antipática, quase como se o meu inconsciente quisesse convidar a minha família a expulsar-me de casa. Regateava, maltratava, era severo e castigador. A minha mulher e os meus filhos começaram obviamente a estranhar tudo isso. O ambiente tornou-se bastante mau mas é nessas horas que o verdadeiro amor é posto à prova. E a minha mulher tinha-me muito amor. Assim, todo o esforço que eu tinha feito para anular o seu amor por mim, só fez com que ele se tornasse mais forte ainda. Como eu amo a minha mulher. Como eu amo a minha deusa. Como já vos tinha dito anteriormente, devidos aos ataques de pânico de que fui alvo fiquei quase 8 meses em casa sem trabalhar, deixando-me imenso tempo disponível para poder pensar na vida. Uma coisa conduz forçosamente à outra e quando dei por ela, já estava a fazer um espécie de "check-up" à minha alma, revisitando os momentos mais marcantes da minha história e todos os passos que dei até ser conduzido até aquele momento. Decidi finalmente ver-me ao espelho e aceitar o homem que eu via do outro lado. Porque no fim de contas, aquele homem era eu. Um "eu" que sempre existiu, que sempre esteve lá, mas que eu reneguei sempre porque só ele sabia mostrar-me aquilo que eu mais temia. A minha vulnerabilidade. Mas para compreender o homem, primeiro é necessário conhecer a sua história e há algumas histórias para contar...

Certo dia conheci o Filipe. Era um rapaz impecável, tímido quanto baste, bom colega, brincalhão, engraçado e encantador. Eu e ele partilhámos no passado a mesma sorte/infelicidade de pertencer à mesma turma, numa daquelas escolas cujas recordações geradas e guardadas da minha infância foram apagadas rapidamente da minha memória. O Filipe tinha acabado de mudar de escola e eu servi de ponte para poder facilitar a sua adaptação. Era a única companhia dos meus receios. Um estrangeiro no meio de um povo nativo, como eu. E era o único amigo que tinha tido até aquela data. Certo dia o Filipe, numa das suas intrépidas brincadeiras, fez cair um armário na nossa sala de aula. Como eu já conhecia o "ambiente" e sabia quais seriam as consequências, assumi perante os professores que tinha sido eu. Nesse certo dia recebi 20 réguadas nas mãos como castigo, 10 em cada uma (nada que já não tivesse vivenciado antes). Minha pele chorava de dor, meus olhos choravam de raiva, mas o meu coração chorava de felicidade. O Filipe foi poupado e não teve que sofrer. Mas, certo dia, alguns rapazes da escola, talvez aborrecidos com o tempo ou com a quantidade de nuvens que se fartaram de contar nos céus, decidiram castigar o Filipe por passar mais tempo comigo do que a alinhar nas brincadeiras deles. Pegaram no rapaz à força e, sem dó nem piedade, mergulharam várias vezes a cabeça dele dentro da sanita da casa de banho. O Filipe sentiu-se tão humilhado e ganhou tanto medo que nunca mais ousou brincar comigo. Eu compreendi. Nessa altura tinha cerca de 10 anos e até os meus 16 nunca mais soube o que era ter um amigo.

Certo dia conheci o Carlos. Tinha acabado de chegar a Portugal e tivemos também a sorte de partilhar a mesma escola. Numa daquelas cujas recordações de adolescente guardei carinhosamente até hoje. Simpatizamos imediatamente um com o outro. Era a minha 2ª oportunidade de ter um amigo. Éramos inseparáveis, fazíamos tudo juntos e parecíamos quase irmãos. Certo dia ingressei no Rancho Folclórico da minha freguesia por razões que irei referir mais adiante. Para além disso, dançava, cantava, lanchava e viajava por todo o país de borla, nessa altura que podia eu querer mais? Alguns meses mais tarde, e de tanto me ouvir falar sobre ele, o Carlos também ingressou nesse dito Rancho para poder participar também nessa parte da minha vida. E certo dia...o Carlos apaixonou-se por uma rapariga linda sem jamais saber que eu já gostava dela muito antes de ele entrar para o rancho. Certo dia o Carlos, sem saber como, conseguiu seduzi-la...e a partir desse certo dia, o meu amigo passou a ter o seu tempo tão ocupado que deixou de ter tempo para mim. Aceitei e resignei-me perante este facto. A vida era mesmo assim.

