31 julho, 2017

O lixo humano...

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E que dizer daquelas pessoas que, infelizmente para nós e para elas (mas sobretudo para nós), nunca conseguiram encontrar na vida delas alguém que as ensinasse a trabalhar bem e a ser bons profissionais e, por vias disso, agora andam sempre a controlar o trabalho de todos e passam a vida a falar mal deles só para que o mundo saiba que isso de ser-se incompetente é um mal geral.

Recentemente foi-me atribuído um jeitoso desses para trabalhar na minha equipa. Aguentei-o o mais que pude mas hoje não consegui aturá-lo mais. Não suporto gente falsa. Repatriei-o para o sitio de onde ele veio e não...ainda que pareça, não foi para o caixote do lixo. Foi para as limpezas do lixo. :)

30 julho, 2017

20 Anos...

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20 Anos. Parece tanto tempo, uma eternidade, no entanto estes anos passaram tão depressa. Demasiado, infelizmente, mas também é natural que assim seja. Quando vivemos uma coisa boa, tudo passa por nós à velocidade da luz. Confesso que no inicio não alimentava grandes expectativas sobre o casamento. Nem entrava no meu imaginário nem sequer acreditava na utilidade desse conceito. Sabia apenas que estava terrivelmente apaixonado pela minha mulher e que morria de vontade de viver ao lado dela. E essa ideia era-me suficiente. Era tão doido por ela, que não foi preciso muito esforço da sua parte para convencer-me a entrar numa igreja, com fatiota e laçarote de cor "Bordeaux", mesmo que não acreditasse nas suas fundações. Bastava-me saber que desse modo eu iria fazê-la feliz. E eu faria tudo para que assim fosse. Como é bonita a paixão e como é bonita essa vontade incessante de querermos estar permanentemente um com o outro.
Devo tudo a esta mulher, num momento muito complicado da minha vida foi ela quem soube trazer-me paz e equilíbrio. Antes dela tive um bom cardápio de namoradas todas elas bem bonecas, magras, bonitas, esbeltas, e bem abastecidas financeiramente, com as quais vivi momentos muito tórridos e cenas só permitidas a maiores de 18. Mas todas elas sofriam do mesmo defeito. Em questão de amor, atenção, prazer e afectividade, elas só gostavam de receber, eram autênticas esponjas, e pouco mais sabiam fazer para além de despir a roupa e ficar quietas para que eu pudesse fazê-las viajar até a lua. Dos meus 18 aos meus 24 anos era só isso que representava para elas. Era uma espécie de homem astronauta. Mas a minha mulher soube alterar tudo isso e preencher essa grande lacuna que tinha na minha alma. A falta de atenção e reciprocidade. Não se limitou a receber todo o amor e prazer que tinha para lhe dar e quis retribuir-me tudo isso em dobro ou pelo menos em igual medida. Com ela sentia que era amado, valorizado. Sentia-me alguém especial. E quando passamos a sentir aquela necessidade inquietante de estar perto de alguém, deixamos de ter quaisquer dúvidas sobre a importância daquela pessoa na nossa vida. A química era imensa, o diálogo era fluido e fácil, e como o tempo que podíamos passar juntos já parecia ser curto, pelo menos aos nossos olhos, o desejo de casar depressa ganhou forma. Já não receava casar, e mesmo que não acreditasse inteiramente nos seus efeitos, ainda assim tinha a noção de que o casamento trazia algumas boas vantagens. Para além daquela vantagem óbvia de termos alguém para aquecer os nossos pézinhos nas noites frias de inverno, sorria de contentamento só de saber o mundo de oportunidades que se deparava diante de mim, nomeadamente a possibilidade de realizar algumas fantasias sexuais e as habituais sessões de sexo tórrido e avassalador que poderiam ser praticadas a qualquer hora do dia, logo que houvesse clima e vontade para o efeito, sem termos que gastar dinheiro com quartos de hotéis ou ter que recorrer ao tradicional carro irrequieto dos vidros embaciados debaixo da ponte (Sim, eu sei, tive que estragar a beleza toda deste texto com graçolas sobre sexo). Assim, no dia em que casei, guardava em mim apenas apenas uma certeza. Se aquela mulher fosse capaz de me aturar durante 5 anos seguidos, eu sabia que iria amá-la para toda a vida.
O nosso casamento começou e decorreu como qualquer bom casamento que se preze. No início foram muitos abraços, beijinhos, sexo, partilha, risadas, sexo, programas a dois, passeios, viagens, mais sexo, diálogo, cumplicidade, vontade constante de estarmos um com o outro, outra vez sexo, piqueniques, praias, cinemas, convívio com a família e amigos, mais sexo ainda, trabalho, planeamento, projectos e para terminar...vai mais um pouco de sexo antes de dormir. Passados estes 20 anos, satisfaz-me saber que, embora muita coisa tenha mudado na nossa vida em comum, o sexo conseguiu ainda assim sair ileso (uma salva de palmas para ele, clap clap clap). Mas nem tudo foram rosas. Ai que não foram mesmo. Também nós, à semelhança de qualquer outro casal, tivemos as nossas crises, as nossas brigas, as nossas pequenas/grandes discussões, mas também foi através delas que tivemos a possibilidade de fazer o nosso amor crescer e florescer no lugar da paixão. Cometi muitos erros e fiz muitas asneiras. Asneiras essas que poderiam ter estragado irremediavelmente o equilíbrio da nossa vida em comum, mas aquela mulher soube sempre perdoar-me tudo. Nunca lhe fui desleal, mas se não fosse alguns erros graves que cometi...hoje poderíamos estar numa situação muito mais segura , relaxante e desafogada em termos financeiros. Sim, aquela mulher aturou muita coisa de mim, e sofreu muito por minha causa. Não tenho vergonha de confessar que se hoje ao fim destes 20 anos conseguimos ainda estar juntos, é tudo graças a ela. É por ela ser uma grande mulher. Sempre foi e será a minha grande rainha. Devo-lhe tudo o que sou hoje, enquanto pai, marido e ser humano. E é por isso que nos próximos 20 anos que se avizinham, apenas alimento um desejo que se tornou quase uma missão: Retribuir-lhe com todo o meu ser, todo o carinho, amor, paixão, compreensão, tolerância, dedicação, paciência e atenção que ela tive todos estes anos para comigo.


