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A verdade da mentira...

Vamos ser realistas? Num país composto maioritariamente por benfiquistas, haverá sempre a real necessidade de fazer do FC Porto tão culpado como o Benfica de inocente. Sim porque, por mais que se queira defender o valor sagrado da verdade, da transparência, da honestidade e essa ladainha toda, o homem será sempre escravo das suas paixões e, quer se queira ou não, a verdade será sempre subjectivamente moldada a feição delas. Diz-me de quem gostas e dir-te-ei quem és, e o que nunca serás, diz o homem justo. É por isso que, por mais provas que advogam a sua inocência o FC Porto será sempre considerado culpado de crimes que não cometeu (do pito dourado, da fruta seca e do café com natas leite) e por mais provas que possam culpabilizar doravante o Benfica este será sempre considerado inocente de qualquer crime que tenha cometido, e ai de quem ouse dizer o contrário. E muita sorte temos nós de que ele não seja designado todos os anos campeão de Portugal por força de um qualquer decreto de lei aprovado por unanimidade e criado especificamente para ele. São os malefícios da democracia, de uma maneira ou de outra acaba sempre por vencer a maioria. Mesmo que seja a mais burra. Assim, que ninguém fique surpreendido se hoje em dia já se chegou ao ridículo de ter que ver o FCP mostrar na praça pública um resumo detalhado da sua conta-corrente e fazer prova de que todas as facturas pagas até ao momento...serviram mesmo para pagar alguma coisa. Porque num país maioritariamente benfiquista, que controla a LPF, FPF, Parlamento, PJ, tribunais, televisão, padres, jornais e tudo, uma simples transferência bancária no valor de 784.000 Euros enviada a um clube de futebol (Estoril) para pagar uma parcela de divida adquirida pela aquisição de alguns jogadores, já é considerada um claro indicio de corrupção e um suborno para ganhar a 2ª parte de um jogo. E de nada serve tentar argumentar que não é nada disso. O povo decidiu, logo, está decidido e o resto é conversa. Estupidez? não, no resto do mundo isso já começa a ser conhecido por outras palavras. Portuguesismo saloio...


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Só fala quem tem que se lhe diga...


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É uma das frases que mais aprecio ouvir seja na blogoesfera ou em qualquer outro lado que seja. É uma daquelas coisas que, talvez por acharmos tão absurdas, damos por nós a sorrir quase sem precisar de uma verdadeira razão para isso. Adoro ouvir isto por duas boas razões. A primeira é que, para mim, quem diz uma coisa destas deve ter a sua parte de inteligência representada no cérebro do tamanho de um amendoim. O problema dos portugueses é que só sabem criticar? Se isto fosse dito por um estrangeiro a passar férias no osso país acho que poderia fazer todo o sentido para mim, mas agora, que género de demência poderia levar um português a dizer uma parvoeira destas? Acaso será ele "marciano" para referir-se aos portugueses como se ele pertencesse a uma mundo à parte e não tivesse qualquer ligação cultural com esse povo? São os portugueses, percebem minha gente? Não é ele! Por isso, é favor não fazerem confusões de nenhum tipo. Mesmo que, aparentemente, ele saiba escrever/falar português como fazem os portugueses isso não quer dizer que ele seja lusitano, por isso que ninguém ouse confundi-lo com essa gente feia e mal intencionada que só sabe falar mal. Hahaha delirante. Este é talvez o maior defeito que qualquer sociedade guarda dentro de si (não apenas a portuguesa). Eu sei que todo o ser humano gosta de sentir-se diferente, especial, de que só ele tem vida no corpo e todos os outros só andam a "vegetar" por ai, de que só ele é integro, limpo, verdadeiro, etc., e gosto bastante de imaginar um mundo onde toda a gente tem uma personalidade única e pode celebrar a harmonia entre povos através da sua singularidade individual. Mas o ser humano também tem um grave problema. Gosta sempre de ver-se como um ser único, e, para ele, todos os outros são manifestamente iguais. Gosta de sentir que o mundo só nasceu para ele. Mas se toda a gente é igual e pensa da mesma forma quem é que, em abono da verdade, tem o direito de achar que é genuinamente diferente afinal? O direito cabe a todos, mas a razão infelizmente essa não cabe a ninguém. Não enquanto formos seres subjectivos facilmente dominados pelas nossas emoções.
A 2ª razão que me leva a gostar dessa expressão reside no alto grau de comicidade que vive enfermado nela. Quando alguém diz:"O problema dos portugueses é que só sabem criticar" ele parece não conseguir ver que também ele é português e que também ele está a fazer uma critica através daquela declaração, e o pior, é que está a fazer a pior critica de todas. Sem fazer contemplações, está  a afirmar que os portugueses não sabem fazer mais nada senão isso, criticar. Não sabem viver, não sabem falar, não sabem trabalhar, não sabem escrever, não sabem ser bem educados, não sabem estar em sociedade, enfim...só sabem criticar. Assim...numa só frase...está a insultar todos os portugueses do planeta, inclusive ele próprio. O que é aterrador e tremendamente estúpido não acham?

