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A outra face do Benfica

Soube ontem que o S.L.Benfica (SLB) lançou um novo apelo na "News Benfica" com a intenção de sensibilizar todos os sócios e simpatizantes encarnados para a necessidade de "atuar de forma rápida e implacável com todas as correntes de violência que semeiam o pânico no desporto". Este apelo surgiu em resposta aos incidentes verificados na autoestrada A1, no passado Domingo dia 23/12, que, se bem se recordam, envolveram um autocarro que seguia para Barcelos carregado de adeptos/simpatizantes benfiquistas que regressavam à casa após terem visto o seu clube infligir uma goleada humilhante por 6-2 ao Braga, tendo o mesmo sido apedrejado na zona de Grijó por alguns jagunços desconhecidos - talvez descontentes com o resultado do jogo ou com a carga policial que alguns adeptos bracarenses foram alvos no estádio da Luz - acabando por resultar dois feridos, um dos quais ficou em estado muito grave e teve que ser levado para o Hospital de Gaia. Apesar de nutrir simpatia pelo FC Porto, como bem sabem, confesso que também fiquei sensibilizado com este apelo e seria perfeitamente capaz de louvar a nobreza desta atitude se ela não estivesse, mais uma vez, carregada de hipocrisia. Francamente, minha gente, será que esta palhaçada nunca mais irá acabar? É verdade que o povo possui uma grave tendência para esquecer tudo e mais alguma coisa, mas já não esquece tão facilmente quando se vê ofendido. Infelizmente, o Benfica possui esse irritante e inegável defeito: enquanto for ele a ganhar, parece um pavão a passear as suas penas, a vida está "nice", o país está bem e o futebol não precisa de nada, mas basta perder uma única vez que seja e é vê-lo armar-se em vitima, em baluarte da verdade, da honestidade, apenas com o propósito de arranjar um pretexto para poder ofender todo o mundo à sua volta. E para piorar o cenário, não só tem o vicio de disparar a torto e a direito, sem qualquer critério nem fundamento, como ainda por cima ficam sempre ofendidos se os visados das criticas...não concordarem imediatamente com eles. Ou por outras palavras, não só ofende as pessoas como ainda por cima exige que lhe seja dada a razão e que que sejam elas a pedir-lhe desculpa. É sabido, e toda gente pode comprovar tudo isso, que, em todas as jornadas de futebol, mal terminam os jogos do FC Porto, e em caso de vitória deste último, poucos minutos após o fim de cada partida o Twitter do Benfica começa logo a debitar todo o género de impropérios, acusações e criticas ao trabalho dos árbitros, Video-árbitro (VAR), assistentes e delegados de jogo, acusando-os da forma mais esquizofrénica que se conhece, de serem incompetentes, de favorecerem o clube azul e branco, de fazerem vista grossa a faltas evidentes que não tem evidência nenhuma, de perdoarem expulsões ou lances para penaltis que só eles conseguem ver através de imagens adulteradas transmitidas pela Benfica Tv, de cimentarem a Liga "Blue Velvet", de promoverem o regresso do Polvo Azul e do Apito Dourado, rebeubeu pardais ao ninho, enfim, um comportamento claramente irresponsável que representa tudo aquilo que, aparentemente, é susceptível de promover correntes de violência que semeiam o pânico no desporto. Querem mais provas daquilo que acabo de afirmar? Com muito gosto. Ainda ninguém sabe (está em fase de investigação) quem perpetrou este ataque cobarde contra o citado autocarro e o clube da Luz já designou um culpado. Usando as redes sociais e os meios de comunicação social ao seu dispor, tem estado a insinuar incansavelmente e com aquela certeza benfiquista que todo o mundo (re)conhece - aquela que quem fala muito mas pouco acerta -, que foram pessoas ligadas à claque dos "Superdragões" que, ainda que não haja nenhuma prova disso, têm estado a promover um clima de medo e intimidação com a chancela do FC Porto. Enfim, ainda não há culpados, nem sequer suspeitos, mas para o Benfica esta questão já foi resolvida, julgada e sentenciada. Há que criar um lobo para que os cães possam ser açulados. Pergunto; Onde estava o sentido de integridade do SLB quando em 1996 viu um adepto benfiquista pertencente à claque do "No Name Boy" lançar um "Very-light" que acabou por matar um adepto sportinguista durante a final da Taça de Portugal no estádio do Jamor? Na altura dos factos alguém viu o clube condenar este desgraçado incidente? Sim, condenou, mas infelizmente foram muitos e demasiados anos depois. Dez, se não me engano. Alguém viu o SLB condenar a morte do adepto sportinguista perto do estádio do Luz quando foi brutalmente atropelado por um carro conduzido por membros de uma claque benfiquista? Claro que não, seria um sacrilégio se o fizesse, e o Luís Filipe Vieira ainda teve o desplante de gozar com a família enlutada dizendo que os adeptos do Sporting não tinham nada que estar ao pé da Luz às três da manhã. E neste último jogo contra o Braga, alguém viu o SLB condenar a carga policial da PSP sobre os adeptos do Braga, tratando à bastonada todos aqueles que estavam ali presentes, incluindo crianças, mulheres e pessoas idosas? Mas é claro que não ouviram, e sabem porquê? Porque entre as vitimas não houve nenhuma que fosse benfiquista - era tudo bandidagem -, e, tal como diz a expressão popular, pimenta no cu dos outros para o Benfica é refresco. É por isso que não acredito em nenhuma palavra dita por aquele clube, pelo menos enquanto o "orelhudo" estiver a comandar os seus destinos, porque é composto por gente hipócrita que só se lembra de apelar à verdade, à honestidade, à calma e à pacificação do futebol quando o mal decide atacar a sua casa, ainda que esse mal seja consequência do mal que fizeram à casa dos outros. Porque, presentemente, é só isso que sabem fazer; Arranjar guerras, ganhar "Ligas" à custa de padres e toupeiras...e fazerem-se de vitimas quando vêem que já não podem ganhar nada. E mais não quero dizer.

Incongruências...

