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Vá-se lá perceber isto...

Não sei se foi devido ao frio, à chuva, ou se foi excesso de humidade no sistema, mas de acordo com os registos que a BLOGGER disponibiliza aos proprietários dos blogues, parece que houve um determinado indivíduo (ou indivídua) que usou o motor de busca IZITO para encontrar um profissional que soubesse fazer reparações de aparelhos desumidificadores na zona de Loures (Lisboa) e, por razões obscuras que desconheço totalmente mas que resultam certamente de um árduo trabalho de pesquisa, muitos anos de programação e a contratação dos melhores génios informáticos formados pelas mais conceituadas Universidades, o citado motor de busca achou pertinente recomendar o meu blog e colocar um link para um post que fala sobre uma mulher que foi baleada por engano pela PSP e outro link que mostra todos os posts que escrevi em Novembro de 2017.

Muito bem IZITO, a tua pontaria faz-me lembrar um míope...mas ainda que nunca tenha ouvido falar de ti e a tua capacidade de satisfazer as necessidades dos internautas seja ainda demasiado estrábica, pelo menos ninguém poderá censurar o teu bom gosto quando se trata de escolher blogues muito bons para ler...

Haja alegria, disposição e boa música...#2

Esta noite, com a proeminente ajuda da RTP, todas atenções vão estar centradas no Parque das Nações, em Lisboa, para ver a grande Final do Festival Eurovisão da Canção 2018 (Eurovision Song Contest 2018) que vai ser transmitido em directo do Altice Arena para o mundo inteiro. Não disse nada sobre a 2ª Semi-Final realizada no passado dia 10 de maio porque, verdade seja dita, havia muito pouco para se dizer. Em termos de espectacularidade, qualidade na apresentação, efeitos visuais, luz e som, acho que voltou a ser conseguido, e, nesses itens, toda a produção do evento merece uns enormes parabéns, mas em termos musicais acho que a 2ª Semi-Final não teve nem um terço da qualidade adjacente à primeira. Das 10 músicas apuradas, só consegui gostar de quatro, que foram: Ucrânia, Austrália, Dinamarca e Noruega. Tudo o resto para mim foi palha. Ou melhor dizer, são boas músicas porque embora sigam estilos musicais pouco habituais em certames deste tipo, acabam no entanto por fazer as delícias de alguma gente também ela pouco convencional - mas que sabe usar o telemóvel para votar -, mas em termos de qualidade musical são palha quando comparadas às outras. Ou porque tem demasiado folclore (Moldovia), ou porque tem o folclore errado (Sérvia), ou porque plagiaram algumas batidas de músicas já muito conhecidas (a Slovenia), ou porque seguem estilos demasiado ultrapassados que só a comunidade gay parece ainda gostar de ver (Suécia), ou porque ainda há quem confunda barulho com música (Hungria), ou porque tinham uma música country muito fixe e acabaram por foder a música toda com a introdução de uma coreografia muito parva (Holanda). Dois tipos a dançar "Break" numa música Country? Quem foi o infeliz que achou que isso poderia parecer fixe? Ao ver tudo isso fiquei com mais pena ainda por a Grécia e Bielorrússia não terem conseguido passar na 1ª semi-Final. Infelizmente tiveram o azar de ser atirados para o grupo dos mais fortes, porque se o sorteio os tivesse atirado para o grupo dos mais parvinhos que foi esta 2ª semi-Final, qualquer um deles teria passado à grande Final com a maior das facilidades. Seguramente que não teriam ganho a Eurovisão, mas teria sido feita uma maior justiça à música deles.
Não obstante tudo isso, há pelo menos uma garantia. Esta noite promete oferecer aos expectadores da RTP um grande espectáculo de música como há muito tempo não se via por estas bandas. Até parece que a Eurovisão da Canção voltou a ser....a Eurovisão da Canção. Porra, que saudades eu tinha de ver isto acontecer. O Salvador Sobral, quando teve o desprazer de ver a música de Israel na You Tube, no estilo que toda a gente lhe reconhece, afirmou logo que não acreditava ser possível a Eurovisão mudar, mas a realidade porém salta demasiado à vista. Musicalmente, nunca como este ano se viu uma escolha de músicas tão forte e criativa, quer na interpretação, quer na representação, quer musicalmente. Um bem haja. Face aquilo que já tive o prazer de ver, não tenho a mínima ilusão de que a nossa querida Cláudia Pascoal consiga fazer o seu jardim no meio deste paraíso de bons cantores e certamente que irá ficar muito mal classificada na escolha do público já que a concorrência este ano é muito feroz, mas ainda assim acalento a esperança de que ela consiga fazer a melhor figura possível. Assim, enquanto esperamos pelo inicio das hostilidades, publico em seguida todas as 26 músicas que vão estar presentes esta noite no Altice Arena para disputar entre si o troféu de melhor canção do Festival da Canção 2018.