26 julho, 2017

A minha sina...

E na véspera de festejar 20 anos de casamento, eis que o destino na sua terrível e infindável obsessão de querer mostrar-me que possui um sentido de humor muito mais delirante do que o meu...decidiu brindar-me com a mais parva das prendas. Ontem conduzia o meu carro e senti um cheiro pestilento a queimado. Como não tinha dado nenhum traque e não levava ninguém comigo para que pudesse desconfiar deles, parei imediatamente o veiculo e verifiquei que estava sem água no radiador quando ainda há poucos dias tinha revisto o nível. Hoje levei-o ao meu garagista e fiquei a saber a boa notícia. A Bomba de água avariou, o termómetro não funcionou e em resultado disso consegui queimar a junta da colaça do motor. O orçamento para reparação da mesma fica na ordem dos 560 Euros e como ganho quase o ordenado mínimo e actualmente sou a única fonte de rendimentos desta casa, essas contas agora podem ser vocês a fazer...

É oficial. Estou amaldiçoado...


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Desculpem a imagem mas eu preciso de algo para animar-me...

23 julho, 2017

Coisas que vejo no Shiuuuu - Cannabis e outras drogas leves

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Decorreu durante esta semana uma discussão bastante relaxante no site do Shiuuuu. Digo relaxante porque o assunto tinha a ver com com o consumo de "Charros" e achei que fazia todo o sentido aplicar um termo alusivo ao tema para iniciar este texto. Sei que muita gente não irá achar piada nenhuma ao que vou dizer de seguida, até porque desconfio que o hábito de fumar "ganza" acompanhou o crescimento/evolução da moda das tatuagens e já esteja bastante entranhado na população, mas, na falta de melhor, podem sempre culpar o meu sentido de humor delirante (hahaha...delirante→delírio, mais um termo fulminante). Para começar, devo dizer que, para mim, o consumo da cannabis não representa outra coisa senão mais uma maneira de combater o tédio. Sim o tédio, esse maldito sacana que teima acossar a nossa alma e perseguir-nos pela vida fora. E por ser uma droga, ainda que das mais leves, não consigo ver muitas diferenças entre esta e qualquer outra droga que se conheça e que seja capaz de criar uma dependência no individuo, inclusive o hábito de consumir álcool excessivamente. Nasceram todos da mesma necessidade (matar/combater o tédio, a dor ou a depressão) e servem todos o mesmo propósito; Relaxar, aliviar, acalmar, sonhar, libertar o espírito, dizem alguns. Deixem de ser nabos digo eu.
Engraçado que quando me falam dos "charros" penso logo em 2 pessoas minhas conhecidas que, mais ou menos directamente, e que, feliz ou infelizmente, fazem ambas parte da minha vida. A primeira trata-se do meu irmão mais novo que vive em França. Com 40 anos continua solteiro, mora sozinho e nunca conseguiu arranjar uma namorada sequer. Aos 18 anos descobriu a "ganza" e passados poucos anos surgiram os primeiros sintomas de esquizofrenia. Começou a ver e a falar com diabos, anjos, Deus, o rei Neptuno e a pequena sereia, o Deus Júpiter, a minha mãe falecida, a virgem Maria, os 12 apóstolos de Jesus Cristo menos o Judas que não podia ser contactado por ter manchado a sua honra, passou a jogar cartas com Osiris, o Kennedy e o Ghandi, e a debater com eles o futuro da humanidade, enfim...uma desgraça para a vida dele e um sofrimento para quem era da família e se importava com ele. Por sofrer dessa doença e de todos esses transtornos psicóticos que lhe são adjacentes, o meu maninho nunca conseguiu levar uma vida normal e todas as pessoas normais que conhecia rapidamente se afastaram dele, menos alguns vadios - tão ganzados como ele - que achavam que ele era uma espécie de profeta e levavam-no com eles como amuleto da sorte quando se dedicavam a assaltar casas durante a noite para sustentar o vício. No inicio ainda tentei dar-lhe uma mão e chamar-lhe à razão mas a convivência com ele era insuportável. Não só porque o seu discurso não fazia sentido nenhum mas sobretudo porque debitava demasiado ódio pela sociedade em geral, a qual enfermava todo o tipo de demónios, bruxas e malditos, e ficava irritado sempre que se via contrariado por alguém (inclusive eu) por achar que tinha um dom e que nós só tínhamos inveja de não ser como ele. Era a prova materializada de que até o mais maluco dos homens se acha mais esperto que todos os outros à sua volta e que a razão lhe assiste sempre. É também a prova de que nenhum de nós, quando confrontados com o espectro da maluquice, pode confiar na sua própria sanidade mental.
A segunda pessoa é o meu vizinho Golias (nome fictício). Digo Golias porque o tipo é um verdadeiro brutamontes que fuma cerca de 4 ou 5 charros por dia (que eu veja) e não tem juízo nenhum naquela cabeça. Casado e pai de 2 filhos menores, Golias já correu uma vintena de empregos e actualmente está outra vez desempregado. Golias não é esquizofrénico mas também sofre de um problema aborrecido. É muito esquecido e não consegue concentrar-se de forma alguma, prejudicando-o obviamente em qualquer trabalho que faça. O seu problema leva-o a esquecer praticamente tudo à sua volta. Seja os compromissos que assumiu, a filha que tinha de buscar à escola, o telemóvel em casa quando está no café ou no café quando está em casa, as chaves do carro, o Ipod, o Tablet, os auscultadores, a carteira com dinheiro por cima do balcão, enfim, só não esquece a cabeça porque está agarrada ao pescoço. Golias diz que não foi sempre assim, que só ficou assim depois de casar e que isso tem piorado com o passar dos anos, e quando um dia lhe perguntei se não coincidiu mais ou menos com a altura em que ele começou a fumar regularmente a quantidade de charros que fuma hoje ele responde que sim mas diz que não tem nada a ver uma coisa com outra, que é apenas coincidência. Tão coincidentes como as respostas de quem vive em negação, e que, para além de habituais, são sempre parecidas umas com as outras. Referi esses dois exemplos mas de uma maneira geral todas as pessoas que eu conheço que fumam charros revelam algumas anomalias psíquicas e/ou comportamentais. Dizem, mas pode ser apenas um mito urbano, de que há exemplos de pessoas bem sucedidas que consomem regularmente esse tipo de drogas mas, no que me diz respeito, não conheço um único individuo que tenha a mioleira a funcionar em condições quanto mais serem bem sucedidas na vida.
E essa é a única impressão que guardo sobre o assunto. Quem procurar mais a fundo, descobre facilmente noticias como esta aqui que dão conta de alguns estudos feito pelo mundo fora, por entidades credenciadas, que comprovam os malefícios de fumar charros, os efeitos nocivos que provocam no cérebro e a sua estreita relação com o surgimento de psicoses e transtornos psicóticos diversos como é o caso da esquizofrenia. Acredito que a maioria destes estudos possam passar completamente ao lado que quem seja dependente da Cannabis, seja porque entram em estado de negação como é o caso do meu amigo vizinho seja porque na hora de ler este tipo de artigo na forma de jornais ou revistas eles preferem utilizar as folhas para enrolar um charro, perdendo assim a oportunidade de tomarem consciência da merda que andam a meter nos pulmões. Já fui fumador de tabaco no passado (3 maços de tabaco por dia) e sei como é difícil largar um hábito tão enraizado no nosso corpo mas por ter largado o vício e ter passado por tudo isso acho-me no direito de considerar-me a prova visível de que tudo é possível com apenas força de vontade e querer. No mínimo, acho essencial combater certos chavões manifestamente infantis de que os consumidores desta droga tendem a ser mais criativos, independentes e livres, como vi alguém comentar no Shiuuuu e quase fez-me cair da cadeira de tanto rir, porque qualquer pessoa que esteja viciada no consumo de uma droga acaba por ser ser escrava dela, logo, essa pessoa jamais poderia considerar-se livre.

