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31 outubro, 2010

Ladrão endinheirado, nunca morre enforcado

É popularmente conhecido como o "Ladrão dos Ricos", mas ao contrário do que sucedia com o nosso lendário Robin Hood (Robin dos bosques), este aqui guarda tudo só para ele e não partilha nem um tostão que seja com os mais pobres e desfavorecidos.
Após um pequeno interregno, eis que o mais famoso mordomo dos crimes de colarinho branco em Portugal (também conhecido por João Vale e Azevedo) volta a estar na ribalta, de novo associado à uma história com contornos criminais.
Tudo isso porque, segundo notícias avançadas pelo Jornal de Notícias, o antigo presidente do Benfica, que se encontra actualmente a fazer vida de lorde em Londres, terá forjado as garantias que serviram para ajudar os arguidos Carlos Marques e Diamantino Morais a conseguir ludibriar o BPN (Banco Português de Negócios) num processo em que se investiga uma fraude de 100 milhões de euros de que é vitima o referido banco.
Não deixa de ser engraçado que em Novembro de 2008, o J.V.A já tenha sido notícia por ter burlado o BPN em 2 milhões de euros e que, passado todo este tempo, não tenham sabido aprender a lição e tenham caído novamente no conto do vigário.
Costuma-se dizer que à primeira toda a gente costuma cair, que na segunda era só para quem quisesse e que à terceira seria só mesmo para quem fosse burro, e já que só vamos na 2ª, não ficarei surpreso se daqui algum tempo venham a surgir noticias de um novo caso de fraude envolvendo as figuras de J.V.Azevedo e do BPN.

Desde que o Vale saiu em liberdade em 2004, após ter cumprido cerca de 3 anos de prisão preventiva, que se acumulam contra ele as acusações e casos de burlas, enganos, fraudes, falsificações, abusos de poder, de confiança, desvios de verbas, dividas, e até, pasmem-se, rendas por pagar.
O homem parece que sofre de uma espécie de alergia em pagar seja o que for, sempre que o seu nome é mencionado, vem sempre acompanhado com as maiores conotações negativas que possam existir.
Diz o povo, na sua imensa sabedoria, que o ladrão que rouba ladrão costuma ter cem anos de perdão,  mas, na minha modesta opinião, acho que o J.V.A já anda a brincar demasiado com o fogo e a abusar estupidamente da sua sorte.
É certo que ele pode continuar a gozar com a justiça portuguesa e a fazer do nosso povo burro, porque tais procedimentos já estão bem enraizados na cultura Fidalga/burguesa/aristocrata, e, salvo seja, penso que não haverá ninguém neste planeta que o queira condenar por isso, até porque na maioria das vezes o povo também ajuda a alimentar essa imagem, mas ele...não pode jamais menosprezar o poder, o circulo de interesses e o painel de influências de uma classe social a qual ele pertence e da qual vai conseguindo retirar as bases da sua fortuna.
Talvez ele não saiba, mas essa gente não tem por hábito alimentar nenhum sentido de humor, além de ser rancorosa e orgulhosa quanto baste sempre que alguém se lembre de mexer com o dinheiro delas. Enquanto acreditarem que poderão reaver o que perderam pela acção dos tribunais, vamos que vamos, mas...que acontecerá quando eles tomarem consciência que os tribunais são ineficazes? que nada podem fazer? Que está tudo perdido?
Será que eles irão tomar isso a bem?
Hummmm...não sei não...temo muito pelo futuro do J.V.A, mas a verdade é que também não deixará de ser bem feito.
Já minha mãe me dizia: "Quem anda à chuva, molha-se"...

30 outubro, 2010

Eu não vos disse?

No mesmo dia em que foi divulgado na imprensa os resultados de uma sondagem da Universidade Católica que davam a queda a pique do PS e a vitória absoluta do PSD (40%) nas intenções de voto, o objectivo primário e o melhor (para o PSD) já estava feito, logo, o pior (para nós) só tinha razões para acontecer...






27 outubro, 2010

Ainda sobre o Orçamento de Estado para 2011

"Coloca mas é um post que me faça rir. Para chorar já basta a crise."


A Ni pediu...logo...o Pensador só tinha que dar...
Vamos lá ver então, se os meus neurónios conseguem germinar uma espécie de panaceia - delirante - que seja capaz de fintar esta nossa sedenta existência e crise generalizada de sorrisos..

