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Bruno de Carvalho, o "grande líder"...



Primeiro foram os responsáveis da IURD que ordenaram pediram à sua legião de fieis que fizessem um jejum de noticias para serem poupados à tristeza de ter que enfrentar a verdade que prometia revelar-se, quando se viram confrontados com as acusações vergonhosas lançadas pela imprensa de que estavam por detrás de uma rede internacional de adopção ilegal de crianças, e agora...temos o nosso querido homenzinho verde, Bruno de Carvalho, ainda presidente do Sporting - o único homem conhecido à face da Terra que possui 3 olhos e que, segundo ele, estão sempre fechados quando dorme - que lembrou-se de instar à sua legião de adeptos a fazer um boicote e manifestar o seu sentido de militância, deixando de comprar jornais desportivos, ver canais de televisão portugueses (excepto a Sporting TV), assim como o abandono imediato de todos os comentadores sportinguistas dos programas televisivos nos quais foram convidados a participar. É oficial, essa coisa da democracia é uma grande porcaria e urge combatê-la, senão mesmo matá-la de vez! Como é que os manda-chuvas das grandes instituições deste país podem continuar a fazer merda no seu dia a dia se tudo aquilo que fazem passa a ser do domínio público e pode ser constantemente avaliado por qualquer pessoa que seja que tenha meio palmo de testa? Já chega! isto tem que acabar. Abaixo a liberdade de imprensa e abaixo o jornalismo sensacionalista que não faça sensacionalismo ao Sporting! Tem que haver censura, poças! A democracia e a liberdade de expressão é muito linda mas só devia valer para um determinado universo de pessoas, e verde de preferência, nunca para toda a gente. Sim amigo Bruno, fica sabendo que podes contar comigo. Fui sensível às tuas palavras. Para mim um "boicote" não é apenas um boi a olhar para um decote, mesmo que possa sê-lo para a maioria dos 3,5 milhões de adeptos sportinguistas que dizes ter nas tuas fileiras! Quando vir um sportinguista a ler um jornal desportivo ou o Correio da Manhã, espanco-o na hora! A sério, não fico nada preocupado de que possa parecer feio, e é para o lado que durmo melhor!
Mas ainda que possa parecer-te um bocadinho egoísta da minha parte, confesso que a única coisa que me preocupa verdadeiramente é essa porra da contagem dos milhões de adeptos. Quer-se dizer, o Benfica farta-se de dizer que tem 6 milhões ou mais, o Sporting ao que parece tem 3,5 milhões, o que tudo somado dá cerca de 9,5 milhões, no mínimo, logo, o que é que vai sobrar para o meu Porto? Se somos 10 milhões de portugueses, isso quer dizer que só temos direito a meio milhão de adeptos? Mais ou menos o equivalente à população da cidade do Porto (216 mil) mais alguns que conseguimos roubar nos concelhos limítrofes? Credo! A ser verdade confesso que ficaria um bocadinho desiludido porque julgava que éramos muitos mais. E dai, se calhar até ficava contente, porque, se somos apenas 1/2 milhão e conseguimos ainda assim oferecer 110 mil sócios ao FC Porto, o que dá uma taxa de amor ao clube na ordem dos 22%, isso faz de nós (portistas) os melhores adeptos do mundo. O Benfica, por sua vez, como tem 6 milhões de adeptos e apenas 157 mil sócios, isso faz dele o pior clube do mundo na que a taxa de amor ao clube diz respeito (2,62%)....

Como se já não soubéssemos todos disso! :)))

A sociedade desobediente...