20 julho, 2017

Haja paciência...*

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Há uns tempos atrás tinha por hábito seguir uma rotina matinal mais ou menos bem estabelecida. Acordava por volta das 7H00, dava um murro no despertador, levantava-me, tomava um banho, vestia-me, dirigia-me a pé para uma pastelaria situada aqui perto da minha zona, tomava uma meia de leite morna (depois de arrefecer 2 horas) e lia o jornal "O Jogo" para inteirar-me sobre as noticias realmente importantes. Sim eu sei, muito mal vai este mundo quando já só existe o desporto para captar a minha atenção. Depois,  às 7H20 mais coisa menos coisa, largava o jornal, pedia 6 pães quentinhos, pagava a minha conta e depois de passar outra vez por casa seguia calmamente para o meu trabalho. Mas eis que certo dia algo aconteceu. Começou a aparecer na pastelaria por volta das 7H10 uma senhora na casa dos 50 ou 55 anos, baixinha, redondinha, ai por volta dos 100 Kg de peso (nunca tive muito jeito para avaliar idades...nem pesos) que, aparentemente, também nutria os mesmos interesses que eu em relação a leituras de jornais. E mesmo tendo o "Jornal de Noticias" à disposição, com os passar dos dias ela parecia cada vez mais focada e aborrecida com o facto de ter que esperar cerca de 10 minutos para ler o jornal da sua preferência. Não queria esperar por mim, queria chegar ao café e ter logo tudo à mão. Talvez quisesse sentir-se importante, ou melhor, que a sua importância fosse reconhecida pelos outros mesmo que estes últimos não a conheçam de lado nenhum. Uma vez, como a senhora estava sentada na mesa atrás de mim, deu-me para ser simpático e quando terminei a minha leitura virei-me e ofereci-lhe o jornal para ela ler. Ela agarrou o diário desportivo e não me dirigiu uma única palavra. Fez inclusive cara de rica. Não, não estava à espera que ela me desse um beijo de agradecimento, até porque prezo a minha saúde mental, mas confesso que um "obrigado" educado teria sabido bem naquela hora. Depois disso nunca mais fui simpático com ela e passei a ignorá-la. Quando terminava de ler o jornal levantava-me e ia pousá-lo no balcão da pastelaria para que ela fosse obrigada a levantar-se para ir lá buscá-lo. Se ela agiu daquela forma com a intenção de não dar confianças e chamar o respeito dos outros até si, a indiferença era tudo aquilo que ela tinha conseguido ganhar de mim. Temos pena. Mas eis que a senhora mostrou toda a sua esperteza. Alterou o seu horário e começou a esperar pela abertura da pastelaria de modo a conseguir chegar muito antes de mim. O que a maldade não leva as pessoas a fazer. Se fosse para fazer o bem, a hora nunca seria boa ou conveniente e as dificuldades seriam sempre muitas. Estariam sempre muito ocupados ou cansados. Mas quando se trata de fazer o mal, ó diacho, é vê-los a correr. Vão desde o Porto até Lisboa a pé se for preciso. Assim, quando chegava à pastelaria já estava lá o caralho da gorda com o jornal na mão e um sorriso maquiavélico mal disfarçado entre os lábios. Toda ela se ria por dentro. Era uma burra feliz. Podia armar-me em parvo e fazer-lhe algo pior do tipo chegar muito antes dela para ter prioridade de entrada mas como conheço bem o género de pessoa com o qual estava a lidar, sabia que esse confronto iria beneficiá-la a ela por ser de mente saloia e prejudicar-me a mim por ser de mente fresca e aberta. Assim, optei simplesmente por mudar a minha rotina e, em vez de ir à pastelaria, passei a parar na bomba de gasolina que fica no caminho entre a minha casa e o trabalho e onde havia montes de jornais para ler gratuitamente. Não é fugir de uma luta, é reconhecer a nossa superioridade e saber que não há luta sequer.
Lembrei-me de contar-vos esta história porque ontem assisti a algo que fez-me relembrar imediatamente este episódio. Quando fui ao posto de saúde de uma freguesia nas proximidades da minha, com o intuito de levantar umas receitas médicas para a minha sogra, parei num café e dei uma olhada no jornal "Record". Quando terminei de ler, arrumei-o para o lado e, enquanto pagava o meu café, uma senhora também ela na casa dos 50 ou 60 (esta enganava ainda mais) mas muito mais magra que a outra veio muito celeremente agarrar no jornal e escondeu-o debaixo da "NOVA GENTE" que ela estava a ler na sua mesa. A ideia da senhora talvez fosse aprisionar o jornal para que ninguém pegasse nele e pudesse lê-lo depois quando bem entendesse. Uma pura raivosice. Assim, apetece-me perguntar. Mas que raio se passa com esta gente? A maldade percebo-a perfeitamente, no meu dia a dia vejo-a traduzida de múltiplas formas. Não sou como alguns que acham que os seres humanos são bons por natureza. No limite, acho que eles tem tanto de bom como de ruim. O que eu não percebo é o que leva mulheres daquela idade a gostar de ler noticias sobre desporto em geral e futebol em particular. Este mundo lusitano está irremediavelmente perdido...