As minhas músicas preferidas foram a Alemanha, Ucrânia, Finlândia e Dinamarca. E as vossas?

Haja alegria, disposição e boa música...

Vi ontem a 1ª Semi-Final do Festival Eurovisão da Canção 2018, que este ano se realiza no Altice Arena, em Lisboa, graças à vitória de Portugal conquistada no ano passado pelo nosso mui amado Salvador Sobral, e confesso que fiquei deveras impressionado com aquilo que vi. Não sei se os países participantes ficaram injuriados com a vitória do nosso "baladeiro" português ou se sentiram o seu apelo quando pediu que a música fosse feita com menos fogo de artificio e viesse essencialmente do coração, mas já fazia algum tempo que não via tanta qualidade reunida num único espectáculo. Foi tão abundante que, confesso, pela 1ª vez na minha vida de "Festivaleiro" não consegui eleger uma música preferida. E ainda só vimos a 1ª parte deste certame, vejam lá. Fico curioso de saber que outras surpresas estão a ser reservadas e como vai decorrer a 2ª Semi-Final que vai realizar-se amanhã dia 10 de Maio. Se a 2ª parte for tão boa como a 1ª...tenho a certeza que vou sentir-me encantado e ficarei com grandes expectativas para o que vai suceder na grande final (Sábado 12 de Maio). De um modo geral gostei dos trabalhos todos apresentados pelos 10 finalistas que conseguiram passar ontem para a fase seguinte, com especial destaque para as músicas de Israel, Chipre, Finlândia, e Estonia, das quais, na minha opinião, uma delas irá ser a grande vencedora deste festival, mas confesso que fiquei bastante surpreendido (e porque não dizer decepcionado) de ver a Grécia e a Bielorrússia ficarem para trás. A Bielorrússia ainda consigo compreender porque nos inícios da música o cantor acusou algum nervosismo e desafinou algumas notas, mas a Grécia...simplesmente imperdoável a maldade que lhe fizeram. A sua música para mim era um assombro. Mas lá está, numa outra altura se calhar estes dois teriam passado facilmente mas como este ano houve demasiada qualidade nesta primeira semi-final, acabaram por pagar o preço de serem apenas boas músicas e não acompanharem as apetências dos mais jovens que adoram ver grandes fogos de artifícios em palco. Entre bons, não basta sermos bons, se quisermos brilhar temos que ser excelentes.
Vou publicar em seguida um video que encontrei no You Tube com todas as músicas que participaram nesta 1ª gala, para que possam também decidir se acharam que houve justiça na votação do público...


Os primeiros dez finalistas do Festival Eurovisão da Canção 2018 são:

Áustria
Estónia
Chipre
Lituânia
Israel
República Checa
Bulgária
Albânia
Finlândia
Irlanda

A sociedade desobediente...