Com a mesma simplicidade e honestidade intelectual com que pediu há tempos, nos Estados Unidos, a responsabilidade dos agentes desportivos e a pacificação do futebol...e poucos dias mais tarde tentou roubar jogadores ao Sporting, o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, aproveitou a Assembleia Geral realizada no passada 6ª feira dia  28/09/18 que serviu para aprovar o relatório e contas da época 2017/2018, para voltar a apelar à justiça e transparência no futebol. "Limpemos o futebol daquilo que ele não precisa: lama, difamação e descrédito.", afirmou ele, parecendo desconhecer completamente todos os ataques feitos diariamente pelo Twitter do Benfica ao trabalho realizado pelos árbitros da 1ª Liga, cujas decisões, a maioria delas acertadas, não penalizam suficientemente as pretensões dos clubes rivais (FC Porto e Sporting) de quererem ser campeões e ferem gravemente a subjectividade dos benfiquistas. "O sentimento que tenho é que temos de jogar o triplo dos outros para ganhar.", acrescentou ele, revelando dessa forma a sua manifesta e total falta de originalidade/criatividade, muito à semelhança de tudo o resto que tem feito no Benfica, aliás, já que esse tipo de discurso já vai sendo proferido pelo Sérgio Conceição e a restante estrutura do FC Porto desde o inicio da época passada.
Não tenho nada contra este tipo de apelos, sobretudo se forem de paz, mas gostaria que eles fossem sinceros e viessem do fundo da alma, em vez de ser palha para burro dormir ou apelos para inglês ver. É que de nada serve estar a pedir hoje paz e amor entre os homens para deixar alguma gente sossegada e no momento imediato seguinte decidir atirar mais outro martelo à testa de alguém. Isto assim não são apelos, são atropelos, mas nem toda a gente parece ser capaz de distinguir a diferença. Quem quer a paz, deve trabalhar para a paz. Ninguém pode procurar a paz com uma mão e semear a guerra com a outra e achar que consegue passar discretamente sem que ninguém se dê conta disso, porque, já praticamente toda a gente conhece o livro "A arte da guerra" do Sun Tzu e esse tipo de práticas já não consegue enganar quase ninguém. Por isso, se o Benfica quiser realmente acabar com este clima de ódio e guerrilha entre clubes, só tem que fazer uma única coisa: Que seja honesto consigo próprio (já que, com os outros é difícil) e avalie tudo o que tem feito nesse sentido até agora.

Sei que vai parecer muito suspeito da minha parte dizer isto, mas, muita razão teve Jorge Nuno Pinto da Costa quando há dias afirmou:

«..O futebol não pode ser uma guerra, tem de servir para unir o país. Eu sei que há indivíduos, talvez por necessidade, uma vez que a vida está difícil para todos, que têm de ir para programas televisivos dizer barbaridades e criar um clima que é lamentável. Mas a culpa não é deles. É de quem lhes dá guarida e os deixa espalhar o ódio permanentemente entre as pessoas..»

Que coisa mais estranha...

E que nome se pode dar...
...às pessoas que passam a sua vida a falar mal...
...das pessoas que passam a vida a falar mal dos outros?


Tentei responder a isto mas o meu cérebro acabou por dar um nó.

O mau perder dos portugueses...

É sobretudo pela forma como demonstram o seu mau perder...
...que os portugueses são conhecidos pelo mundo inteiro...



O português e seleccionador do Irão, Professor Carlos Queiroz, está a ser obviamente um grande hipócrita, porque se a falta geradora de toda esta "celeuma" tivesse sido cometida por um jogador da equipa Iraniana em vez do Ronaldo e o Irão tivesse ganho a partida, acredito muito piamente que ele ia ficar calado e estaria-se a borrifar para o VAR e o Fair-Play. Adoro todos esses indivíduos que abusam do dramatismo, gostam de fazer-se de vitimas quando lhes convém (The world against me?...que narcisista mais patético...) e só falam na beleza da honestidade e do carácter...nas situações em que foram penalizados por vias de alguém ou de alguma coisa, permanecendo sempre calados nos casos em que foram eles os beneficiados.

Por exemplo, o Irão conseguiu empatar o jogo nos últimos minutos com um penalti inventado pelo árbitro Enrique Caceres (Paraguai), mas olhem se o Professor Carlos Queiroz, o "integro", o "honesto", se lembrou de mencionar isso...

Os pequenos instantes da Paz e da Guerra...

"A vida é feita de instantes. Num instante se faz a paz e noutro instante se faz a guerra...e há aquele instante em que o mundo não reconhece nenhum desses dois"