(*...porque se houver uma janela qualquer dia atiro-me dela...)

17 julho, 2017

Os ricos pobres...

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Delicia-me particularmente ver alguns emigrantes que estão a chegar por esta altura para passar as suas férias em Portugal, depois de, num passado mais ou menos recente, terem ganho alguma má fama na freguesia e saído dela com uma mão à frente e outra atrás para tentar melhor sorte no estrangeiro, e vê-los agora a conduzir um bruto carrão (seja do próprio, roubado ou alugado, isso pouco importa), armados agora em grandes patriotas, buzinando a alto e bom som quando passam junto dos cafés e levantando bem a mão para o pessoal que está na esplanada, como quem está a dizer-lhes:"Olhem cambada de morcões, olhem para mim agora!" e depois não ver ninguém retribuir-lhes o aceno de volta. Delicia-me ainda mais vê-los ao fim de 15 dias, depois de terem bebido uma boa dúzia de finos com Martini ou cervejas, a lamentarem-se da vida com um qualquer outro bêbedo que conseguiram "agarrar" no balcão do café - e que só está lá para beber à custa dele - , dizendo que as pessoas da freguesia estavam cheias de manias e que só lhe tinham inveja, porque quando passava por eles a maioria fingia não o ver ou esforçava-se para não o reconhecer. Não percebo a lógica destes indivíduos. Vão para o estrangeiro com o propósito de ganhar bom dinheiro, comprar um bom maquinão e meter raiva à freguesia como se estivesse a vingar-se ou a cuspir nela e depois ficam chateados por ver o pessoal...sentir raiva dele? Mas não foi esse precisamente o propósito que ele queria atingir? Quem trabalha para provocar a raiva de alguém pode esperar receber admiração, respeito ou amor de volta? Se mete nojo, recebe nojo, é assim tão complicado entender isso? É como eu sempre digo: Não serve de nada ficar mais rico (ou mais abastecido vá lá) se a mentalidade da pessoa continuar pobre como sempre.

16 julho, 2017

São Gentilezas...

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O médico Gentil Martins, o mais conceituado cirurgião português de sempre, de 87 anos, afirmou há dias numa entrevista para o jornal Expresso que o Cristiano Ronaldo era um "estupor moral"que não tinha recebido uma educação decente da parte da sua mãe quando era criança, devido ao facto de achar aberrante que o famoso jogador tenha recorrido a uma barriga de aluguer para conceber os seus 3 filhos. Agora, voltou a dar uma entrevista na qual tenta retratar-se, aproveitando para pedir desculpas à mãe do Ronaldo, mas mantendo ainda assim tudo aquilo que disse à respeito do filho desta, para além de considerar a "Homossexualidade" um anómalo desvio de personalidade. Dizem que a idade costuma trazer serenidade às pessoas e essa ideia seria verdadeiramente perfeita para alimentar o ego de quem é velho se a idade não trouxesse também a senilidade para muitos de nós. Não comento os seus considerandos sobre a homossexualidade porque, como já disse há dias, é um assunto que me passa completamente ao lado, e não me suscita qualquer interesse, não me apetecendo por isso nem promovê-la nem condená-la. O que eu condeno sim, é a falaciosa moral deste individuo que fá-lo achar-se no direito de condenar a "fraca" moral dos outros. Primeiramente, devo dizer que, antes de Ronaldo, já houve muitos outros casos de filhos nascidos através de barrigas de aluguer e nunca me lembro de ter visto este senhor insurgir-se publicamente contra isso. Neste ponto, é notório que estas afirmações visaram alcançar algum vedetismo. Em seguida gostava de questionar a conduta deontológica deste senhor ao fazer este tipo de declarações. Não é imoral e uma total falta de ética da parte de qualquer médico achar-se no direito de considerar os homossexuais como sendo uma anomalia da natureza? Pode até pensar isso, e pode ter as opiniões parvas que quiser, mas o seu código deontológico obriga-o a guardar esse tipo de opinião para si próprio para que ela não seja confundida com uma possível forma de discriminação. É pena este médico ser uma personagem tão retrograda, com opiniões deste tipo que acabam por manchar o seu brilhante currículo, porque se ele tivesse uma mente mais aberta às "modernices" do mundo ia conseguir perceber facilmente  algo que salta bem à vista de todos e que eu já percebi há muito tempo (desconfio vá lá). E não deixa de ser um pouco irónico que na mesma entrevista este médico tenha enumerado as 3 palavras mágicas que servem para a resolução desse misterioso enigma que são: "Ronaldo", "Barriga de aluguer" e "Homossexualidade". A sério minha gente, não consigo acreditar que algo tão óbvio consiga escapar à analise de homens tão inteligentes. Sei que vou escandalizar muita gente, e juro que só a casualidade é responsável por eu abordar este assunto hoje, mas para mim está na cara que o Ronaldo é homossexual na sua vida pessoal, e assim sendo, é natural que recorra a barrigas de aluguer para gerar os seus filhos. Esse fascínio exuberante que ele nutre pelo seu próprio corpo. Essas viagens constantes que fazia a Marrocos à cidade de Rabat para visitar o seu amigo pugilista Badr Hari. Essas férias que ele tanto gosta de fazer em Ibiza a bordo de um iate de luxo só com "amigos" homens. E com tantas "namoradas" bonitas que apareceram e aparecem ao lado dele nas revistas e na televisão, nenhuma delas foi capaz de ter intimidade suficiente para tornar-se mulher dele e dar-lhe um filho? Mas é claro que não. Para que isso seja possível primeiro é preciso molhar o pincel... :))

