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Bifes à Parmegiana

(Post em modo repeat do blogue "As receitas do Pensador")

Se há coisa que apreciamos bastante nesta casa é comida italiana. Mas há um prato que gostamos especialmente de comer, e que, apesar de parecer italiano, fiquei a saber com alguns tons de surpresa que ele é de origem Brasileira. São os famosos "Bifes à Parmegiana" ou "Filé à Parmegiana", e são uma verdadeira iguaria para os mais novos. Trata-se de um prato muito versátil que pode ser confeccionado com carne de Porco, Frango, Peru ou Vaca e que pode ser acompanhado por Massa "al dente", batata frita ou arroz branco. Gosto muito de confeccionar este prato e tornou-se, inclusive, a verdadeira especialidade da nossa "Maison". Quando os meus filhos convidam outros amigos para comer cá em casa, ficam logo eufóricos apenas por saberem qual irá ser o teor da ementa. Também pudera. Um prato que leva panadinhos de carne, molho de tomate, queijo derretido, e o cheirinho delicioso do orégão e manjericão fresco, mas qual é o miúdo que consegue resistir a tudo isso? Só se estiver doente e mesmo assim não sei. Se tivesse dinheiro para investir num TAKE AWAY, sei que este prato ia causar um tremendo impacto. Estou certo que faria o maior sucesso já que, com ele presente, seria muito fácil esquecer aqueles panados todos secos e queimados que habitualmente costumamos encontrar por lá. Por vezes, quando vejo certas coisas à venda em restaurantes, costumo pensar para mim. «Este pessoal só gosta de comer palha, mesmo». Assim, também não me admira nada que depois sejam tratados como burros...

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Ingredientes para 4 pessoas:

Para os panados:
- 4 Bifes da carne que mais gosta (Vaca, Porco, Peru ou Frango, mediante o gosto de cada um)
- Pão ralado q.b.
- 1 limão
- 2 Dentes de alho
- Farinha de trigo q.b.
- 2 Ovos batidos
- Sal e pimenta q.b.

Para o molho de tomate italiano:
- 1 lata grande de tomate pelado
- 1 Cebola
- 1 folha de louro
- 3 dentes de alho
- Azeite extra virgem
- Manjericão fresco ou Orégão
- Açúcar
- 1 colher de chá de cominhos
- Sal e pimenta q.b.

Para a decoração:
- Queijo Flamengo ou Mozarela, fatiado
- Queijo Flamengo ou Mozarela, ralado
- Algumas folhas de Manjericão fresco

Preparação:

Tempere a carne que escolheu com sal, pimenta a gosto, o alho picado, o sumo de limão espremido e deixe marinar por pelo menos 1 hora. Bata 2 ovos numa taça e reserve. Coloque a farinha de trigo num prato, o pão ralado noutro e verta os ovos batidos também dentro de um prato. Pegue em cada pedaço de carne e, um a um, siga a ordem seguinte: Primeiro passe por farinha - bata um pouco com as mãos para que a farinha penetre bem na carne -, depois passe pelo preparado de ovo e por fim passe pelo pão ralado. Pegue nos "panados" e frite-os em óleo a ferver mas sem deixar queimar. Reserve tudo dentro de um tabuleiro que depois possa ir ao forno.

Numa panela funda coloque a cebola cortada finamente, o alho laminado, e regue com 3 colheres de sopa de azeite. Triture o tomate pelado com uma varinha mágica e reserve. Em fogo médio deixe suar um bocadinho a cebola até ela ficar translúcida e depois junte o tomate triturado, o louro, os cominhos, sal, pimenta, 1 litro de água e uma colher de sopa de açúcar (para ajudar a retirar a acidez do tomate). Deixe cozer lentamente durante cerca de 1 hora e acrescente mais um pouco de água se o molho reduzir demasiado. Quando o molho estiver quase pronto, junte um punhado de manjericão fresco, corrija o sal, mexa e reserve.