Dizem que a Coreia do Norte e a Coreia do Sul voltaram a apertar as mãos e fizeram as pazes. Dizem, sim, mas será que devemos confiar nisso? É que nem sempre um aperto de mãos traduz um cenário de paz e nem sempre uma vontade de paz se resolve num aperto de mãos. Desde a famosa guerra que ocorreu naquela península entre 1950 e 1953, cerca de 2 anos após a divisão das duas Coreias, que aqueles dois países nunca mais se entenderam e tornaram-se inimigos mortais. Eram duas correias desengrenadas cujo movimento libertado por cada uma delas era influenciado por forças externas muito distintas que designaram aquela região como um ponto chave para travar uma espécie de jogo de poder geo-politico. O Norte recebia o apoio da China e da extinta União Soviética comunista e o Sul recebia o apoio dos Estados Unidos da América. Naquele tempo era assim, tudo servia de pretexto para haver uma disputa entre comunistas e democratas - como aqueles miúdos que gostavam de mostrar a pilinha na escola para saber qual deles tinha a maior -, mas como nenhum dos dois desejavam a guerra nem tinham coragem para dar o primeiro tiro já que ambos tinham poder atómico suficiente para se destruírem um ao outro, criavam estes "conflitos" para fazer demonstrações de poder e assumir posições estratégicas em vários pontos do globo terrestre. A divisão entre as duas Coreias não foi nada mais nada menos senão uma réplica quase tirada a papel químico da situação ocorrida na Alemanha após a guerra de 1945 que dividiu o país em dois e que culminou na criação da RFA - República Federal Alemã (Alemanha Ocidental - Democrata) e da extinta RDA - República Democrata Alemã (Alemanha Oriental - Comunista). E como foi tirada a papel químico, o resto da história também é muito fácil de adivinhar. Durante vários anos, fruto da recuperação económica que os países do mundo inteiro tentavam fazer após o fim da 2ª Guerra mundial, as duas Coreias tiveram uma evolução parecida, mas a partir dos anos 80 a Coreia do Sul, tal como sucedeu à RFA, apoiada pelos investimentos e ensinamentos capitalistas americanos, caminhou a passo de galope em direcção ao sucesso, progresso e modernismo, que a levaram a ser hoje uma das 15 maiores economias do mundo, e a Coreia do Norte, tal como sucedeu na RDA, enquanto vassalo dos comunistas, continuou a caminhar a passo de caracol com uma evolução muito abaixo do seu potencial, depois parou de crescer e deixou-se ficar para trás, estagnou durante largos anos, e acabou mesmo por regredir até tornar-se no parasita que se conhece hoje. O mais engraçado é que, tal como a RDA, apesar de viver debaixo da alçada de um regime autoritário e opressor, o nome verdadeiro da Coreia do Norte é "República Popular Democrática da Coreia". É verdade, parece que estamos perante o conceito democrático mais estranho jamais visto até hoje. Já o Charles Bukowski afirmava que a diferença entre uma democracia e uma ditadura é que numa democracia temos a liberdade de podermos votar antes de sermos obrigados a obedecer às ordens. Assim, talvez a dinastia dos "Kim's" fosse particularmente sensível aos recitais coloquiais do Bukowski, que apreciava relacionamentos baratos e uma vida recheada de álcool, e quando percebeu as reais necessidades da sua população, sentiu o seu apelo e acabou por afastar dela o fardo de ter que ir às urnas considerando apenas produtivo a parte do ter que "obedecer às ordens".

Bem, o que é certo é que ultimamente tudo parecia estar a correr mal e o mundo ameaçava mergulhar novamente no abismo. Como resultado de várias décadas a viver em total sacrifício e das centenas, milhentas ou trilhentas sanções económicas impostas à Coreia do Norte pela ONU (Organização das Nações Unidas) devido às violações sucessivas que ela perpetrava contra os direitos humanos, o governo de Pyongyang começou a desenvolver um programa nuclear de modo a criar armas argumentos capazes de sacudir a pressão internacional existente à volta dele e, suspeito, fazer com que pudesse também deixar de ser tão subserviente face à China. O certo é que ela foi tão determinada e persistente no seu objectivo que acabou mesmo por ser bem sucedida. Construiu a sua "Bomba nuclear" e, como se não bastasse, quis demonstrar que o seu poder militar não tinha apenas um alcance regional mas também uma visão global, com recados óbvios para a América. O resto já todos nós sabemos, foi aquilo que temos assistido até agora. De um lado tínhamos o grande líder Kim Jong-Un, também conhecido por "Rocket Man", a testar os seus misseis e a mandar toda uma série de provocações aos países vizinhos, criando grande tensão na região, e do outro tínhamos o nosso Pato "Donald", também conhecido por Donald Trump, a esfregar as mãos de contente perante a possibilidade de poder enriquecer às custas da Lockheed Martin, da General Dynamics e restante indústria bélica americana. Uma guerra só pode ser travada com armas e a América tem pelo menos 12 empresas fabricantes delas por sustentar, caso contrário...o mundo se calhar não teria guerras. Também em jeito de provocação, o nosso "Pato" tratou logo de lançar um novo pacote de sanções e mandou o porta-aviões nuclear norte-americano "Carl Vinson" e outros navios de guerra fazer exercícios militares na península da Coreia para ferir ainda mais o orgulho norte-coreano e levá-lo ao desespero de ter de ser ele o primeiro a atacar - para depois poder ripostar em jeito de legitima defesa -. Acho inclusive que houve um momento em que o mundo já estava a consciencializar-se de que não havia outro modo de conseguir resolver esta ameaça e já só esperávamos saber quando é que seria dado o primeiro tiro para que as hostilidades pudessem ser abertas. E quando tudo previa uma guerra...eis que surgiu um sinal de paz da parte daquele que menos se esperava. A Coreia do Norte, e dizem que é uma paz bem intencionada e verdadeira. Dizem...e eu acredito que seja verdade.

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Primeiramente devo dizer que acho absolutamente patético aquilo que a comunicação social está a tentar fazer actualmente, tentando eleger o Pato Donald como grande responsável deste volte-face a ponto de querer sugerir o nome dele para Nobel da Paz. Eu sei que o Pato vai fazer de tudo por tudo para assumir o papel de grande protagonista desta história de amor ressuscitado mas, se isso viesse a acontecer, seria uma hipocrisia tremenda, uma ofensa e um erro extremamente grosseiro que mancharia a galeria das pessoas integras e honradas que ganharam esse prémio. Donald Trump é responsável sim, mas não pelos motivos que se conhece. Foi o facto de ele ser tão insensível e maluco que incentivou as duas Coreias a voltarem-se de novo uma para a outra. Talvez haja quem me queira apelidar de sonso ou anjinho por estar a dizer isto mas eu acredito que a Coreia do Norte tenha desejado desde sempre essa paz, mas como vivemos numa sociedade cuja subjectividade dos habitantes é constantemente excitada pela panóplia de emoções impactantes que os "mídia" tentam sempre provocar nas pessoas e pela verdade que muitas vezes eles se coíbem de revelar, é natural que esta minha afirmação possa parecer-vos um perfeito disparate. Isto é conforme a inclinação do campo. A Coreia do Norte está para o mundo civilizado, como o FC. Porto está para os benfiquistas a verdade desportiva do mundo do futebol, e ai de quem ousar rebater essa ideia. Uma verdade por vezes pode tornar-se aborrecida quando ela trabalha contra nós e, no meio jornalístico, costuma-se dizer que nunca devemos deixar que uma verdade possa estragar uma boa história. Mas a verdade, porém, feliz ou infelizmente, é que há muito mais a conseguir unir as duas Coreias do que aquilo que consegue separá-las. Partilham o mesmo nome, falam a mesma língua, tem a mesma cultura gastronómica e ocupam o mesmo território (península). Ou por outras palavras, apesar das diferenças, nunca deixaram de ser irmãos. E por serem irmãos, sofriam ambos do mesmo mal de família. O orgulho. Assim, acho que esses dois países sempre quiseram fazer as pazes mas nenhum dos dois queria fazê-lo na condição de nação derrotada. Ambas queriam fazê-lo de cabeça erguida, sem medos e sem o sabor da espada encostada à garganta. Foi por isso que a Coreia do Norte desenvolveu o seu programa nuclear. Ela queria ter a possibilidade de poder olhar nos olhos dos seus inimigos de igual para igual e provar ao mundo que tinha condições para arrebentar com ele se tal fosse o seu desejo. E tinha na verdade, ou se não tinha, pouca faltava para ter. E é também por isso que eu acho que esta nova aliança formada entre os dois tem todas as condições para dar tudo certo. Desde que não falte o pão...nenhum dos dois negará ao outro a sua razão. O jogo do poder passou a contar com um novo jogador. Agora que o Kim Jong-Un tomou consciência do seu poder no mundo, já não precisa de se esconder nem de temer mais ninguém à sua volta. Agora que o Kim tomou consciência do seu poder...chegou a hora de reclamar o seu lugar por direito na mesa das nações poderosas, para deixar finalmente de ser visto como um peão e passar também ele a brincar com os destinos dos outros.