Não irei desenvolver muita mais este assunto. Para mim toda a gente tem o direito de ser feliz, ainda que, muitas vezes, tenha que esconder a sua vida dos outros. O que eu quero é que este rapaz volte a ganhar este ano a sua 5ª Bola de Ouro.

Rescaldos de Pedrógão Grande...#04

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E um mês depois do grande incêndio que matou 64 pessoas, feriu mais de 200 e destruiu várias casas em Pedrógão Grande, e de acordo com a denúncia feita pelo programa "Sexta às 9" da RTP, parece que existem cerca de 13 milhões e 200 mil euros em donativos provenientes de fundos solidários diversos que estão retidos em contas bancárias, geridas por 7 entidades diferentes, à espera de um plano qualquer para gerir a distribuição dessas verbas no terreno (REVITA). O Secretário de Estado da Coesão e Desenvolvimento, Nelson Souza, garantiu ao canal público que o dinheiro iria começar a ser distribuído no final deste mês de Julho mas tratando-se de uma figura politica é sabido que toda a informação debitada por esta carece de precisão e verdade factual, porque, para além de fazerem constantemente promessas que depois não sabem cumprir, os políticos tem sempre a mania de omitir o ano de aplicação das medida que prometeram aplicar já com o intuito de terem uma desculpa para o caso de falhar. Por isso, mesmo que Nelson Souza tenha indicado o mês, esta informação é de todo irrelevante até que ele indique também o ano em que as ajudas irão chegar a Pedrógão Grande (que deverá ser lá para 2000 e troca o passo se não me engano). Para provar a falta de confiança que o país nutre nas capacidades (e boas intenções) dos seus governantes, está o facto de haver várias instituições de renome que decidiram avançar sozinhas na aplicação do dinheiro que vão doar e não quiseram ter nada a ver com o fundo de solidariedade organizado pelo governo. Como bom exemplo disso temos a União das Misericórdias Portuguesas e a Cáritas de Coimbra que já estão a canalizar as suas ajudas no terreno mas também o BPI que vai doar o dinheiro directamente à autarquia de Pedrógão Grande e a RTP que vai ajudar a Santa Casa da Misericórdia local. Acho esta atitude muito bem pensada da parte destes últimos já que dessa forma há pelo menos a garantia de chegar algum dinheiro para ajudar aquela pobre gente. É que se estiverem à espera que haja celeridade do governo, os habitantes de Pedrógão vão morrer todos pobres e secos que nem um pau, coitados. Não é por acaso que o dinheiro está retido em contas. É que depois de deduzir os respectivos impostos, a taxa de ocupação (das contas, também ocupa espaço não?), uma qualquer outra taxa parva de emergência ou coesão nacional, as despesas de manutenção, a criação e elaboração do projecto REVITA, os salários dos profissionais ligados ao projecto (inflacionados em 1000 por cento pelas vias de...), os estudos de impacto ambiental, a prospecção no terreno, o levantamento das necessidades junto da população, gastos de transporte e alimentação em bons restaurantes da região para os governantes, os amigos destes, e também os parentes e família até o 5º grau, enfim...quando eles acabarem de fazer as contas todas, desconfio que, dos 13 milhões e 200 mil euros de ajudas que a região devastada pelos pelos incêndios deveria ter direito, a única quantia que irá conseguir lá chegar vão ser os 200 mil. Ou alguém tem dúvidas disso?
Custa é conhecê-los, porque depois de os conhecer...

14 julho, 2017

O rico que não era rico mas sim trabalhador...

RTP
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A comunicação social em peso noticiou durante o dia de hoje que, na sequência de complicações de saúde que o afectavam há algum tempo, morreu ontem aquele que foi considerado pela revista Forbes como sendo o homem mais rico de Portugal. O empresário Américo Amorim, o homem de Mozelos mais conhecido como o "Rei da Cortiça" e dono de uma fortuna que ronda os 4,4 mil milhões de dólares (4,09 mil milhões de euros) em 2017, num património baseado na cortiça mas que se estende desde o imobiliário até ao sector da energia (Galp), bateu a caçuleta aos 82 anos e deixou o dinheiro todo para as suas 3 filhas. Era um homem que só sabia trabalhar, dizia-se, e é bem sabido como as pessoas conseguem chegar facilmente a multimilionários quando se dedicam exclusivamente ao trabalho. Já outros costumam dizer que quem não rouba nem herda nunca sai da mesma merda, mas esses, só podem ser invejosos mal dizentes que não sabem aceitar a magnificência de quem consegue enriquecer honestamente, pagando pontualmente os seus impostos e o valor justo pelo trabalho dos seus empregados, etc, coff coff coff porra mas de onde é que apareceu esta porcaria de tosse?
Morreu o homem mais rico de Portugal em termos de fortuna material e património, obviamente, porque a riqueza de um homem não se mede exclusivamente pelo tamanho da sua carteira ou da sua casa embora haja muita gente nesta amostra de país que gostaria que assim fosse. Ainda hoje para alguns continua a ser muito estranho aceitar a ideia de que um homem pode ser extremamente rico e pobre em simultâneo. E portanto é tão fácil de ver, só tem que avaliá-lo na perspectiva certa, analisando cada um dos seus aspectos. Mas também é verdade que se fossemos todos analisados dessa forma, nenhum de nós conseguiria safar-se. Seriamos considerados todos maus e medíocres. Morreu o homem mais rico de Portugal e isso deve querer dizer que a partir de hoje Portugal deixou de ter o seu "homem mais rico" e agora só tem ricos mais pobres do que ele.