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Diz-se por ai...que após a aprovação do OE para 2011, a nossa carteira vai adquirir um grau de expressividade tãaaaao grande, mas tãaaaao grande, que, desconfia-se que a música que mais irá bombar e que mais passará a ser conhecida/cantarolada pela maioria dos portugueses, mais concretamente a partir do dia 15 de cada mês, irá ser esta...
 
(Dica: Prestem muito atenção ao início do refrão!)



Ps: Sei que é uma piada muito rasca, mas relembro os meus queridos amigos de que estamos todos a enfrentar um plano de austeridade do governo que não tem precedentes e que o mesmo está a afectar todos os quadrantes das nossas vidas, inclusive o sentido de humor.

25 outubro, 2010

Venha dai o FMI



Então malta! Estão preocupados com um eventual chumbo do Orçamento de Estado para 2011?
Naaahhh! Mas que nada, deixem-se disso.
Asseguro-vos que o OE2011 conseguirá passar na assembleia com a maior naturalidade do mundo.
O problema é que estamos a lidar com uma matéria extremamente sensível, e, uma vez que este OE é um dos piores jamais criados até hoje desde a revolução dos cravos, ninguém quer assumir abertamente a responsabilidade pelo fracasso da sua implementação, justificando-se desta forma todo este folclore politico (Tragicomédia) que paira no ar, antes da sua garantida aprovação que será feita daqui alguns dias.
Se a "criança" fosse boa, e bonita, não faltaria por ai quem quisesse adopta-la ou assumir a paternidade da mesma, mas como é feia, gorda, e má, todos querem fugir dela a sete pés e se puderem apanhar a moral de costas para atirar o "embrulho" para o rio, tanto melhor.

Tal como alguém da oposição já tinha vaticinado há semanas; "Somos um país de fiteiros. Mais cedo ou mais tarde, eles (PS e PSD) acabam sempre por se entender".
Estes são os contornos de uma história que já é sobejamente conhecida e que tem tendência para ser repetida muitas vezes. Ameaçam que tencionam chumbar o documento afim de obter mais alguns benefícios - a maior parte  deles pessoais, políticos ou partidários-, mas chegada a hora da verdade, é vê-los enfiarem todos o rabo entre as pernas e assobiarem para o lado.
Não pretendo tornar-me nenhum Professor Chimango, para me armar em adivinho (Até porque esses dizem que adivinham tudo mas acabam sempre por nunca acertar em nada), mas preparem-se porque daqui alguns dias vamos todos poder ver o "bandido" ser aprovado na assembleia com votos contra do BE, PC e CDS, e a cómica abstenção do PSD.

Parece incrível mas é verdade, como é possível que o nosso país, o tal que já tinha um atraso de 20 anos em relação à maioria dos seus companheiros na CEE, vai perder, de um dia para outro, mais 30 anos de evolução graças à porcaria de um documento que ninguém deseja sem ser a classe capitalista e os fidalguinhos do costume?
Como pode o PS, sendo ele um partido caracterizado sobretudo pela sua vertente mais social e trabalhista, ceder aos interesses do capitalismo e lançar uma aberração desta natureza na nossa praça pública, penalizando gravemente a classe operária que já de si era desfavorecida e que agora vai ficar ainda mais pobre e desprotegida?
E como pode o nosso povo assistir a tudo isso com o maior dos ócios e sem um resquício de vontade para mexer uma palha que seja?
Será que somos assim tão lorpas? Não temos amor próprio? Nem sequer um pingo de vergonha?
Se esta situação ocorresse na França ou na Espanha, credo jaaasus! seria o fim do mundo em cuecas. A esta hora, já todo o país estaria em chamas e o governo a cair em bloco, mas nós...porra! a nossa inépcia é arrepiante! chega mesmo a ser escalabrosa!
De tão preguiçosos que nos tornámos, já parecemos aqueles porcos que foram alimentados com farinha e estão agora á espera de ir à faca.
Sinto uma grande tristeza em dizer isso, mas a verdade é que, se já houve homens de verdade neste país, então esses homens já morreram todos, porque hoje, a malta só sabe comer e cag*r.