Certo dia conheci a Alexandrina. Era uma rapariga linda que ensinava catequese aos domingos e dançava no Rancho Folclórico da minha freguesia. Para me aproximar dela, voluntariei-me para também dar catequese aos miúdos e ingressei no mesmo Rancho que ela. Só queria ter a oportunidade de a ver...e de estar perto dela. De conhecê-la. Certo dia, com muito esforço, engenho e perseverança, consegui aproximar-me dela, mas, certo dia, contra tudo o que gostaria que fosse, tornei-me o melhor amigo dela em vez de...namorado. A Alexandrina desabafava tudo comigo e fazia-me todo o tipo de confidências. Certo dia, confessou-me que gostava do meu amigo Carlos e pediu a minha ajuda para poder se aproximar dele. E certo dia assim fiz. Com a ajuda de muitos elogios, limpei todos os defeitos do meu amigo e coloquei-os no caminho um do outro, até que certo dia...o caminho deles deixou de cruzar com o meu. No ano passado, após mais de 20 anos passados, voltei a cruzar-me com a Alexandrina na rua. Vinha acompanhada da sua filha e contou-me que estava separada do Carlos. Parece que o casamento deles só teve a sorte de durar 6 anos.

Certo dia conheci a Dores. Era uma mulher segura, lutadora, ambiciosa, apaixonada pela vida e era também irmã biológica da minha mulher. A minha mulher tinha sido adoptada quando era bebé e num certo dia decidimos que seria boa ideia conhecer a sua família biológica. Foi nessas circunstâncias que conhecemos a Dores e a empatia entre nós foi quase instantânea. Nessa altura acreditava ser muito difícil existir uma amizade entre um homem e uma mulher mas a Dores conseguiu fazer abalar todas as minhas crenças. Sentia a maior ternura por ela. O maior amor. Para mim era como se fosse uma irmã. Mas não apenas mais uma, era a melhor irmã do mundo. Certo dia fomos visitá-la e reparámos que tinha a despensa da cozinha completamente vazia. A minha cunhada estava a passar por uma grave crise financeira e já não tinha quase nada para meter na boca da sua família. Nesse certo dia, e sem que ela soubesse, fomos ao Pingo Doce e enchemos um carrinho de compras com mantimentos e tudo aquilo que era necessário para que uma casa pudesse funcionar. Gastei mais de 150 Euros mas foi dinheiro gasto com o maior prazer. Lembro-me como eram lindos os seus olhos de felicidade quando naquele dia recebeu de nós aquela enorme surpresa. E lembro-me de me sentir extremamente feliz com tudo isso. Mas certo dia a Dores pediu-nos outro tipo de ajuda. Pediu-nos algum dinheiro a titulo de empréstimo para fazer face a algumas dividas que tinha contraído e que não podia adiar mais do que tinha feito. Sem que ela precisasse de dar mais justificações decidimos emprestar-lhe uma quantia considerável de dinheiro. Mas a partir desse dia tudo mudou. Nas vezes em que decidíamos visitar a Dores, e era habitual encontrá-la em casa, deixamos de conseguir vê-la. Era como se ela soubesse que vínhamos e fugisse sempre antes da nossa chegada. Começámos a sentir alguma vergonha, algum desconforto, e demos-lhe espaço para que ela não se sentisse pressionada com a nossa presença. Podia ser apenas uma fase. Podia ser que ela sentisse algum embaraço por não ter nada para nos dizer nem meios de nos pagar. O dinheiro não me preocupava, mas em vez de amigos...senti que estávamos a ser transformados em inimigos quando a nossa única intenção foi querer ajudá-la. Até que certo dia conseguimos vê-la no Pingo Doce. Vimos a sua filha mais velha alertá-la para a nossa presença, e vimos-lá também fugir rapidamente do nosso alcance de visão quando percebeu que íamos ao seu encontro. Nesse dia não consegui deitar nenhuma lágrima...mas o meu coração ficou partido em tanto pedaços que ainda hoje não consegui juntá-los...

