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Pensamentos improdutivos do meu dia a dia...

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Guardar o pior de tudo é nunca ver o melhor de nada...
...ou achar que o melhor não tem nada.

(Francisco o Pensador)

Pensamento do dia....

Quando receamos o nosso futuro, viramos a cara à luta, evitamos o desconhecido, fugimos aos desafios e abrimos mão dos nossos sonhos...
Será por termos coragem de desistir...ou será por medo de fracassarmos?


Há mais pessoas que desistem, do que pessoas que fracassam!... Frase de Henry Ford.
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"Há mais pessoas que desistem, do que pessoas que fracassam"...(Henry Ford)

Dúvida existencial...(ser ou não ser, eis a questão...)

Porquê que, a partir dos 50 anos, a maior parte das pessoas que partilham a sua vida nas redes sociais optam sempre por colocar no seu perfil a foto de uma paisagem, um animal doméstico, um periquito ou uma jarrinha de flores, ou ainda a foto de quando eram....30 anos mais novas?
Será que fortalece assim tanto o ego humano se puder ouvir da parte dos outros um "Ai Miga, eras tão linda quando eras mais nova!"...ou será que acontece exactamente o oposto?
Não sei o que pensam sobre o assunto, mas se um dia ouvisse alguém dizer-me "Ai Pensador, já foste tão lindo", para mim isso só quereria dizer que deixei de o ser agora...

Assim, serei só eu a achar que...isso só faz com que fiquemos ainda mais deprimidos e a nossa dor de envelhecer seja muito maior?

Seja qual for a fase que atravessamos na nossa vida, temos que valorizar cada pedaço de nós e saber aceitar quem somos. Mesmo se aquilo que tivermos presentemente for apenas uma pequena parte daquilo que um dia já fomos...

Os pequenos instantes da Paz e da Guerra...

"A vida é feita de instantes. Num instante se faz a paz e noutro instante se faz a guerra...e há aquele instante em que o mundo não reconhece nenhum desses dois"

Dizem que a Coreia do Norte e a Coreia do Sul voltaram a apertar as mãos e fizeram as pazes. Dizem, sim, mas será que devemos confiar nisso? É que nem sempre um aperto de mãos traduz um cenário de paz e nem sempre uma vontade de paz se resolve num aperto de mãos. Desde a famosa guerra que ocorreu naquela península entre 1950 e 1953, cerca de 2 anos após a divisão das duas Coreias, que aqueles dois países nunca mais se entenderam e tornaram-se inimigos mortais. Eram duas correias desengrenadas cujo movimento libertado por cada uma delas era influenciado por forças externas muito distintas que designaram aquela região como um ponto chave para travar uma espécie de jogo de poder geo-politico. O Norte recebia o apoio da China e da extinta União Soviética comunista e o Sul recebia o apoio dos Estados Unidos da América. Naquele tempo era assim, tudo servia de pretexto para haver uma disputa entre comunistas e democratas - como aqueles miúdos que gostavam de mostrar a pilinha na escola para saber qual deles tinha a maior -, mas como nenhum dos dois desejavam a guerra nem tinham coragem para dar o primeiro tiro já que ambos tinham poder atómico suficiente para se destruírem um ao outro, criavam estes "conflitos" para fazer demonstrações de poder e assumir posições estratégicas em vários pontos do globo terrestre. A divisão entre as duas Coreias não foi nada mais nada menos senão uma réplica quase tirada a papel químico da situação ocorrida na Alemanha após a guerra de 1945 que dividiu o país em dois e que culminou na criação da RFA - República Federal Alemã (Alemanha Ocidental - Democrata) e da extinta RDA - República Democrata Alemã (Alemanha Oriental - Comunista). E como foi tirada a papel químico, o resto da história também é muito fácil de adivinhar. Durante vários anos, fruto da recuperação económica que os países do mundo inteiro tentavam fazer após o fim da 2ª Guerra mundial, as duas Coreias tiveram uma evolução parecida, mas a partir dos anos 80 a Coreia do Sul, tal como sucedeu à RFA, apoiada pelos investimentos e ensinamentos capitalistas americanos, caminhou a passo de galope em direcção ao sucesso, progresso e modernismo, que a levaram a ser hoje uma das 15 maiores economias do mundo, e a Coreia do Norte, tal como sucedeu na RDA, enquanto vassalo dos comunistas, continuou a caminhar a passo de caracol com uma evolução muito abaixo do seu potencial, depois parou de crescer e deixou-se ficar para trás, estagnou durante largos anos, e acabou mesmo por regredir até tornar-se no parasita que se conhece hoje. O mais engraçado é que, tal como a RDA, apesar de viver debaixo da alçada de um regime autoritário e opressor, o nome verdadeiro da Coreia do Norte é "República Popular Democrática da Coreia". É verdade, parece que estamos perante o conceito democrático mais estranho jamais visto até hoje. Já o Charles Bukowski afirmava que a diferença entre uma democracia e uma ditadura é que numa democracia temos a liberdade de podermos votar antes de sermos obrigados a obedecer às ordens. Assim, talvez a dinastia dos "Kim's" fosse particularmente sensível aos recitais coloquiais do Bukowski, que apreciava relacionamentos baratos e uma vida recheada de álcool, e quando percebeu as reais necessidades da sua população, sentiu o seu apelo e acabou por afastar dela o fardo de ter que ir às urnas considerando apenas produtivo a parte do ter que "obedecer às ordens".

Bem, o que é certo é que ultimamente tudo parecia estar a correr mal e o mundo ameaçava mergulhar novamente no abismo. Como resultado de várias décadas a viver em total sacrifício e das centenas, milhentas ou trilhentas sanções económicas impostas à Coreia do Norte pela ONU (Organização das Nações Unidas) devido às violações sucessivas que ela perpetrava contra os direitos humanos, o governo de Pyongyang começou a desenvolver um programa nuclear de modo a criar armas argumentos capazes de sacudir a pressão internacional existente à volta dele e, suspeito, fazer com que pudesse também deixar de ser tão subserviente face à China. O certo é que ela foi tão determinada e persistente no seu objectivo que acabou mesmo por ser bem sucedida. Construiu a sua "Bomba nuclear" e, como se não bastasse, quis demonstrar que o seu poder militar não tinha apenas um alcance regional mas também uma visão global, com recados óbvios para a América. O resto já todos nós sabemos, foi aquilo que temos assistido até agora. De um lado tínhamos o grande líder Kim Jong-Un, também conhecido por "Rocket Man", a testar os seus misseis e a mandar toda uma série de provocações aos países vizinhos, criando grande tensão na região, e do outro tínhamos o nosso Pato "Donald", também conhecido por Donald Trump, a esfregar as mãos de contente perante a possibilidade de poder enriquecer às custas da Lockheed Martin, da General Dynamics e restante indústria bélica americana. Uma guerra só pode ser travada com armas e a América tem pelo menos 12 empresas fabricantes delas por sustentar, caso contrário...o mundo se calhar não teria guerras. Também em jeito de provocação, o nosso "Pato" tratou logo de lançar um novo pacote de sanções e mandou o porta-aviões nuclear norte-americano "Carl Vinson" e outros navios de guerra fazer exercícios militares na península da Coreia para ferir ainda mais o orgulho norte-coreano e levá-lo ao desespero de ter de ser ele o primeiro a atacar - para depois poder ripostar em jeito de legitima defesa -. Acho inclusive que houve um momento em que o mundo já estava a consciencializar-se de que não havia outro modo de conseguir resolver esta ameaça e já só esperávamos saber quando é que seria dado o primeiro tiro para que as hostilidades pudessem ser abertas. E quando tudo previa uma guerra...eis que surgiu um sinal de paz da parte daquele que menos se esperava. A Coreia do Norte, e dizem que é uma paz bem intencionada e verdadeira. Dizem...e eu acredito que seja verdade.