09 julho, 2017

Comicidades do futebol...#02

O jornal Expresso anunciou ontem que o Benfica decidiu contratar quatro sociedades diferentes de consultores e advogados para fazer a defesa do famigerado caso dos e-mails, no qual se viu inesperadamente envolvido após as oportunas denúncias feitas por Francisco J. Marques (Director de comunicação do FC. Porto), tendo contratado ainda uma empresa de peritos de cibersegurança afim de precaver possíveis fugas de informação que possam haver no futuro.
Esta manchete no referido jornal fez-me sorrir por 2 razões distintas. Em primeiro lugar acho uma tremenda inocência da parte do Benfica julgar que esta fuga de informação deveu-se a um ataque pirata perpetrado às contas "e-mails" da instituição, em vez de equacionar que a mesma possa ter sido obra de um funcionário ou agente benfiquista, que viva a soldo do FC Porto ou do Sporting, e que esteja suficientemente bem colocado dentro da instituição para poder aceder a todo este tipo de informação. Em segundo lugar delicia-me ver a trapalhona reacção das pessoas quando se vêem confrontadas com situações inesperadas. Fazem-se todos passar por gente séria, competente, inteligente e honesta, mas basta acontecer algo diferente do habitual e é vê-los meter os pés pelos mãos. Quer se dizer, depois de ter afirmado convicta e incessantemente aos seus adeptos que os e-mails divulgados na imprensa são falsos, manipulados e irrelevantes, o Benfica vai contratar agora 4 empresas distintas de advogados para preparar a defesa do caso? Mas o que é vem ai afinal? O fim do mundo? Uma invasão militar à Coreia do Norte? A possibilidade da 3ª Guerra mundial? Porquê tanta preocupação e tanta gente envolvida no caso se é para defender uma coisa supostamente irrelevante? E não afirmaram sem rodeios que os e-mails são falsos e inventados? Então porque contrataram uma empresa de peritos em cibersegurança para precaver mais fugas? Com essa atitude não estão a fazer o reconhecimento de que os e-mails são verdadeiros? É como eu digo, costuma-se dizer que é mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo e a julgar por esta noticia cada vez me convenço mais de que essa afirmação é verdadeira.



08 julho, 2017

Amor disse ela...

Orgulho gay: Nova capa da revista 'Cristina' contra o preconceito
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Hoje, depois de fazer algumas compras, decidi encher o depósito de gasolina do meu carro num posto de combustível da PRIO. Enquanto esperava na fila a minha vez de pagar, olhei para o lado das revistas e quase ia caindo de lado - tal a força do impacto - quando vi algo bastante incomum exposto nas prateleiras da banca. Era a revista da Cristina Ferreira que, supostamente, este mês decidiu abordar o tema do "Amor" em todas as suas variantes (homem/mulher, mulher/mulher, e homem/homem) mas quem olhar mais de perto percebe perfeitamente que o verdadeiro tema em destaque é o fim do preconceito em torno da homossexualidade (porque falam sempre de amor quando o assunto é sexo?). Primeiro fiquei um bocadinho espantado por ver uma revista portuguesa abordar o tema "Gay" de uma forma tão directa e desinibida mas, como sou uma pessoa muito desconfiada por natureza e olhando para o trabalho que a revista tem feito desde que foi criada, pensei logo para mim que a intenção da "Cristina" devia ser mais no sentido de causar impacto e ganhar mais uns cobres à custa do tema do que propriamente abraçar uma eventual causa humanitária. Mas até nesse ponto permaneci confuso. Uma coisa é o mundo da televisão ao qual a Cristina Ferreira pertence e onde o preconceito "Gay" praticamente não existe e outra coisa bem diferente é o mundo real dos pobres "portuguesitos" onde esse preconceito continua bem vincado e parece estar mais forte do que nunca. Por isso, se a intenção da revista era atingir um recorde de vendas, num país tão homofóbico quanto o nosso, receio bem que esta tenha sido a pior ideia de sempre dessa revista mesmo que ela esteja disfarçada com o falsa desculpa do "Amor". Ainda por cima acho que a revista escolheu muito mal as fotos que decidiu apresentar. A foto do casal dos homens nem vale a pena comentar porque, como vocês estão cansados de saber, eu acho todos os homens feios (eu incluído), logo, não é esse casal que vai conseguir encher-me as medidas. O que eu condeno sobretudo é a escolha da foto para representar o casal de mulheres. Para ser o mais sincero possível, acho estas mulheres quase tão feias quanto os homens. A do lado direito então nem se fala, se não a vir sem roupa duvido até que seja mulher. Sempre valorizei imenso a graciosidade, o glamour e a feminilidade das mulheres e aquelas coisas parecem sobretudo uma péssima representação de "Marias Machonas". Biarkkk....mas que coisinhas mais horrendas! acreditem que se visse isto na rua punha-me logo à frente dos meus filhos como quem está a protegê-los de algum perigo.
Antes que comecem a atirar-me pedras aviso-vos desde já que não tenho rigorosamente nada contra a homossexualidade mas também não sou daquelas pessoas que sentem a obrigação de defender uma causa só para provar que não são contrários a ela. A mim esse tema passa-me completamente ao lado. Não sou a favor nem contra, simplesmente deixou de interessar-me. Digo deixou porque não foi sempre assim. No passado também eu fazia muitas piadas sobre o assunto e metia-me algum nojo imaginar dois homens a fornicar um com o outro mas como a vida está sempre a ensinar-nos coisas, e só se nega a aprender quem for teimoso ou burro, com o passar dos anos comecei a ganhar uma opinião bem diferente. Diga-se o que se disser, e visto de fundo, a homossexualidade não passa de uma preferência sexual, logo, que diferença podia bem me fazer a forma como os outros à minha volta gostam de fornicar entre eles? É só sexo minha gente. E sexo consensual entre duas pessoas ainda por cima. Que direito tinha eu de questionar a sexualidade das outras pessoas e que podia eu recear delas? Será que, pelo facto de gostar de homens, tinha que proteger o meu rabo de cada vez que passasse por um Gay? Isso é uma autêntica palermice. As coisas não funcionam dessa forma porque se assim fosse, como eu sou "hetero", então as mulheres também tinham que se proteger quando passassem por mim. Depois de ultrapassar este pequeno "preconceito", ainda assim mantive-me relutante durante um bom tempo em relação ao tema da adopção de crianças por casais homossexuais. Achava muito nefasto para a vida de qualquer criança ter que estudar um dia numa escola e ser conhecido como um filho de "panilas ou panascas". Considerava que toda a criança tinha o direito de crescer feliz e que não era justo ele ter que carregar o fardo dos pais. Mas depois, anos mais tarde, quando soube através da televisão do caso de uma mãe que deixou o seu filho, um bebé de alguns meses que estava desidratado e com fome, na mala do seu carro para tomar o seu "galãozinho" na pastelaria enquanto o carro estava a ser lavado, pensei para mim que, se calhar, aquele filho teria tido mais sorte na vida dele se tivesse sido adoptado por um casal Gay. Que interessa quem seja a cuidar? O que interessa é que haja muito amor na família para distribuir entre todos. Assim, ainda que não seja um real defensor da causa, pelo menos deixei de ser um opositor e acho que também isso tem o seu valor.