Certo dia conheci o Miguel. Confesso que no inicio não simpatizava minimamente com ele. Achava-o um homem desmazelado, fraco, um derrotado. Era uma pessoa que estava a enfrentar vários problemas familiares e procurava afogar todas as suas mágoas na bebida. Como frequentávamos o mesmo Cyber-café e ele notou que eu era um homem calmo que, por norma, tinha sempre bons conselhos para dar a quem falava comigo, começou a aproximar-se de mim e sem que tivesse havido muitas confianças para tal passou a conversar comigo nas horas em que eu me punha a viajar pela Net. Como não lhe achava piada nenhuma, e nem sequer apreciava a presença dele, fingia ouvir o que ele me relatava enquanto prestava atenção a tudo o que se passava no computador. O meu plano era que, a dado momento, o Miguel percebesse que estava a falar para uma parede e tivesse vontade de se afastar de mim. Mas o Miguel tinha tanta fome de afecto que, mesmo eu não estando a ouvir, idealizou-me como se fosse o seu maior confidente. Assim, mal me via no Cyber-café, corria para junto de mim e passava horas sentado ao meu lado a falar sozinho, a desabafar e relatar a sua vida enquanto eu por vezes dizia um "sim", olhava para ele ou abanava a cabeça como se compreendesse cada palavra que me dizia para que não se sentisse mais fragilizado do que já vinha naquela hora. Mas certo dia o impensável aconteceu. De tanto ouvir a sua história, certos trechos ficaram no meu ouvido e acabei por envolver-me. E sem que me desse conta, comecei a simpatizar com ele. Assim, passei a escutá-lo de verdade e a conhecer a sua história a fundo. Com a minha ajuda, o Miguel voltou a recuperar a sua auto-estima e conseguiu ultrapassar vários problemas que estavam a afligi-lo. Inclusive a bebida que passou a ser consumida com bastante moderação quando se sentava ao meu lado. Quando o conheci, parecia um farrapo ambulante mas algum tempo depois de me conhecer...já parecia um homem confiante e bem tratado. Tinha conseguido fazê-lo ver a vida através de uma perspectiva diferente. Eu tinha-me tornado o maior amigo dele e ele estava a tornar-se também um grande amigo para mim. Até que chegou um dia em que o Miguel ficou rico. Literalmente. Era um filho mal amado provindo de uma família abastecida e uma simultaneidade de acontecimentos fez com que ele recebesse uma herança avultada devido à morte do seu pai e de uma tia-avó que ele já nem recordava o nome. O Miguel passou a ter acesso a muitas coisas, a muitos luxos. Os poucos problemas que ele ainda tinha pareciam em vias de terminar, por fim. Até a ex-mulher, causadora das suas maiores tristezas, já tinha voltado para ele. Ele era agora um homem feliz. Assim, o Miguel passou a estar mais ausente e via-o apenas esporadicamente quando aparecia no Café para mostrar-me a última aquisição que tinha feito. Já não tinha a sua velha carrinha e a sua garagem passou a contar com a presença de um AUDI A3, um A4 e um A5 tão bem lustrado que até o "chaço" que tinha acabou por corar de inveja. O Miguel já tinha 2 ou 3 telemóveis a valer cada um 600 Euros e pensava comprar mais um para oferecer à sua filha de 12 anos. Coisa pouca, obviamente. Até que certo dia, desapareceu de vez. Foi passar férias para a China pensei eu algumas vezes. Tudo vai bem, quando acaba bem.
Voltei a vê-lo no ano passado quando novas circunstâncias da vida voltaram a fazê-lo perder tudo aquilo que tinha. Os AUDI'S, a mulher e os telemóveis. Tudo menos a filha que continuava a ter a responsabilidade de educar. Parece que o dinheiro vale muito pouco hoje em dia sobretudo quando o mesmo é gasto ao desbarato. O Miguel estava novamente triste, sentia-se perdido e não sabia o que fazer. Precisava do amigo. Sabia exactamente aquilo que tinha para lhe dizer mas pedi-lhe desculpas por ter a agenda um pouco ocupada naquela hora. Despedi-me sem alegria nem sorrisos e nunca mais entrei naquele Café. Não voltaria a envolver-me.