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Imagem da Net

Deve ter sido a noticia mais marcante da semana e não queria terminar a minha - ainda que, tecnicamente, o Domingo seja considerado o 1º dia de uma nova semana - sem tecer alguns comentários sobre um assunto que considero importante e está ligado a ela. Na madrugada da passada quarta-feira, dia 15 de Novembro, uma mulher foi baleada por engano pela policia, acabando por morrer depois, por ter cometido o crime de seguir para o seu trabalho à bordo de um Seat Leon de cor preta que foi confundido por outro do mesmo modelo que estava a ser perseguido pelas autoridades. Esta história apesar de parecer rocambolesca pode ser explicada em poucas linhas. Por volta das 3h00 da madrugada a PSP foi alertada de que pelo menos dois homens tinham acabado de fazer explodir uma caixa multibanco da Caixa Geral de Depósitos na Avenida Bento Gonçalves, Lisboa, com a intenção de roubar dinheiro, e, após tomar as diligências necessárias, cerca de 30 minutos depois conseguiram detectar um carro suspeito que conduzia na 2ª Circular em direcção a Sacavém. Quando a policia tentou interceptá-lo, o carro em vez de parar meteu prego a fundo e pôs-se em fuga, contornando todos os outros carros que circulavam na via, a alta velocidade e/ou em contramão, colocando assim em perigo a vida de toda a gente ali presente. Perto do aeroporto Humberto Delgado, numa rua sem saída, os assaltantes foram encurralados e começaram a disparar sobre os policias, que, por sua vez, tiveram de saltar para a berma da estrada para não serem colhidos e deixaram escapar os assaltantes no meio de toda aquela confusão. Poucos minutos depois, de volta à 2ª Circular, uma Equipa de Intervenção Rápida da PSP de Loures avistou outro Seat Leon de cor preta, dentro do qual seguia a vitima, que julgou tratar-se do carro que estava em fuga. Quando foi-lhe dado a ordem de paragem, o condutor do carro - que não tinha carta de condução - desobedeceu armado em trengo e colocou-se em fuga, tentando inclusive atropelar os agentes que tentavam barrar o seu caminho, na clara intenção de conseguir escapar desse modo a uma eventual multa. Acto continuo a viatura voltou a desobedecer a nova ordem de paragem feita por outra brigada e depois de ter sido interceptada e imobilizada mais à frente, verificou-se uma  nova troca de tiros que acabou por vitimar a mulher que seguia ao lado do condutor. Uma estupidez não é? Pois, habituem-se porque, ao que parece, estamos a ficar uns verdadeiros peritos nessa matéria. Anda um homem a tentar fugir das paranóias, das maiores ameaças para a nossa integridade física, dos locais perigosos e das más companhias para evitarmos problemas, dos aviões com medo que eles caiam, dos prédios altos com medo que eles possam pegar fogo e depois não haja escapatória, dos barcos com medo que eles afundam, para depois um dia a gente levantar-se de manhã, tomar o nosso pequeno almoço, seguirmos descansados para o nosso trabalho, encontrar-mos a policia no caminho e levarmos com um tiro na cabeça. Não tenho palavras, isto é simplesmente incompreensível.

Confesso que houve uma fase, no passado, em que eu era manifestamente incapaz de ver as diferenças latentes entre ser policia e ser ladrão.  Costumava dizer para quem tivesse a paciência de ouvir-me (poucos felizmente) que a única diferença que distinguia um ladrão de um policia era a particularidade de um ser forçado a roubar à revelia da lei e o outro poder roubar usando a lei como cobertura. Esta opinião, bastante depreciativa, era especialmente agravada pelo facto indesmentível até hoje de que nunca tinha tido um único problema que fosse com os senhores ladrões, enquanto que os senhores policias já me tinham espetado algumas multas por mau estacionamento e outras por excesso de velocidade (65 Km/hora numa localidade, pasmem-se!). Nessa altura ficava todo irritado, indignado quanto baste, e queria pegar no megafone e protestar para tudo quanto era sitio, mesmo que tivesse de armar o barraco às portas de Belém, mas após saber que as multas prescreviam todas ao fim de 2 anos deixei literalmente de me chatear com isso e passei a ver os policias como bons amigos (quanto Sr agente? 500 euros? só isso?). Mas depois reflecti sobre os meus erros e comecei a pensar para mim: Se normalmente somos capazes de confiar mais depressa a nossa vida na mão de um policia do que num ladrão, porque razão os detestamos assim tanto e não gostamos de os respeitar? E a resposta acabou por ser bem fácil de descobrir. Não gostamos deles porque representam o Estado. Costuma-se dizer que o Estado somos todos nós mas a realidade, porém, é que a população nunca sentiu isso dessa forma. Para a maioria de nós o Estado é apenas constituído pelo governo que o representa. E o que é que nós, portugueses, nos fartamos de fazer no nosso dia a dia? Ora ai está, falamos mal do governo. Daquilo que roubam, do que comem à nossa custa, dos impostos, dos desvios de milhões, dos amigos, da corrupção, etc. Mas como o presidente da república e todos os outros ministros nunca andam na rua sozinhos para a gente poder cuspir-lhes em cima ou partir-lhes a cara, quem são os primeiros a dar a cara por eles mesmo que não tenham culpa nenhuma? Os policias pois claro...