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Primeiramente devo dizer que acho absolutamente patético aquilo que a comunicação social está a tentar fazer actualmente, tentando eleger o Pato Donald como grande responsável deste volte-face a ponto de querer sugerir o nome dele para Nobel da Paz. Eu sei que o Pato vai fazer de tudo por tudo para assumir o papel de grande protagonista desta história de amor ressuscitado mas, se isso viesse a acontecer, seria uma hipocrisia tremenda, uma ofensa e um erro extremamente grosseiro que mancharia a galeria das pessoas integras e honradas que ganharam esse prémio. Donald Trump é responsável sim, mas não pelos motivos que se conhece. Foi o facto de ele ser tão insensível e maluco que incentivou as duas Coreias a voltarem-se de novo uma para a outra. Talvez haja quem me queira apelidar de sonso ou anjinho por estar a dizer isto mas eu acredito que a Coreia do Norte tenha desejado desde sempre essa paz, mas como vivemos numa sociedade cuja subjectividade dos habitantes é constantemente excitada pela panóplia de emoções impactantes que os "mídia" tentam sempre provocar nas pessoas e pela verdade que muitas vezes eles se coíbem de revelar, é natural que esta minha afirmação possa parecer-vos um perfeito disparate. Isto é conforme a inclinação do campo. A Coreia do Norte está para o mundo civilizado, como o FC. Porto está para os benfiquistas a verdade desportiva do mundo do futebol, e ai de quem ousar rebater essa ideia. Uma verdade por vezes pode tornar-se aborrecida quando ela trabalha contra nós e, no meio jornalístico, costuma-se dizer que nunca devemos deixar que uma verdade possa estragar uma boa história. Mas a verdade, porém, feliz ou infelizmente, é que há muito mais a conseguir unir as duas Coreias do que aquilo que consegue separá-las. Partilham o mesmo nome, falam a mesma língua, tem a mesma cultura gastronómica e ocupam o mesmo território (península). Ou por outras palavras, apesar das diferenças, nunca deixaram de ser irmãos. E por serem irmãos, sofriam ambos do mesmo mal de família. O orgulho. Assim, acho que esses dois países sempre quiseram fazer as pazes mas nenhum dos dois queria fazê-lo na condição de nação derrotada. Ambas queriam fazê-lo de cabeça erguida, sem medos e sem o sabor da espada encostada à garganta. Foi por isso que a Coreia do Norte desenvolveu o seu programa nuclear. Ela queria ter a possibilidade de poder olhar nos olhos dos seus inimigos de igual para igual e provar ao mundo que tinha condições para arrebentar com ele se tal fosse o seu desejo. E tinha na verdade, ou se não tinha, pouca faltava para ter. E é também por isso que eu acho que esta nova aliança formada entre os dois tem todas as condições para dar tudo certo. Desde que não falte o pão...nenhum dos dois negará ao outro a sua razão. O jogo do poder passou a contar com um novo jogador. Agora que o Kim Jong-Un tomou consciência do seu poder no mundo, já não precisa de se esconder nem de temer mais ninguém à sua volta. Agora que o Kim tomou consciência do seu poder...chegou a hora de reclamar o seu lugar por direito na mesa das nações poderosas, para deixar finalmente de ser visto como um peão e passar também ele a brincar com os destinos dos outros.

Dizem que a Coreia do Norte e a Coreia do Sul voltaram a apertar as mãos e fizeram as pazes. Dizem...e estaremos todos aqui para ver até quando ou até que ponto isso se tornou verdade...

Os malefícios do sarcasmo...

"O meu maior defeito é ser por vezes tão sarcástico a ponto de levar as pessoas a acharem que são idiotas, e o defeito das pessoas é elas por vezes serem tão idiotas a ponto de levar-me a ser sarcástico." 

(Francisco o Pensador)

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Ps: Credo...esta foi mesmo profunda... :)

Francisco...o "soberbo" Pensador..

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«..O maior mal do ser humano não é quando ele tenta parecer mais inteligente do que todos os outros à sua volta, mas sim quando ele consegue anulá-los e os faça parecer mais estúpidos do que são na realidade...»

(Francisco o Pensador)

A sociedade desobediente...

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Deve ter sido a noticia mais marcante da semana e não queria terminar a minha - ainda que, tecnicamente, o Domingo seja considerado o 1º dia de uma nova semana - sem tecer alguns comentários sobre um assunto que considero importante e está ligado a ela. Na madrugada da passada quarta-feira, dia 15 de Novembro, uma mulher foi baleada por engano pela policia, acabando por morrer depois, por ter cometido o crime de seguir para o seu trabalho à bordo de um Seat Leon de cor preta que foi confundido por outro do mesmo modelo que estava a ser perseguido pelas autoridades. Esta história apesar de parecer rocambolesca pode ser explicada em poucas linhas. Por volta das 3h00 da madrugada a PSP foi alertada de que pelo menos dois homens tinham acabado de fazer explodir uma caixa multibanco da Caixa Geral de Depósitos na Avenida Bento Gonçalves, Lisboa, com a intenção de roubar dinheiro, e, após tomar as diligências necessárias, cerca de 30 minutos depois conseguiram detectar um carro suspeito que conduzia na 2ª Circular em direcção a Sacavém. Quando a policia tentou interceptá-lo, o carro em vez de parar meteu prego a fundo e pôs-se em fuga, contornando todos os outros carros que circulavam na via, a alta velocidade e/ou em contramão, colocando assim em perigo a vida de toda a gente ali presente. Perto do aeroporto Humberto Delgado, numa rua sem saída, os assaltantes foram encurralados e começaram a disparar sobre os policias, que, por sua vez, tiveram de saltar para a berma da estrada para não serem colhidos e deixaram escapar os assaltantes no meio de toda aquela confusão. Poucos minutos depois, de volta à 2ª Circular, uma Equipa de Intervenção Rápida da PSP de Loures avistou outro Seat Leon de cor preta, dentro do qual seguia a vitima, que julgou tratar-se do carro que estava em fuga. Quando foi-lhe dado a ordem de paragem, o condutor do carro - que não tinha carta de condução - desobedeceu armado em trengo e colocou-se em fuga, tentando inclusive atropelar os agentes que tentavam barrar o seu caminho, na clara intenção de conseguir escapar desse modo a uma eventual multa. Acto continuo a viatura voltou a desobedecer a nova ordem de paragem feita por outra brigada e depois de ter sido interceptada e imobilizada mais à frente, verificou-se uma  nova troca de tiros que acabou por vitimar a mulher que seguia ao lado do condutor. Uma estupidez não é? Pois, habituem-se porque, ao que parece, estamos a ficar uns verdadeiros peritos nessa matéria. Anda um homem a tentar fugir das paranóias, das maiores ameaças para a nossa integridade física, dos locais perigosos e das más companhias para evitarmos problemas, dos aviões com medo que eles caiam, dos prédios altos com medo que eles possam pegar fogo e depois não haja escapatória, dos barcos com medo que eles afundam, para depois um dia a gente levantar-se de manhã, tomar o nosso pequeno almoço, seguirmos descansados para o nosso trabalho, encontrar-mos a policia no caminho e levarmos com um tiro na cabeça. Não tenho palavras, isto é simplesmente incompreensível.