05 julho, 2017

03 julho, 2017

A táctica do empurra

Apresento-vos a táctica do empurra. Trata-se de um táctica muito simples que é utilizada desde os primórdios da humanidade e como Portugal não conseguiu evoluir grande coisa desde então, este sistema continua a ser muito utilizado e a mostrar a sua eficiência entre nós desde essa época até aos dias de hoje. Este método baseia-se no principio rudimentar seguinte: Eu atiro a bola para ti, tu atiras a bola para mim, falamos muito mal um do outro, resmungamos, gritamos, berramos, insultamo-nos um ao outro, levantamos os punhos, prometemos porrada, e no fim....nada, tudo acaba em águas de bacalhau e ninguém fica a perder porque nenhum de nós ficou com as culpas. Gostariam de ver um exemplo actual onde seja visível a aplicação deste processo? Com todo o gosto, só precisam de espreitar aqui.


ANPC atira para a SIRESP...
SIRESP passa para a IPMA...
IPMA passa para a SGMAI...
SGMAI devolve tudo à ANPC...

...e no fim vão todos comer um Cabrito Assado ou uma Feijoada de Javali em Pedrógão Grande!


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02 julho, 2017

Paixão, Amor e Sexo

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Há dias escrevi aqui um texto sobre os malefícios do tédio numa relação e isso gerou imediatamente uma discussão bastante interessante sobre as diferenças existentes entre a Paixão e o Amor. Ora, trata-se de um tema que por norma não gosto de fugir e talvez por ter ideias muito próprias acerca destes dois conceitos, decidi-me hoje finalmente a fazer um post sobre este assunto. Para começar a minha narrativa gostaria de enumerar algumas diferenças que considero existentes entre a Paixão e o Amor. A paixão é um sentimento de encantamento que se rege sobretudo pelo plano físico. Desse modo, as características que mais atraem a pessoa apaixonada são os olhos, os cabelos, os lábios, os contornos do corpo, a pele, o sorriso, o rabo, as nádegas, os seios, etc. Durante a paixão o ser humano fica atraído pela idealização que faz da outra pessoa e não forçosamente por aquilo que ela é de verdade. Durante este estado o "apaixonado" atravessa uma fase emocional muito intensa e tem também a necessidade quase interminável de estar sempre ao pé da pessoa amada. Os programas são sempre os mais elaborados e românticos, com direito a jantares sob a luz das velas e/ou vistas para o mar - onde já lá se encontra um pôr do sol para poder imortalizar aqueles momentos -, "bouquets" de rosas, jóias, anéis de brilhantes e caixas de chocolate, etc. Nessa fase o sexo conhecerá também o seu período mais intenso e escaldante uma vez que beneficia do efeito novidade e não sofreu ainda as agressões do tempo. Para uma pessoa apaixonada, o(a) seu(sua) parceiro(a) não tem quaisquer tipos de falhas nem de defeitos e mesmo que os tenha tudo isso irá parecer-lhe uma montanha de virtudes. A paixão pode durar desde algumas semanas até alguns anos (3 em média), dependendo da química existente entre os dois e do tipo de vida que o casal decidiu levar, mas acaba sempre por terminar por acção da rotina, das brigas e do tédio. É nesse espaço temporal que surge o momento mais marcante da história de uma relação a dois porque define de forma mais nítida se a relação acaba ou se resulta numa história de amor. Ah pois é, e não...não é nenhuma piada, é só mesmo nesse momento que o amor consegue entrar em cena. Sei que há muita gente que não aprecia muito ouvir isso, sobretudo quando se trata de mulheres, porque muitas gostam de acreditar que a sua relação foi fruto de um "Amor à primeira vista". Mas o amor à primeira vista nunca existiu, foi apenas uma fantasia imortalizada em livros por muitos poetas e escritores para melhor seduzir o público. O que existiu desde sempre foi "Paixão à primeira vista" mas esta veracidade não reluzia tão bem nos livros. Mas porque razão o Amor só surge quando a relação parece estar em vias de morrer ou terminar? Por uma razão muito simples, tem tudo a ver com a natureza e os vários elementos que caracterizam esse novo sentimento. A amor não se guia pelo superficial e é por isso que consegue ver muito além das aparências. É o único sentimento humano que consegue ver a chamada "Beleza interior" da pessoa que normalmente é traduzida através da sua personalidade, pensamentos, valores e autenticidade. Como o amor é um sentimento muito sereno, a sua chegada vai limpar todas as "ilusões" e outras armadilhas ópticas que a paixão deixou para trás, já que consegue identificar no(a) parceiro(a) tanto as suas qualidades como a dimensão dos seus defeitos. Quando tudo corre bem e o sexo é mais do que bom, a vida é um paraíso encantado que corre às mil maravilhas e ninguém se importa com as consequências de nada. Mas que acontece quando os primeiros sintomas dos "defeitos" que cada um guarda dentro de si começam a revelar-se e a corromper a relação, fazendo surgir problemas