23 novembro, 2017

Afinal até sou capaz de gostar de ler livros...*

*...logo que sejam livros de anedotas, obviamente. :)

Encontrei este texto há dias na Net e não consegui parar de rir. Trata-se de um trecho retirado do livro "Um Deus que sorri" escrito por Paulo Costa que decidi carinhosamente partilhar com vocês, aplicando, obviamente, as devidas correcções às falhas do texto inicial que, por lapso ou por erro de impressão, mencionava o termo "portistas" em vez de "benfiquistas"...

«...Deus e os Portugueses...

Diz-se que, aquando da criação do mundo, Deus, para que os homens prosperassem, decidiu conceder-lhes duas virtudes. Assim, aos Suíços, fê-los organizados e cumpridores da lei; aos Ingleses, persistentes e estudiosos; aos Japoneses, trabalhadores e pacientes; aos Italianos, alegres e românticos; aos Franceses, cultos e refinados; Quando chegou a vez dos Portugueses, Deus virou-se para o Anjo que tomava apontamentos e disse: 

-Estes, vão ser inteligentes, boas pessoas e benfiquistas. 

Dito isto, o Anjo chamou-lhe a atenção e retorquiu: 

-Santo Pai, tu deste a todos os povos do mundo duas virtudes, mas aos portugueses deste-lhes três. Isso vai fazer com que fiquem beneficiados em relação aos outros povos. 

-Pois... é verdade! Mas como as dádivas de Deus não devem ser retiradas, temos que remediar a situação. De agora em diante, os portugueses terão essas três virtudes, mas não poderão assumir mais de duas em simultâneo. Por isso, desde então: os portugueses que são benfiquistas e boas pessoas, não podem ser inteligentes; os portugueses que são inteligentes e benfiquistas, não podem ser boas pessoas; e os portugueses que são inteligentes e boas pessoas, jamais poderão ser benfiquistas...»

Palavra do Senhor...


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19 novembro, 2017

A sociedade desobediente...

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Deve ter sido a noticia mais marcante da semana e não queria terminar a minha - ainda que, tecnicamente, o Domingo seja considerado o 1º dia de uma nova semana - sem tecer alguns comentários sobre um assunto que considero importante e está ligado a ela. Na madrugada da passada quarta-feira, dia 15 de Novembro, uma mulher foi baleada por engano pela policia, acabando por morrer depois, por ter cometido o crime de seguir para o seu trabalho à bordo de um Seat Leon de cor preta que foi confundido por outro do mesmo modelo que estava a ser perseguido pelas autoridades. Esta história apesar de parecer rocambolesca pode ser explicada em poucas linhas. Por volta das 3h00 da madrugada a PSP foi alertada de que pelo menos dois homens tinham acabado de fazer explodir uma caixa multibanco da Caixa Geral de Depósitos na Avenida Bento Gonçalves, Lisboa, com a intenção de roubar dinheiro, e, após tomar as diligências necessárias, cerca de 30 minutos depois conseguiram detectar um carro suspeito que conduzia na 2ª Circular em direcção a Sacavém. Quando a policia tentou interceptá-lo, o carro em vez de parar meteu prego a fundo e pôs-se em fuga, contornando todos os outros carros que circulavam na via, a alta velocidade e/ou em contramão, colocando assim em perigo a vida de toda a gente ali presente. Perto do aeroporto Humberto Delgado, numa rua sem saída, os assaltantes foram encurralados e começaram a disparar sobre os policias, que, por sua vez, tiveram de saltar para a berma da estrada para não serem colhidos e deixaram escapar os assaltantes no meio de toda aquela confusão. Poucos minutos depois, de volta à 2ª Circular, uma Equipa de Intervenção Rápida da PSP de Loures avistou outro Seat Leon de cor preta, dentro do qual seguia a vitima, que julgou tratar-se do carro que estava em fuga. Quando foi-lhe dado a ordem de paragem, o condutor do carro - que não tinha carta de condução - desobedeceu armado em trengo e colocou-se em fuga, tentando inclusive atropelar os agentes que tentavam barrar o seu caminho, na clara intenção de conseguir escapar desse modo a uma eventual multa. Acto continuo a viatura voltou a desobedecer a nova ordem de paragem feita por outra brigada e depois de ter sido interceptada e imobilizada mais à frente, verificou-se uma  nova troca de tiros que acabou por vitimar a mulher que seguia ao lado do condutor. Uma estupidez não é? Pois, habituem-se porque, ao que parece, estamos a ficar uns verdadeiros peritos nessa matéria. Anda um homem a tentar fugir das paranóias, das maiores ameaças para a nossa integridade física, dos locais perigosos e das más companhias para evitarmos problemas, dos aviões com medo que eles caiam, dos prédios altos com medo que eles possam pegar fogo e depois não haja escapatória, dos barcos com medo que eles afundam, para depois um dia a gente levantar-se de manhã, tomar o nosso pequeno almoço, seguirmos descansados para o nosso trabalho, encontrar-mos a policia no caminho e levarmos com um tiro na cabeça. Não tenho palavras, isto é simplesmente incompreensível.

Confesso que houve uma fase, no passado, em que eu era manifestamente incapaz de ver as diferenças latentes entre ser policia e ser ladrão.  Costumava dizer para quem tivesse a paciência de ouvir-me (poucos felizmente) que a única diferença que distinguia um ladrão de um policia era a particularidade de um ser forçado a roubar à revelia da lei e o outro poder roubar usando a lei como cobertura. Esta opinião, bastante depreciativa, era especialmente agravada pelo facto indesmentível até hoje de que nunca tinha tido um único problema que fosse com os senhores ladrões, enquanto que os senhores policias já me tinham espetado algumas multas por mau estacionamento e outras por excesso de velocidade (65 Km/hora numa localidade, pasmem-se!). Nessa altura ficava todo irritado, indignado quanto baste, e queria pegar no megafone e protestar para tudo quanto era sitio, mesmo que tivesse de armar o barraco às portas de Belém, mas após saber que as multas prescreviam todas ao fim de 2 anos deixei literalmente de me chatear com isso e passei a ver os policias como bons amigos (quanto Sr agente? 500 euros? só isso?). Mas depois reflecti sobre os meus erros e comecei a pensar para mim: Se normalmente somos capazes de confiar mais depressa a nossa vida na mão de um policia do que num ladrão, porque razão os detestamos assim tanto e não gostamos de os respeitar? E a resposta acabou por ser bem fácil de descobrir. Não gostamos deles porque representam o Estado. Costuma-se dizer que o Estado somos todos nós mas a realidade, porém, é que a população nunca sentiu isso dessa forma. Para a maioria de nós o Estado é apenas constituído pelo governo que o representa. E o que é que nós, portugueses, nos fartamos de fazer no nosso dia a dia? Ora ai está, falamos mal do governo. Daquilo que roubam, do que comem à nossa custa, dos impostos, dos desvios de milhões, dos amigos, da corrupção, etc. Mas como o presidente da república e todos os outros ministros nunca andam na rua sozinhos para a gente poder cuspir-lhes em cima ou partir-lhes a cara, quem são os primeiros a dar a cara por eles mesmo que não tenham culpa nenhuma? Os policias pois claro...

É verdade, sempre que o motivo das nossas frustrações fazem alguma referência ao Estado, acabamos por descarregar toda a nossa raiva em cima dos policias, porque embora seja o Governo a criar as leis que nos penalizam e nos massacra o juízo, quem acaba por aplicá-las e dar a cara são eles e isso faz com que assumem de certa forma o papel de "patinho feio". Ainda por cima as fundações democráticas do nosso país trataram de agravar ainda mais a maneira egoísta com que gostamos de avaliar o nosso potencial e a nossa presença na Terra. De tanto defender que perante a lei e os seus princípios democráticos, todos os cidadãos do país são considerados iguais, a sociedade acabou por acreditar de que isso era mesmo verdade...quando na verdade, não era. Esta é talvez a falha mais grave da democracia. De tanto querer tratar toda a gente por igual, dando liberdade de acção, apoios e rendimentos mínimos, e direitos a quem não soube merecê-los e nem sequer sabe respeitar os direitos dos outros, acabou por criar uma sociedade tendencialmente marginal com nítida ausência de valores e propensão para a desobediência. E é disto que tenho muito medo. De tanto sentir-se importante a sociedade acabou por deixar de o ser. Durante muitos anos vivemos a falsa ilusão de que existia uma força policial capaz, instituições sociais e financeiras competentes, uma justiça célere e funcional, um ideal de ordem e disciplina, quando na realidade não existia nada disso. Era tudo uma grandessissima treta. Alguns criminosos e desordeiros delinquentes foram os primeiros a dar-se conta disso (os tais que andam agora a estoirar as caixas multibanco) e num futuro não muito distante viveremos uma situação social quase igual às favelas do Brasil. A população habituou-se a ver os policias serem ridicularizados em tribunal, agredidos e espancados nas ruas, maltratados pela lei, e a serem castigados muitas vezes por estar a cumprir o dever deles, que isso fez com que deixassem de ser vistos como legítimos representantes da autoridade. Assim, quando a sociedade deixa de saber respeitar a policia...também deixa de saber respeitar a lei. Foi isto que aconteceu em Lisboa, o condutor do carro não tinha carta e não sentiu qualquer obrigação de respeitar a autoridade que tinha diante de si, ignorando-a, desprezando-a, fazendo-lhe frente. E é também por isso que, e isto agora em jeito de conclusão, sinto muita pena que aquela mulher tenha morrido sem razão por causa de uma bala que não lhe pertencia receber e que devia ter sido dirigida ao condutor do carro que decidiu ignorar as ordens de paragens, mas se alguém quiser condenar os policias por terem disparado contra o carro depois deste ter tentado atropelá-los (e matá-los por sinal), então isso só quer dizer uma coisa. Essa pessoa - estúpida - também já faz parte da nata marginal que tive a gentileza de sublinhar neste texto.