Coloque uma fatia de queijo sobre cada panado (dentro do tabuleiro para ir ao forno), coloque uma quantidade generosa de molho por cima de cada um deles e polvilhe com queijo ralado. Coloque o tabuleiro no forno à temperatura de 220º e deixe gratinar cerca de 20 a 30 minutos até o queijo derreter e ficar com a cobertura com um aspecto mais "tostadinho", mas tendo o cuidado de não deixar queimar demasiado. Retire do forno, decore com umas folhas de Manjericão e pode servir.

Et voilà, bon appétit!

Aprenda a fazer facilmente um "Arroz branco" perfeito.

(Post em modo repeat do blog "As receitas do Pensador")

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Deve ser das tarefas mais básicas que pode haver, mas no entanto continua a ser um pesadelo para a maioria das pessoas, inclusive alguns chefes profissionais da cozinha. Se soubessem a quantidade de vezes que já comi em bons restaurantes um arroz branco de fazer arrepiar os cabelos brancos da Lili Caneças, acho que seriam capazes de se benzer. Confesso que também andei anos e anos a fio a conhecer fracassos e fazer experiências que faziam lembrar o "ai, credo, jesus", até que, no meu percurso de vida, conheci um senhor de Celorico de Bastos que, para além de ter sido meu colega de trabalho e cozinhar muito bem, foi também quem teve a gentileza de ensinar-me um truque infalível para conseguir um arroz perfeito. Desde essa altura que nunca mais falhei essa formula e nunca mais me desiludi com os meus resultados. Mas como não há bela sem senão, agora dou sempre por mim a desiludir-me com os resultados dos outros. Mas vamos ao trabalho. Esta formula é composta por 3 passos distintos.

Ingredientes:

- Arroz (obviamente!)
- 3 Dentes de alho
- Sal
- Óleo ou Azeite

1º Passo - Lavar o arroz.
Passar o arroz algumas vezes por água para remover a goma que normalmente traz com ele, tornando-o assim menos "pegajoso". Este passo parece demasiado simples e irrelevante mas acaba por ser determinante na obtenção de um arroz branco perfeito. Depois de lavar, certifique-se que o arroz ficou devidamente escorrido antes de ser cozinhado.

2º Passo - Medir o arroz
A medida certa de arroz varia em função do apetite dos membros da casa. Dizem que a medida de uma chávena de café é o equivalente para 2 pessoas mas se assim fosse eu já teria morrido à fome ou então tinha que roubar do prato dos outros. Assim, vamos tomar em conta que lá em casa são todos gulosos como eu e que seja necessário uma chávena de café por cada pessoa.

3º Passo - Cozinhar o arroz
Meta um fio de óleo ou azeite no fundo de uma panela pequena e acrescente 3 alhos inteiros descascados. Deixar fritar um bocadinho o alho (só para dar cor) e depois coloque o arroz. Envolva tudo e após fritar 1 minuto acrescente a seguinte medida de água: Por cada chávena de café de arroz colocado, coloque o equivalente a 2 chávenas de água menos um bocadinho. O maior segredo reside precisamente naquele "menos um bocadinho". Mexa uma única vez para espalhar o arroz na calda, tempere com sal e deixe cozinhar sem voltar a mexer até a água evaporar quase toda e fazer aparecer "covinhas" na superfície do arroz. Quando isso acontecer, tape a panela e desligue o lume.

3º Passo - Deixar repousar.
Com a panela tapada é importante, ou melhor, é extremamente importante deixar o arroz repousar cerca de 5 minutos. Desta forma ele vai recozer e ficar mais uniforme. Depois, se quiser soltar o arroz com um garfo, isto está à sua consideração. No meu caso, gosto de servi-lo assim.

Et voilà, bon appetit!


Coq au vin - Frango ao vinho tinto.

(Post em modo "repeat" do Blogue "As receitas do Pensador")

E já que partilhei convosco a receita do frango bêbado cozinhado com cerveja preta no último post que deixei aqui, também é justo partilhar agora a receita que eu gosto de fazer com vinho tinto. Como tenho algumas raízes francesas, costumo chamar-lhe de "Coq au Vin", e a minha família, mesmo não percebendo patavina de francês, sabe imediatamente do que se trata. Para eles, não importa que o nome seja pronunciado de forma esquisita, logo que o bicho esteja morto e saiba bem no prato...tudo marcha. O "Coq au Vin" é um prato rústico de origem francesa e consegue satisfazer como nenhum outro o palato mais requintado e delicado, excepto aqueles que sofrem da mania de que só comem coisas gourmet. Cá em casa gostamos de o confeccionar principalmente ao domingo à noite e é servido acompanhado com um puré de batata e fatias de pão torrado. E uma saladinha já agora...