É verdade, sempre que o motivo das nossas frustrações fazem alguma referência ao Estado, acabamos por descarregar toda a nossa raiva em cima dos policias, porque embora seja o Governo a criar as leis que nos penalizam e nos massacra o juízo, quem acaba por aplicá-las e dar a cara são eles e isso faz com que assumem de certa forma o papel de "patinho feio". Ainda por cima as fundações democráticas do nosso país trataram de agravar ainda mais a maneira egoísta com que gostamos de avaliar o nosso potencial e a nossa presença na Terra. De tanto defender que perante a lei e os seus princípios democráticos, todos os cidadãos do país são considerados iguais, a sociedade acabou por acreditar de que isso era mesmo verdade...quando na verdade, não era. Esta é talvez a falha mais grave da democracia. De tanto querer tratar toda a gente por igual, dando liberdade de acção, apoios e rendimentos mínimos, e direitos a quem não soube merecê-los e nem sequer sabe respeitar os direitos dos outros, acabou por criar uma sociedade tendencialmente marginal com nítida ausência de valores e propensão para a desobediência. E é disto que tenho muito medo. De tanto sentir-se importante a sociedade acabou por deixar de o ser. Durante muitos anos vivemos a falsa ilusão de que existia uma força policial capaz, instituições sociais e financeiras competentes, uma justiça célere e funcional, um ideal de ordem e disciplina, quando na realidade não existia nada disso. Era tudo uma grandessissima treta. Alguns criminosos e desordeiros delinquentes foram os primeiros a dar-se conta disso (os tais que andam agora a estoirar as caixas multibanco) e num futuro não muito distante viveremos uma situação social quase igual às favelas do Brasil. A população habituou-se a ver os policias serem ridicularizados em tribunal, agredidos e espancados nas ruas, maltratados pela lei, e a serem castigados muitas vezes por estar a cumprir o dever deles, que isso fez com que deixassem de ser vistos como legítimos representantes da autoridade. Assim, quando a sociedade deixa de saber respeitar a policia...também deixa de saber respeitar a lei. Foi isto que aconteceu em Lisboa, o condutor do carro não tinha carta e não sentiu qualquer obrigação de respeitar a autoridade que tinha diante de si, ignorando-a, desprezando-a, fazendo-lhe frente. E é também por isso que, e isto agora em jeito de conclusão, sinto muita pena que aquela mulher tenha morrido sem razão por causa de uma bala que não lhe pertencia receber e que devia ter sido dirigida ao condutor do carro que decidiu ignorar as ordens de paragens, mas se alguém quiser condenar os policias por terem disparado contra o carro depois deste ter tentado atropelá-los (e matá-los por sinal), então isso só quer dizer uma coisa. Essa pessoa - estúpida - também já faz parte da nata marginal que tive a gentileza de sublinhar neste texto.