13 novembro, 2017

Cá se fazem, cá se pagam...

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Em finais de 2013, quando conheci o desemprego pela...7945638ª vez, uma das coisas que mais odiava mas que era obrigado a fazer para além daquelas apresentações quinzenais patéticas na Junta de Freguesia, era ter que correr todas as mercearias e botequins da minha aldeia para carimbar a minha folha de presenças do Centro de Emprego para comprovar desse modo a minha procura activa de emprego. Odiava fazer aquilo porque não passava de uma palhaçada que não resultava em nada nem dava para justificar porcaria nenhuma. A gente entrava nas lojas e nos cafés, pedíamos amavelmente a porra do carimbo e saíamos de lá exactamente iguais ao momento em que decidimos entrar. Sem emprego, sem futuro, sem expectativas, e muitas vezes com menos dinheiro na carteira porque a vergonha levava-nos a pedir um café para quebrar o gelo antes de ganhar coragem para apresentar a folha maldita. Numa dessas vezes, lembro-me de entrar na loja de electrodomésticos mais conhecida das minhas redondezas onde, por tradição, a minha família tinha por hábito fazer muitas compras e encontrei por lá o filho do patrão recém licenciado em Relações-Comerciais-Internacionais-das-Parvoíces que não cabia em si de contente por estar a ocupar o lugar de atendimento numa loja de aldeia que sempre sonhou e para o qual estudou aqueles anos todos. Mesmo sem conhecer devidamente aquele "Ponta de lança" senti-me perfeitamente à vontade para dizer-lhe amavelmente que não precisava de comprar nada e que apenas necessitava que ele carimbasse a minha folha do IEFP. Qual não foi o meu espanto quando o coisinha, no alto do seu pedestal do homem mais idiota do século, negou-se a fazê-lo alegando a desculpa de que não era ético nem justo nem correcto comprovar a realização de uma entrevista de emprego que na prática não existiu. «..Só assino se vieres aqui pedir emprego..», disse-me ele. Aceitei educadamente os seus argumentos, agradeci o tempo que ele me tinha dispensado e saí sorridente e totalmente satisfeito daquele estabelecimento, não pela lição de pseudo-justeza, hombridade e honestidade, que tinha recebido na dita loja mas sim porque tinha a profunda certeza de que ele tinha acabado de fazer merda da grossa. Uma conclusão que veio a confirmar-se apenas quatro anos depois. Ontem, para ser um pouco mais preciso.

Como a minha moradia ganha facilmente muita humidade e o inverno, apesar do outono ter parecido um pouco esquisito, começa a dar sinais de poder estar a aparecer, tive necessidade de dirigir-me ontem à Worten para comprar um desumidificador que não fosse muito caro mas que fizesse bem o seu trabalho, porque se não resolvesse esse problema já sabia que a minha mulher ia estar sempre a moer-me o juízo dia e noite até o meu cérebro ficar em papas e que, apesar da alta concentração de humidade existente na casa, arriscava-me a ficar em seco o resto deste ano  e quiçá o primeiro semestre do próximo que ainda estava para vir (sexualmente falando é claro). Vinha eu a sair da Worten com o dito aparelho nas minhas mãos quando dou de caras com o Sr José, homem de 70 anos e (ainda) proprietário da loja de electrodomésticos mencionada no texto em cima. Depois de cumprimentar-me e olhar com certo espanto para o aparelho que tinha acabado de comprar, perguntou-me se ele tinha sido muito caro. Quando ouviu da minha boca que tinha sido 99 Euros, o homem nem queria acreditar e notei que ele ficou até um bocadinho amuado porque na loja dele também tinha daqueles equipamentos à venda pelo mesmo preço ou até mais barato e, não tendo sido uma promoção, percebi que ele esperava receber outro tipo de consideração da minha parte por sermos gente da mesma freguesia. Foi ai que, ainda que não sentisse necessidade de justificar-me, decidi aproveitar o momento para abrir o meu livro de memórias e contar-lhe a passagem que tinha ocorrido 4 anos antes, entre mim e o seu querido e mui estimado filho. "Tudo isso por causa da merda de um carimbo???" perguntou-me ele. "Sim - respondi eu - tu já sabes como eu sou. Posso não falar nada porque nunca gostei de exibir-me nem ando aqui a fazer circo mas quando me fazem uma sacanice nunca perdoo". Podia calar-me e deixar as coisas naquele ponto mas o homem pior ficou quando soube que depois daquele episódio já tinha comprado uma máquina de lavar, um fogão e um frigorífico novo. "Que posso dizer-te? Fiquei com tanta vergonha que nunca mais consegui encarar o teu filho" ironizei eu. O homem meteu as mãos à cabeça e parecia que tinha levado um autêntico soco no estômago e eu sentia-me a sorrir todo por dentro. Todo eu era contentamento. Não sei o que vai acontecer daqui para a frente pelos lados do senhor doutor moralidades-não-sei-quê mas acho que o serviço meteorológico prevê que possa aparecer um grande temporal e muita trovoada por aquela zona. Uma tempestade com ventos ciclónicos tão fortes que pode haver o risco de alguns distraídos levarem com uma tigela de carimbos bem em cheio na testa. "Pai rico, filho nobre, neto pobre"...diz o ditado e muito bem.

11 novembro, 2017

A lei do mais forte

Há um video que tem corrido as redes sociais e acabou por fazer manchetes através da mídia porque mostra um agente da PSP a ser agredido nos inícios de Outubro, no jardim de Santa Catarina, em Lisboa, por um capanga delinquente de 43 anos que já conta na sua folha de cadastro cerca de 17 processos por agressões. O dito sujeito estaria a importunar os transeuntes presentes no miradouro, em particular as mulheres que se encontravam no parque (devia estar com fome, coitado), situação essa que motivou a chamada das autoridades. Quando o agente Alves de 23 anos e a sua colega Lina compareceram no local e pediram-lhe a identificação, explicando-lhe os motivos de tal atitude, o individuo recusou identificar-se, resistiu à imobilização e começou a agredir o agente referido a pontapé e socos na cara perante a passividade dos transeuntes e a manifesta impotência da sua "partner" que tentava esconder-se por detrás dele com medo de levar uma lapada. No fim o fulano acabou por ser dominado e detido e depois de ter sido presente a um juiz do tribunal...acabou por ser libertado. Sim, leram bem, libertado, assim simplesmente. Trata-se de algo verdadeiramente surreal. Um homem agride um agente da autoridade e nem sequer teve direito a passar uma misera noite que seja numa cela fria de prisão. E assim vai a nossa querida justiça em Portugal. Viva a Anarquia!
Convidado a pronunciar-se sobre este caso o presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), Armando Ferreira, diz ser “triste verificar que colegas continuam a ser sistematicamente agredidos e nada é feito pelo poder judicial e institucional”. Afirmou ainda que, em média, quatro policias são agredidos diariamente e que, a par do fenómeno dos suicídios, este é o mais crescente no seio das forças de segurança. "Os polícias nada fizeram no vídeo, nem puxaram do bastão. Se é esta a polícia que querem ter, é esta a polícia que vão ter”, finalizou ele prometendo levar o assunto ao Ministério da Administração Interna, que é como quem diz, a lado nenhum.



Polícia agredido em Lisboa from Público on Vimeo.