Resultado de imagem para mulher morta perseguição
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Deve ter sido a noticia mais marcante da semana e não queria terminar a minha - ainda que, tecnicamente, o Domingo seja considerado o 1º dia de uma nova semana - sem tecer alguns comentários sobre um assunto que considero importante e está ligado a ela. Na madrugada da passada quarta-feira, dia 15 de Novembro, uma mulher foi baleada por engano pela policia, acabando por morrer depois, por ter cometido o crime de seguir para o seu trabalho à bordo de um Seat Leon de cor preta que foi confundido por outro do mesmo modelo que estava a ser perseguido pelas autoridades. Esta história apesar de parecer rocambolesca pode ser explicada em poucas linhas. Por volta das 3h00 da madrugada a PSP foi alertada de que pelo menos dois homens tinham acabado de fazer explodir uma caixa multibanco da Caixa Geral de Depósitos na Avenida Bento Gonçalves, Lisboa, com a intenção de roubar dinheiro, e, após tomar as diligências necessárias, cerca de 30 minutos depois conseguiram detectar um carro suspeito que conduzia na 2ª Circular em direcção a Sacavém. Quando a policia tentou interceptá-lo, o carro em vez de parar meteu prego a fundo e pôs-se em fuga, contornando todos os outros carros que circulavam na via, a alta velocidade e/ou em contramão, colocando assim em perigo a vida de toda a gente ali presente. Perto do aeroporto Humberto Delgado, numa rua sem saída, os assaltantes foram encurralados e começaram a disparar sobre os policias, que, por sua vez, tiveram de saltar para a berma da estrada para não serem colhidos e deixaram escapar os assaltantes no meio de toda aquela confusão. Poucos minutos depois, de volta à 2ª Circular, uma Equipa de Intervenção Rápida da PSP de Loures avistou outro Seat Leon de cor preta, dentro do qual seguia a vitima, que julgou tratar-se do carro que estava em fuga. Quando foi-lhe dado a ordem de paragem, o condutor do carro - que não tinha carta de condução - desobedeceu armado em trengo e colocou-se em fuga, tentando inclusive atropelar os agentes que tentavam barrar o seu caminho, na clara intenção de conseguir escapar desse modo a uma eventual multa. Acto continuo a viatura voltou a desobedecer a nova ordem de paragem feita por outra brigada e depois de ter sido interceptada e imobilizada mais à frente, verificou-se uma  nova troca de tiros que acabou por vitimar a mulher que seguia ao lado do condutor. Uma estupidez não é? Pois, habituem-se porque, ao que parece, estamos a ficar uns verdadeiros peritos nessa matéria. Anda um homem a tentar fugir das paranóias, das maiores ameaças para a nossa integridade física, dos locais perigosos e das más companhias para evitarmos problemas, dos aviões com medo que eles caiam, dos prédios altos com medo que eles possam pegar fogo e depois não haja escapatória, dos barcos com medo que eles afundam, para depois um dia a gente levantar-se de manhã, tomar o nosso pequeno almoço, seguirmos descansados para o nosso trabalho, encontrar-mos a policia no caminho e levarmos com um tiro na cabeça. Não tenho palavras, isto é simplesmente incompreensível.

Confesso que houve uma fase, no passado, em que eu era manifestamente incapaz de ver as diferenças latentes entre ser policia e ser ladrão.  Costumava dizer para quem tivesse a paciência de ouvir-me (poucos felizmente) que a única diferença que distinguia um ladrão de um policia era a particularidade de um ser forçado a roubar à revelia da lei e o outro poder roubar usando a lei como cobertura. Esta opinião, bastante depreciativa, era especialmente agravada pelo facto indesmentível até hoje de que nunca tinha tido um único problema que fosse com os senhores ladrões, enquanto que os senhores policias já me tinham espetado algumas multas por mau estacionamento e outras por excesso de velocidade (65 Km/hora numa localidade, pasmem-se!). Nessa altura ficava todo irritado, indignado quanto baste, e queria pegar no megafone e protestar para tudo quanto era sitio, mesmo que tivesse de armar o barraco às portas de Belém, mas após saber que as multas prescreviam todas ao fim de 2 anos deixei literalmente de me chatear com isso e passei a ver os policias como bons amigos (quanto Sr agente? 500 euros? só isso?). Mas depois reflecti sobre os meus erros e comecei a pensar para mim: Se normalmente somos capazes de confiar mais depressa a nossa vida na mão de um policia do que num ladrão, porque razão os detestamos assim tanto e não gostamos de os respeitar? E a resposta acabou por ser bem fácil de descobrir. Não gostamos deles porque representam o Estado. Costuma-se dizer que o Estado somos todos nós mas a realidade, porém, é que a população nunca sentiu isso dessa forma. Para a maioria de nós o Estado é apenas constituído pelo governo que o representa. E o que é que nós, portugueses, nos fartamos de fazer no nosso dia a dia? Ora ai está, falamos mal do governo. Daquilo que roubam, do que comem à nossa custa, dos impostos, dos desvios de milhões, dos amigos, da corrupção, etc. Mas como o presidente da república e todos os outros ministros nunca andam na rua sozinhos para a gente poder cuspir-lhes em cima ou partir-lhes a cara, quem são os primeiros a dar a cara por eles mesmo que não tenham culpa nenhuma? Os policias pois claro...