Dizem que a Coreia do Norte e a Coreia do Sul voltaram a apertar as mãos e fizeram as pazes. Dizem...e estaremos todos aqui para ver até quando ou até que ponto isso se tornou verdade...

La justicia machista...

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Primeiro a humanidade tomou contacto com o "Ménage a Um", por ser a técnica de relaxamento mais difundida no mundo inteiro e também comummente conhecida por "Prazer solitário" ou técnica do "Toca-o-bicho". Depois a Argentina deu a conhecer o "Ménage a Dois", porque seja nas pistas de dança, nas relações amorosas como em tudo o resto na vida sempre foram precisos dois para poder se dançar o Tango. Mais tarde a França sacudiu o mundo com o "Ménage a Três", porque uma vida por vezes ganha mais significado se receber um bocadinho mais de aventura, ousadia, atrevimento e uma pitada de frisson. Mais tarde ainda, foi a vez da América apresentar o seu "Ménage a Quatro", um conceito sexual poligâmico e poliglótico também conhecido por "Poliamor", ou sexo entre pelo menos dois casais, porque toda a palavra que leva o termo "Amor" no final não só corre menos riscos de ser censurável como parecerá também menos condenável. E agora, por fim, na Espanha, país inventor da punheta espanhola e candidato ao prémio Nobel do Forrobodó, ficamos a saber que quando uma manada de 5 jovens delinquentes se lembrar de violar uma mulher indefesa isso já não constitui um crime de violação punível com 20 anos de prisão. Não meus amigos, como agora somos uma sociedade mais informada e evoluída, isso agora passou a ser conhecido por "Ménage a Cinco"...e para alguns juízes muito respeitáveis e amigos da comunidade, também é facilmente confundido com técnicas de prazer e relaxamento...

Agora já percebo porque razão muitas Paellas já começaram a ser servidas com salsichas e o Gaspacho é feito com tomates inteiros bem maduros. Uns verdadeiros tarados estes espanhóis...

E porque hoje se falou tanto em liberdade...


...Como se fosse o Santo Graal da nossa existência e sem terem a menor noção do que ela quererá dizer...que tal a gente escutar a voz de quem goza os créditos de perceber alguma coisa do assunto? Um poema de Miguel Torga, talvez. É que, mesmo sabendo que hoje é o famigerado 25 de Abril e que por vias disso devemos sempre esperar todo os géneros de teatro, a verdade é que já me cansa a alma - mas sobretudo os tímpanos dos ouvidos - de tanto ouvir os nossos governantes e essa costumeira corja de políticos, todos eles falsos como Judas, a falar de liberdade como se ela fosse um valor sagrado indestrutível e indesmentível para eles e um estorvo desnecessário para os outros. Se prezam assim tanto o valor da liberdade, porque estão sempre a maltratá-la, amordaçá-la e a perpetuar no parlamento o coeficiente de Gini que fazem de nós os palhaços da Europa e nos coloca sempre no pódio das desigualdades sociais? Porque continuam a fazer de conta que a liberdade existe se na realidade ela nunca existiu? Não da forma como ela está a ser apresentada perante nós pelo menos. Liberdade é viver, não sobreviver! Liberdade é podermos seguir os nossos sonhos e acreditar na força do nosso mérito e não estudar anos e anos a fio numa universidade para depois irmos parar à caixa de um hipermercado, ou então sermos obrigados a deixar os amigos e a nossa família para trás por termos de emigrar a fim de criar algum valor. De que serve podermos falar o que quisermos se ninguém ouve a nossa voz? De que serve termos a liberdade de poder circular onde quer que seja se não pudermos ir para lado nenhum? De que serve o ensino ser "tendencialmente gratuito" se temos que pagar os manuais, material escolar e as custas todas da educação até completarem os 18 anos e muitas vezes depois disso? De que serve termos um carro se a porra da gasolina está sempre a subir para satisfazer os 63% de impostos que revertem a favor do Estado? De que serve termos um serviço de saúde considerado dos melhores do mundo se continuamos a ver pessoas andarem 30 ou 40 kilometros para conseguir uma consulta médica, outras que chegam a esperar muitas vezes 7 horas para serem atendidos nos serviços de urgências, mais aquelas que acabam por morrer nas intermináveis filas de espera para serem operados? Se tomarmos como referência um pais como a China ou a Correia do Norte, aposto que muita gente diria que somos um povo abençoado e livre, mas se olharmos para o que se passa no resto da Europa, aquela da qual supostamente fazemos parte, já se diria que continuamos a ser um povo escravo, discriminado e maltratado. Um país de nabos à beira-mar plantados que paga tudo aquilo que os outros europeus pagam mas que só recebe uma merda a que muita gente chama de salário, e não há pseudo-socialismos que consigam camuflar essa triste realidade. Dizem que o 25 de Abril trouxe-nos o direito à liberdade, mas eu digo que só nos trouxe a ilusão de sermos livres, e quem discordar...tem toda a liberdade de o fazer porque eu, pelo menos, respeito isso...