A lei do mais forte

Há um video que tem corrido as redes sociais e acabou por fazer manchetes através da mídia porque mostra um agente da PSP a ser agredido nos inícios de Outubro, no jardim de Santa Catarina, em Lisboa, por um capanga delinquente de 43 anos que já conta na sua folha de cadastro cerca de 17 processos por agressões. O dito sujeito estaria a importunar os transeuntes presentes no miradouro, em particular as mulheres que se encontravam no parque (devia estar com fome, coitado), situação essa que motivou a chamada das autoridades. Quando o agente Alves de 23 anos e a sua colega Lina compareceram no local e pediram-lhe a identificação, explicando-lhe os motivos de tal atitude, o individuo recusou identificar-se, resistiu à imobilização e começou a agredir o agente referido a pontapé e socos na cara perante a passividade dos transeuntes e a manifesta impotência da sua "partner" que tentava esconder-se por detrás dele com medo de levar uma lapada. No fim o fulano acabou por ser dominado e detido e depois de ter sido presente a um juiz do tribunal...acabou por ser libertado. Sim, leram bem, libertado, assim simplesmente. Trata-se de algo verdadeiramente surreal. Um homem agride um agente da autoridade e nem sequer teve direito a passar uma misera noite que seja numa cela fria de prisão. E assim vai a nossa querida justiça em Portugal. Viva a Anarquia!
Convidado a pronunciar-se sobre este caso o presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), Armando Ferreira, diz ser “triste verificar que colegas continuam a ser sistematicamente agredidos e nada é feito pelo poder judicial e institucional”. Afirmou ainda que, em média, quatro policias são agredidos diariamente e que, a par do fenómeno dos suicídios, este é o mais crescente no seio das forças de segurança. "Os polícias nada fizeram no vídeo, nem puxaram do bastão. Se é esta a polícia que querem ter, é esta a polícia que vão ter”, finalizou ele prometendo levar o assunto ao Ministério da Administração Interna, que é como quem diz, a lado nenhum.



Polícia agredido em Lisboa from Público on Vimeo.

Confesso que fico cada vez mais atónico com todas estas noticias que por vezes chegam até mim e mostram-me tudo aquilo em que o mundo se transformou nos dias de hoje. São situações tão estranhas e bizarras que vemos acontecer um pouco por toda a parte e a toda a hora, cuja inoperância das diversas instituições responsáveis por garantir a segurança do país é tão grande que acaba por anular quaisquer consequências para quem optou a via do crime e cria assim um sentimento de impunidade muito difícil de digerir. Sei que noutras sociedades não menos civilizadas do que a nossa, a legislação vigente não é tão branda e permissiva e este tipo de situações jamais teriam forma de acontecer porque antes mesmo do sujeito pensar sequer em agarrar o policia já estaria a levar imediatamente com um balázio na cabeça e ficava ali estendido. Na América, por exemplo, houve muitos casos desse género - muitos dos quais considerados injustos, but who cares? - porque lá não se brinca aos cowboys nem aos policias de faz de conta. Acreditem, para mim foi extremamente frustrante e confrangedor analisar o dito video e verificar que as nossas forças policiais fizeram-se representar por 2 policias anões que mais pareciam miudinhos acabadinhos de sair da puberdade e cujo peso dos dois somados não devia atingir a marca dos 100 Quilos. A sério minha gente, é esta a força policial que passou a representar Portugal? Um zéquinha lingrinhas de cabelo rapado na lateral à maneira SKIN (e óculos de sol na algibeira?) e sem estofo para estas andanças e um pau seco de virar tripas anoréctico que se um dia der uma estalada em alguém vai partir seguramente duas ou três unhas e desmantelar os seus ossos todos? São estes os nossos agentes protectores? Os nossos defensores da lei? Se forem, então deixem-me dizer-vos de que estamos muito mal entregues. Não tenho nada contra policias baixos ou pequenos porque os homens não se medem aos palmos mas espero sempre que eles sejam capazes de dominar qualquer situação e saibam espetar uns pontapés à Jackie Chan se for preciso. Antigamente tudo era resolvido à lei da espada e à força bruta mas desde que inventaram a pólvora acabaram-se os "Super-homens" e os heróis já que que qualquer otário conseguia empunhar uma arma. Assim, se estes policias viam que não tinham argumentos físicos suficientes para dominar o nível dos acontecimentos para que raio querem eles a porcaria do revólver? Será que serve apenas para repousar no coldre e enfeitar a farda à volta da cintura ou então para espantar pardais?. Chegou inclusive a ser humilhante ver alguma comunicação social salientar o facto da agressão ter sido presenciada por vários populares que limitaram-se a assistir à cena e não fizeram nada para socorrer os agentes em apuros. Mas será que esta gente está toda doida? Se agora os cidadãos tornaram-se responsáveis por defender os policias, quem é que está responsável por defender os cidadãos? Para que raio serve a policia afinal? Será que só serve para pregar multas a quem excede o limite de velocidade ou teve a infelicidade de pisar uma linha continua na estrada? Sinto pena de tudo aquilo que está a acontecer por terras lusas porque conheço bem o sentimento do nosso povo e mais ainda a sua inusitada capacidade de passar do 8 para o 80 num abrir e fechar de olhos. Tanto podem ser humanos e altruístas como amanhã já querem matar e dar cabo de tudo. A nossa democracia está a ser tão enxovalhada e maltratada nos dias de hoje que chegará um dia onde o sentimento de insegurança na população será tão grande que ela fechará os olhos a tudo aquilo que a rodeia, sobretudo em matéria de justiça, e estenderá de novo a passadeira vermelha para o ressurgimento do fascismo. Tenho dito.