É verdade, sempre que o motivo das nossas frustrações fazem alguma referência ao Estado, acabamos por descarregar toda a nossa raiva em cima dos policias, porque embora seja o Governo a criar as leis que nos penalizam e nos massacra o juízo, quem acaba por aplicá-las e dar a cara são eles e isso faz com que assumem de certa forma o papel de "patinho feio". Ainda por cima as fundações democráticas do nosso país trataram de agravar ainda mais a maneira egoísta com que gostamos de avaliar o nosso potencial e a nossa presença na Terra. De tanto defender que perante a lei e os seus princípios democráticos, todos os cidadãos do país são considerados iguais, a sociedade acabou por acreditar de que isso era mesmo verdade...quando na verdade, não era. Esta é talvez a falha mais grave da democracia. De tanto querer tratar toda a gente por igual, dando liberdade de acção, apoios e rendimentos mínimos, e direitos a quem não soube merecê-los e nem sequer sabe respeitar os direitos dos outros, acabou por criar uma sociedade tendencialmente marginal com nítida ausência de valores e propensão para a desobediência. E é disto que tenho muito medo. De tanto sentir-se importante a sociedade acabou por deixar de o ser. Durante muitos anos vivemos a falsa ilusão de que existia uma força policial capaz, instituições sociais e financeiras competentes, uma justiça célere e funcional, um ideal de ordem e disciplina, quando na realidade não existia nada disso. Era tudo uma grandessissima treta. Alguns criminosos e desordeiros delinquentes foram os primeiros a dar-se conta disso (os tais que andam agora a estoirar as caixas multibanco) e num futuro não muito distante viveremos uma situação social quase igual às favelas do Brasil. A população habituou-se a ver os policias serem ridicularizados em tribunal, agredidos e espancados nas ruas, maltratados pela lei, e a serem castigados muitas vezes por estar a cumprir o dever deles, que isso fez com que deixassem de ser vistos como legítimos representantes da autoridade. Assim, quando a sociedade deixa de saber respeitar a policia...também deixa de saber respeitar a lei. Foi isto que aconteceu em Lisboa, o condutor do carro não tinha carta e não sentiu qualquer obrigação de respeitar a autoridade que tinha diante de si, ignorando-a, desprezando-a, fazendo-lhe frente. E é também por isso que, e isto agora em jeito de conclusão, sinto muita pena que aquela mulher tenha morrido sem razão por causa de uma bala que não lhe pertencia receber e que devia ter sido dirigida ao condutor do carro que decidiu ignorar as ordens de paragens, mas se alguém quiser condenar os policias por terem disparado contra o carro depois deste ter tentado atropelá-los (e matá-los por sinal), então isso só quer dizer uma coisa. Essa pessoa - estúpida - também já faz parte da nata marginal que tive a gentileza de sublinhar neste texto.

A lei do mais forte

Há um video que tem corrido as redes sociais e acabou por fazer manchetes através da mídia porque mostra um agente da PSP a ser agredido nos inícios de Outubro, no jardim de Santa Catarina, em Lisboa, por um capanga delinquente de 43 anos que já conta na sua folha de cadastro cerca de 17 processos por agressões. O dito sujeito estaria a importunar os transeuntes presentes no miradouro, em particular as mulheres que se encontravam no parque (devia estar com fome, coitado), situação essa que motivou a chamada das autoridades. Quando o agente Alves de 23 anos e a sua colega Lina compareceram no local e pediram-lhe a identificação, explicando-lhe os motivos de tal atitude, o individuo recusou identificar-se, resistiu à imobilização e começou a agredir o agente referido a pontapé e socos na cara perante a passividade dos transeuntes e a manifesta impotência da sua "partner" que tentava esconder-se por detrás dele com medo de levar uma lapada. No fim o fulano acabou por ser dominado e detido e depois de ter sido presente a um juiz do tribunal...acabou por ser libertado. Sim, leram bem, libertado, assim simplesmente. Trata-se de algo verdadeiramente surreal. Um homem agride um agente da autoridade e nem sequer teve direito a passar uma misera noite que seja numa cela fria de prisão. E assim vai a nossa querida justiça em Portugal. Viva a Anarquia!
Convidado a pronunciar-se sobre este caso o presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), Armando Ferreira, diz ser “triste verificar que colegas continuam a ser sistematicamente agredidos e nada é feito pelo poder judicial e institucional”. Afirmou ainda que, em média, quatro policias são agredidos diariamente e que, a par do fenómeno dos suicídios, este é o mais crescente no seio das forças de segurança. "Os polícias nada fizeram no vídeo, nem puxaram do bastão. Se é esta a polícia que querem ter, é esta a polícia que vão ter”, finalizou ele prometendo levar o assunto ao Ministério da Administração Interna, que é como quem diz, a lado nenhum.