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Ingredientes (para 4 pessoas):

- 1 Frango do campo (Meio frango para o pai e isto se for dividido equitativamente)
- 200 g de Bacon 
- 1 Lata de cogumelos inteiros
-  1/2 Litro de vinho tinto 
- 1 Cebola
- 12 Chalotas ou cebolas pequeninas
- 2 dentes de Alho
- 1 Cenoura
- 1 Folha de louro
- 1 Cubo de caldo de carne
- Azeite 
- Farinha de trigo q.b
- Sal e pimenta q.b.

Preparação:

Cortar o frango em pedaços, colocar numa tigela e temperar com sal e pimenta. Adicionar a cenoura cortada em rodelas, a cebola e o alho picados e o vinho tinto. Misturar bem, tapar e deixar marinar este preparado no frigorífico de um dia para o outro (ou pelo menos 3 horas). No dia seguinte escorrer o frango, secar bem e reservar os restantes ingredientes (vegetais da marinada).
Levar ao lume um tacho com um pouco de azeite e cozinhar os pedaços de frango passados por farinha até ficarem "douradinhos". De seguida, retirar tudo para um prato. Na gordura do tacho onde o frango foi frito, juntar a cebola, o alho e a cenoura, mexer e deixar cozinhar entre 3 a 5 minutos. Adicionar novamente os pedaços de frango, a marinada de vinho, a folha de louro, as "chalotas" descascadas e o cubo de caldo de carne e deixar cozinhar entre 20 a 30 minutos até o frango ficar macio. Levar ao lume uma frigideira com o bacon e quando estiver quente adicionar os cogumelos cortados a meio. Deixar cozinhar um pouco até ficar dourado e juntar tudo ao guisado do frango. Verificar o sal e a pimenta e servir com puré de batata e pão tostado.

Et voilà, bon appétit!...

Pensador, o Rei Midas...

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Reparei hoje que o Blogue "As receitas do Pensador" que criei propositadamente em Junho de 2017 para partilhar as minhas receitas favoritas com o mundo da blogosfera e revelar também aquilo que mais adoramos comer cá em casa, já não sofre uma actualização a mais de....9 meses. Uma vergonha. Shame on you, Pensador. Não é que não tenha tempo de escrever, ou melhor, também é isso, mas é sobretudo mais uma questão de falta de vontade. Quando criei esse projecto, na altura julgava que ia sentir-me muito mais entusiasmado com ele mas hoje apercebo-me que foi apenas sol de pouca dura ou também conhecido por "tesão do mijo" para aqueles que nunca viram o sol e não sabem ao que ele parece (não estão sempre a dizer que estamos cada vez mais parecidos com os homens das cavernas?). Foi por isso que hoje decidi anunciar ao mundo que tomei uma decisão importante. Isto é, importante para mim porque o resto do mundo deve estar a borrifar-se para isso, mas sempre gostei de sentir-me como uma espécie de "Rei Midas" cujas acções acabam sempre por afectar o mundo de alguma forma sem ser através da sua inusitada capacidade de transformar as coisas em ouro. Para que não haja dúvidas, a única coisa que eu consigo realmente transformar é tudo aquilo que meto para a tripa numa pasta carregada de proteínas que os peixinhos vão também poder degustar mais tarde quando for tudo para ao mar (Porra Francisco, tinhas mesmo que escrever isso??). Mas deixemos os entretantos e passemos logo aos finalmentes. Hoje decidi que vou acabar com o Blogue "As receitas do Pensador" e passar a publicar todas as receitas que gosto de comer neste espaço aqui, ao ritmo que me apetecer e parecer possível. Gradualmente irei voltar a publicar todas as receitas publicadas até hoje, tentando fazê-lo de forma moderada e oportuna, aproveitando aqueles dias em que não tiver nada para vos dizer, e de modo a não fazer este Blogue parecer outro site de culinária. Quando terminar de passar as receitas para este lado, depois poderei eliminar com o outro lado de vez. Acho que desta forma não vou saturar-me tão depressa nem deixar de cumprir a minha missão de tornar este mundo muito melhor para viver, fazendo a sociedade engordar de felicidade em vez de emagrecer...

