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"Influencer" ou não, eis a questão...

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Imagem daqui

Brevemente vou deixar aqui um post que vai deliciar-vos a todos, ou pelo menos a todos aqueles que, à semelhança de mim, revelam ter um muito mau gosto para ler/escrever posts, mas, enquanto ele chega e não chega, gostaria de revelar-vos a boa nova que acaba de acontecer no reino das poneizinhas e das "Barbies" adultas (tal a quantidade de base, maquilhagem e batom que elas gostam de meter no rosto...), fanáticas por Sushi, viagens à pala e bijutaria barata, ou também conhecido por ser o reino fantasia da "Pipoca mais Doce". Parece que a filha da blogger mais conhecida de Portugal, Ana Garcia Martins, que teve a lastimosa sorte de receber o nome de Benedita, já nasceu e está bem de saúde, mas como o seu nascimento resultou de  um parto prematuro ela ainda permanece no Hospital aos cuidados dos serviços de neonatologia que, coitadinhos, estão a desdobrarem-se em esforços para tratá-la muito bem devido ao receio de poderem ser mal falados no blogue. A Pipoca, por sua vez, para além da felicidade de ter visto nascer um 2º rebento na família, deve estar radiante por saber que dos 12.147 seguidores que ela tem no seu blog, somados aos triliões que ela goza ter no Instagram e no Facebook, ao fim de 3 dias já ouve cerca de 120 internautas que quiseram endereçar-lhe os seus parabéns. Sim, não há qualquer engano nem sequer uma ponta de exagero, vocês ouviram mesmo bem. Até esta hora já foram depositados 125 comentários na sua caixa (e acho que nem todos eram de parabéns) o que, apesar de representar apenas 1% do potencial total, não deixa de ser considerado um feito verdadeiramente notável! 

Considero notável porque nunca imaginei que pudesse haver (ainda) tanta gente a demonstrar tamanha simpatia por ela já que ela passa a vida a desfilar como um pavão (já que a pavoa não é tão bonita) e a tentar meter inveja na cabeça do mulherio todo, mas, se ainda havia dúvidas, acho que pelo menos dessa forma fica definitivamente provado que se trata de uma verdadeira Influencer...

12.000 seguidores? Se não fosse tão educado saberia muito bem dizer-lhe onde é que ela poderia metê-los...hahaha :)))

A vida de saltos altos e lápis azuis...

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Gosto muito de visitar o Blog da Pipoca Mais Doce mas tem dias em que ela perde toda a piada. Ultimamente tenho reparado que o seu "Lápis Azul" tem sido pior do que nos tempos em que havia a PIDE. Senão vejamos. No último Post que publicou, falou-nos sobre a visita que uma blogger-salsichona-alemã-chamada-francisca lembrou-se de fazer ao nosso país, a convite dos hotéis AVANI, sendo-lhe atribuída a missão de mostrar-lhe o melhor de Lisboa, e, reparei pelas fotografias que a Pipoca entretanto publicou no seu Blog que essas duas não estavam a ter química nenhuma entre elas. Uma coisa extremamente insípida. Não tinha nem vida nem sentimento. Parecia quase a visita institucional que o Donald Trump fez com o Papa Francisco. Uma tigela de BRATWURST sem ketchup nem caril. Como o meu sentido sarcástico está sempre a morder-me os calcanhares e não me deixa nem um minuto sossegado logo que veja este tipo de coisas, lembrei-me logo de comentar algo do género:

"E aparte essa coisa das "fotografias", também houve a oportunidade de se divertirem as duas?
Normalmente quando uma mulher gosta de conhecer a outra costuma falar sobre as suas características/qualidades humanas (gira, simpática, brincalhona, faladora, conversadora, etc..) e confesso que estranhei a Pipoca não ter falado nada sobre isso..."

Prontos, já sei o que vão dizer, se calhar fui demasiado mordaz...mas se calhar também não foi nada por ai além. Se a Ana Garcia Martins já é obrigada a apagar este tipo de comentários com medo das consequências, fico com imensa pena dela e do sentido de liberdade que manifestamente parece ter perdido. Como deve ser triste vivermos aprisionados num mundo de imagens, cheio de amarras, onde temos que prestar constantemente uma série de contas para uma série de pessoas e sorrir para muitas outras ainda que, se calhar, representam tudo aquilo que mais detestamos ver na vida. Isso de querer ser famoso e viver no mundo deles tem esse grave problema, temos que estar sempre a fingir, a representar, a mentir a nós próprios e a ser cínicos. Fosse como fosse, o que é certo é que o poder de censura da Pipoca voltou a actuar mais uma vez e isso começa a aborrecer-me um bocadinho. Se a memória não me falhar acho que já vai na 6ª vez que isso acontece e como o 6 só fica bonito se tiver um 9 ao lado, vou mandar-lhe mais dois comentários para ver se ela percebe o recado (vejam, tão bonito que até rimou!). Como na 4ª foto as duas mulheres pareciam estar a borrifar-se uma para a outra, aproveitei esse facto e, para servir de 7ª provocação, mandei-lhe o comentário que se segue em baixo mas acho que a mensagem foi demasiada encriptada e ela acabou por não perceber.