Confesso que houve uma fase, no passado, em que eu era manifestamente incapaz de ver as diferenças latentes entre ser policia e ser ladrão.  Costumava dizer para quem tivesse a paciência de ouvir-me (poucos felizmente) que a única diferença que distinguia um ladrão de um policia era a particularidade de um ser forçado a roubar à revelia da lei e o outro poder roubar usando a lei como cobertura. Esta opinião, bastante depreciativa, era especialmente agravada pelo facto indesmentível até hoje de que nunca tinha tido um único problema que fosse com os senhores ladrões, enquanto que os senhores policias já me tinham espetado algumas multas por mau estacionamento e outras por excesso de velocidade (65 Km/hora numa localidade, pasmem-se!). Nessa altura ficava todo irritado, indignado quanto baste, e queria pegar no megafone e protestar para tudo quanto era sitio, mesmo que tivesse de armar o barraco às portas de Belém, mas após saber que as multas prescreviam todas ao fim de 2 anos deixei literalmente de me chatear com isso e passei a ver os policias como bons amigos (quanto Sr agente? 500 euros? só isso?). Mas depois reflecti sobre os meus erros e comecei a pensar para mim: Se normalmente somos capazes de confiar mais depressa a nossa vida na mão de um policia do que num ladrão, porque razão os detestamos assim tanto e não gostamos de os respeitar? E a resposta acabou por ser bem fácil de descobrir. Não gostamos deles porque representam o Estado. Costuma-se dizer que o Estado somos todos nós mas a realidade, porém, é que a população nunca sentiu isso dessa forma. Para a maioria de nós o Estado é apenas constituído pelo governo que o representa. E o que é que nós, portugueses, nos fartamos de fazer no nosso dia a dia? Ora ai está, falamos mal do governo. Daquilo que roubam, do que comem à nossa custa, dos impostos, dos desvios de milhões, dos amigos, da corrupção, etc. Mas como o presidente da república e todos os outros ministros nunca andam na rua sozinhos para a gente poder cuspir-lhes em cima ou partir-lhes a cara, quem são os primeiros a dar a cara por eles mesmo que não tenham culpa nenhuma? Os policias pois claro...

É verdade, sempre que o motivo das nossas frustrações fazem alguma referência ao Estado, acabamos por descarregar toda a nossa raiva em cima dos policias, porque embora seja o Governo a criar as leis que nos penalizam e nos massacra o juízo, quem acaba por aplicá-las e dar a cara são eles e isso faz com que assumem de certa forma o papel de "patinho feio". Ainda por cima as fundações democráticas do nosso país trataram de agravar ainda mais a maneira egoísta com que gostamos de avaliar o nosso potencial e a nossa presença na Terra. De tanto defender que perante a lei e os seus princípios democráticos, todos os cidadãos do país são considerados iguais, a sociedade acabou por acreditar de que isso era mesmo verdade...quando na verdade, não era. Esta é talvez a falha mais grave da democracia. De tanto querer tratar toda a gente por igual, dando liberdade de acção, apoios e rendimentos mínimos, e direitos a quem não soube merecê-los e nem sequer sabe respeitar os direitos dos outros, acabou por criar uma sociedade tendencialmente marginal com nítida ausência de valores e propensão para a desobediência. E é disto que tenho muito medo. De tanto sentir-se importante a sociedade acabou por deixar de o ser. Durante muitos anos vivemos a falsa ilusão de que existia uma força policial capaz, instituições sociais e financeiras competentes, uma justiça célere e funcional, um ideal de ordem e disciplina, quando na realidade não existia nada disso. Era tudo uma grandessissima treta. Alguns criminosos e desordeiros delinquentes foram os primeiros a dar-se conta disso (os tais que andam agora a estoirar as caixas multibanco) e num futuro não muito distante viveremos uma situação social quase igual às favelas do Brasil. A população habituou-se a ver os policias serem ridicularizados em tribunal, agredidos e espancados nas ruas, maltratados pela lei, e a serem castigados muitas vezes por estar a cumprir o dever deles, que isso fez com que deixassem de ser vistos como legítimos representantes da autoridade. Assim, quando a sociedade deixa de saber respeitar a policia...também deixa de saber respeitar a lei. Foi isto que aconteceu em Lisboa, o condutor do carro não tinha carta e não sentiu qualquer obrigação de respeitar a autoridade que tinha diante de si, ignorando-a, desprezando-a, fazendo-lhe frente. E é também por isso que, e isto agora em jeito de conclusão, sinto muita pena que aquela mulher tenha morrido sem razão por causa de uma bala que não lhe pertencia receber e que devia ter sido dirigida ao condutor do carro que decidiu ignorar as ordens de paragens, mas se alguém quiser condenar os policias por terem disparado contra o carro depois deste ter tentado atropelá-los (e matá-los por sinal), então isso só quer dizer uma coisa. Essa pessoa - estúpida - também já faz parte da nata marginal que tive a gentileza de sublinhar neste texto.

Filho és...pai serás...

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Hoje o meu filho mais novo acabou de fazer 13 anos de idade. Ai como o tempo passa, ai como o tempo voa. A criança que ainda ontem vi nascer estava prestes a tornar-se um adolescente e doí de certo modo sabermos que daqui para a frente, o mundo infantil que idealizamos à sua volta estava também prestes a desaparecer. Enquanto país, obviamente que ficámos felizes por vê-los crescer, bonitos, felizes e saudáveis, mas no nosso âmago não conseguimos anular um certo estado melancólico que gosta de atormentar na nossa alma. Enquanto o meu filho soprava para apagar as velas do seu bolo de aniversário dei por mim a reviver algumas lembranças que ligaram a minha história passada à dele. Momentos que partilhamos, juntos, e nos quais encarnava sempre o papel de "Pai Herói", de pai amigo , do maior pai do mundo. Momentos que por vias disso vou guardar eternamente no meu coração. Nada poderá anular isso, apenas a morte. E sim, ficamos nostálgicos. Não há como fugir a isso e todo o pai é capaz de compreender o porquê.
A adolescência traz muitas incertezas. Demasiadas infelizmente. Quando o meu filho mais velho passou por essa fase tive direito a uma expressiva amostra do quão ruim ela consegue ser. É o moço que se quer fazer homem, dono de si próprio, independente, etc e tal, e, a nós, doí-nos sobretudo constatarmos que conseguimos passar muito depressa de pai "bestiais" para "bestas pais". Basta dizer um "não" quando é menos desejado ser ouvido mas que, infelizmente, é necessário dizê-lo e todos os nossos ensinamentos arriscam-se a cair por terra como se fossem um castelo construido com baralhos de cartas. Hoje é muito difícil educar um filho porque a pressão e as exigências impostas pela sociedade são cada vez maiores, as tentações multiplicam-se como cogumelos e os perigos estão cada dia mais presentes e à espreita a cada esquina, invadindo lugares que até aqui pareciam ser de confiança. Hoje toda a gente está proibida de falhar, de errar e fazer má figura, e quase já não se pode confiar em ninguém. Pelo andar da carruagem, acho que qualquer dia já nem sequer em nós próprios poderemos confiar. Vivemos uma vida cada vez mais estranha num mundo cada vez mais complicado. É triste mas é aquilo que nos calhou na rifa e temos que saber nos adaptar. Felizmente acabei por ter sorte com o meu filho mais velho. Apesar das nossas "trovoadas" e de muitas vezes julgar que estava em vias de o perder, o seu coração de filho acabou por falar mais alto e mesmo enfrentando algumas dificuldades acabou por seguir o caminho mais correcto. Amanhã vai começar a trabalhar na mesma empresa onde eu trabalho, após ter estado quase um ano parado em casa sem fazer nada, e nada neste momento conseguiria encher o meu coração de tanto orgulho como vê-lo seguir o seu caminho e querer tomar o seu destino em suas mãos. Diz que quer crescer, ser bem sucedido, autónomo e criar valor, e eu só quero que ele brilhe que nem uma estrela. Diga-se o que se disser, nenhuma educação nossa será bem sucedida se os nossos filhos não tiverem um bom instinto dentro deles e o coração suficientemente aberto para nos escutar. Hoje quando converso com o meu filho apercebo-me de que ele tem muito de mim. Hoje quando converso com os outros apercebo-me que também já tenho muito dele. E é isto o que o amor tem de melhor e mais bonito, a capacidade de aprendermos com os erros uns dos outros. E é isto que também desejo para o meu filho mais novo. Seja o que for o que a vida lhe reserva e sejam quais forem os obstáculos que encontrará no seu caminho, que ele saiba sempre escutar a minha mensagem, e compreender as minhas dúvidas, para que eu tenha sempre receptividade para aceitar as suas diferenças e ouvir todas as coisas que ele tem para me dizer. Que nunca sinta vergonha nem medo de conversar com o seu pai. Porque a história do homem é construída na base do diálogo e nenhum amor consegue sobreviver sem ele.