Depois claro, tenho que me rir e parecer sarcástico, e cínico, e arrogante... :)

A subjectividade do Video-Árbitro

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Já tinha ficado com algumas reservas no jogo do Sporting contra o Setúbal no qual vi o Video-árbitro deixar passar em claro um penalti a favor dos leões e se é verdade que o primeiro jogo contra o Estoril tinha corrido bem, ontem, no jogo do Porto contra o Tondela, perdi todas e quaisquer ilusões acerca da eficácia desse sistema. Houve um penalti claríssimo por marcar logo aos 10 minutos por carga sobre o Marega (Porto), amarelos por mostrar e jogadores por expulsar de parte a parte. O árbitro Fábio Verissimo, que tantas vezes prejudicou e roubou pontos ao Porto, tem desculpas para fazer um mau trabalho porque não é obrigado a fazer mais do que aquilo que realmente sabe, e um tipo que chegou a Internacional só por ter apitado 5 jogos da 1ª Liga e sem ter apitado nenhum jogo importante, não se lhe pode exigir que saiba muito. As únicas coisas que ele deve saber com acérrima precisão é o nome dos "padrinhos" que fizeram dele um árbitro internacional e a quem ele precisa de recorrer muitas vezes para apagar do seu cadastro a série de asneiras que vai cometendo ao longo da época. Preocupa-me sim é a equipa de árbitros que está com os olhos colados nos vários televisores que compõe o sistema do Video-Árbitro (VAR) e depois dão instruções ao árbitro principal do encontro para as correcções que julgam ser oportunas. Como podem eles não terem visto o penalti aos 10 minutos? Como podem eles não terem visto as faltas que dariam origem a expulsões de parte a parte? Para que serve o VAR afinal? Será que é para fazer crescer ainda mais o sentimento de injustiça, negativismo, corrupção e tráfico de influências que existe actualmente no mundo do futebol? Não apitar uma falta usando a desculpa de ser apenas humano e não ter nenhuma televisão na cabeça para ver os lances em câmara lenta é uma coisa, agora, ver tudo pela televisão e mesmo assim permitir que a subjectividade da nossa paixão clubística seja capaz de nos dominar, isso, já é uma história bem diferente. Mas será que não há mesmo ninguém que consiga meter mão nisto? Será que já está tudo feito e preparado para que o Benfica seja novamente campeão e possa conquistar também o Penta à semelhança do que já fez o Porto? Espero que não. Seria uma tremenda injustiça já que o Benfica nunca fez nada de transcendente para merecer isso. Para dizer a verdade, tem sido até penoso vê-lo jogar, como tem sido penoso ver os seus adeptos ficarem doidos de alegria por ver a sua equipa arrancar um chouriço aos 92 minutos para poder ganhar um jogo contra um Chaves pela margem mínima. Que miséria. Que pobreza. Sinceramente, espero que a transparência e a verdade desportiva possa prevalecer no futebol. Mas como já sugeri em cima, não vou ser eu a acreditar nisso. Difícil é conhecê-los, porque depois de os conhecer...