Polícia agredido em Lisboa from Público on Vimeo.

Confesso que fico cada vez mais atónico com todas estas noticias que por vezes chegam até mim e mostram-me tudo aquilo em que o mundo se transformou nos dias de hoje. São situações tão estranhas e bizarras que vemos acontecer um pouco por toda a parte e a toda a hora, cuja inoperância das diversas instituições responsáveis por garantir a segurança do país é tão grande que acaba por anular quaisquer consequências para quem optou a via do crime e cria assim um sentimento de impunidade muito difícil de digerir. Sei que noutras sociedades não menos civilizadas do que a nossa, a legislação vigente não é tão branda e permissiva e este tipo de situações jamais teriam forma de acontecer porque antes mesmo do sujeito pensar sequer em agarrar o policia já estaria a levar imediatamente com um balázio na cabeça e ficava ali estendido. Na América, por exemplo, houve muitos casos desse género - muitos dos quais considerados injustos, but who cares? - porque lá não se brinca aos cowboys nem aos policias de faz de conta. Acreditem, para mim foi extremamente frustrante e confrangedor analisar o dito video e verificar que as nossas forças policiais fizeram-se representar por 2 policias anões que mais pareciam miudinhos acabadinhos de sair da puberdade e cujo peso dos dois somados não devia atingir a marca dos 100 Quilos. A sério minha gente, é esta a força policial que passou a representar Portugal? Um zéquinha lingrinhas de cabelo rapado na lateral à maneira SKIN (e óculos de sol na algibeira?) e sem estofo para estas andanças e um pau seco de virar tripas anoréctico que se um dia der uma estalada em alguém vai partir seguramente duas ou três unhas e desmantelar os seus ossos todos? São estes os nossos agentes protectores? Os nossos defensores da lei? Se forem, então deixem-me dizer-vos de que estamos muito mal entregues. Não tenho nada contra policias baixos ou pequenos porque os homens não se medem aos palmos mas espero sempre que eles sejam capazes de dominar qualquer situação e saibam espetar uns pontapés à Jackie Chan se for preciso. Antigamente tudo era resolvido à lei da espada e à força bruta mas desde que inventaram a pólvora acabaram-se os "Super-homens" e os heróis já que que qualquer otário conseguia empunhar uma arma. Assim, se estes policias viam que não tinham argumentos físicos suficientes para dominar o nível dos acontecimentos para que raio querem eles a porcaria do revólver? Será que serve apenas para repousar no coldre e enfeitar a farda à volta da cintura ou então para espantar pardais?. Chegou inclusive a ser humilhante ver alguma comunicação social salientar o facto da agressão ter sido presenciada por vários populares que limitaram-se a assistir à cena e não fizeram nada para socorrer os agentes em apuros. Mas será que esta gente está toda doida? Se agora os cidadãos tornaram-se responsáveis por defender os policias, quem é que está responsável por defender os cidadãos? Para que raio serve a policia afinal? Será que só serve para pregar multas a quem excede o limite de velocidade ou teve a infelicidade de pisar uma linha continua na estrada? Sinto pena de tudo aquilo que está a acontecer por terras lusas porque conheço bem o sentimento do nosso povo e mais ainda a sua inusitada capacidade de passar do 8 para o 80 num abrir e fechar de olhos. Tanto podem ser humanos e altruístas como amanhã já querem matar e dar cabo de tudo. A nossa democracia está a ser tão enxovalhada e maltratada nos dias de hoje que chegará um dia onde o sentimento de insegurança na população será tão grande que ela fechará os olhos a tudo aquilo que a rodeia, sobretudo em matéria de justiça, e estenderá de novo a passadeira vermelha para o ressurgimento do fascismo. Tenho dito.