Paixão, Amor e Sexo

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Há dias escrevi aqui um texto sobre os malefícios do tédio numa relação e isso gerou imediatamente uma discussão bastante interessante sobre as diferenças existentes entre a Paixão e o Amor. Ora, trata-se de um tema que por norma não gosto de fugir e talvez por ter ideias muito próprias acerca destes dois conceitos, decidi-me hoje finalmente a fazer um post sobre este assunto. Para começar a minha narrativa gostaria de enumerar algumas diferenças que considero existentes entre a Paixão e o Amor. A paixão é um sentimento de encantamento que se rege sobretudo pelo plano físico. Desse modo, as características que mais atraem a pessoa apaixonada são os olhos, os cabelos, os lábios, os contornos do corpo, a pele, o sorriso, o rabo, as nádegas, os seios, etc. Durante a paixão o ser humano fica atraído pela idealização que faz da outra pessoa e não forçosamente por aquilo que ela é de verdade. Durante este estado o "apaixonado" atravessa uma fase emocional muito intensa e tem também a necessidade quase interminável de estar sempre ao pé da pessoa amada. Os programas são sempre os mais elaborados e românticos, com direito a jantares sob a luz das velas e/ou vistas para o mar - onde já lá se encontra um pôr do sol para poder imortalizar aqueles momentos -, "bouquets" de rosas, jóias, anéis de brilhantes e caixas de chocolate, etc. Nessa fase o sexo conhecerá também o seu período mais intenso e escaldante uma vez que beneficia do efeito novidade e não sofreu ainda as agressões do tempo. Para uma pessoa apaixonada, o(a) seu(sua) parceiro(a) não tem quaisquer tipos de falhas nem de defeitos e mesmo que os tenha tudo isso irá parecer-lhe uma montanha de virtudes. A paixão pode durar desde algumas semanas até alguns anos (3 em média), dependendo da química existente entre os dois e do tipo de vida que o casal decidiu levar, mas acaba sempre por terminar por acção da rotina, das brigas e do tédio. É nesse espaço temporal que surge o momento mais marcante da história de uma relação a dois porque define de forma mais nítida se a relação acaba ou se resulta numa história de amor. Ah pois é, e não...não é nenhuma piada, é só mesmo nesse momento que o amor consegue entrar em cena. Sei que há muita gente que não aprecia muito ouvir isso, sobretudo quando se trata de mulheres, porque muitas gostam de acreditar que a sua relação foi fruto de um "Amor à primeira vista". Mas o amor à primeira vista nunca existiu, foi apenas uma fantasia imortalizada em livros por muitos poetas e escritores para melhor seduzir o público. O que existiu desde sempre foi "Paixão à primeira vista" mas esta veracidade não reluzia tão bem nos livros. Mas porque razão o Amor só surge quando a relação parece estar em vias de morrer ou terminar? Por uma razão muito simples, tem tudo a ver com a natureza e os vários elementos que caracterizam esse novo sentimento. A amor não se guia pelo superficial e é por isso que consegue ver muito além das aparências. É o único sentimento humano que consegue ver a chamada "Beleza interior" da pessoa que normalmente é traduzida através da sua personalidade, pensamentos, valores e autenticidade. Como o amor é um sentimento muito sereno, a sua chegada vai limpar todas as "ilusões" e outras armadilhas ópticas que a paixão deixou para trás, já que consegue identificar no(a) parceiro(a) tanto as suas qualidades como a dimensão dos seus defeitos. Quando tudo corre bem e o sexo é mais do que bom, a vida é um paraíso encantado que corre às mil maravilhas e ninguém se importa com as consequências de nada. Mas que acontece quando os primeiros sintomas dos "defeitos" que cada um guarda dentro de si começam a revelar-se e a corromper a relação, fazendo surgir problemas dentro de casa e levando o casal a afastar-se e a mandar piadinhas um ao outro, gerando assim algumas brigas? É o momento em que o amor ganha relevo e surge que nem um Dom Sebastião entre as brumas porque é o único que consegue salvar a relação. O Amor toma plena consciência dos defeitos do(a) parceiro(a) mas ainda assim prefere lidar com as adversidades que todos esses defeitos irão provocar do que viver sem a pessoa amada. É esta disposição das coisas que melhor define e torna este sentimento tão complexo e profundo, porque através dela percebemos perfeitamente que o termo "Amar" implica apoiar incondicionalmente o próximo, tanto nos momentos bons como nos mais difíceis. Isso não quer dizer que as brigas e discussões deixam de aparecer com o amor, muito pelo contrário, há tendência de elas até serem mais frequentes porque quem ama importa-se, não renega. A diferença é que já não sentimos a vontade de mandar tudo às "malvas" e, em vez disso, tentamos compreender o(a) parceiro(a) e procuramos encontrar consensos ou uma solução para os problemas. Amar não é sermos felizes ao lado de alguém, é procurarmos a felicidade da pessoa amada. Amar não é só querer morrer ao lado da pessoa que amamos, é sobretudo querer morrer na vez dela. Porque para quem ama, a sua vida deixa de fazer qualquer sentido sem a presença do outro. Amar é cuidar, é partilhar, é chorar de saudade, é sofrer com as tristezas do outro. A paixão é intensa, o amor é profundo. A paixão é força, o amor é segurança. Paixão é audácia, amor é serenidade. Paixão é sentir uma explosão dos sentidos, é atingir o apogeu do sexo. Amor é sentir a realização completa da nossa vida, é alcançar uma epifania de afectos.
E o sexo no meio disto tudo? Quando digo sexo, refiro-me obviamente às relações de natureza sexual. O sexo é o estandarte da paixão. É o condimento alimentador, o "Yin" do "Yang", a segunda face da mesma moeda. O sexo está para a paixão como o azeite está para o bacalhau. Ambos coabitam no mesmo espaço, complementam-se, e dão sentido à existência um do outro. É quase como uma relação umbilical, onde existe um tem que existir forçosamente o outro. Durante o período da Paixão o sexo irá assumir um papel muito importante. Será o bastião da felicidade amorosa. Se o sexo estiver bom, a paixão estará óptima. Se o sexo esmorecer, a paixão também sumirá. E durante o período do Amor, que papel passará a ser atribuído ao sexo? Nesse período o sexo assumirá um papel ligeiramente diferente. Como o sentimento da paixão foi dominado pelo sentimento do amor, o sexo passará a fazer um papel de fiel representante. Representará os únicos vestígios que a paixão conseguiu deixar na relação. Mas com isso não quer dizer que passou a ter um papel menos relevante. Muito pelo contrário. Por mais forte que seja a relação de amor, a verdade é que ela irá sempre ter a necessidade de sentir a presença de alguns traços de paixão para conseguir sobreviver. Se o sexo alimenta a paixão, e vice versa, a paixão por sua vez, também alimenta o amor. E é precisamente esta a conclusão que tiro e que gostaria de transmitir. Seja qual for a etapa da vida que o ser humano atravessar, seja homem ou mulher, solteiro ou casado, velho ou novo, todas as ligações amorosas são feitas de "Amor, Paixão e Sexo", e se qualquer um destes elementos desaparecer, a relação que os une também irá finar-se gradualmente. Sobrando apenas uma boa Amizade, quiçá...