As SCUTS passaram a ser portajadas - com tarifas proibitivas! - afectando a vida de milhões de portugueses que se viram obrigados a recorrer novamente às antigas Estradas nacionais, obsoletas, penosas e demoradas. Os medicamentos deixaram de ser comparticipados pelo estado para a angústia de milhares de reformados cujo valor das suas reformas já não chegava para suprir todas as suas necessidades de medicação/tratamento e que agora vão passar a comer pão e água, e a viver de esmolas da familia, caso não queiram passar a sofrer mais do que já sofrem actualmente(Coitado de quem é velho e precisa!). O IRS e o IVA vão aumentar, logo, os salários e a capacidade de compra irão baixar. As deduções fiscais e os reembolsos do IRS vão diminuir...e...para cereja no topo do bolo, temos ainda o preço do Petróleo que não tarda nada vai voltar a subir.

Para embelezar ainda mais todo este cenário, anda agora também uma grande parte do país preocupado com a eventualidade de o FMI entrar por aqui dentro e tomar conta dos nossos destinos, o que seria trágico, dizem eles.
Mas eu pergunto: Que raio poderia tirar-nos o FMI???  Que temos nós que ainda possa ser suprimido?
Nós já não temos nada! Estamos tesinhos da silva! Será que se pode tirar algo a quem já nada tem?

Podem sim...é proceder à uma reestruturação e eliminação de alguns institutos públicos dispendiosos, tais como esses governos civis absoletos que só servem para encher a mula de alguns "Boys" amigos do governo, e reduzir também esses empregos de gestores e assessores públicos inúteis, que são principescamente bem pagos à conta de uma competência fantasiosa que não se verifica na realidade, e que afundam gravemente as contas do nosso erário público.
E ai sim...já entendo melhor porque razão o FMI consegue deixar muita gente nervosa...

Mas olhem, sabem que mais? Sinto-me cansado.

19 outubro, 2010

A verdadeira importância de cada um de nós...


"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso. O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano seria menor."
(Max Gehringer)

14 outubro, 2010

Diz que é um animal sensual...

Foi na TvMais desta semana que saiu publicado na primeira página, o nosso muy carismático JCB (José Castelo Branco), que, após uma passagem infeliz pelo mundo da música e o retumbante fracasso que foi o lançamento do seu livro, tenta agora alcançar um novo fiasco, mas desta feita a nível international.
Para o efeito, decidiu despir-se totalmente de preconceitos e mostrar toda a sua sensualidade animal numa qualquer praia deserta de Portugal (ufa!), para desespero dos poucos transeuntes e dos peixinhos que circundaram aquela zona naquela hora e que viram as suas águas ficarem subitamente poluídas, sem que tivessem feito nada de mal para merecer tal.

«Sou um animal sensual» afirmou ele na revista, e de uma forma bastante inteligente, diga-se.
Não sei se esta afirmação teve alguma relação com a descoberta de 200 novas espécies de animais feita em Papua - Nova Guiné, mas atrevo-me a dizer que ele foi inteligente, porque desta forma conseguiu demonstrar o seu bom gosto ao demarcar-se do tradicional "Sou uma bicha sensual", que, juízos de valor à parte, revela um certo grau de paneleirice que à meu ver ficaria bastante mal na imagem do JCB.(ah ah ah ah ah ah)

«Sinto-me uma autêntica Sereia» continuou ele, desmistificando dessa forma as razões que levaram as Sereias a serem tão temidas pelos marinheiros no passado, por estas serem possuidoras de uma voz que os enfeitiçava e os conduzia até zonas rochosas onde posteriormente os seus barcos naufragavam e eram esmagados em pedacinhos.

«Os anjos, tal como eu, não tem sexo!» finalizou ele, qual bom samaritano e amante confesso das verdades óbvias à La Palisse, uma vez que é sabido que os anjos reproduzem por partenogênese e não podem praticar sexo lá no céu (Puxa que Deus é mesmo antiquado, nê?), e o JCB esse....verdade seja dita, quem raio é que gostaria de ter sexo com ele?

Credo! Jaaasus! eu só de pensar nisso, já fico com os cabelos todos em pé!

09 outubro, 2010

Eu, grande palhaço, me confesso...