Confesso que fico cada vez mais atónico com todas estas noticias que por vezes chegam até mim e mostram-me tudo aquilo em que o mundo se transformou nos dias de hoje. São situações tão estranhas e bizarras que vemos acontecer um pouco por toda a parte e a toda a hora, cuja inoperância das diversas instituições responsáveis por garantir a segurança do país é tão grande que acaba por anular quaisquer consequências para quem optou a via do crime e cria assim um sentimento de impunidade muito difícil de digerir. Sei que noutras sociedades não menos civilizadas do que a nossa, a legislação vigente não é tão branda e permissiva e este tipo de situações jamais teriam forma de acontecer porque antes mesmo do sujeito pensar sequer em agarrar o policia já estaria a levar imediatamente com um balázio na cabeça e ficava ali estendido. Na América, por exemplo, houve muitos casos desse género - muitos dos quais considerados injustos, but who cares? - porque lá não se brinca aos cowboys nem aos policias de faz de conta. Acreditem, para mim foi extremamente frustrante e confrangedor analisar o dito video e verificar que as nossas forças policiais fizeram-se representar por 2 policias anões que mais pareciam miudinhos acabadinhos de sair da puberdade e cujo peso dos dois somados não devia atingir a marca dos 100 Quilos. A sério minha gente, é esta a força policial que passou a representar Portugal? Um zéquinha lingrinhas de cabelo rapado na lateral à maneira SKIN (e óculos de sol na algibeira?) e sem estofo para estas andanças e um pau seco de virar tripas anoréctico que se um dia der uma estalada em alguém vai partir seguramente duas ou três unhas e desmantelar os seus ossos todos? São estes os nossos agentes protectores? Os nossos defensores da lei? Se forem, então deixem-me dizer-vos de que estamos muito mal entregues. Não tenho nada contra policias baixos ou pequenos porque os homens não se medem aos palmos mas espero sempre que eles sejam capazes de dominar qualquer situação e saibam espetar uns pontapés à Jackie Chan se for preciso. Antigamente tudo era resolvido à lei da espada e à força bruta mas desde que inventaram a pólvora acabaram-se os "Super-homens" e os heróis já que que qualquer otário conseguia empunhar uma arma. Assim, se estes policias viam que não tinham argumentos físicos suficientes para dominar o nível dos acontecimentos para que raio querem eles a porcaria do revólver? Será que serve apenas para repousar no coldre e enfeitar a farda à volta da cintura ou então para espantar pardais?. Chegou inclusive a ser humilhante ver alguma comunicação social salientar o facto da agressão ter sido presenciada por vários populares que limitaram-se a assistir à cena e não fizeram nada para socorrer os agentes em apuros. Mas será que esta gente está toda doida? Se agora os cidadãos tornaram-se responsáveis por defender os policias, quem é que está responsável por defender os cidadãos? Para que raio serve a policia afinal? Será que só serve para pregar multas a quem excede o limite de velocidade ou teve a infelicidade de pisar uma linha continua na estrada? Sinto pena de tudo aquilo que está a acontecer por terras lusas porque conheço bem o sentimento do nosso povo e mais ainda a sua inusitada capacidade de passar do 8 para o 80 num abrir e fechar de olhos. Tanto podem ser humanos e altruístas como amanhã já querem matar e dar cabo de tudo. A nossa democracia está a ser tão enxovalhada e maltratada nos dias de hoje que chegará um dia onde o sentimento de insegurança na população será tão grande que ela fechará os olhos a tudo aquilo que a rodeia, sobretudo em matéria de justiça, e estenderá de novo a passadeira vermelha para o ressurgimento do fascismo. Tenho dito.

07 novembro, 2017

Pernas, pra que te quero?

Conhecem a Sibéria, aquele sitio que toda a gente sabe onde fica mas ninguém quer lá ir? Pois, mais em baixo já vão perceber com toda a facilidade a razão de ser desta pergunta. Já alguém viu uma das capas propostas na última edição da revista "CRISTINA"? Digo capa porque é a única imagem que somos obrigados a ver quando olhamos para as estantes das livrarias ou ainda nas bombas de gasolina, porque fora disso acho que nenhum homem perde o seu tempo a ver o interior destas coisas. Parece que ultimamente quando o assunto é sexo a Cristina Ferreira passou a estar em todas. Ou melhor será dizer que ela só gosta de introduzir o sexo como assunto. A miúda só pensa nisso e não sabe falar de mais nada. Depois de, há algum tempo atrás, sem qualquer receio e pudor, ter abordado o tabu da homossexualidade numa edição das suas revistas...desta vez, num gesto tão carregado de coragem como recheado de ousadia, ela decidiu presentear-nos com uma representação genial de sexo "geriátrico" na Sibéria com alguns requintes de Halloween e "À la mode da Titia".

Na cama com Lili Caneças, não desejo isso nem ao meu pior inimigo...


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Agora vou só vomitar ali um bocadinho e já volto...

03 novembro, 2017

Ajoelhou?...agora vai ter que rezar....

Juíza espanhola emite mandado europeu de detenção contra Puigdemont
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Dizem que, quando um barco começa a naufragar os ratos que vem lá dentro são sempre os primeiros a pressentir o perigo e a tentar fugir. Uma atitude desesperada de quem vê a sua vida ameaçada e não deseja ser apanhado mas que se revela completamente inútil porque seja dentro ou fora do barco só existe água à volta e a morte é sempre certa. 
Assim, eis o grande Carlos Puigdemont...o independentista convicto, o homem integro que se dizia carregado de grandes valores sobre liberdade e identidade de um povo...e que também foi o primeiro a dar à sola mal sentiu cair sobre ele alguns pingos de chuva...

Está actualmente na Bélgica e diz que não quer ser preso, coitado...

01 novembro, 2017

O sarilho do Carrilho...

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Já saiu a leitura do acórdão no Tribunal da Comarca de Lisboa mas acho que este caso está ainda muito longe de ficar totalmente resolvido, sobretudo atendendo aos últimos desenvolvimentos que entretanto surgiram e foram expostos na praça pública (acidente rodoviário) que acabam por favorecer os interesses de Manuel Carrilho já que parecem confirmar o problema de álcool que afecta negativamente a vida da Barbara Guimarães e que ela sempre se esforçou por negar em tribunal. Carrilho foi condenado a uma pena de quatro anos e seis meses de prisão com pena suspensa pelos crimes provados de agressão, injúrias, violência doméstica, difamação e denúncia caluniosa contra a ex-mulher. O tribunal condenou-o ainda a frequentar um programa de sensibilização contra a violência doméstica, ficando também proibido de contactar com a ex-mulher e aproximar-se da sua residência. Para terminar terá ainda que pagar 50 mil euros a Bárbara Guimarães e 15 mil euros ao seu ex-namorado Ernesto "Kiki" Neves, que também era assistente no processo. No final da leitura a juíza presidente do colectivo bem que tentou apelar ao arguido para "não persistir mais" neste processo, temendo talvez que a sua decisão não tivesse efeitos práticos caso o processo fosse reavaliado por uma nova instância devido aos desenvolvimentos já referidos anteriormente, mas Manuel Carrilho ignorou-a por completo e já fez saber pelo seu advogado de que iria recorrer desta sentença."É um facto que a minha mulher apresentava um alcoolismo elevado, comprovado pela polícia." declarou ele à saída do tribunal.
Dizem que esta sentença foi inédita por ter sido a primeira vez que um politico foi condenado à cadeia por violência doméstica mas eu não concordo de todo com essa afirmação. Sabemos bem que as penas de prisão suspensas servem apenas de incentivo para que o arguido meta o rabinho entre as pernas e pague as indemnizações, multas e outras despesas inerentes ao processo para não ter que ver o sol a nascer aos quadradinhos. É natural que para a condição financeira de Carrilho todos esses valores possam parecer meros trocos e a intenção do tribunal acaba por ser mesmo essa. Estabelecer valores que sejam substanciais mas que estejam perfeitamente ao alcance do arguido para que ele prefira desistir do processo e seguir a sua vida em frente do que perder mais anos de felicidade e arrastar esta questão por um tempo indefinido. Mas sou-vos franco, para mim inédito teria sido o Manuel Carrilho cumprir a sentença de prisão ou a Barbara Guimarães conseguir deixar o vicio do álcool. Assim lá vamos ter que ver esta novela arrastar-se mais alguns anos nas revistas do TV Mais ou da NOVA GENTE para poder alimentar a cusquice do povo e a fofoca das beatas nas mesas das pastelarias ou à saída da missa. O Manuel Carrilho pode ainda queixar-se de ter tido pouca sorte na escolha do juíza desembargadora Joana Ferrer Andrade para julgar o seu caso, porque se o mesmo tivesse sido julgado pelo digníssimo juiz Neto de Moura, o tal que não gosta de mulheres adulteras, não só teria sido inocentado com base numa lei qualquer do tempo da inquisição como ainda por cima era capaz de ganhar um louvor ou até mesmo um feriado com o nome dele.

30 outubro, 2017

A lenda do Lobo bom e do Lobo mau.

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“Uma noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas.

Ele disse:

– A batalha é entre os dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego.

O outro é Bom. É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:
– Qual lobo vence?
O velho índio respondeu:
– Aquele que você alimenta!”

29 outubro, 2017

Catalunha ou o sonho de uma república que durou 5 horas...