Os malefícios do tédio...

O tédio. Para muitos de nós trata-se de um conceito demasiado gasoso em termos de forma e insípido em termos de sabor. Toda a gente o conhece mas são muitos poucos os que percebem os seus malefícios e de que forma ele consegue condicionar a nossa vida. A maioria nem sequer consegue dar-se conta da sua presença, e, se calhar, jamais desconfiará que ele possa ser o maior inimigo do homem. Sim, ele é a verdadeira besta negra. O bicho ruim. O diabo na sua forma original. É ele o principal gerador da discórdia e grande promotor de guerras. É ele o alimentador de ódios, criador de divórcios, fomentador de disputas e discussões, e causador das práticas humanas mais horríveis. A maioria de nós , como já disse, não tem muita noção da força que este elemento negativo consegue exercer no seu quotidiano e se ela não estivesse tão ocupada a tentar resolver/valorizar questões físicas ou materiais, de pouca fraca ou nenhuma importância, poderia facilmente localizar este grande e decisivo factor na sua vida. Os seus sinais estão presentes por todo o lado. Só precisamos de abrir os olhos e observar.
Mas o que é isso do tédio, perguntam vocês? A Wikipédia define-o como um sentimento humano descrito como um estado de falta de estímulo, ou do presenciamento de uma acção ou estado repetitivo, como por exemplo, a falta de coisas interessantes para fazer, sentir, ouvir, etc. Ou por outras palavras, é o estado de alguém agastado pela rotina e/ou que se aborrece de morte quando não pode fazer nada ou, pelo menos, nada que lhe seja interessante. Rotina, tédio, aborrecimento, eis a receita dum cocktail explosivo que pode destruir qualquer resquício de serenidade e bom senso que o ser humano possa ter. Vive-se bem enquanto se pode lutar contra tudo isso, porque depois de sermos abraçados, de sermos "amarrados" pelo tédio, nossa vida nunca mais será igual. Nunca mais seremos felizes. E como é que o tédio consegue entrar na vossa vida? Nada de mais simples, e para que fiquem devidamente esclarecidos, tenho uma bonita história para vos contar. Quando era mais novo, isto é, mais novo do que sou hoje, conheci um professor admirável que soube dar-me um grande exemplo do que eu poderia esperar da vida em geral e do casamento em particular.

«Em termos culinários, perguntou-me ele, diz-me o nome do teu prato preferido. Leitão à Bairrada, respondi eu prontamente. Muito bem, prosseguiu ele, então imagina que tens muito dinheiro e que podes fazer tudo aquilo que quiseres. Para comer o melhor "Leitão à Bairrada do mundo", serias capaz de pegar no teu carro e percorrer 600 Quilómetros num só dia, certo?. Certo, respondi eu. Mas, e se eu começasse a servir-te o "Melhor Leitão à Bairrada do mundo" todos os dias, em todas as tuas refeições, como te sentirias?. Credo!ficaria enjoado num instante. Acho que já nem poderia ver mais Leitão à minha frente, ironizei eu. Ora ai está a verdadeira lição que a vida nos fornece, complementou ele, porque em todas as relações que vais estabelecer na vida, sejam elas de que tipo for, o processo vai ser exactamente igual.»

Esta foi a maior lição que tive o privilégio de receber até hoje e tem-me ajudado imenso a compreender tudo aquilo que se tem passado à minha volta. Embora de um modo diferente, ensinou-me a reconhecer o tédio e o modo como ele consegue instalar-se facilmente na nossa vida através da rotina. Desde ai tenho aprendido sempre novas formas de combatê-lo, de anulá-lo, afastá-lo, ou, pelo menos, de não me deixar agarrar por ele sem dar devida luta. E isso tem-me trazido bons benefícios. Foi também através deste exemplo que compreendi o significado daquele ditado popular que diz: « A comida da vizinha sabe sempre melhor que a minha». Sabe melhor apenas por ser diferente. E o que é diferente anula a rotina. Anulando a rotina, anula-se também o tédio. O enfado, o fastio, a monotonia. O aborrecimento.


Disse que sim, porque sentia-me aborrecida...

Se me lembrei de escrever este post hoje, foi sobretudo a pensar na pequena discussão que estava a promover com alguns anónimos (nunca sei se são muitos ou apenas um) no site do Shiuuuu. Nessa pequena discussão, que pode ser acompanhada aqui, um anónimo questionou-me se era possível alguém ficar sexualmente saciado vendo apenas um filme pornográfico. Respondi-lhe que sim, que se a necessidade do individuo fosse apenas espiritual/emocional, como é o caso de um "Voyeur", ela poderia perfeitamente ser preenchida através dessa forma. Mas quando questionaram no site qual a necessidade que leva alguém a ver filmes pornográficos quando pode desfrutar da mulher que tem ao seu lado, lembrei-me imediatamente do factor tédio. É verdade, à semelhança do que acontece em todos os outros tipos de relações, nas relações sexuais aplica-se também os efeitos do famoso conceito do "Leitão à Bairrada". E de nada serve ter a mulher (ou homem) mais linda do mundo, mais "sexy" e mais gostosa, a dormir ao nosso lado. De tanto comer o mesmo prato (perdoem-me a brejeirice) acaba sempre por instalar-se o fastio mais dia menos dia. Fastio esse que é preciso contrariar. Combater com unhas e dentes. Com diversidade, partilha a dois, mente aberta e montanhas de criatividade. Nas relações sexuais torna-se impetuosamente necessário vencer alguns tabus e derrubar as barreiras culturais que nos impedem de ver a sexualidade num sentido mais amplo. No sentido que pode tornar o ser humano mais feliz. Porque o sexo do século XXI já há muito tempo que deixou de ser o sexo de "Adão e Eva" que, na boca de alguns, apenas servia para fazer filhos e qualquer sintoma de prazer que houvesse era considerado um tremendo pecado. E é um pecado sim, é um pecado a nossa vida ser tão curta e não termos tempo de fazer mais. Para mim, logo que ele não prejudique ninguém, no sexo não há lugar para imoralidades. Sejam elas bíblicas, culturais ou sociais. Não há certo nem errado. Nem sequer o bonito ou feio. São apenas necessidades fisiológicas alimentadas por uma série de gostos e fantasias humanas. E tomara eu conseguir realizar muitas das minhas.