Certo dia conheci a Ana. Dizem que o seu amor por mim foi imediato mas eu não consigo recordar quando é que nasceu o meu. A Ana tinha uns olhos lindos, esverdeados e brilhantes, que dava para caber o mundo inteiro dentro deles. Era uma mulher de armas, lutadora, trabalhadora, habituada a sofrer e a passar pelas maiores privações. Ana era uma mulher de fé e conseguia cativar todo o mundo à sua volta através do seu enorme sorriso. Com ela havia sempre alegria e umas boas gargalhadas para partilhar à mesa. Seu amor por mim era incondicional. Era verdadeiro, imenso, profundo como o universo. Era um amor que só uma mãe podia sentir e partilhar com o seu filho. Mas certo dia um problema de saúde fez com que a Ana tivesse que ser hospitalizada e, a partir dele, um grande pesadelo germinou na sua vida. A operação deixou-a debilitada da cintura para baixo e devido às dores que sentia pelas várias anestesias a que fora sujeita, a Ana passou a refugiar-se também na bebida. Era o seu único refúgio. Passados alguns anos, o seu consumo de álcool assumia contornos quase industriais. Entrou num estado de depressão muito grande e nada do que podia fazer conseguia fazê-la acordar de novo para a vida. Nem com amor, nem com palavras, nem com abraços, nem com beijinhos. E certo dia, devido a uma cirrose que entretanto criou no fígado, a Ana morreu. E eu também morri com ela.


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Até que certo dia, por fim, também conheci a Nanda.

Nada disso estava previsto, foi uma pura casualidade do destino sermos colocados lado a lado para defendermos os mesmos valores e ideais. Nessa altura, apesar de ter muito amor em casa e haver tanta gente à minha volta, sentia-me terrivelmente sozinho no mundo. Sentia que já não era ninguém, que me tornará invisível,  e que a minha voz já não tinha valor para quem quer que fosse. Queria brilhar, queria ser ouvido, sentir-me valorizado mas acima de tudo queria ser...compreendido. E a Nanda possibilitou tudo isso. Deu-me mais valor do que aquele que realmente tinha, tornou-me visível para todos, fez-me sentir importante, valorizado, escutou a minha voz e tornou-me melhor pessoa do que aquela que queria ser na realidade. Mas mais importante do que tudo isso, conseguiu matar a minha solidão. De repente sentia-me alguém. Sentia que tinha voz. Como habituei-me desde sempre a escutar as confidências das pessoas, e ouvir os seus anseios, medos e frustrações, reconheci de imediato as fragilidades que a Nanda revelava e a grande necessidade que ela também sentia de receber afecto, amizade, carinho e atenção. Ajudei-a a superar algumas "barreiras emocionais" e uma grande amizade nasceu entre nós. Tinha encontrado uma grande amiga. A minha melhor amiga de sempre. Mas foi ai, quando tudo parecia ser realmente feito para durar, que o o meu coração começou a encher-se de dúvidas e as recordações do meu passado vieram todas assombrar-me que nem um filme de terror. Nossa amizade era bonita...mas era demasiado bonita para ser verdade. Se tudo se resumisse ao mundo digital teria sido fácil porque podia vender a imagem que me apetecesse, mas, porém, os nossos caminhos, e das nossas famílias, também passaram a cruzar-se no mundo real. A Nanda conheceu o meu verdadeiro mundo e eu conheci o verdadeiro mundo dela, e foi por conhecer esse verdadeiro mundo...que o meu coração esvaziou-se de quaisquer ilusões. Aqui, neste mundo virtual, eu podia ser alguém, poderia eventualmente até ser muito, mas na realidade eu continuava a ser muito pouco. Para além de bom marido e bom pai, continuava a não ser ninguém. A Nanda pertencia à classe média e levava a vida que eu sempre desejei levar. Não era uma vida de rei, mas tinha os graus de elegância e sofisticação que eu sempre sonhei alcançar. Lentamente percebi que aquele mundo nunca seria para mim, porque, por mais que tentasse crescer, nunca conseguiria chegar sequer até aquele nível. E para destruir ainda mais as minhas pretensões, tomei consciência de que na minha vida surgiam sempre todo o tipo de azares. Sempre que parecia caminhar com a cabeça bem levantada surgiam sempre coisas no meu caminho que acabavam por atirar-me ao chão. Ainda hoje é assim, quando consigo dar um passo em frente...acontece sempre algo para obrigar-me a dar cinco passos atrás. E foi num certo dia, quando passei um maravilhoso fim de semana na casa dela com a minha família, e na qual fomos carinhosamente muito bem recebidos mas não tínhamos nada para poder lhe oferecer em troca, que tudo me pareceu claro como o céu limpo de uma noite de lua cheia. Que fazia ali o meu chaço-de-para-choques-traseiro-todo-arrebentado...estacionado ao pé de uma casa onde fui beber "Moët e Chandon"? Sim, podia ser uma linda história mas, tal como aconteceu com todas as outras antes dessa, fosse pela mesma vergonha do Felipe, pelo mesmo desinteresse do Carlos, pela mesma apaixonada miopia da Alexandrina, pelo mesmo egoísmo da Dores, pela mesma soberba do Miguel, pela mesma desistência da Ana, ou fosse por que raio fosse, sabia que também ela acabaria por terminar um dia e eu não me sentia minimamente preparado para ultrapassar isso. Desta vez não. Seria a derradeira facada no meu coração. E por tanto ter sido deixado para trás, aprendi a dizer adeus antes de ser abandonado outra vez...*