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E ao fim de tanta insistência, mas sobretudo teimosia, o parlamento da Catalunha lá conseguiu proclamar a sua famigerada independência deixando a via aberta para que fosse estabelecida uma nova república, mas ao fim de 5 horas...deixou de ser autónoma e perdeu todo o poder que tinha na Espanha através da activação do artigo 155 da constituição espanhola. Ontem o governo da capital assumiu oficialmente a presidência da Catalunha através de um Conselho de Transição Nacional (CTN) chefiado por Soraya Saénz de Santamaria (SSS? Credo!!) e convocou eleições autonómicas antecipadas para o dia 21 de Dezembro. Lá diz aquele velho ditado de que "quem tudo quer...tudo perde". É duro, inadmissível, revoltante e triste, mas é também nisto que dá o querer brincar com coisas sérias. 
A sério que não sei o que pensar desta gente. Se fosse um povo maltratado, explorado, que passasse trabalhos, fome ou miséria, certamente que seria perfeitamente capaz de perceber a sua luta, agora, um povo fidalgo que vive tão bem e tem mais privilégios do que a maioria dos povos da Europa, acho tudo isto muito incompreensível. Quando uma coisa é bonita e funciona bem, não manda a sensatez que se continue a apostar nela? Porquê estragar aquilo que parece estar bem feito? Ainda para mais à custa de um projecto gasoso que não tem qualquer rumo traçado nem nenhum plano devidamente estabelecido. No presente, a sociedade catalã só consegue alimentar uma ideia na sua cabeça que é o desejo de ser independente seja qual for o preço que tenham de pagar, para fazer o quê com isso é que nenhum deles sabe...mas acho que isso também deve importar muito pouco. Interessa é fazer barulho. A sério meus queridos amigos, acho que esta gente não faz a menor ideia do que é passar mal na vida. Ainda hoje vi uma reportagem na televisão que falava sobre a dramática situação que se vive presentemente na Venezuela. Vi pessoas a procurar comida no lixo que conseguiam encontrar nas ruas e a comer directamente das sacas. Nem sequer cheiravam os restos de alimentos para saber se estava bom ou fraco, metiam simplesmente na boca e mastigavam tudo. A inflação parece que atingiu os 700%, a mortalidade infantil subiu 30% e num país rico em petróleo que já foi  a quarta população mais rica do mundo, vêem-se agora crianças de 8 anos com apenas 18 kg de peso. A Catalunha é uma região rica mas que pode fazê-la achar que consegue ter mais astúcia do que a Venezuela? Porque raio maltratamos tanto a nossa democracia? Quando vivemos bem , à "rico", temos tudo à mão e nada nos faz falta, temos sempre esta enfastiante mania de acharmos que não precisamos de ninguém e que somos melhores do que todos os outros à nossa volta. Assim, mais tarde acabamos sempre por pagar os pecados provocados pelo nosso excesso de soberba já que a nossa vaidade cega-nos e distorce a percepção que temos das coisas. Se pudessem ver as coisas num sentido mais amplo poderiam também colocar as questões que se julga pertinente colocar nesta altura. Será que somos ricos e bem sucedidos apenas por mérito nosso ou será que a aliança da qual fazemos parte tem sido promotora/responsável por uma grande fasquia do nosso sucesso? O que vale a Espanha sem nós, mas que valemos também nós sem ela?. Não há nada de pior nem de mais perigoso do que a falsa demagogia popular. Assim, oxalá a  sociedade catalã nunca tenha de cair no abismo nem venha a conhecer nenhum cenário de calamidade social. Que ela é teimosa e orgulhosa isso já todos nós sabemos, agora, esperemos que ela também seja suficientemente inteligente para reconhecer a estrada longa e sinuosa na qual caminha e interpretar os sinais que se fartam de vir de todo o lado. Julgavam se calhar que a SEAT ia ficar sossegada e não ia dizer nada? Pois, isso é um grande problema. Essa coisa da politica pode ser muito linda mas são as empresas que dão empregos às pessoas e garantem o seu sustento e nenhuma delas gosta de perder dinheiro...

28 outubro, 2017

Os diversos olhares que uma mulher de bikini com tatuagens consegue suscitar...



Vista geral...



O olhar dos homens...



O olhar das mulheres...

(Ps: Nos próximos dias irá surgir neste Blog um Post que poderá parecer um pouco polémico aos olhos de muita gente já que aborda a temática dessa nova moda das tatuagens que conseguiu conquistar as preferências dos mais variados quadrantes sociais. Por isso me aguarde, tá bom?)

26 outubro, 2017

As comicidades do Futebol...#04

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Desde que o "timoneiro" Luís Filipe Vieira (LFV) assumiu os comandos do Sport Lisboa e Benfica, esse clube lisboeta nunca mais parou de crescer. Senão vejamos. Pouco tempo após a sua chegada à presidência, e com base num inquérito realizado por uma empresa de sondagens ao pé do estádio da Luz, surgiram logo informações de que em Portugal existiam cerca de 6 milhões de adeptos benfiquistas. Passado mais algum tempo e alegrados pelos depoimentos recolhidos junto de alguns turistas que passavam férias em Lisboa, próximo da zona de Carnide, esse número disparou para uns impressionantes 14 milhões de adeptos espalhados entre Portugal e resto do mundo. Agora, no dia em que o novo Estádio da Luz festejou o seu 14º aniversário, o administrador da SAD do Benfica, Domingos Soares de Oliveira, veio a público para anunciar ao mundo aquilo que o universo benfiquista mais ansiava ouvir:«...Hoje sabemos que, em média, 78 milhões de pessoas veem jogos do Benfica na Europa...», que é como quem diz, actualmente existem 78 milhões de pessoas espalhados pela Europa que simpatizam com o Benfica, o que eu acho fantástico. Ora, para quem não teve o privilégio de nascer um génio da matemática como eu, isso quer dizer que, se continuarem a seguir este ritmo de crescimento e se não aparecer impedimentos de qualquer espécie, daqui a mais ou menos 20 anos o mundo inteiro irá ser 100% Benfiquista (Wuauuu!) e os outros clubes do planeta estarão todos a fazer tijolo. Ora digam-me lá se isso não é um verdadeiro milagre na área de gestão? Fantástico. Formidável. Muito bom mesmo. Pena é todo este crescimento não se traduzir em dias de jogos num manifesto aumento de espectadores nos estádios de futebol já que a lotação dos mesmos, como toda a gente bem sabe, tem esvaziado de ano para ano devido à violência, utilização de material pirotécnico, mortes e cenas de pancadaria protagonizadas pelas claques por alguns grupos organizados de sócios...

Seguindo a mesma linha de raciocínio, o sr Domingos Soares Dias fartou-se de lamber o cu elogiar o desempenho de LFV na presidência do clube e disse que ele tinha a grande particularidade de dar sempre mais um passo do que o comum dos mortais. Assim, vamos todos fazer figas para que o presidente do Benfica nunca se veja confrontado com a tenebrosa possibilidade de encontrar algum mortal comum parado em frente a um precipício...

25 outubro, 2017

Diz que fui brilhante...

E fico grato que tenha havido finalmente alguém a reparar nisso. Tardou mas lá diz o velho ditado que mais vale tarde do que nunca. Só não percebi foi aquela parte do texto que refere ter havido uma contribuição da minha parte para o bem estar do mundo blogueiro ao participar no Passatempo. Juro que não tive intenção nenhuma de fazer isso e se promovi a boa disposição de alguém peço-lhe imensas desculpas pelo facto. Perdoem-me por favor, foi totalmente sem querer e prometo que tomarei muito mais cuidado no futuro. Juro que só quis fazer um agrado a uma amiga!



Piadas escatológicas...

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E já que nos últimos dias tenho notado que o país em geral e o mundo dos Blogs em particular parece estar mergulhado numa certa corrente escatológica, gostaria de contribuir também eu (mais uma vez) para esta mui nobre causa e colocar uma questão em jeito de escolha múltipla a todos os amigos que gostam de visitar-me, ainda que as ditas visitas só costumam durar a média fulminante de 2 segundos. Qualquer coisa do tipo, um segundo para o "cheguei" e outro para o "Já fui". A minha pergunta é bastante concisa e simples mas a sua resposta pode não ser assim tão fácil de escolher e, por vezes, pode mesmo obrigar a fazer grandes provas de sabedoria.
Para que serve afinal esse negócio do papel higiénico perfumado?

Resposta 1 - Para cheirar o papel antes de limpar o rabo. 
Resposta 2 - Para cheirar o papel depois de limpar o rabo. 
Resposta 3 - Para cheirar o rabo depois de limpar com o papel. 
Resposta 4 - Para que o rabo fique mais bem cheiroso depois de limpar com o papel. (funciona?)

E pronto, é isto. Dêem-me logo a vossa opinião para ver se coincide com a minha e antes que o meu cérebro fique todo esturricado à custa desta dúvida existencial.

23 outubro, 2017

Conhecem o V.I.Puuuuu....?



Apresento-vos o V.I.Poo...
um produto da AirWick tão bonito e milagroso que, 
depois de alguém fazer cocó, só nos apetece arrombar a porta da casa de banho para ir lá cheirar-lhe o cu...

22 outubro, 2017

A "bíblia" dos homens...