"Suponho que na 4ª foto estejam a ter uma "pausa de trabalho" merecida..." :)

Vou ter que mandar-lhe outras mais evidentes e rezar para que ela não esteja outra vez distraída...

Só sei que muito sei

Após um longo interregno, durante o qual a Ana Garcia Martins, mais conhecida na blogoesfera como a Pipoca mais Doce, se lembrou de desperdiçar abusivamente os seus dotes, tempo e talento, a falar de sapatos, malas, vestidos, pulseirinhas, bugiganga, Benfica e outras coisas fúteis - talvez com intenção de captar mais facilmente os links direccionados pela Google -, eis que em pleno dia de S. Valentim, a rapariga volta a surpreender meio mundo com um texto lindíssimo publicado no jornal Metro à convite da escritora Margarida Rebelo Pinto.(A tal que não percebe nada sobre o amor e já por isso é forçada a convidar os outros para falar do assunto..). :)
E por ser lindíssimo, vale a pena partilhá-lo convosco...

«..Tenho 30 anos e não sei nada sobre o amor. Gostava de poder dizer “quem me dera ter 20 anos e saber o que sei hoje”, mas seria pretensão. Porque não sei nada. Durante muito tempo achei que amor era viver com o coração nas mãos, no pescoço, no estômago, pronto a explodir e a projectar-se em mil pedaços. Gostar, gostar a sério, aquele gostar de paixão, só podia ser isso. Viver em ânsia o tempo todo, correr atrás, pedir, implorar, pedir de novo, pôr-me em bicos de pés e anunciar a minha presença. Fazer uma gestão de danos a todo o momento, tentar não incomodar, não estar a mais, dar, dar, dar e receber quase nada em troca. Achar que esse pouco era mais do que suficiente, que mais vale pouco do que nada. E foi isso. Achei sempre que pouco era melhor do que nada. A triste realidade é essa. Já não me lembro de quantas vezes me senti remediada, assim-assim, vai-se andando. De quantas vezes parti a alma e de quantas a voltei a colar. De quantas vezes me apaixonei e de quantas jurei para nunca mais. Que as coisas do amor não eram para mim e mais valia estar quieta. Uma treta. Nunca conseguir estar quieta. E via os acidentes emocionais a darem-se e não podia fazer nada para os evitar. Nem sequer fechava os olhos para não ver. Meti-me em muitas relações sem cinto de segurança, e depois achava estranho fazer mais uma fractura no espírito. As cicatrizes que para aqui vão. A verdade é que sempre fui uma crente, uma utópica, uma arrebatada. Uma totó, a palavra não é outra. Se calhar ainda sou, mas de aliança no anelar esquerdo. Afinal, amor podia ser outra coisa que não uma sofreguidão desatada, uma correria sem meta à vista. Afinal, comecei a perceber, amor era 50/50. E dias mais calmos. E tardes no sofá. E filmes, e séries, e amigos à mesa. E conversas, e planos, e os nomes dos filhos que se quer ter. E uma conta corrente, este mês pago eu a empregada e tu a conta da luz. E dizer que um cão num apartamento nem pensar. E voltar atrás e dizer que sim, haja espaço e boa vontade. E pegar num mapa e ver quanto mundo nos falta ver. E decidir quem desce a pé os três andares para deixar o lixo, quem se arrasta para tratar da louça, quem encaminha a roupa para os armários, quem atira com a carne para o forno (ontem fui eu, hoje és tu). Gosto deste amor. Gosto muito deste amor que me dá beijos quando chego a casa, que não vive imerso em dúvidas existenciais e pós-modernas, que há já algum tempo que sabe o que quer. E que me quer a mim. Disse-o no altar, à frente de todos. Estava lá e ouvi. Retiro o que disse. Tenho 30 anos e sei quanto baste sobre o amor. Quem me dera ter 20 e saber o que sei hoje...»

Texto da Ana Garcia Martins publicado no jornal Metro.