Catalunha ou o sonho de uma república que durou 5 horas...

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E ao fim de tanta insistência, mas sobretudo teimosia, o parlamento da Catalunha lá conseguiu proclamar a sua famigerada independência deixando a via aberta para que fosse estabelecida uma nova república, mas ao fim de 5 horas...deixou de ser autónoma e perdeu todo o poder que tinha na Espanha através da activação do artigo 155 da constituição espanhola. Ontem o governo da capital assumiu oficialmente a presidência da Catalunha através de um Conselho de Transição Nacional (CTN) chefiado por Soraya Saénz de Santamaria (SSS? Credo!!) e convocou eleições autonómicas antecipadas para o dia 21 de Dezembro. Lá diz aquele velho ditado de que "quem tudo quer...tudo perde". É duro, inadmissível, revoltante e triste, mas é também nisto que dá o querer brincar com coisas sérias. 
A sério que não sei o que pensar desta gente. Se fosse um povo maltratado, explorado, que passasse trabalhos, fome ou miséria, certamente que seria perfeitamente capaz de perceber a sua luta, agora, um povo fidalgo que vive tão bem e tem mais privilégios do que a maioria dos povos da Europa, acho tudo isto muito incompreensível. Quando uma coisa é bonita e funciona bem, não manda a sensatez que se continue a apostar nela? Porquê estragar aquilo que parece estar bem feito? Ainda para mais à custa de um projecto gasoso que não tem qualquer rumo traçado nem nenhum plano devidamente estabelecido. No presente, a sociedade catalã só consegue alimentar uma ideia na sua cabeça que é o desejo de ser independente seja qual for o preço que tenham de pagar, para fazer o quê com isso é que nenhum deles sabe...mas acho que isso também deve importar muito pouco. Interessa é fazer barulho. A sério meus queridos amigos, acho que esta gente não faz a menor ideia do que é passar mal na vida. Ainda hoje vi uma reportagem na televisão que falava sobre a dramática situação que se vive presentemente na Venezuela. Vi pessoas a procurar comida no lixo que conseguiam encontrar nas ruas e a comer directamente das sacas. Nem sequer cheiravam os restos de alimentos para saber se estava bom ou fraco, metiam simplesmente na boca e mastigavam tudo. A inflação parece que atingiu os 700%, a mortalidade infantil subiu 30% e num país rico em petróleo que já foi  a quarta população mais rica do mundo, vêem-se agora crianças de 8 anos com apenas 18 kg de peso. A Catalunha é uma região rica mas que pode fazê-la achar que consegue ter mais astúcia do que a Venezuela? Porque raio maltratamos tanto a nossa democracia? Quando vivemos bem , à "rico", temos tudo à mão e nada nos faz falta, temos sempre esta enfastiante mania de acharmos que não precisamos de ninguém e que somos melhores do que todos os outros à nossa volta. Assim, mais tarde acabamos sempre por pagar os pecados provocados pelo nosso excesso de soberba já que a nossa vaidade cega-nos e distorce a percepção que temos das coisas. Se pudessem ver as coisas num sentido mais amplo poderiam também colocar as questões que se julga pertinente colocar nesta altura. Será que somos ricos e bem sucedidos apenas por mérito nosso ou será que a aliança da qual fazemos parte tem sido promotora/responsável por uma grande fasquia do nosso sucesso? O que vale a Espanha sem nós, mas que valemos também nós sem ela?. Não há nada de pior nem de mais perigoso do que a falsa demagogia popular. Assim, oxalá a  sociedade catalã nunca tenha de cair no abismo nem venha a conhecer nenhum cenário de calamidade social. Que ela é teimosa e orgulhosa isso já todos nós sabemos, agora, esperemos que ela também seja suficientemente inteligente para reconhecer a estrada longa e sinuosa na qual caminha e interpretar os sinais que se fartam de vir de todo o lado. Julgavam se calhar que a SEAT ia ficar sossegada e não ia dizer nada? Pois, isso é um grande problema. Essa coisa da politica pode ser muito linda mas são as empresas que dão empregos às pessoas e garantem o seu sustento e nenhuma delas gosta de perder dinheiro...