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Foi titulo da primeira página do JN de hoje e é uma noticia simplesmente inacreditável. Um Juiz do tribunal da Relação do Porto desculpou o comportamento de dois homens acusados de violência doméstica com base em passagens da bíblia católica (que foi escrita pelo homem como se sabe), algumas práticas seculares do médio oriente e alguns enxertos de uma legislação escrita pouco tempo após ter sido extinguida a presença da "Inquisição" em Portugal e que, como é óbvio, fruto da atrasada e execrável mentalidade daquelas épocas, condenam violentamente o adultério.


Muito resumidamente (quer se dizer, vou tentar pelo menos...) a história deste caso pode ser contada desta forma: Em 2014 uma mulher casada talvez farta da porcaria de vida que levava envolveu-se secretamente numa relação extraconjugal com um homem solteiro, o que eu condeno mas cada qual sabe da sua vida. Pouco tempo depois, quando as hormonas voltaram a estabilizar, ela quis acabar com a dita relação mas como o amante já estava habituado a ter sexo do melhor e de forma totalmente gratuita (muito diferente daquele que, se calhar, anteriormente era forçado a pagar), passou a perseguir a mulher por tudo quanto era sitio, seja fisicamente ou através de mensagens enviadas para o seu telemóvel. A sua intenção pareceu-me ser bastante clara, queria pressionar emocionalmente a referida mulher para que continuasse a satisfazer os seus intentos sexuais com base na chantagem, o que faz dele um crápula e constitui claramente um crime de assédio moral. Como ela não cedeu (quem cede às exigências de um porco?) o amante vingou-se contando tudo ao marido traído. Este, por sua vez, acabou por ficar separado da mulher e passou também a persegui-la através do envio de mensagens SMS com insultos e ameaças de morte, o que revela obviamente que a opção da separação partiu da vontade dela e não dele (traído e abandonado, que poderá haver de pior para ferir o orgulho de um homem?). Não satisfeito com tudo aquilo que tinha feito, o ex-amante continuou a perseguir e assediar a sua vitima e em 2015 acabou mesmo por sequestrá-la e transportá-la para um local perto do emprego do ex-marido. Aposto que seria um local bastante discreto e propício a práticas sexuais decididas em cima da hora, mas como a mulher mais uma vez não cedeu a chantagens (ah grande mulher!), agindo mais uma vez por vingança aquele chanfrado asqueroso acabou por telefonar ao ex-marido e convidou-o para um encontro a três, o que, mesmo não tendo sido premeditado, resultou no espancamento da citada mulher com uma moca feita com pregos cravados. Hediondo não é? Parece uma daquelas coisas macabras que se usava fazer nos tempos medievais, mas ainda assim isso foi muito pouco quando comparada à sentença proferida por aquela bosta de Juiz que viria a ser encarregue de julgar este caso. É que, pior do que as acções de gente atrasada, porca e delinquente só mesmo a subjectividade de um religioso juiz psicopata.

Obviamente que, oficialmente, estes dois homens foram condenados pelo tribunal no sentido de iludir o povo e vender perante a sociedade a imagem de que a justiça funcionou, mas na prática a condenação deles não equivaleu a nada. Um verdadeiro zero ao cubo. O marido apanhou ano e meio de prisão e 1750 Euros de multa e o amante teve direito a um ano de prisão e 3500 Euros de multa, mas como as penas ficaram ambas suspensas, na prática só vão cumprir cadeia efectiva se eventualmente não quiserem pagar as multas. E através desta sentença aflitivamente singular é-nos perfeitamente possível visualizar o objectivo primordial dos tribunais. Hoje em dia eles já só existem para criar e cobrar multas. Que se dane se houve algum crime, se mataram alguém ou se houve alguém que ficou com a sua vida devastada, o importante não é meter os criminosos na cadeia para que possam meditar sobre a gravidade dos seus actos porque isso acarreta que haja despesas da parte do estado para mantê-los dentro do gaiolão. O importante sim é gerar receitas para pagar o despesismo do estado, os luxos dos juízes, ministros e outros funcionários que pertencem ao quadro mais alto da justiça e os absurdos salários que ganham mensalmente fora os prémios que ninguém vê, e também os vários milhões que cada governo eleito pelo povo acaba sempre por roubar a cada legislatura tudo na mais honesta e profunda legalidade. Criar e cobrar multas, isso sim é importante e não pode falhar caso contrário a máquina pode emperrar. Tudo o resto são pormenores e não interessam a ninguém. Hoje vale tudo menos tirar olhos? Mas que interessa isso? O planeta está superlotado e não faz mal nenhum que se crie condições para que alguma gente possa morrer.

Agora mais a sério, isto será mesmo verdade? Foi nisto que o mundo se tornou? São estes os nossos guardiões da justiça, paladinos da verdade e baluartes do civismo? Num estado supostamente laico agora também já se tornou possível condenar e desculpabilizar pessoas aos olhos da justiça tomando como base algumas citações da bíblia e práticas seculares praticadas por algumas culturas mais bárbaras do que a nossa? Mas que brincadeira vem a ser esta afinal? É assim que os juízes querem ser respeitados? Será que este juiz também já foi corneado e agora não pode ver mais mulheres adulteras à frente dele? Ou será que passou a estar tudo doido neste país? Eu aposto na última...

21 outubro, 2017

Raios parta a ganância!

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Não sei quando é que isto começou ao certo mas fiquei feliz por ter acabado finalmente. Refiro-me às promoções da Feira de Vinhos que decorreu nos hipermercados do CONTINENTE. Confesso que nunca fui um grande apreciador de vinhos. Durante toda a minha vida de adulto, o meu consumo nesta área esteve quase sempre limitado à média de uma garrafa de 0,75 cl de vinho tinto para o ano inteiro, e isto naqueles anos considerado mesmo bons. Se fosse por mim as empresas garrafeiras e as lojas de bebidas alcoólicas já tinham ido todas à falência porque não sinto qualquer necessidade de beber álcool. Sei apreciá-lo quando surge a oportunidade de prová-lo mas nunca deixei ganhar em mim nenhuma dependência nem nenhum hábito de consumo. Costumo beber um bom vinho no Natal ou na passagem de ano para que o meu pai não se sinta sozinho e não fique constrangido de ser o único a beber disso à mesa. Bebo também nas festas de S. João exactamente pelo mesmo motivo e também quando sou convidado a comer na casa de alguém e sou desafiado a acompanha-los na bebida, já que para muitos deles ela quase que representa o maior elixir da felicidade ou da eterna juventude. Em tudo o resto não sinto vergonha de dizer que o vinho cá em casa tem sido sempre do mais barato e é adquirido apenas para usos culinários nos quais torna-se necessário marinar carnes de porco, frango ou coelho. Mas o certo é que durante o tempo que decorreu essa citada feira, e sempre que entrava nas lojas Continente, senti um chamamento quase irresistível de comprar bom vinho. Sem que conseguisse perceber o porquê, via-me a ficar ali alguns minutos (senão horas) a observar as garrafas do expositor de vinhos tentando decidir qual seria a mais indicada para decorar a minha mesa na próxima Ceia de Natal que se avizinha. Em condições normais nem perderia o meu tempo a olhar para elas mas como se tratava de produtos sujeitos a promoções que rondavam os 70%, a troco de 4 Euros e mais qualquer coisa, já conseguia imaginar-me a oferecer ao meu pai o prazer de desfrutar de um vinho vendido normalmente ao preço de 15 Euros sem ser nos melhores restaurantes. E tanto andei, tanto andei que...acabei por ceder à tentação e decidi comprar mesmo uma. Pelo menos assim podia parar de ficar lá especado que nem um espantalho sempre que tinha de lá ir para fazer compras. Era uma garrafa de "Guarda Rios Signature" (ah pois é que se bebe muito "chiqué" nesta casa!) e custou-me a módica quantia de 4,69 Euros. Uma pechincha se comparada ao seu preço normal que, supostamente, devia rondar os 15,90 Euros. Supostamente disse eu bem, pois claro.
Infelizmente, para mim, por vezes tenho propensão para fazer destas coisas. Passo tantas e tantas horas na internet e não sei porque razão nunca tive a feliz ideia de pesquisar nada sobre a qualidade dos produtos oferecidos por esta promoção de vinhos. Se o tivesse feito saberia que estes vinhos foram especialmente concebidos para ser vendidos exclusivamente nas lojas CONTINENTE, tornando-se impossível fazer a equiparação entre os preços praticados por este último e aqueles que são praticados por outras lojas. Isso quer dizer que os gestores responsáveis por essa cadeia de hipermercados podem indicar que o preço normal de uma garrafa de 75 cl vale em condições normais entre 15 a 20 Euros que nunca haverá formas de saber se essa informação tem algum pingo de fundamento. Felizmente ou, mais uma vez, infelizmente para mim, durante as minhas pesquisas fui parar a vários espaços de gente conhecedora que se dedica à prova de bons vinhos, dos quais pude retirar a informação que ansiava para o "ilustre" vinho que tinha acabado de comprar...