Foi por isso que, a partir daquele dia, deixei morrer progressivamente o Francisco e guardei apenas o Pensador. Não queria mais ter coração. Nem queria mais envolver-me com ninguém. Era bom pai e bom chefe de família e aquilo tinha que ser suficiente para mim. Queria ser feliz, e sentir-me em paz, mas para fazer isso...não podia continuar a deixar as pessoas entrar e sair da minha vida como se eu fosse um centro comercial e usarem de mim como se fosse uma máquina distribuidora de café. Desapareci, fechei-me como se passasse a viver numa ilha e construí um muro gigante à minha volta. Tomei consciência de que haviam sido criados em mim, inconscientemente, alguns "fantasmas" desde a minha infância contra os quais não conseguia combater. A certas alturas sempre fui posto de lado e isso afectou-me muito mais do que julgava ser possível. Assim, como disse, desisti do mundo e, por força disso, ele também desistiu de mim. Ou quase. Apesar da minha insistência verifico hoje que ainda falta alguém desistir. E é também por isso que tenho a perfeita consciência de que me tornei uma pessoa má. O "mundo" pode ter sido mau comigo, mas consegui cometer a maior maldade de todas. Fechei o meu coração e desapareci sem deixar rasto. E acabei por deixar o Francisco abrir mão da única pessoa que não merecia ser abandonada.

Mas agora o meu caminho já foi tomado e, agora, já só me resta segui-lo e viver dentro dele...




* (Augusto Branco)

12 agosto, 2017

Suposições pontualmente incertas...#02


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Todo o pais está a arder, e esta sexta-feira passada conseguiu mesmo ser o dia com mais incêndios em Portugal, mas como ainda não morreu mais ninguém por causa deles, pelo menos desde que aconteceu a tragédia de Pedrógão Grande, dá-me a sensação de que a sociedade inteira parece estar a borrifar-se para tudo isso. No death, no blood, no Tv, no fun, no party...Continua tudo igual assim sendo. O povo com as suas férias, praias, futebol, Shots e Caipirinhas e as corporações de bombeiros com as suas sobejamente conhecidas dificuldades financeiras. Enfim, aquela mentalidade do costume...

Suposições pontualmente incertas...

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Ontem nos Estados Unidos, os americanos festejaram o National Son’s and Daughter’s Day (Dia Nacional do Filho e da Filha), ou  Dia dos Filhos para os mais leigos (que os americanos como bons descendentes que são dos ingleses, ganharam a mania de complicar sempre tudo), e isto depois de, ainda na semana passada, ter sido festejado em mais de 50 países o Dia Internacional da Cerveja. Será que depois de amanhã, dia em que vai ser celebrado o Dia dos Pais no Brasil, também vamos ter direito a festejar o Dia Internacional dos Tremoços?

É que um jamais pode existir sem o outro e estava mesmo a apetecer-me, confesso...

11 agosto, 2017

E por falar em machismo...