Num passado não assim tão distante quanto isso, digo eu, cheguei a trabalhar (Sim, trabalhar...nada de risadinhas por favor!) numa empresa directamente ligada ao sector dos lacticínios.
Dessa dita época, não consigo relembrar-me de nenhuma situação que possa ser tida como muito relevante, excepto o facto de lá ter conhecido tempos áureos e felizes.
Trabalhava bem, ganhava bem, comia bem, bebia bem, ...martelava bem..., conversava bem, sentia-me bem, respirava bem, e, apesar de viver permanentemente rodeado de leite, a verdade é que até cometia a proeza de cheirar bem, excepto claro, naquelas horas dramáticas em que, por imperativos legais da mãe natureza, também era forçado a defecar bem.
Poderia também dizer-vos que parte dessa felicidade se devia ao facto de ter exercido uma missão de chefia nessa dita empresa, e de ter lá ganho montanhas de dinheiro, tornando-me milionário, mas isso seria mentir com todos os dentes que me restam e não me quero arriscar de forma alguma a ter que comer papinha Cerelac para o resto da minha vida.
Não, embora tivesse sido responsável por toda a actividade do meu sector, a verdade é que nunca fui oficialmente reconhecido como chefe ou coisa que lhe valha (monetariamente falando é claro, que isso de ser chefe em troca de algumas palmadinhas nas costas é coisa para os Salazaristas...).
Todavia, sinto o grande orgulho de poder vos dizer que cheguei lá muito perto. Muito perto mesmo, tão perto que quase consegui lhe sentir o cheiro. Não me invejam, mas saibam todos que fui um distinto Operador de produção.
Daí até chegar à categoria de chefe, seria apenas necessário subir mais uns 4 ou 5 níveis na pirâmide de evolução. Coisa pouca, como é evidente.

Mas apesar de não ter sido um, a verdade é que nessa época tive um chefe que me adorava. Tratava-me como se de um filho se tratasse, excepto em todos as saídas de serviço, altura essa em que, estranhamente, mandava-me sempre ir comer à minha casa.
Não foram raras as vezes em que, nas horas de maior aperto no serviço e perante a manifesta falta de genica evidenciada pelos meus outros colegas de trabalho, ele se virava para mim e dizia-me em breves tons de desabafo:
- Ai Pensador, mais 3 ou 4 como tu e a empresa não precisava de empregar mais ninguém.
Ao que eu lhe respondia:
- Pois não empregava...eu e eles a deitar fogo em cada canto da fábrica e ela ia abaixo num instante.
- És intratável - Finalizava ele. (ainda hoje estou sem saber o porquê...)

Enfim, gostaria apenas de dizer que embora nunca tivesse conseguido ser o empregado do ano (nem do mês, agora que penso melhor nisso..), a verdade é que deixei marcas profundas naquela empresa. Marcas que, segundo se consta, ainda hoje perduram.
Refiro-me à uma certa vez em que, empolgado pela efusividade do meu trabalho (minto, foi a Joana que se debruçou ligeiramente sobre uma palete, deixando o seu decote ficar acidentalmente exposto..), perdi o controle do empilhador e espetei literalmente os garfos na parede da oficina. Soube que já fizeram obras para tentar reduzir a dimensão dos danos que causei, ficando tipo "assim assim", mas a pancada foi tão profunda que ainda hoje são visíveis as marcas do meu famoso embate que deixei gentilmente em jeito de saudosa recordação.

E agora a pergunta que vale mil milhões de euros (mais cêntimo menos cêntimo) . Pensador, porquê que nos contas tudo isso?
Boa! com esta não não contava eu, embora, estranhamente, estivesse agora mesmo a pensar nesta pergunta.
Brinco, é claro que sei a resposta.(Isto é... digo eu com os nervos..)

A razão é um comentário que foi publicado na caixa de comentários do post que se encontra abaixo deste e que passo a transcrever aqui:

"ó palhaço! (o palhaço sou eu) eu vou mostrat este estupido reflexo da tua mente tacanha á tua esposa! Grande PALHAÇO! Tem vergonha e dá um tiro nessa cabeça! mas tem cuidado se nao vais borrar de merda as paredes ao teu lado!!! " (Publiquei em vermelho e em letras grandes, com a intenção de dar um maior ênfase ao acontecimento)

E agora a pergunta que vale... um pouco menos desta vez, talvez 1 euro e 65 cêntimos, o que já dá para tomar 3 cafés na tasquinha onde costumo parar todos os dias;
- Pensador, mas porque raio estás a dar valor a esse cretino?