O inferno na terra...

Sobe para 57 o número de mortos em incêndio de Pedrógão Grande
Imagem da Net

À hora em que escrevo este post, soube através da CMTV que já existem 62 mortes confirmadas nos terríveis incêndios que no passado sábado fustigaram a região de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, de entre as quais contam-se 4 crianças e 30 pessoas que ficaram encurraladas ao tentar fugir das chamas e morreram carbonizadas dentro do seu próprio veículo. Nunca se viu nada assim. É um verdadeiro horror. Uma grande tragédia. Traduzida na mais horrível forma de morrer que se pode conhecer. O maior pesadelo para o ser humano e a prova de que a religião está profundamente errada sobre as origens da nossa criação. A ser verdade de que fomos feito do pó, como podemos nós servir de combustível? o pó não arde. Ou pelo menos não deveria arder. Para aliviar um pouco a dimensão da tristeza que uma situação destas consegue provocar na minha alma, guardo a esperança de que todas essas vitimas tenham desmaiado com o calor antes de serem atingidas pelas chamas. Caso contrário, a ideia por si só torna-se insuportável. Imaginar toda aquela gente, aflita, angustiada, a fugir daquele inferno, e a tentar salvar a sua família. É horrível. É ruim demais pensar nisso. E se é mau para mim, imaginem como deverá ser para a família das vitimas. 
Todos os anos acontece este flagelo. E todos os anos morre gente devido a isso. É deveras impressionante. Desta vez, porém, ninguém necessitará de viver mal com a sua consciência porque, ao que parece, a origem destes incêndios foram de causas naturais. Mas nem sempre é assim. Ou melhor, raramente é assim. Seja por interesses mobiliários, económicos ou financeiros, seja por doença psíquica, maldade dos homens, ou então simplesmente devido à aselhice, egoísmo, e/ou falta de sentido cívico do ser humano, a verdade é que todos os anos conseguimos destruir uma parte considerável do nosso património natural, cujo valor é incalculável e insubstituível. Estamos a matar a nossa flora - que traduz a maior beleza do nosso país -, com pontas de cigarro, garrafas de vidro partidas, esquecidas, e fogueiras mal apagadas de piqueniques. O ser humano tornou-se um fardo demasiado pesado para o planeta a partir do qual foi gerado. Comporta-se que nem aquele cretino que cospe no prato no qual acaba de comer. Um idiota, um tolo, e o mesmo ingrato de sempre. Mas uma ingratidão que poderá ficar-lhe caro no futuro. Para o dia em que ele quiser levar os seus filhos a passear para respirar o ar puro da natureza e ele já só existir engarrafado dentro de botijas....que guardarão dentro delas a memória de tudo aquilo que fomos e não fomos no passado.

(Ps: Peço desculpa a quem já tenha comentado, mas por uma questão de respeito às vitimas de Pedrógão Grande, o post anterior foi retirado temporariamente e será postado após terminar o período de 3 dias de luto decretado pelo governo. Obrigado)

Pensador no mundo dos sonhos...

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Hoje entrei de férias. E para começá-las bem, nada como acordar de manhã em sobressalto por causa de um pesadelo que tive durante a noite e que espero não ver repetido. Engraçado essa capacidade que o nosso cérebro tem de criar as mais variadas situações em cenários também eles diversos - que muitas vezes não tem cabimento nenhum, mas que nós, em sonho, achamos sempre perfeitamente normais -, com gente bastante conhecida, outra bem menos ou então conhecida só de vista, e aquela parte de gente que nos é completamente desconhecida ou então que não somos capazes de relembrar se, onde e/ou quando, tivemos a oportunidade de a conhecer. Considerando que o nosso cérebro é uma espécie de computador orgânico que armazena a informação mais diversa de tudo o que vê e sente, seja das situações que vivemos no dia-a-dia, das pessoas que passam por nós na rua (que, muitas vezes, julgamos não estar a prestar atenção mas que, por algum motivo mental  desconhecido, estamos a memorizar), dos episódios vividos com a nossa família mas que anos mais tarde acabamos por relembrar em sonhos (e com um desfecho por vezes diferente), das noticias debitadas pelo nosso ecrã de televisão, das cenas de vida protagonizadas pelas figuras públicas, dos gritos da peixeira, do sorriso do padeiro, da causa dos nossos risos, dos anseios, dos nossos medos, etc.etc., não deixa de ser porém deveras surpreendente que ele consiga compilar todo esse estado de memória para criar, de forma totalmente autónoma, uma espécie de filme fragmentado que normalmente mais tarde temos a capacidade de recordar. 
Mas quando sonhamos, gostamos sempre que os nosso sonhos sejam um reflexo da nossa vida ou daquilo que gostaríamos que ela fosse, com muitos momentos de felicidade, dinheiro a rodo e amor com fartura, seja a nível pessoal, amoroso e familiar. Na verdade nunca estamos devidamente preparados quando eles decidem traduzir em jeito de filme vivido os nossos maiores anseios e medos, levando-nos a ficar inquietos, transpirar na cama ou até a cair da mesma conforme a força do sentimento que os ditos sonhos souberam trazer até nós. Ora, foi precisamente aquilo que aconteceu comigo esta noite. Não, não cai da cama (nem atirei a minha mulher ao chão caso tenham ficado com a dúvida) mas a verdade é que pouco faltou. Sonhei que Portugal tinha sofrido mais um absurdo ataque terrorista promovido pelo Estado Islâmico, num local relativamente perto do lugar onde habito, e que eu não fazia a menor ideia do paradeiro da minha família. Corria que nem uma barata tonta à procura dela...e quanto mais corria menos conseguia chegar a lugar algum. Felizmente que o sonho foi curto (já não tenho idade para correr a noite toda) e sim, obviamente que fiquei feliz por acordar de manhã e saber que a minha família estava lá em casa comigo....a salvo.

Pensadorías sobre Deus...


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Se Deus fosse bom, e amasse verdadeiramente os homens, jamais os criaria para ser sujeitos ao sofrimento da vida. Porque se Deus fosse Omnisciente, saberia logo à partida onde é que tudo isto iria dar, logo, tudo o que seguiu foi obra dele. Se fosse Omnipresente saberia que a serpente andava a circular no paraíso para tentar Adão e Eva - e quem é que deixou entrar a serpente no paraíso, aliás? -. E se fosse Omnipotente conseguiria provar que o homem pediu para nascer...porque se não pediu, então o homem não lhe deve nada...


Preparem-se meus amigos, porque dentro em breve sou bem capaz de colocar um Post ou dois sobre o tema da religião...O que me dizem? Acham que é boa ideia?  :)

A nossa subjectiva razão de ser..