Que conclusão podemos nós agora tirar desta insólita e mirabolante noticia que chegou até nós, proveniente desta vez directamente da China, para nos dar conta de que existe um restaurante chamado "Trendy Shrimp", situado num centro comercial em Hangzhou, na província de Zhejiang, que oferece descontos aos clientes consoante o tamanho do seu peito. Mulheres que utilizam sutiãs de copa A podem beneficiar de um desconto de 5%  no "menu" mas para quem usar um sutiã de copa D o desconto pode chegar até os 65%. Não foi revelado se existe algum limite nos descontos oferecidos por esse restaurante porque se for seguida esta ordem de proporcionalidade quem tivesse as mamas da actriz americana de 34 anos Chelsea Charms (detentora das maiores mamas do mundo) não só não pagaria a sua refeição como ainda por cima era bem capaz de receber dinheiro de volta. À porta do local foi colocado um cartaz gigante com algumas figuras de "Anime" bastante sugestivas e onde está devidamente especificado qual o desconto equivalente a cada tamanho de sutiã que cada cliente tinha por direito receber. No mesmo cartaz foi também inscrito o slogan desta iniciativa cuja mensagem parece ser bastante directa:"Toda a cidade está à procura de mamas" podia ler-se sem qualquer contornos, floreados ou pudor. Escusado será dizer que esta medida tem sido alvo de várias criticas provenientes de todo o mundo e o restaurante tem sido acusado de ser vulgar e perpetuar a discriminação da mulher, ao que o proprietário do estabelecimento poderia responder com ironia caso frequentasse o meu Blog e tivesse a inteligência do "Francisco o Pensador": "Mas como é que são discriminadas se elas até podem beneficiar de bons descontos? Se há alguém aqui discriminado são os homens que não podem beneficiar de desconto nenhum tenham eles mamas pequenas ou mamas grandes!".
Consta-se ainda que desde que esta promoção começou, a clientela do restaurante sofreu um crescimento na ordem dos 20% e que as mulheres que entretanto aderiram em massa a esta iniciativa exibem com bastante orgulho os atributos que cada uma delas veio mostrar propositadamente...

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Agora peço-vos imensa desculpa mas vou ali num instante dar um grito estridente na rua e já venho. Estas coisas estão a pôr-me completamente doido...

10 agosto, 2017

Los pantalones de la discordia ...

Socorrista en la playa de San Lorenzo
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Das terras de nuestros hermanos chegam-nos noticias fascinantes e deveras rocambolescas, como aquela que nos dá conta de que o Departamento de Resgate da Câmara Municipal de Gijón pediu às mulheres que compõe a equipa de socorristas que fazem a vigilância da praia de S. Lourenço que passassem a usar as calças oficiais do uniforme em vez do normalississimo fato de banho que tem usado desde o inicio do verão a fim de tapar as nádegas que costumam ficar à mostra e acabar com os comentários machistas/sexistas que alguns palermas se lembraram de lançar nas redes sociais. Consta-se ainda que alguns Internautas chegaram mesmo a criar um fórum chamado "Forocoches" no qual partilham algumas imagens e encorajam as pessoas a procurar mais informações sobre as trabalhadoras. Meus amigos considero que este mundo perdeu completamente o juízo. Mas tanto para um lado como para o outro. Primeiro acho simplesmente asqueroso que haja gente que se divirta a invadir, e expor na Internet, de uma forma tão devassa e abusada (e porque não dizer psicopata), a vida das pessoas numa clara e manifesta falta de respeito pelos seus direitos, segurança e liberdade. Em seguida, não acho menos asqueroso que os "eruditos" da câmara de Gijón tenham que pedir às "meninas" para taparem-se porque existe nas redondezas alguns "meninos" que parecem não saber controlar-se. Uma parvoíce desnecessária e inexplicável sobretudo quando atendemos ao facto de haver nesta praia centenas ou milhares de banhistas que fazem Topless diariamente e andam com fatos-de banho-fio-dental tão curtos que quase dá para ver o olho do cu de muitas delas. É verdade que o machismo é uma praga (apenas sintomática de gente triste, ordinária, depravada e mentalmente atrasada) e devia ser banido definitivamente da sociedade mas será errado da minha parte achar que o pior machismo de todos é pedir às mulheres que se tapem a fim de evitar comentários sexistas? E a liberdade delas, será que alguém se importa com isso ou sabe sequer o que isso é?

A força de um verdadeiro campeão...