«...Fácil e redondo na boca, revela-se com amplitude média, sente-se um pouco mais a fruta que no nariz, termina cm persistência média ao fruto. PVP normal na prateleira a 14,99€ (!!). Vinho fácil, sem pretensões a voos elevados, ao contrário do que o preço normal poderia supor para os mais incautos...»

Segundo o que dizem estes senhores "especialistas", trata-se de um bom vinho que justifica plenamente o preço que paguei por ele (4,69 Euros) mas que finda a campanha promocional jamais poderia ultrapassar esse preço e só por estupidez ou loucura mesmo é que chegaria aos 15,90 Euros. E não apenas este! Fiquei espantado quando vi estes senhores manter o mesmo teor de opinião sobre todos os outros vinhos vendidos no CONTINENTE com 70% de desconto. Assim sendo, conclui-se facilmente que, por mais que se beba e se goste desses vinhos, o seu sabor final irá sempre saber a trafulhice. E eu detesto gente trafulha.
Esta situação fez-me pensar em todos as opções que tenho tomado até agora, no que se refere aos meus hábitos de consumo, às compras que faço para satisfazer as necessidades do meu quotidiano e na relação que tenho mantido até hoje com as grandes superfícies e que até aqui julgava ser de confiança. Se há coisa que eu detesto é fazer papel de lorpa, e eu senti-me lorpa. Sei que tenho uma forma demasiado radical de ver as coisas mas sempre defendi a máxima de que todo aquele que falha uma vez numa matéria tão importante como esta, ou já falhava ( e só agora dei por ela) ou vai continuar a falhar...seja nisto ou em tudo mais aquilo que puder. Ou por outras palavras, perdi a confiança. O presidente da SONAE pode julgar-se muito inteligente mas a verdade é que à custa de 4,69 Euros acabou de perder a fidelidade de um cliente com quem mantinha uma relação de cumplicidade que já durava há quase 20 anos. É que depois disto eu já não volto mais a pôr lá os pés. Ora digam-me lá se , em vez de inteligência, esta "genial ideia" não acabou por resultar numa autêntica estupidez?

Raios parta a ganância...

19 outubro, 2017

Fiam-se na Virgem...

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Se há coisa que eu acho particularmente....vulgar, é quando vejo aquela pintura/desenho do terço com o rosto imaginado da virgem "Maria" que muita gente ganhou a mania de ostentar nos carros - muitos dos quais completamente novos - que circulam por ai. E é particularmente intrigante quando vemos esses mesmos carros serem conduzidos pelos maiores bebedolas da aldeia. Por gentinha bruta que passa os seus dias a arranjar sarilhos e pretextos para poder andar à pancada com toda a gente, ou, ainda, por alguns tipos que gostam de acelerar e fazer uma barulheira horrível quando passam na rua, só porque o cano de escape está roto e não há dinheiro para comprar outro. Isto não é uma critica para quem faz da religião um dos valores fundamentais da vida mas...porque será que estes ícones religiosos são sempre ostentados pelos maiores vândalos e os piores desgraçados da freguesia?. Acredito que isto possa ser, essencialmente, fruto de uma ideia ou vontade das mulheres porque os homens, esses, só querem vinho e cerveja enquanto elas vão todas à missa. Acredito também que isto possa ter o propósito de pedir a protecção da "Virgem" para os maus caminhos que os "Maneis" se fartam de percorrer na vida mas, a avaliar pela quantidade de carros com essa figurinha pintada que a gente já pode ver todos estoirados nos sucateiros, é caso para dizer que este "amuleto" não está a servir de nada ou então que a "Madona" não está a fazer bem o seu trabalho. Felizmente que esta moda, à semelhança de todas as outras que a precederam, também irá passar um dia mas como os carros ainda duram uns anos até sair de circulação, acho que ainda vou ter que benzer-me muitas vezes quando os vir a passar na rua....e isto apesar de não ser minimamente católico. :(

18 outubro, 2017

Humor càustico à Pensador...

Talvez a prova mais antiga do mundo de que o "Veganismo", mesmo sendo considerado uma alimentação saudável, pode favorecer o plano físico mas nem por isso consegue contribuir para uma melhor saúde mental... :))


17 outubro, 2017

Bem vindos ao inferno.

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E poucos meses decorridos após a tragédia de Pedrógão Grande que, como bem se lembram, matou 64 pessoas devido aos incêndios, eis que volta a acontecer uma nova tragédia em Portugal como resultado dos 523 fogos florestais que fustigaram o nosso país no dia de ontem e à custa dos quais já morreram 35 pessoas até agora. Já não tenho palavras para descrever tudo isto, chega até a parecer ser demoníaco o que está a acontecer à nossa volta. Demoníaco, que melhor palavra podemos nós utilizar senão essa para descrever todos estes horrores. Isto não pode ser apenas obra do acaso, tem que haver mais qualquer coisa nesta história que ainda não foi devidamente sinalizada. Pedrógão Grande pode ter parecido uma ironia maldosa do acaso e o resultado de uma série de factores que estavam destinados a correr mal mas 523 incêndios num só dia parece ser uma acção demasiado concertada para que possa ser considerada uma simples coincidência. Até parece que as pessoas estão a ser caçadas através do fogo e que estão a ser conduzidas para autênticas emboscadas mortais. Se nunca tivemos até agora qualquer tipo de historial de mortes provocadas por incêndios sem ser alguns bombeiros heróis que por vezes acabavam por sucumbir ao cansaço e à inalação excessiva do monóxido de carbono, como é possível que hoje em dia possa haver tanta gente a morrer por causa deles? Sim o governo tem culpa, sim a protecção civil tem culpa, a SIRESP tem culpa, a própria sociedade inteira tem culpa, mas mesmo tudo isto junto não consegue explicar tudo. Na minha opinião acho que temos estado a analisar este problema de uma forma demasiado errada. Achamos sempre que os incêndios são o resultado de mãos criminosas, de pessoas doentes, pirómanos e esquizofrénicos que sofrem de problemas mentais e que, por não haver uma legislação adequada, acabam sempre por ser considerados inimputáveis e são libertados poucas horas após terem sido presos. Até agora achamos sempre que cada um deles age por conta própria, sem premeditação, e que não existe qualquer tipo de relação nem nenhuma acção coordenada entre eles. Mas a pergunta que por vezes me coloco é muito simples: E se existir? E se viermos a descobrir que todos estes fogos florestais tem um propósito bem mais forte e fazem parte de um plano muito bem definido? Quero evitar levar isto para o campo religioso mas tudo aquilo que tem acontecido até hoje tem demasiadas características que combinam demasiado bem com a potencial presença de uma seita satânica. E se na doutrina deles o mundo será consumido pelas chamas quando chegar o dia do juízo final, acho que podem tirar facilmente as vossas conclusões...e elas não devem ser muito diferentes das minhas...

16 outubro, 2017

Os burros felizes...

Inicialmente acaba por ser uma realidade bastante assustadora - e quiçá consternadora - constatar que os níveis de burrice já conseguem atingir tal dimensão, mas depois, após reflectirmos um pouco melhor, também se torna motivo de celebração verificar que no meio desta tropa de burros há pelo menos um que parece não ter nada a ver com aquela espécie e que, por ser alguém bastante mais esclarecido, consegue perceber a nossa linguagem e apreciar aquilo que a gente diz. Certo dia cheguei a ler no Shiuuuu o desabafo de alguém que preferia ser menos inteligente porque acreditava que desse modo poderia sentir-se mais livre e feliz. Primeiro duvidei que a ignorância pudesse ser um factor de alegria na vida das pessoas mas depois de analisar as respostas/comportamento destes anónimos (excepto o das 20h33) acabei por ficar totalmente convencido disso. Aposto que estavam muitos felizes quando julgavam que era eu que estava a fazer o papel de idiota... :)))


15 outubro, 2017

O sexo vende e o resto é conversa...

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Nas minhas incursões pela Internet dei de caras com uma noticia que achei para lá de interessante porque reflecte bem aquilo que o ser humano hoje em dia é capaz de fazer para ganhar fama e projectar a sua carreira de "Youtuber" nas redes sociais. Para todo o homem que quiser ser um "Youtuber" de sucesso o seu trabalho acaba por ser mais complicado porque requer muito "patuá", e tem que fazer constantemente o papel de cómico para fazer rir as pessoas, nem que para isso seja forçado muitas vezes a ter que fazer também o papel de idiota pintado o cabelo em vários tons de cores. Mas...e para a mulher? Muitas optam por fazer um papel semelhante aos dos homens mas tem outras que não estão para ter tanto trabalho. Assim, há que recorrer às velhas armas de sempre. O que é o povo gosta de ver afinal? Sexo obviamente. E, perante isto, avaliando tudo aquilo que tenho, o que é que tenho mais condições de oferecer? Isto pelos vistos...