Tenho 4 boas razões para fazer isso.

1ª - Porque me apeteceu. Mas como não estou lá muito certo de que isso possa contar como boa razão, deixo um "Porque sou maluco" como 1ª razão suplente para aqueles leitores que são mais renitentes.

2ª - Porque fez-me sorrir. Já se tinha passado tanto tempo desde a última vez que isso me sucedeu, que já nem me lembrava do quão gratificante era sentirmos essa sensação.
Ninguém se acha mais inteligente, do que aquele que vive ladeado de idiotas, a não ser é claro, que ele também seja tão idiota quanto eles.
Os condicionalismos do homem tolo, exaltam sempre o valor e a superior condição do homem justo, que é como quem diz, é na presença de gente saloia que nos apercebemos, com maior clareza, as nossas diferenças de valor enquanto seres humanos e o quão enriquecedor se torna ser possuidor de uma boa educação.
Poderia também dizer que é na presença dos burros que nos sentimos inteligentes, mas isso seria ser demasiado brejeiro e eu cá sou mais adepto dos eufemismos...

3ª - Porque foi meu amigo. Advertiu-me, em boa hora diga-se, para as graves consequências "fecais" que um eventual "tiro de pistola na cabeça" poderia causar em meu redor.
Não é que o acto em si, de rebentar a minha cabeça com um tiro seja suficiente para me causar grande aflição, mas estou seguro que a minha mulher jamais seria capaz de me perdoar se eu lhe pintasse as paredes da casa com merda. Credo! nem no inferno ia conseguir ficar a salvo dela, garanto-vos!
Fica assim destruída, qualquer possibilidade de eu um dia me suicidar com um tiro na cabeça.

4ª - Ora ai está, eis que chegamos ao cerne da questão e à razão principal de ter escrito este post. Aquela que me fez revisitar algumas partes do meu passado recente e recordar esses meus tempos gloriosos de Operador de Produção intrépido.
Acontece que, desde a minha entrada em cena neste cenário de dementes (também conhecido por "vida", tendo ela surgido mais ou menos no dia em que nasci) sempre fui conhecido por ser uma pessoa alegre, espontânea, descomplexada, sorridente, dinâmica e acima de tudo muito frontal, criando por vias disso, um acentuado grau de popularidade à minha volta que fica alheia à minha vontade e que não consigo obviamente controlar.
Mas infelizmente, nem tudo nesta vida são rosas, e uma das consequências directas de sermos uma pessoa popular, é criarmos inevitavelmente alguns sentimentos de ódio ou de pura inveja na fraca alma de algumas pessoas.
Certo dia encontrava-me no refeitório da empresa a gozar a meia hora que tinha direito para tomar o meu lanche, quando uma dessas ditas pessoas, talvez já farta de me ver à sua frente ou de viver à minha sombra, decidiu meter-se comigo. Como não tinha nenhum pretexto para levar por diante a sua intenção, tentou arranjar um.
Durante quase meia hora, foi só ouvi-la mandar bocas, piadas de mau gosto, acusações descabidas, considerações ordinárias, etc...e eu...para espanto de todos os que estavam lá presentes, não proferi uma única palavra.
Para vos dizer a verdade, nem sequer me dei ao trabalho de olhar para ele.

Olhei para o relógio e vendo que estava na minha hora de voltar ao serviço, levantei-me, convidei o meu camarada que estava sentado ao meu lado a fazer o mesmo, e dirigimo-nos ambos ao elevador.
Já dentro do elevador, esse meu camarada questionou-me:
Ele - Pensador, tivestes medo do B?
Eu - Quem? Eu? Não!.. nem por sombras.
Ele - Mas ele fartou-se de gozar contigo e tu não dissestes uma única palavra...
Eu - Pois não...tens toda a razão, mas olha, sabes que mais?...Em contrapartida, estive quase para lhe dar um peido!

Mas nem a esse teve direito...
Acho que todos vocês compreenderam o sentido desta história..as pessoas só tem o valor que nós lhe damos e ... ponto final.

O anónimo que aprenda porque eu não duro sempre.