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Como podem ver, voltei a colocar os pés no mundo da "blogosfera" e satisfaz-me saber que há coisas que nunca mudam. Para quem teve a infelicidade de me conhecer mais pessoalmente, sabe que tenho uma postura frequentemente bipolarizada em relação aos conteúdos que vou encontrando na Net. Foi essa bipolaridade que levou-me, inclusive, a criar este blog e a baptiza-lo de "Pensadorías & Trollitadas". Este nome é obviamente um conjunto de palavras inventadas, formado apenas com o objectivo de ser genuíno e relevar a importância de 2 facetas distintas que convivem diariamente comigo. O termo "Pensadorías" representa o meu lado mais pensador, mais contido, maduro, sereno e profundo. Ainda que possa muitas vezes colidir com valores tradicionais ou ideias generalizadas, este meu lado tenta sempre abordar as diversas questões e problemas do mundo de uma forma séria, humana e reflectida. O termo "Trollitadas", por sua vez, é o meu lado humorístico e provocador. Uma faceta que prezo imenso e que tem tanto de brincalhona como de caustica, corrosiva e sarcástica. Esta minha faceta é também responsável pela maioria das coisas bonitas que podem ver neste espaço. Sem ela, jamais haveria neste espaço coragem e atrevimento suficiente para mostrar mulheres bonitas em poses sedutoras ou rabinhos lindos a dar a dar, por exemplo. Da conjugação destas 2 influências nasceu então a famosissima figura de "Francisco o Pensador" que nada mais é do que o meu Alter Ego inventado. Mas com isso não quer dizer que me chame "Francisco" na vida real, ou, muito menos ainda, que eu possa ser um pensador. Mas gosto de me ver assim.
Inicialmente, comecei por chamar-me apenas de "O Pensador" e esta designação foi influenciada pela minha participação no fórum dos "Os Grandes Portugueses", programa televisivo criado pela RTP1 entre 2006 e 2007 e que resultou na cómica eleição de António de Oliveira Salazar como melhor português de sempre. Eu e a minha nina tivemos uma participação muito activa no fórum desse programa e, de uma forma cívica e ordeira (mais ela do que eu felizmente), representávamos o lado opositor às pretensões Salazaristas. Este foi o meu verdadeiro baptismo "virtual" e o cognome de "O Pensador" foi escolhido como uma espécie de provocação para todos aqueles velhos do Restelo que passam o santo dia a dar traques e a dizer que antigamente é que era bom. Enfim, tentei passar a mensagem de que quem quer que fosse um pouco pensador jamais votaria na figura do famigerado Salazar mas, pelos vistos, isso de pouco me serviu. Ganhou a burriquice.
O certo é que desde esse dia comecei a ganhar algum gosto e bastante experiência nestas andanças. Pode vos parecer cómico mas esta aventura foi também a grande responsável por tudo aquilo que hoje sei sobre computadores. A minha ânsia de saber, de aprender, de ser o melhor...e melhorar continuadamente, levou-me a superar-me sempre mais em cada dia até conseguir tornar-me, hoje, um verdadeiro perito na matéria. Inicialmente eu e um grupo de amigos marcávamos encontro no Blog da Ni, depois criei também eu o meu próprio Blog conjuntamente com esta última e mais outros elementos (A grande Teresa, a Pensadora e o Sadeek) e a quem dei o nome de "A Guerra dos Sexos" - Blog esse que estupidamente apaguei quando atravessei uma fase complicada da minha vida e cuja decisão lamentei amargamente até hoje -. Hoje tenho apenas este Blog, que serviu no passado e volta agora a servir como uma espécie de refugio e que podeis descansar porque não tenho nenhuma intenção de apagar por mais péssima que possa se tornar a minha vida. Tudo isto para dizer que, caso alguém aparecer aqui com o anseio de encontrar uma mente brilhante ou um homem de carácter excepcional, então lamento muito dizer-vos que a viagem foi perdida porque não passo de um homem vulgar, tão irrelevante e desinteressante quanto um homem dessa categoria consegue ser.
Normalmente tem imensa gente que, logo de imediato, simpatiza comigo, identifica-se com a minha maneira de ser e partilha os meus valores, mas fico sempre deliciado quando visito certos blogues e apanho alguns aselhas anónimos (ou até muito conhecidos) que, por ficarem chateados com o teor de muitas ideias pessoais que defendo no dia a dia, tentam ofender-me e atacar-me no ponto que eles julgam ser o meu mais sensível. "Para Pensador pensas muito pouco" fartam-se eles de dizer. Se sou "Francisco o Pensador", seria normal que pudesse sentir-me ofendido se alguém me chamasse de estúpido ou mau pensante, certo? Pois seria...mas a normalidade das coisas nunca foi um conceito muito natural para mim. Na verdade, o efeito provocado é precisamente o inverso. Tanto me delicia ouvir isso, que por vezes acabo por me matar a rir. O que esta gente precisa de saber é que cheguei a uma fase da minha vida em que já nada me impressiona, nada me toca e nada me atinge. Muito menos parvoíces ditas por gente que aparenta ser morcona.
Houve também quem já me dissesse que muitas vezes ponho-me a jeito e até parece que estou a pedi-las. E na verdade estou. Não vou ser mentiroso, no mundo da blogosfera procurei sempre eleger uma lista de sítios que pudesse visitar, para os quais sinto um enorme respeito e onde procuro mostrar o meu lado "Pensador", e tem aqueles sítios cuja finalidade é única e exclusivamente para eu brincar e meter nojo. Cada homem precisa de alimentar o espírito mas também a alma...e tive a infelicidade de ter nascido sob a influência do signo Balança. Sei valorizar tudo o que há de bom no mundo, mas também não desvalorizo tudo o que há de mau. Para além disso, já dizia um grande pensador (um a sério desta vez...) de que os homens são escravos das suas paixões, o que eu concordo plenamente. Enquanto houver uma coisa chamada subjectividade humana, não adianta a gente justificar-se ou tentar agradar a todo o mundo. Já houve quem tentasse e deu-se mal. Pelos vistos nem Cristo conseguiu isso, caso contrário não teria sido crucificado pelo seu povo. Por mais bom que sejas, haverá sempre quem queira detestar-te, e por mais mau que sejas, haverá sempre um estúpido que queira defender-te.

"Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam" (Provérbio Árabe)



Sobre a Baleia Azul...