Conquista

Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!

Miguel Torga, in 'Cântico do Homem'

No dia da Terra...

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Hoje, por todo o mundo, festeja-se o dia da Terra e este talvez seja o post que as pessoas irão menos gostar de ler de todos aqueles que escrevi. Mas primeiro comecemos pela parte boa e vamos falar deste dia tão singular que desde 1970 tem procurado despertar a consciência dos homens para os problemas ambientais que tem fustigado cada vez mais a saúde ambiental do nosso Planeta. Hoje talvez seja possível encontrar pelo mundo um resquício dessa consciência. Acredito que um pouco por toda a parte, desde a América até a cochinchina, as cadeias televisivas irão fartar-se de noticiar tudo o que de mais belo e bonito está a ser feito neste dia para tornar o planeta mais limpo e mais amigo do ambiente. Com recurso a imagens de todo o tipo, seja de um velhote a plantar uma palmeira no Haiti ou uma turma de crianças a dar as mãos e a fazer uma rodinha à volta de uma árvore algures no Japão, ou até mesmo de um chinês a fazer festinhas na cabeça de um urso panda, seremos imediatamente transportados para um mundo imaginário onde é possível haver paz e amor entre os homens, onde o futuro da humanidade tem um aspecto risonho e a poluição do planeta ficou condenada a tornar-se apenas um mito. Hoje, um pouco por toda a parte, haverá quem apanhe um papel do chão e quem faça a distribuição correcta do lixo no ecoponto. Vidros no contentor verde, pilhas no "pilhão" vermelho, papeis e cartão no azul, metais e embalagens de plástico no amarelo. Wuauu! hoje haverá muita gente orgulhosa de si própria, e sentirá muita pena de não poder fazer isso todos os dias. Tomará que o "Dia da Terra" pudesse ser celebrado todos os dias e talvez assim já fosse possível...

Hoje toda a gente é "Green". Hoje toda a gente é amiga do planeta.

Mas amanhã já é outro dia, e tudo aquilo que hoje consideram importante relembrar, amanhã tudo deixa de ter significado. O ser humano, infelizmente, tem a memória demasiado curta e consegue esquecer à velocidade da luz tudo aquilo que considera de pouco interesse. Toda a gente gosta de ter um planeta verde, com campos verdejantes, céus de azul cristalino e oceanos de azul profundo, mas as pessoas só se lembram de valorizar tudo isso quando um certo dia acordam de  manhã e dão-se conta que deixaram de o ter. Sejamos honestos, ninguém se lembra da camada do ozono, das alterações climatéricas, da subida do nível das águas do mar, do aumento acelerado da temperatura global do planeta ou do filme do Al Gore, a não ser quando uma tempestade violenta lhe aparece à porta e leva o telhado, uma montanha se abate sobre as povoações circundantes através do deslizamento de terras provocado pela chuva insistente ou um tsunami surge sem aviso varrendo tudo à sua passagem, provocando centenas ou milhares de vitimas. Enquanto a tragédia viver na casa alheia ninguém fica preocupado com nada. Ufa, foi mesmo ali ao lado - pensará muita gente enquanto a mídia contabiliza o números de mortos provocados por um deslizamento de terras ocorrido algures nas Filipinas. O mundo estará sempre bem para a parte do mundo que estiver a viver bem. Mas mesmo quando não acontece nada, nada está bem em lado algum, nem nunca estará.

E é neste ponto que eu chego à parte menos divertida deste post. Se não quiserem ficar deprimidos, aconselho-os desde já a parar de ler este texto. Lamento dizer-vos mas seja qual for o esforço do homem, o destino da humanidade será sempre dramático. Pode não ser agora, pode não ser daqui a 100 anos, ou mil, mas um dia irá sê-lo de certeza absoluta e quando esse dia chegar...ninguém lamentará o desaparecimento do Tigre da Sibéria, do Urso Panda, da Onça Pintada, do Tubarão Branco, do Golfinho, da Coruja das Torres ou do Koala, e se encontrar algum deles, será sempre para metê-lo imediatamente na barriga antes que mais alguém apareça. Vejam as coisas desta forma. Comparem o planeta Terra a uma chávena de café e nós somos os pingos de café que estamos a ser introduzidos lenta e docemente dentro dela. Façamos o que fizermos, haverá um dia em que já não haverá espaço e a chávena irá entornar, e nessa altura...a vida do homem será muito dramática. Iremos matar-nos uns aos outros e, para sobrevivermos, poderemos ser forçados a ter que fazer coisas muito desumanas para comer. Não sei se já terá acontecido no passado, mas sei que irá acontecer seguramente no futuro. Assim, acredito muito firmemente que todas estas alterações climatéricas que são resultado de todo o mal que estamos a fazer ao nosso planeta, ao invés de virem a ser a destruição do homem, acabará por ser a salvação da sua presença no mundo. Para uma parte dela e por mais um período de anos pelo menos, porque em todas as carnificinas, genocídios e tragédias humanas relatadas na nossa história, há sempre uma parte que consegue sobreviver ao mais terrível dos apocalipses. Como uma rosa nascida no meio do cimento, para começar tudo de novo...quiçá.

Eu avisei que vocês não iam gostar...

Diz que foi o Dia da Mulher...