Kristen Hancher tem apenas 18 anos mas promete ser uma estrela em ascensão no mundo dos Vips, tudo isso porque já percebeu melhor do que ninguém que nada vende mais do que o sexo e, pelos vistos, encontrou uma forma bastante boa de oferecer isso aos seus "consumidores" sem que tenha de parecer foleira ou ficar mal na fotografia. Senão vejamos. Acidentalmente filmou-se em directo a fazer sexo com o namorado e, por uma sorte dos diabos, o filme só teve direito a som? Há quem não perceba muito bem destas coisas mas para um crânio da informática como eu, sabemos de antemão que para um filme transmitir apenas a parte sonora isso requer uma prévia parametrização. Não é o tipo de coisas em que podemos dizer: Foi um acidente, lembrei-me de desligar o video mas esqueci-me de desligar o áudio, percebem? Há um "login" e há um "logout"...e o logout desliga sempre tudo. Em seguida tem aquilo que achei mais cómico. Com que então o video só durou 3 minutos? Isso foi o quê? Sexo fulminante? Ejaculação precoce? Sexo modo "Light" com baixo teor de gorduras em vez da "camisinha" para evitar engordar? Uma "rapidinha" versão mundo digital? Nos lugares públicos ainda percebo a necessidade de uma rapidinha porque também já tive que recorrer muitas vezes a essa prática sexual mas...na nossa própria casa? três míseros minutos a seco? Sem sequer ter direito a preliminares nem nada? Credo que os famosos devem sofrer à brava na cama!. Bem, uma coisa é certa, se tudo isso fosse real acho que poderia parecer de facto muito pouco mas como foi feito em modo "Showlive" aposto que deve ser extremamente cansativo e enfadonho fingir orgasmos durante 3 minutos para ter a certeza que o microfone não deixou de gravar em modo estéreo. Como é sabida esta jovem Kristen. Parece-me que já ninguém tem nada para lhe ensinar neste campo. Com 18 anos ela já sabe-la toda...e o que ela mais sabe é que, para além de ter aumentado exponencialmente o numero dos seus seguidores, doravante vão ficar extremamente atentos a todos os seus passos para ver se ela comete mais uma vez o deslize "acidental" de deixar a câmara de filmar ligada...e com direito a imagens desta vez...


14 outubro, 2017

Bom fim de semana!



Je n'ai qu'une philosophie
Être acceptée comme je suis
Malgré tout ce qu'on me dit
Je reste le poing levé
Pour le meilleur comme le pire
Je suis métisse mais pas martyre
J'avance le cœur léger
Mais toujours le poing levé

Lever la tête, bomber le torse
Sans cesse redoubler d'efforts
La vie ne m'en laisse pas le choix
Je suis l'as qui bat le roi
Malgré nos peines, nos différences
Et toutes ces injures incessantes
Moi je lèverai le poing
Encore plus haut, encore plus loin

Viser la Lune
Ça ne me fait pas peur
Même à l'usure
J'y crois encore et en cœur
Des sacrifices
S'il le faut j'en ferai
J'en ai déjà fait
Mais toujours le poing levé...


11 outubro, 2017

Na cama com o Pensador...

Pensador - Oh Mor, conheces alguma coisa que seja feia e bonita em simultâneo?
Jolie-lá-de-casa - Hein? É claro que não! Uma coisa ou é bonita ou é feia. As duas coisas é que não.
Pensador - E as coisas "feias" que muitas vezes me pedes para fazer-te...no final não costumas achá-las também bonitas?
Jolie-lá-de-casa (após alguns suspiros) - Olha, não estás a pensar publicar essa piada lá no teu blog pois não?
Pensador - Eu!??? Alguma vez! Mas por quem me tomas? Achas?  :)


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10 outubro, 2017

As (De)Alegrias do Futebol...

A caminhada de Portugal para chegar ao Mundial 2018
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Houve um tempo em que Portugal conseguia apurar-se tão dificilmente (para não dizer raramente) para as fases finais dos Campeonatos do Mundo e dos Europeus de futebol que, quando conseguiam tal façanha, mal soasse o apito final da partida era vê-los a correr pelo campo, pulando de felicidade, abraçados uns outros e com lágrimas de alegria a escorrer pelo rosto. Hoje em dia, e depois de já termos sido campeões europeus, chegamos a um tempo em que tornou-se tão banal Portugal conseguir apurar-se para as fases finais dessas competições que, quando conseguem mais um apuramento como foi o caso desta noite, já nem os jogadores se dão ao trabalho de mostrar o seu contentamento nem de festejar seja o que for (Ok, estamos lá, fixe...).
Sim Portugal está de parabéns e merece uma grande salva de palmas, e sim temos um lugar reservado na fase final do Mundial organizado pela Rússia em 2018 mas, sabem uma coisa? Sinto saudades do tempo em que Portugal não era ninguém no  mundo...

09 outubro, 2017

Catalunha perdida por entre as brumas da desgraça...

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Está a ser criado um paradigma extremamente perigoso na Catalunha. Depois de no passado dia 01 de Outubro ter havido um referendo onde 90% dos cerca de 2 milhões de eleitores que ocorreram às urnas (42% do total) votaram a favor da independência da região face à Espanha, agora a imprensa dá-nos conta que ocorreu na cidade de Barcelona uma manifestação composta por cerca de 1 milhão de pessoas que vieram protestar a noticiada intenção de Carlos Puigdemont (presidente do governo da Catalunha) de proclamar na próxima terça-feira (amanhã) a Declaração de Independência da Catalunha. No Post anterior critiquei a actuação do governo espanhol que me pareceu trapalhona, sobranceira e totalmente despropositada, mas agora gostaria de dizer que este povo catalão não juizinho nenhum na cabecinha. Sim a Catalunha sabe que é a 2ª região mais populosa e a mais rica de Espanha. Sim a Catalunha ficou ferida por ter sido ofendida, agredida e humilhada pelo governo espanhol. Sim a Catalunha sabe que é poderosa e que pode destruir a economia e hegemonia da Espanha. Sim a Catalunha deve julgar que tem a faca e o queijo na mão. Mas não tem. O que a Catalunha não sabe é que uma grande parte da sua riqueza foi conquistada com a colaboração da Espanha e que, sem ela, toda a riqueza que pensa ter hoje vai esfumar-se lentamente amanhã. A Catalunha precisa de consciencializar-se de que só existe uma forma de ela conseguir ser independente e não morrer, é sair a bem da Espanha, porque se ela quiser sair a mal...isso vai ser a sua completa desgraça. Durante este fim de semana, e graças a uma legislação aprovada urgentemente pelo governo, já foi posto em marcha um verdadeiro êxodo de empresas importantes (muitas das quais catalães) que tinham a sua sede na região, por recear que este conflito pudesse atingir proporções mais desastrosas e mexer com o mercado das Bolsas, atirando desse modo as suas acções para mínimos históricos. E com razão! Numa perspectiva puramente económica, para uma empresa que esteja habituada a explorar um mercado composto por cerca de 200 milhões de potenciais consumidores, acaba por ser bastante dramático ela constatar que, de repente, esse mesmo mercado foi reduzido drasticamente para 7 milhões...
É por isso que considero que a Catalunha não só está a arranjar lenha para se queimar como para fabricar também o seu próprio caixão. Não comento a legitima ambição do Carlos Puigdemont de querer aproveitar esta conjuntura e ser imortalizado nos livros da história como sendo o grande obreiro e o homem responsável por conquistar a independência daquela região. O ser humano é capaz de fazer de tudo e mais alguma coisa para morrer famoso e ser depois recordado pelas gerações vindouras. Ainda para mais, costuma-se dizer que pimenta no cu dos outros para mim é refresco e o povo da Catalunha ainda não percebeu que é o rabo deles que está a ser visado.Também não comento a esperada e irresponsável irreverência da juventude catalã, que hoje em dia calça sapatilhas Nike, sempre viveu bem e nunca teve que passar por dificuldades, sabendo que para eles isto não passa de uma brincadeira para matar o tempo e publicar algumas fotos no Facebook que foram tiradas pelo seu iPhone novinho em folha ("Olha eu ao pé da estátua e lá no fundo tem um policia a espancar uma velha! Mas que horror! Ninguém faz nada? Viva a Catalunha!"). Se essa mesma juventude soubesse que toda essa alegria e efusividade podiam ser transformadas mais tarde em miséria, dificuldades de vida e fome, tenho a certeza que eles iriam ficar logo tão preocupados em ter que vender os seus iPhones que jamais teriam-se dirigido às urnas. É muito lindo quando crescemos a pensar que o mundo só é feito de flores, Jogos e Internet, comida na mesa e de Amor pintado com tons de azul bebé e/ou cor-de-rosa. Critico sim é a actuação do restante governo catalão, do comércio local, das empresas que sempre financiaram apoiaram este movimento independentista e da população em geral que, em pleno século XXI, tem a obrigação de estar muito melhor informada. Mas que pensam eles que vão conquistar afinal? Para que uma nação possa sobreviver ela precisa de aliados e parceiros comerciais. E quem vão ser esses parceiros? Será que eles acreditam mesmo que, depois de uma desfeita destas, o poderoso e portentoso porto de Barcelona vai continuar a importar e exportar  as necessidades espanholas? Será que eles acreditam que os países da Europa vão atrever-se a firmar acordos com eles ofendendo desse modo o seu parceiro europeu? Nem a União Europeia permitiria alguma vez que algo do género acontecesse. Mesmo que eles consigam celebrar acordos comerciais com a América ou com a China, por exemplo, qual irá ser o país europeu que se atreverá a aceitar mercadorias americanas ou chinesas provenientes da Catalunha? E quem fala do comércio marítimo, fala de tudo o resto. Será que a Catalunha acredita mesmo que consegue ser auto-suficiente sem o envolvimento e proteccionismo da Espanha? Parece-me bastante visível que as consequências sociais iriam ser dramáticas. Para mim, nesta sua ânsia de tornar-se independente, a Catalunha vai ver-se transformada de repente numa autêntica ilha e vai lamentar com sangue o seu erro porque, depois de uma burrada tamanha, e face às divisões que possui no seio da sua sociedade, o passo seguinte seria inevitavelmente a guerra civil...e essa seria também a maior e melhor lição que a Espanha poderia oferecer aos outros movimentos independentistas, principalmente o país Basco.