Podemos aumentar as possibilidades de não morrermos de um cancro se tivermos uma alimentação mais saudável, mas nada reduz as possibilidades de ficarmos engasgados com a dita comida e não haver ninguém por perto que saiba fazer a manobra de heimlich, de sermos atropelados na rua por um carro, de sermos apanhados por uma onda do mar na praia, de morrermos sufocados pelo calor dentro de um prédio em chamas, de sermos sugados por um tornado, de sermos a vitima mais recente de um ataque terrorista, ou de levarmos com um avião ou um helicóptero em cima da cabeça durante a noite se vivermos perto de um aeroporto. Todas as probabilidades que tentamos aumentar acabam por ser anuladas ou reduzidas por outras que tentamos eliminar, e vice versa. É o equilíbrio da vida...

Pensador tem um novo Blog...

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Ontem, como não tinha nada para fazer e o Benfica jogava em casa, lembrei-me de arrancar com um projecto novo. Era algo que já fazia algum tempo que desejava fazer mas, porém, a preguiça vencia-me sempre e fazia-me adiar tudo para a semana seguinte. A semana transformava-se em mês, o mês em ano...e antes que o ano se transformasse em década, ganhei finalmente coragem e coloquei mãos à obra. Não é nada de especial. É um bloguinho assim pequeninho como só um Pensador frustrado e pouco habilidoso consegue fazer. Mas também é um espaço que promete encher os vossos olhos e especialmente a vossa barriga!. Exactamente, chama-se: "As Receitas do Pensador". Lembrei-me de criar um Blog de culinária onde pudesse publicar todas aquelas receitas maravilhosas que tanto adoro comer e muitas outras que vagueiam pela Net fora e que um dia gostaria de experimentar. No fundo é um blog para memória futura porque muitas vezes faço algumas experiências culinárias que resultam lindamente e depois no dia seguinte esqueço-me completamente como raio consegui fazê-las. Sou muito esquecido e como a idade tem o mau hábito de piorar esse tipo de coisas, acho que mais vale a gente prevenir-se do que estar depois a tentar remediar. Este novo Blog foi também feito a pensar numa segunda intenção. Há já algum tempo que sinto vontade de falar sobre algo que todos conhecemos no nosso dia a dia e que invade as prateleiras dos grandes hipermercados. É algo utilizado/consumido por muita gente no nosso país mas cuja qualidade continua a ser muito desconhecida para a maioria dos consumidores, havendo inclusive quem sinta alguma desconfiança em relação a ela. Refiro-me obviamente às "Marcas Brancas". Tenho procurado informação na Net sobre este tipo de produto e a verdade é que ela é muito escassa, senão mesmo nula. Também não admira, quando as pessoas souberem aquilo que tem estado a perder, acredito que elas irão ficar literalmente...chocadas. Sim, tive a sorte (ou o azar) de conhecer o desemprego várias vezes nestes últimos 10 anos e isso obrigou-me a ter que recorrer muitas vezes às empresas de trabalho temporário para poder pagar as minhas facturas. Por via das missões "temporárias" que fiz, acabei por conhecer imensas empresas ligadas ao sector alimentar e foi também ai que comecei a abrir os olhos para esta temática. Sim, temos estado a ser comidos de cebolada e sim tenho muito para vos contar. Mas para já não vou dizer-vos muito mais. Temos tempo para isso e tenho que fazer isso bem feito se não quero sujeitar-me a ser processado por nenhuma dessas empresas. Neste momento só estou um pouco indeciso no tipo de figurino que irei assumir. Ou trato das Marcas Brancas no meu Blog de culinária (com uma página especifica só para elas) ou crio um 3º Blog para tratar apenas desse tema. Não sei, tenho muito em que pensar.