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Anteontem celebrou-se o Dia Internacional da Mulher. Desculpem-me se venho falar disso só agora mas uma série de acontecimentos indesejados tem-me desgastado de tal modo que, confesso, acabei por acusar algum cansaço emocional e fiquei sem vontade nenhuma de escrever. Mas verdade também seja dita, tenho a confessar que detesto esse dia. Detesto-o porque enquanto ele existir isso quer sobretudo dizer que o mundo continua desigual e que as mulheres continuam a ser penalizadas, maltratadas e descriminadas, num planeta onde prevalece sobretudo a vontade dos homens. Assim, sonho acima de tudo com o dia em que o Dia da Mulher deixe de fazer qualquer sentido. O dia em que homens e mulheres tenham ambos deveres e direitos iguais. Eu sei que ainda estamos muito longe disso e que por vezes parece que nem vale a pena sonhar muito com isso, mas lá diz o poeta...tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Enfim, um pouco por todo o mundo multiplicaram-se iniciativas e imbecilidades de todo o género para marcar este dia, seja porque existe sempre algum aproveitamento económico ou politico que algumas entidades gostam de fazer desta data, seja porque é sempre um óptimo pretexto para fazer uma farra/festa e dar umas cambalhotas com o padeiro da esquina, ou seja porque existe alguma convicção de que há muito trabalho por fazer até nivelar as coisas entre homens e mulheres e este dia é sempre uma boa oportunidade para incluir este assunto na agenda politica, mas aquilo que me faz imensa confusão é sobretudo a forma como muitas vezes alguma gente tenta passar uma espécie de imagem de gratidão, respeito e reconhecimento, pelos serviços prestados e pelo papel activo que a mulher desempenha tão diligentemente na sociedade, mas em vez disso, acaba por maltratá-la ainda mais, quando não chega mesmo ao ponto de ofendê-la com um cinismo tão evidente que chega a parecer quase sexismo. A Cristina Ferreira foi logo das primeiras oportunistas celebridades a mostrar a cara nesse dia, ou melhor dizer, o peito, ainda que tivesse sido feito de uma forma mais ou menos discreta, sem dar muitas possibilidades de que pudessem ver-lhes os mamilos por debaixo do seu mini-vestido, já que ela decidiu celebrar o Dia da Mulher sem sutiã como forma de provar a "pouca importância" que ela costuma atribuir a este dia. Isto agora é assim, quando se quer dar pouca importância a alguma coisa vai-se tirando peças de roupa até ficar do mesmo jeito que estava o menino jesus quando nasceu. É uma espécie de "Strip-ideológico" cuja inspiração talvez tenha surgido numa visita que Cristina possa ter feito à Eros Porto 2018. Primeiro tira-se o sutiã, depois as cuequinhas, depois o mini-vestido e por ai adiante, até que, por fim, temos a Cristina no seu habitat natural. Tirei o sutiã porque considero este dia normal...mas quem é que aquela mulher pensa enganar? Tirou o sutiã porque isso atrai o público e no esplendor dos seus 40 anos ela continua a ser uma mulher sensual e quer vender mais revistas enquanto não atingir a idade gelatinosa da Lili Caneças. Sim gelatinosa, é aquela idade onde cada parte do nosso corpo parece quase feita de gelatina de tão rija que é.
E que dizer da MCDonalds, essa gigantona multinacional criadora de miúdos obesos? Aposto que muita gente deve ter-se fartado de elogiar a atitude da McDonalds que, pela primeira vez na sua história, teve a terrível e brilhante ideia de virar o seu logótipo de pernas para o ar nos cerca de 100 restaurantes da cadeia de fast-food que possui nos Estados Unidos, para revelar um "W" no lugar do habitual "M" e fazer referência ao termo "Woman" (mulher), com o objectivo(?) de honrar as "extraordinárias conquistas das mulheres em todo o mundo e especialmente nos nossos restaurantes", disse Wendy Lewis, responsável pelo departamento de diversidade da McDonald's num comunicado. Aparentemente talvez isto tenha parecido uma boa ideia para uma grande parte do mundo, que poderá ver nisto um manifesto elogio ao papel das mulheres, mas lamento dizer que nada poderia estar mais longe da verdade. Foi uma grande palhaçada isso sim!
Confusos? mas olhem que no entanto isto até é bem fácil de ver. Eu sei que tenho um dom extraordinário para ver estas coisas, e isso talvez faça de mim um dos tipos mais odiosos que existe à face da Terra porque não só tenho o vício de matar a "fantasia" que muita gente gosta de alimentar como ainda por cima consigo transformar frequentemente algo aparentemente belo numa extraordinária porcaria, levando muita gente a "odiar-me" pelo meu atrevimento. E o que foi que eu vi afinal, querem vocês saber? Bem...para perceberem como eu, terão que abandonar um bocadinho essa ideia linda de que no mundo é perfeito e só existem pessoas boas e seguir a mesma linha de raciocínio que segui antes de puxar o autoclismo e atirá-la pela retrete abaixo. A McDonalds tinha um "M" (man) mas depois decidiu virá-lo de pernas para o ar para dessa forma obter um "W"(woman)....
A sério que ainda não viram nada de mal? Ok, vou tentar explicar isto um bocadinho melhor.Temos aqui um homem (M) mas se o virarmos de pernas para o ar, obtemos dessa forma uma mulher (W)...ou por outras palavras ainda, a imagem da mulher continua a ser aquela que apenas resulta do homem e que se reconhece por estar de pernas abertas para o ar. Ora digam-me lá se isto não é simplesmente repugnante? E não sabem ainda a melhor, o cinismo dessa companhia é tão grande que, para festejar o Dia da Mulher, deixou alguns dos seus restaurantes dar folgas aos homens e ficaram apenas as mulheres a trabalhar. Hilariante, a sério que eu pasmo com isto...e pasmo mais ainda por ser talvez o único a fazê-lo...

Nas saias do Papa Francisco...