dentro de casa e levando o casal a afastar-se e a mandar piadinhas um ao outro, gerando assim algumas brigas? É o momento em que o amor ganha relevo e surge que nem um Dom Sebastião entre as brumas porque é o único que consegue salvar a relação. O Amor toma plena consciência dos defeitos do(a) parceiro(a) mas ainda assim prefere lidar com as adversidades que todos esses defeitos irão provocar do que viver sem a pessoa amada. É esta disposição das coisas que melhor define e torna este sentimento tão complexo e profundo, porque através dela percebemos perfeitamente que o termo "Amar" implica apoiar incondicionalmente o próximo, tanto nos momentos bons como nos mais difíceis. Isso não quer dizer que as brigas e discussões deixam de aparecer com o amor, muito pelo contrário, há tendência de elas até serem mais frequentes porque quem ama importa-se, não renega. A diferença é que já não sentimos a vontade de mandar tudo às "malvas" e, em vez disso, tentamos compreender o(a) parceiro(a) e procuramos encontrar consensos ou uma solução para os problemas. Amar não é sermos felizes ao lado de alguém, é procurarmos a felicidade da pessoa amada. Amar não é só querer morrer ao lado da pessoa que amamos, é sobretudo querer morrer na vez dela. Porque para quem ama, a sua vida deixa de fazer qualquer sentido sem a presença do outro. Amar é cuidar, é partilhar, é chorar de saudade, é sofrer com as tristezas do outro. A paixão é intensa, o amor é profundo. A paixão é força, o amor é segurança. Paixão é audácia, amor é serenidade. Paixão é sentir uma explosão dos sentidos, é atingir o apogeu do sexo. Amor é sentir a realização completa da nossa vida, é alcançar uma epifania de afectos.
E o sexo no meio disto tudo? Quando digo sexo, refiro-me obviamente às relações de natureza sexual. O sexo é o estandarte da paixão. É o condimento alimentador, o "Yin" do "Yang", a segunda face da mesma moeda. O sexo está para a paixão como o azeite está para o bacalhau. Ambos coabitam no mesmo espaço, complementam-se, e dão sentido à existência um do outro. É quase como uma relação umbilical, onde existe um tem que existir forçosamente o outro. Durante o período da Paixão o sexo irá assumir um papel muito importante. Será o bastião da felicidade amorosa. Se o sexo estiver bom, a paixão estará óptima. Se o sexo esmorecer, a paixão também sumirá. E durante o período do Amor, que papel passará a ser atribuído ao sexo? Nesse período o sexo assumirá um papel ligeiramente diferente. Como o sentimento da paixão foi dominado pelo sentimento do amor, o sexo passará a fazer um papel de fiel representante. Representará os únicos vestígios que a paixão conseguiu deixar na relação. Mas com isso não quer dizer que passou a ter um papel menos relevante. Muito pelo contrário. Por mais forte que seja a relação de amor, a verdade é que ela irá sempre ter a necessidade de sentir a presença de alguns traços de paixão para conseguir sobreviver. Se o sexo alimenta a paixão, e vice versa, a paixão por sua vez, também alimenta o amor. E é precisamente esta a conclusão que tiro e que gostaria de transmitir. Seja qual for a etapa da vida que o ser humano atravessar, seja homem ou mulher, solteiro ou casado, velho ou novo, todas as ligações amorosas são feitas de "Amor, Paixão e Sexo", e se qualquer um destes elementos desaparecer, a relação que os une também irá finar-se gradualmente. Sobrando apenas uma boa Amizade, quiçá...

01 julho, 2017

Comicidades do futebol...

Pedro Guerra, speudo-comentador de futebol e director de conteúdos da Benfica TV, em resposta às sucessivas acusações que lhe foram movidas pelo director de informação do F.C. Porto (Francisco J. Marques), prometeu revelar em breve informações comprometedoras sobre Bruno de Carvalho, presidente do Sporting...

( Quem não tem força para o Golias, vinga-se no David...)

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O Benfica acusou o F.C. Porto de pirataria informática por andar a roubar emails privados, após ter sido confrontada com as acusações deste último de andar a monitorizar os SMS  do telemóvel de Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

(Olhem para o que eu vos digo e não olhem para o que eu faço...)

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Luis Filipe Vieira, presidente do Benfica, comentou há dias no jantar anual que organiza para alguns amigos deputados, e de uma forma bastante irónica, todo o ambiente de mentira e falsidade criado à volta do seu clube devido ao polémico caso dos emails, no mesmo dia em que se tornaram públicas as declarações do General Nhaga, que confirmou a troca de emails com o presidente das águias embora negue ter havido qualquer contrato.

(Se os emails são mentirosos e falsos, porquê que já é a 2ª pessoa acusada que aparece em público para confirmar a existência deles?...)




Com religião não se brinca
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