Resultado de imagem para porto estoril
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Porto, Porto, Porto. Quem te viu e quem te vê. Como é possível uma equipa, contando com os mesmos jogadores, poder mudar tanto de um ano para o outro? No ano passado esta equipa foi rotulada de medíocre, e isto apesar de ter sido vice-campeã e só não ganhar a Liga por culpa própria já que teve nas mãos 4 oportunidades para fazê-lo, mas agora, passou a ser considerada "pujante" e "avassaladora" e já toda a gente lhe tem medo. Até os Benfiquistas. que já sonhavam igualar o feito do F.C. Porto quando conquistou o Penta, ficaram agora com sérias dúvidas de que isso seja possível. No que me diz respeito, a goleada que os Dragões impuseram ao Estoril ontem à noite (4-0) é uma demonstração clara da sua força e do que está para suceder este ano. Foram 4 mas podiam muito bem ter sido 7 ou 8 golos se não fosse a displicência de Aboubakar e a lesão muscular do Tico Soares que teve que sair ao minuto 30. Viram aquele primeiro golo do Marega? É a estrelinha de campeão que já está a meter mãos à obra. Quando uma equipa está destinada a ser campeã, tudo corre bem e até a sorte está lá para protegê-la. Para além disso este ano o F.C. Porto ganhou um aliado de peso. Refiro-me obviamente ao VAR (Video-árbitro). Se não fosse ele, aquele 4º golo já ia ficar para o maneta como já sucedeu em épocas anteriores. Se desde há 4 anos para cá tinha-se tornado uma espécie de vaidade ou luxo para qualquer árbitro que quisesse subir na hierarquia do futebol prejudicar deliberadamente a equipa azul e branca, agora é vê-los todos no campo, respeitosos, competentes e disciplinados, que nem cordeirinhos obrigados a promover a verdade desportiva. Para mim esta "nova" performance do Porto é também a prova de como um treinador consegue mudar a disposição mental de toda uma equipa. Com Lopetegui e Nuno Espirito Santo, para além do frete que os árbitros fizeram em campo e da grande quantidade de penaltis que ficou por marcar, viu-se bem que alguns jogadores considerados importantes não andavam nada felizes na equipa e isso acabou por afectar de forma determinante a sua produção ofensiva. Agora são esses mesmos jogadores que revelam uma forma e uma alegria estonteante. Para eles, já não chega ganhar. Agora tem que haver sangue. É preciso também massacrar. Um bem haja, confesso que já sentia saudades de ver a minha equipa jogar assim. Agora só espero que não tenha que esperar muito tempo para ver o Porto apanhar o Benfica na sua frente. Gostava de ver uma goleada das antigas, mas se ficar 4-0...também não ficarei triste... :)

09 agosto, 2017

E como estamos em Agosto...

Só queria dizer que estou novamente de férias e só volto a trabalhar lá para o dia 28 deste mês. E antes que digam "Outra vez?!" deixem-me relembrar-vos que este tipo de coisas só acontece a pessoas boas que trabalham realmente muito. Aos homens assim tipo eu que são muito trabalhadores, percebem?. Num mundo tão equitativo como o nosso, acho bastante justo que todo aquele que trabalha em dobro também possa gozar férias a dobrar. E como este ano já trabalhei em triplo, não fiquem admirados se lá para o Natal eu seja o primeiro a fazer o presépio!

E aqui vai uma musiquinha só para vos mostrar como estou contente para o caso de ainda não terem percebido isso... :))


07 agosto, 2017

Os azares da vida...

Dizem que quem tem sorte ao jogo, tem azar no amor...e eu sou a prova viva de como isso é verdade. Como sou um tipo que tem imensa sorte no campo do amor, no passado tive a grande infelicidade de vir a conhecer o chamado "reverso da medalha". Foi em finais de 2014, numa semana em que havia em jogo um jackpot a rondar os 3,2 milhões de Euros no Totoloto, e o meu "azar ao jogo" traduziu-se da forma que se segue nestas imagens...

Foto de Francisco Fernandes.Foto de Francisco Fernandes.

Mas isso até nem foi nada comparado com aquilo que me aconteceu 2 ou 3 anos antes quando consegui a (inédita?) proeza de acertar nos 6 primeiros números do JOKER e falhar o último que, em vez do 5...tinha jogado o 4...(não guardei fotos porque nessa altura ainda não tinha telemóvel).
Se tivesse acertado nos seis últimos e falhado o primeiro, teria recebido uma pipa de massa e já tinha fugido para o Brasil, mas não, tinha que ser o contrário que não dá direito a receber prémio nenhum. Esta minha mania de ser capaz de fazer sempre o impossível...
O que vale é que, tanto nesse dia como no outro, o sexo com a minha mulher foi maravilhoso o que acaba por atenuar de certa forma estas péssimas recordações. O amor é muito bonito mas está visto que custa bastante caro, mas estando ao lado da minha "chérie" é um preço que eu estou disposto a pagar com todo o gosto. :)

06 agosto, 2017

As comicidades do Futebol...#03

Trollitas - Pensador, sabias que o Benfica vai exigir mais de 50 milhões de Euros ao Futebol Clube do Porto devido às denúncias feitas pelos dragões no caso dos "emails"?