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José Carlos Coelho, escultor de Freamunde, em Paços de Ferreira, construiu uma estátua de granito com quatro metros de altura e nove toneladas de peso para homenagear o Papa Francisco, numa obra que demorou cerca de um ano a ficar concluída. O escultor pacense afirma-se como um admirador confesso das qualidades humanas do Sumo Pontífice e diz que esta obra teve o propósito de homenagear a "simplicidade" e "proximidade às pessoas" reveladas por ele, assim como o seu papel histórico na história recente do nosso país com a beatificação dos 3 pastorinhos de Fátima, o que é extremamente errado como propósito. Como pode a "simplicidade" de alguém ser representada por uma estátua tão grande e imponente (isso não seria antes a grandiosidade?), e como pode ela tornar-se próxima das pessoas se toda a gente irá precisar de vergar o pescoço para ver-lhe o rosto e a única coisa que consegue levar de frente é a zona dos seus genitais? Dizer que esta estátua representa a simplicidade de uma pessoa é o mesmo que dizer que a Basílica da Santíssima Trindade, em Fátima, que custou cerca de 80 milhões de Euros, também representa a pobreza, discrição e humildade. E em seguida vamos ter que levar com o quê? Com um padeiro que decide fazer um bolo com 20 metros de diâmetro para homenagear o seu desapego e abnegação? Um cozinheiro que decide cozinhar um Arroz à Valenciana dentro de uma "Paellera" com 50 metros de diâmetro para homenagear a sua sobriedade e contenção? Ou ainda uma empresa de brinquedos eróticos que decide construir um vibrador com 2 metros de comprimento e 50 centímetros de grossura com a imagem do Papa Francisco estampada para homenagear a sua castidade e abstinência? Tenham mas é juízo, isso sim!
Obviamente que José Carlos Coelho apenas pretende ganhar dinheiro e ser famoso à custa de uma figura pública, do seu trabalho, e das qualidades artísticas que manifestamente tem, mas eu sentiria mais respeito por ele se assumisse de forma clara, sem fingimentos e sem falsas demagogias, de que esse é o seu verdadeiro propósito.

A hipócrita facilidade de amar o bonito...

E aquelas pessoas que dizem amar imenso os animais e que adorariam ter muitos em casa mas que depois quando vêem um cão vadio a passar na rua com o aspecto de quem está cheio de fome e a precisar urgentemente de um dono e lhes perguntamos se querem levar o coitado do bichinho para casa, respondem-te assim:

- Uii...não, aquele não que é feio que dói.


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Bonita exemplificação dos animais que podem ser amados...

Catalunha ou o prelúdio de uma democracia condenada à morte...

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Tenho seguido com bastante interesse as noticias que nos tem chegado da situação dramática que se vive actualmente na Espanha, mais concretamente na Catalunha. É assim, desde pequeninos que somos educados para a cidadania e para viver em democracia. Na escola aprendemos que todos os homens são livres e iguais perante a Lei, que cada cidadão tem uma série de direitos que estão consagrados pela Constituição através de vários princípios indissolúveis de entre os quais figuram alguns fundamentais como o princípio da igualdade e do direito à resistência perante qualquer forma de opressão. A constituição atribui-nos ainda muitos outros direitos tais como o direito à vida, à integridade pessoal, à cidadania, à palavra, à liberdade e à segurança, e à livre expressão do nosso pensamento e informação. Assim, crescemos com a fantasia de que existe um conjunto de regras inquestionáveis e invioláveis que visam garantir que não sejam repetidos alguns erros do passado e que o povo não se veja novamente sujeito às tormentas de ter que viver sob a alçada de regimes políticos opressores fascistas que negam ao ser humano qualquer pretensão que ele tenha de ser feliz. Disse fantasia porque, infelizmente, quando a Democracia é convidada a mostrar a sua força, mas, sobretudo, a sua diferença quando comparada com regimes mais autoritários, é com alguma surpresa que verificamos que, afinal, e tal com esses, ela não passa de uma grande treta. Senão vejamos. Temos na Catalunha um povo que nunca se identificou com o reino Espanhol e para provar isso basta dizer que essa região possui a sua própria língua, história e cultura. Perdeu a independência e autonomia pela primeira vez em 1714 quando Barcelona foi cercada pelos Borbónicos e após ter conseguido recuperá-la em 1931, acabou por voltar a perdê-la anos mais tarde com a ditadura franquista. Após a morte de Franco,e com a restauração da democracia, foi permitido à Catalunha ter o seu próprio parlamento, força policial e sistema de educação, tornando-se assim umas das 17 regiões autónomas que compõe a Espanha. Mas a a região da Catalunha goza de um grave defeito. O pior de todos por assim dizer. Para além de ser a 2ª região mais populosa do país, trata-se também da mais rica de Espanha e representa 20% do seu PIB nacional. O resto já se sabe, quem é rico...nunca gostou muito de partilhar com quem é pobre, ainda para mais se foi coagido a fazê-lo sob a ameaça de armas de fogo. Assim, temos uma Catalunha (7 milhões de habitantes) cuja história fê-la ganhar ódio por MADRID e esse ódio irá estender-se ao longo dos séculos que ainda hão-de vir. Por ser tão rica e tão decisiva na economia Espanhola, não será nenhum absurdo dizer que o seu afastamento provocaria irremediavelmente o colapso do país, colocando assim o governo Espanhol numa situação de extrema fragilidade à semelhança do que se passaria se a região do Porto quisesse ser independente e decidisse separar-se de Portugal por exemplo. Trata-se de uma questão delicada que dificilmente terá uma solução à vista e que já por isso requer muito cuidado e bom senso da parte de quem governa. No entanto considero que o governo de Mariano Rajoy tem estado a meter os pés pelas mãos nesta questão. Há um referendo no ar e que decide ele fazer? Vai proibir as pessoas de votar , violando assim os seus direitos mais fundamentais e ferindo também o seu orgulho. Se até ali podia haver alguns "indecisos" ou algum cepticismo nesta questão , com aquele gesto acabou por matar qualquer simpatia existente à capital e deixou logo tudo decidido. Os Catalães, como seria de esperar, na sua qualidade de gente brava e orgulhosa, jamais iriam permitir que tal afronta do governo passasse em claro e, à semelhança do que faria qualquer povo que visse a sua casa a ser atacada, reagiram e trataram logo de arranjar soluções para que esse referendo pudesse realizar-se. E realizou-se. Mas o que se seguiu depois merece figurar nos anais da historia como a mais triste, perversa  e execrável lição democrática alguma vez revelada pelo homem. Essa nova lição democrática, dessa "nova democracia" que hoje em dia parece estar a nascer perante os nossos olhos, baseia-se na premissa seguinte:«Podes beber desde que bebas da minha fonte, podes comer desde que comas da minha mão, e podes pensar desde que penses igual a mim, porque se beberes da tua fonte, comeres do teu prato, pensares pela tua cabeça ou quiseres decidir o teu futuro, serás maltratado, espancado ou preso como o grande malfeitor que és...». Em suma, de tanto maltratarmos a democracia ela acabou por estender de novo o tapete ao fascismo, tendo a Espanha assumido carregar o estandarte do primeiro exemplo. Assim, sob a capa da "legalidade" e servindo-se do aparelho jurídico burguês espanhol, o estado desencadeou uma verdadeira operação repressiva sobre a região da Catalunha, destacando para o local mais de 10.000 soldados para intimidar a população, invadiu três ministérios da Generalitat (Economia, Negócios Estrangeiros e Presidência) e prendeu 13 dos seus membros. Encerrou locais de voto, confiscou urnas e cédulas eleitorais, e espancou a população presente nos locais de voto provocando assim mais de 900 feridos. E no fim de tudo isto, o Rei de Espanha, Felipe VI, com o gesto mais hipócrita que tive o desprazer de ver até hoje da parte de um pseudo-rei, ainda teve a lata de invocar a deslealdade e falta de respeito do povo catalão pelo espírito democrático para justificar as acções anti-democráticas que o governo decidiu tomar contra eles. Sem mais palavras...