08 outubro, 2017

A multiplicidade dos seres...(do que fomos, do que somos ou podemos ainda vir a ser)

Porque as verdades por vezes devem podem ser ditas, tenho consciência que sempre existiu em mim uma multiplicidade de facetas que confundem qualquer que seja o sujeito que pense conseguir avaliar correctamente os contornos da minha personalidade. De um lado temos um Pensador protector, altruísta e amoroso. Um sujeito confiante, calmo, bom ouvinte, amigo de ajudar quem precisa e sensível à poesia e essas coisas do Amor. Há também um Pensador nostálgico, defensor do passado,  desse velho tempo que se foi, de velhos costumes e tradições, e da simplicidade tão bonita de se viver que existiu outrora mas que depois perdeu-se caprichosamente no esquecimento. Temos ainda um Pensador vanguardista, amante do modernismo, que também reconhece e lamenta os erros cometidos nesse mesmo passado e sonha com um mundo mentalmente mais evoluído, mais justo e equitativo. E, por fim, temos um Pensador com uma faceta mais explosiva e maléfica. Um ser rude e frontal, odioso na perspectiva de muitos, cáustico, sarcástico e provocador. Um dragão solitário que cospe fogo por onde passa e apenas sabe reconhecer o céu como legitimo limite. Um sujeito que soube anular os seus medos e passou a sentir-se verdadeiramente livre desde que decidiu isolar-se do mundo. De ter que se justificar perante ele. Um ser intenso, cujo coração explode facilmente de raiva, de paixão, de alegria...e origina uma pura felicidade interior...

Quem eu sou? Sou tudo isto mais a parte que não revelo e que decidi guardar só para mim. O melhor e o pior de nós, aquilo que choca e encanta o  mundo, deve ser sempre guardado a sete chaves e mantido no segredo dos deuses...

...Porque a nossa dor mata quem nos ama e a nossa felicidade maltrata quem nos odeia...

Teríamos sempre algo a perder. Sem esquecer que há fantasmas que nos perseguem sempre onde quer que vamos...


07 outubro, 2017

Catalunha ou o prelúdio de uma democracia condenada à morte...

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Tenho seguido com bastante interesse as noticias que nos tem chegado da situação dramática que se vive actualmente na Espanha, mais concretamente na Catalunha. É assim, desde pequeninos que somos educados para a cidadania e para viver em democracia. Na escola aprendemos que todos os homens são livres e iguais perante a Lei, que cada cidadão tem uma série de direitos que estão consagrados pela Constituição através de vários princípios indissolúveis de entre os quais figuram alguns fundamentais como o princípio da igualdade e do direito à resistência perante qualquer forma de opressão. A constituição atribui-nos ainda muitos outros direitos tais como o direito à vida, à integridade pessoal, à cidadania, à palavra, à liberdade e à segurança, e à livre expressão do nosso pensamento e informação. Assim, crescemos com a fantasia de que existe um conjunto de regras inquestionáveis e invioláveis que visam garantir que não sejam repetidos alguns erros do passado e que o povo não se veja novamente sujeito às tormentas de ter que viver sob a alçada de regimes políticos opressores fascistas que negam ao ser humano qualquer pretensão que ele tenha de ser feliz. Disse fantasia porque, infelizmente, quando a Democracia é convidada a mostrar a sua força, mas, sobretudo, a sua diferença quando comparada com regimes mais autoritários, é com alguma surpresa que verificamos que, afinal, e tal com esses, ela não passa de uma grande treta. Senão vejamos. Temos na Catalunha um povo que nunca se identificou com o reino Espanhol e para provar isso basta dizer que essa região possui a sua própria língua, história e cultura. Perdeu a independência e autonomia pela primeira vez em 1714 quando Barcelona foi cercada pelos Borbónicos e após ter conseguido recuperá-la em 1931, acabou por voltar a perdê-la anos mais tarde com a ditadura franquista. Após a morte de Franco,e com a restauração da democracia, foi permitido à Catalunha ter o seu próprio parlamento, força policial e sistema de educação, tornando-se assim umas das 17 regiões autónomas que compõe a Espanha. Mas a a região da Catalunha goza de um grave defeito. O pior de todos por assim dizer. Para além de ser a 2ª região mais populosa do país, trata-se também da mais rica de Espanha e representa 20% do seu PIB nacional. O resto já se sabe, quem é rico...nunca gostou muito de partilhar com quem é pobre, ainda para mais se foi coagido a fazê-lo sob a ameaça de armas de fogo. Assim, temos uma Catalunha (7 milhões de habitantes) cuja história fê-la ganhar ódio por MADRID e esse ódio irá estender-se ao longo dos séculos que ainda hão-de vir. Por ser tão rica e tão decisiva na economia Espanhola, não será nenhum absurdo dizer que o seu afastamento provocaria irremediavelmente o colapso do país, colocando assim o governo Espanhol numa situação de extrema fragilidade à semelhança do que se passaria se a região do Porto quisesse ser independente e decidisse separar-se de Portugal por exemplo. Trata-se de uma questão delicada que dificilmente terá uma solução à vista e que já por isso requer muito cuidado e bom senso da parte de quem governa. No entanto considero que o governo de Mariano Rajoy tem estado a meter os pés pelas mãos nesta questão. Há um referendo no ar e que decide ele fazer? Vai proibir as pessoas de votar , violando assim os seus direitos mais fundamentais e ferindo também o seu orgulho. Se até ali podia haver alguns "indecisos" ou algum cepticismo nesta questão , com aquele gesto acabou por matar qualquer simpatia existente à capital e deixou logo tudo decidido. Os Catalães, como seria de esperar, na sua qualidade de gente brava e orgulhosa, jamais iriam permitir que tal afronta do governo passasse em claro e, à semelhança do que faria qualquer povo que visse a sua casa a ser atacada, reagiram e trataram logo de arranjar soluções para que esse referendo pudesse realizar-se. E realizou-se. Mas o que se seguiu depois merece figurar nos anais da historia como a mais triste, perversa  e execrável lição democrática alguma vez revelada pelo homem. Essa nova lição democrática, dessa "nova democracia" que hoje em dia parece estar a nascer perante os nossos olhos, baseia-se na premissa seguinte:«Podes beber desde que bebas da minha fonte, podes comer desde que comas da minha mão, e podes pensar desde que penses igual a mim, porque se beberes da tua fonte, comeres do teu prato, pensares pela tua cabeça ou quiseres decidir o teu futuro, serás maltratado, espancado ou preso como o grande malfeitor que és...». Em suma, de tanto maltratarmos a democracia ela acabou por estender de novo o tapete ao fascismo, tendo a Espanha assumido carregar o estandarte do primeiro exemplo. Assim, sob a capa da "legalidade" e servindo-se do aparelho jurídico burguês espanhol, o estado desencadeou uma verdadeira operação repressiva sobre a região da Catalunha, destacando para o local mais de 10.000 soldados para intimidar a população, invadiu três ministérios da Generalitat (Economia, Negócios Estrangeiros e Presidência) e prendeu 13 dos seus membros. Encerrou locais de voto, confiscou urnas e cédulas eleitorais, e espancou a população presente nos locais de voto provocando assim mais de 900 feridos. E no fim de tudo isto, o Rei de Espanha, Felipe VI, com o gesto mais hipócrita que tive o desprazer de ver até hoje da parte de um pseudo-rei, ainda teve a lata de invocar a deslealdade e falta de respeito do povo catalão pelo espírito democrático para justificar as acções anti-democráticas que o governo decidiu tomar contra eles. Sem mais palavras...