A vida de saltos altos e lápis azuis...

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Gosto muito de visitar o Blog da Pipoca Mais Doce mas tem dias em que ela perde toda a piada. Ultimamente tenho reparado que o seu "Lápis Azul" tem sido pior do que nos tempos em que havia a PIDE. Senão vejamos. No último Post que publicou, falou-nos sobre a visita que uma blogger-salsichona-alemã-chamada-francisca lembrou-se de fazer ao nosso país, a convite dos hotéis AVANI, sendo-lhe atribuída a missão de mostrar-lhe o melhor de Lisboa, e, reparei pelas fotografias que a Pipoca entretanto publicou no seu Blog que essas duas não estavam a ter química nenhuma entre elas. Uma coisa extremamente insípida. Não tinha nem vida nem sentimento. Parecia quase a visita institucional que o Donald Trump fez com o Papa Francisco. Uma tigela de BRATWURST sem ketchup nem caril. Como o meu sentido sarcástico está sempre a morder-me os calcanhares e não me deixa nem um minuto sossegado logo que veja este tipo de coisas, lembrei-me logo de comentar algo do género:

"E aparte essa coisa das "fotografias", também houve a oportunidade de se divertirem as duas?
Normalmente quando uma mulher gosta de conhecer a outra costuma falar sobre as suas características/qualidades humanas (gira, simpática, brincalhona, faladora, conversadora, etc..) e confesso que estranhei a Pipoca não ter falado nada sobre isso..."

Prontos, já sei o que vão dizer, se calhar fui demasiado mordaz...mas se calhar também não foi nada por ai além. Se a Ana Garcia Martins já é obrigada a apagar este tipo de comentários com medo das consequências, fico com imensa pena dela e do sentido de liberdade que manifestamente parece ter perdido. Como deve ser triste vivermos aprisionados num mundo de imagens, cheio de amarras, onde temos que prestar constantemente uma série de contas para uma série de pessoas e sorrir para muitas outras ainda que, se calhar, representam tudo aquilo que mais detestamos ver na vida. Isso de querer ser famoso e viver no mundo deles tem esse grave problema, temos que estar sempre a fingir, a representar, a mentir a nós próprios e a ser cínicos. Fosse como fosse, o que é certo é que o poder de censura da Pipoca voltou a actuar mais uma vez e isso começa a aborrecer-me um bocadinho. Se a memória não me falhar acho que já vai na 6ª vez que isso acontece e como o 6 só fica bonito se tiver um 9 ao lado, vou mandar-lhe mais dois comentários para ver se ela percebe o recado (vejam, tão bonito que até rimou!). Como na 4ª foto as duas mulheres pareciam estar a borrifar-se uma para a outra, aproveitei esse facto e, para servir de 7ª provocação, mandei-lhe o comentário que se segue em baixo mas acho que a mensagem foi demasiada encriptada e ela acabou por não perceber.

"Suponho que na 4ª foto estejam a ter uma "pausa de trabalho" merecida..." :)

Vou ter que mandar-lhe outras mais evidentes e rezar para que ela não esteja outra vez distraída...