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Não sei porque teimam em chamar de "Baleia Azul" uma baleia branca e cinza escuro que de azul só deve conhecer o oceano. Para mim isso não faz sentido nenhum e talvez seja mesmo por isso que o seu nome tenha sido associado ao jogo mais macabro que vi aparecer até hoje na Internet, tendo, inclusive, o mesmo já vitimado centenas de jovens em todo o mundo. Dos jogos "made in Russia" já nada nos impressiona, porque por aquelas bandas a vida humana assemelha-se a um frasco de Ketchup pronto para ser aberto e consumido. Esta malta tem notoriamente problemas de foro emocional. Conheceram o sabor da Guerra de tantas formas ao longo da sua história que tomaram o sabor da morte e agora já não conseguem viver sem ele. Trata-se pois de um problema cultural que os leva a criar todo o tipo de actividades e jogos perversos que desrespeitam e atentam contra a vida humana. Se a "Baleia Azul" vos parece uma acção abominável, que dizer da noticia que surgiu recentemente entre nós e na qual foi anunciado estar a ser preparado algures na Sibéria uma réplica fidedigna dos "Jogos da Fome" em forma de reality show e no qual tudo seria válido (tudo mesmo!), levando inclusive os seus 30 participantes (15 homens e 15 mulheres) a terem que assinar um contrato no qual aceitam ser violentados, mutilados, violados ou até mortos. Uma coisa de gente maluca, não é? E ao que parece não faltaram malucos a inscrever-se para este desafio. Enfim, hoje em dia o ser humano é capaz de fazer de tudo só para poder aparecer na televisão.
Retornando ao assunto inicial deste post, parece que já conseguiram apanhar um dos criadores deste jogo,o russo Philip Budeikin – de 21 anos de idade –  que mais não é do que um psicopata em potência, mas a questão essencial acaba por ficar mais uma vez esquecida. Antes do "Baleia Azul" invadir o nosso ecrã de Tv com todas estas notícias tristes,  já havia diariamente em todo o mundo milhares de jovens em situação de profunda solidão e desespero que se suicidavam ou estavam em vias de se suicidar. Muita gente não compreende as circunstâncias que levam alguém ao suicídio e muitos australopitecos da era moderna até apelidam este acto de cobardia. Francamente, já imaginaram a coragem necessária para alguém conseguir atirar-se de um viaduto ou de um prédio? Um cobarde é aquele que foge da morte e não o oposto, mas cada qual acredita naquilo que quiser. Na hora da morte somos sempre confrontados com a mais importante das questões. Será que estamos na eminência de perder o prazer da vida...ou será a dor da vida? Se for o prazer, estou seguro que ninguém se matará por vontade própria, mas se for a dor? Se ela não for devidamente tratada, e se a pessoa não tiver a ajuda necessária para o seu caso, então acredito firmemente que nada conseguirá impedi-lo de o fazer.
Esta questão é pertinente e pode ser colocada a cada um de nós. Será que temos tido prazer em viver...ou ultimamente só temos sentido dor?. Obviamente que não quero que ninguém me responda, até porque ninguém gosta de assumir a sua infelicidade, apenas quero alertar-vos para os perigos aos quais julgamos estar imunes mas que muitas vezes estão à espreita no virar da esquina. A nossa maior força está no saber reconhecer as nossas fraquezas e assumir que somos apenas humanos falíveis. Conscientemente podemos ser capazes de discernir uma data de coisas mas é o nosso inconsciente que nos comanda e nos faz atingir o impensável. Todos estes jovens que foram vitimas da Baleia Azul carregavam dentro deles uma grande dor que o jogo apenas soube trazer ao de cima. Quando estamos em desespero e temos uma grande fome de amor acabamos por ser marionetas nas mãos de quem estiver lá para nos escutar e jurar ser capaz de nos compreender. Para os "curadores" do Baleia, isto não passava de um desafio. Era saber qual deles conseguiam levar o maior numero de pessoas ao suicídio, mas para todos estes jovens...era a única oportunidade que tinham da sua voz poder chegar até alguém. De certeza que ao longo da vida eles deixaram muitos sinais de alerta e gritaram por ajuda, mas como o mundo de hoje está sempre numa correria constante e não pára nem por um segundo,  é natural que tudo isso lhe tenha passado ao lado. Assim, convido-vos a todos a fazer um check-up á vossa alma e corrigir tudo aquilo que actualmente possa estar a maltratar o vosso coração. Como dizia um grande artista infelizmente já falecido: "Façam o favor de serem felizes".

Coisas vindas do curação...



Tudo seria tão mais fácil...
mais envolvente e profundo..
e mais interessante para o mundo.
Se o curação das pessoas, 
para além de largar coisas más,
se deixasse também invadir por coisas boas...


***

(Ps: Este poema só é válido para cerca de 3500 biliões de pessoas espalhadas por todo o mundo, aos quais são retirados 57 milhões...)

Amor ou Temor?


A verdadeira questão que se coloca hoje em dia não é saber se Deus existe ou não. A verdadeira questão é saber se após conhecer esse Deus poderemos continuar a acreditar que ele é de natureza boa.

E se aqueles que responderam sim ...o fizeram por recearem o inferno...

Notícias " La Palissianas "

Baseando-se num relatório international  sobre a evolução do fenómeno das drogas e toxicodependências em Portugal e na Europa, a RTP1 decidiu elaborar uma peça noticiosa que pretendeu divulgar algumas conclusões do dito, deixando o La Palisse todo roídinho de inveja, no que a escolha do seu titulo diz respeito:




É evidente que deixou de ser um fenónemo juvenil!
Que eu saiba a Droga consegue destruir os neurónios, a saúde, a auto-estima e o amor-próprio dos "putos", mas não consegue parar nem o crescimento nem o envelhecimento!
Esses "madurinhos" que ainda hoje se encontram agarrados à droga, são os mesmos que na década de 80, quando ainda eles eram simples adolescentes, conheceram o maior pico de drogas em Portugal e tiveram contacto com ela pela 1ª vez.

E se nada for feito entretanto, é só esperar mais alguns anos para ver o fenónemo da droga estender-se também á classe dos idosos...

Pensadorías...

Tratando-se de Religião, futebol ou política, cada qual acredita no que quer ou naquilo que bem precisa...

...e da vida, poderei não vir a receber muito mais do que já tenho - que já é imenso -, mas estou consciente de que sou um grande felizardo, só por estar emocionalmente alheio e psicológicamente imune a tudo isso!

Não sei se repararam que..


...Aquela imagem que ficou publicada no post abaixo deste, não foi nada mais nada menos, senão...euhhh...uma forma vanguardista de cunho ateísta, agnóstica ou deísta (Para vos dizer ao certo, nem eu sei bem o que sou!) para vos desejar a todos um grande e feliz Natal.(Oram digam lá se não tenho bastante jeito para disfarçar os meus esquecimentos, hein!?)
Aliás, Feliz Natal seria cosa pouca...eu diria antes, Feliz dia da Família!
Sim, porque o verdadeiro sentido do Natal, e o seu maior valor, reside na forma como essa cerimónia simboliza a importância da Família.
E tudo o que defende o valor da Família...só pode ser coisa boa!

Cá em casa anda tudo aos pulos, claro (Pudera!), nem sei como é que a cama ainda consegue se manter de pé, e antes que haja algum tarado sexual a desembocar neste espaço através da Google, por vias daquilo que acabei de dizer, acho bem salientar o facto de estar a referir-me aos pulinhos de alegria que os meus filhos deram na minha cama quando vieram me mostrar - efusivamente - os presentes que receberam do Pai Natal.
Já agora, para quem ainda não souber, o Pai Natal sou eu.(Sempre tive ares disso...)
A minha Jolie também deu alguns pulos (Vestida de Mãe Natal, que querem?...Cada qual tem o seu fetiche...hehehe), mas escuso-me a dar mais pormenores ou poderia dar azo a que o dito "tarado" saísse daqui a extasiar de felicidade, e, eu cá sou um homem de respeito.( Com alguns cabelos no peito...)

Não vou nomenclaturalizar os presentes que foram distribuidos, até porque este ano foi particularmente difícil para nós (Moi e ma Jolie) e aqui na Net é sabido que somos todos Doutores bem abastecidos, estando por isso, longe de mim a ideia, de passar uma imagem menos abonatória à meu respeito ou dar sequer um ligeiro ar de roto.(Até porque o termo "roto" conduz sempre a outras designações pouco recomendáveis)
Sei apenas vos dizer que fomos cobertos de muitos miminhos e muitos beijinhos!!
E agora a famosa dúvida:
Mas porque razão recebemos nós tantos beijinhos, se quem deu os presentes foi o Pai Natal?????
Hummmmmmm.....tenho a sensação esquisita de que algo está a escapar-me por aqui...

Mas que interessa a razão? O que interessa realmente, é que nos soube mesmo bem....hehehe
Espero de todo o coração, que com vocês, também tenha sido igual.

E agora...música maestro!