Pensador - 50 milhões de ERROS?? Ui credo jasus tanto erro! Ganhador como é, não me acredito que o F.C. Porto seja capaz de errar tanto...ainda para mais para o Benfica...


Imagem da Net com legenda do Pensador

05 agosto, 2017

Sobre essa coisa de comer Shushi....

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Imagem da Net

A Ana Garcia Martins publicou há dias um post no seu blog "A Pipoca Mais Doce" que revelava o seu amor infinito pelo Sushi e no qual propunha-se oferecer 5 "Vouchers para 2 pessoas" a quem preenchesse determinadas condições, para que depois pudessem comer nos famosos restaurantes da ARIGATO, "Shushi House" ou "Shushi Arena" em Lisboa. Mas como eu sou uma daquelas pessoas terrivelmente chatas, que passam a vida a semear o pânico na blogosfera e não resistem a dizer sempre aquilo que pensam (sobretudo quando gozam a liberdade de não ter que dar satisfações a ninguém), não resisti a deixar a minha humilde opinião, que, como bem sabem, é quase sempre inofensiva e recheada de inocência, como demonstra claramente este pequeno e singelo comentário...

«Não quero parecer uma pessoa antiquada mas, apesar de ser um bom garfo, confesso que dispenso bem o Shushi. Para além da relação quantidade/qualidade/preço da comida Gourmet, aquilo que mais consegue assustar-me em termos gastronómicos é comer peixe cru carregado de Anisakis e Salmonellas...»

A Pipoca por sua vez, achou por bem não publicar este comentário, o que eu entendo perfeitamente já que agora a sua vida mudou completamente - desde que se tornou uma espécie de figura pública - e ela agora ficou refém dos contratos publicitários que vai fazendo com várias marcas comerciais. Não seria de bom tom, pelo menos aos olhos de quem lhe paga o seu sustento, tentar promover um produto e depois aparecer lá um "melga" que, sem qualquer travão, vai lembrar-se de dizer que aquilo está carregado de parasitas e outros bichinhos esquisitos que fazem porcarias ao corpo para deitar abaixo a magia toda do texto. Sobretudo quando ainda há pouco tempo surgiu na comunicação social a noticia de um homem com 32 anos que foi parar ao hospital por ter comido essa porcaria japonesa, fazendo logo lembrar o surto de Salmonellas que também ocorreu em 2015 e atingiu mais de 50 pessoas nos Estados Unidos pelo mesmo motivo.Vocês já viram a imagem que isso dava? Bichinhos na barriga a fazer buraquinhos no nosso corpo?. Uma imagem muito feia com certeza mas seguramente que seria uma imagem "à Pensador". A imagem de quem considera que a verdade das coisas sobrepõe-se sempre a quaisquer interesses financeiros, excepto se forem os meus (hahaha brinco!). Mas lá diz a velha expressão do bom jornalista:"Não deixes que a verdade estrague uma boa história" e actualmente a boa história diz-nos que...é muito "Chic" e saudável comer Shushi...

03 agosto, 2017

Recebi um selo...

...e não, o tema deste post nada tem a ver com cuecas...

Foi um prémio que a minha grande amiga NI  (digo grande porque foi a única pessoa no mundo que sentiu a coragem (ou cometeu a loucura) de fazer amizade comigo) decidiu me oferecer por ter participado e vencido este desafio juntamente com a Janita, e que, como poderão reparar, só me fez alcançar a vitória porque: 

1º - O desafio era realmente muito fácil (até para mim).
2º - Só houve 2 pessoas a concorrer no dito cujo.
3º - O prazo de respostas foi demasiado apertado e muitos não chegaram a tempo de concorrer.
4º - Enganei-me na resposta porque eu ia responder o" palhacinho" mas a palavra ficou sublinhada em vermelho e, ao tentar corrigir, o PC alterou-a para o "príncipezinho".

Chiça minha gente. Isto é que foi mesmo um golpe de sorte! :))



Obrigado Nina, guardarei sempre essa rosa no meu coração. :)