Donald "Tramp" around the world...

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Donald Trump, capitalista mundano e presidente dos Estados Unidos da América. O único homem até hoje que conseguiu, à mesma hora e no mesmo discurso, acusar a imprensa de promover a divisão do país e dar voz aos racistas....para depois, poucos minutos mais tarde, afirmar que considera muito seriamente conceder um indulto ao Joe Arpaio, o polémico ex-xerife do condado de Maricopa (Arizona) que foi acusado de perseguir imigrantes latinos. Haverá alguém no mundo que seja capaz de compreender a dualidade de critérios e a "bipolaridade" racional deste homem? Se houver, deve estar a viver num hospício com toda a certeza...porque ninguém atura uma besta destas!

Enfim, são aquelas "Trumpalhadas" do costume...

Experiências tauromáquicas...(Traumáticas quis eu dizer!) *

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*...ou também o momento em que um pai percebe como é fácil mentir para um filho mas como se torna custoso tentar enganá-lo...sobretudo quando precisa também de enganar-se a si próprio...

Pai, o que é que estás a ver na televisão?
Bem, aquilo é...humm....humm....bom, aquilo é tourada filho. É um espectáculo que gostam de fazer com touros, mas porquê? nunca tinhas visto?
Não, é a primeira vez que vejo isto. Aquele senhor tem uma fatiota engraçada. Mas porque está a fazer mal ao touro?
Fazer mal? Mas que nada, porque dizes isso?
Sim aquele senhor em cima do cavalo espetou paus nas costas do touro, aquilo deve doer muito.
Mas não filho, nada disso, aquilo é tudo a fingir. É tudo teatro. O animal não está a sentir dores nenhumas, muito pelo contrário, ele está todo feliz e contente.
Mas como está feliz? O pai ficaria feliz se alguém lhe espetasse paus nas costas?
É diferente filho, eu sou um ser humano, não sou nenhum touro.
Mas é diferente porquê Pai? Não consigo perceber.
Bem, os touros já estão habituados e já nascem com buraquinhos nas costas para poder encaixar aqueles pauzinhos todos. Não estejas preocupado. Aquilo é tudo brincadeira. Um jogo a fingir, percebes?
A sério Pai? A sério que não doí mesmo?
Mas é claro que não doí filhote, achas mesmo que iam deixar mostrar isto em directo na televisão se alguma vez doesse? Nunca deixariam fazer isso. E tinham que meter uma rodinha vermelha no canto direito para avisar as crianças que era algo feio. Aquilo é tudo gente boa, católica, que acredita em Deus e vai todos os domingos à missa. Só as pessoas más é que gostam de fazer mal aos bichos.
Deus não gosta de ver isso pois não Pai?
É claro que não, ia mandar aquela gente toda para o inferno se gostassem de ver um animal sofrer. E achas mesmo que se fosse uma coisa feia o pai ia ficar a ver isto?
Mas Pai, o touro parece estar a sangrar...
Não filhote, perdestes o juízo? aquilo não é sangue, é tinta vermelha!
Eles pintaram o touro?
Sim filhote, fazem sempre isso durante o espectáculo que é para ele ficar mais bonito.
Ahhh....agora já percebi tudo! é por isso é que ele fica feliz?
Sim, sim filhote, ora ai está, é mesmo por causa disso...
(...)
Pai, já vais mudar de Canal?
Sim, estava a apetececer-me fazer isso.
Mas porque vais mudar de canal se aquilo é tão bonito?
Por nada filho mas, sei-lá...apetecia-me ver o Canal Panda. Não te apetecia vê-lo também um bocadinho comigo?


Michael Jackson anda armado em quê?


"Se eu soubesse que um dia a América seria governada por um de nós, jamais teria mudado de cor."



Mas que bicho terá mordido o homem?

É sabido, desde há muitos anos, que o cantor norte-americano padece de uma doença - ainda hoje incurável - chamada "Vitiligo", que provoca uma despigmentação parcial ou total da pele em determinadas zonas do corpo e que por vias disso, fê-lo querer submeter-se à várias operações cirúrgicas para tentar corrigir/eliminar as marcas que ostentava no rosto.
Infelizmente, algumas operações acabaram por correr mal e tornaram-no na aberração ambulante que se conhece hoje.

Não sabia, pois não? É normal, foi um segredo tão bem guardado durante tantos longos anos, que à custa dele, houve mesmo quem pensasse que o cantor sentia preconceitos de ser negro e que tentava à todo o custo mudar a sua cor de pele.

E agora dá a crer que o homem terá perdido completamente o juízo, alucina, delira, ou então anda armado em parvo, porque essa história de "arrependimento" não só não convence ninguém, como ainda por cima, não irá beneficia-lo em nada. Nem perante os negros e muito menos perante os brancos.
Francamente, confesso que fiquei sem perceber a ideia dele, ou mais especificamente, quem é que ele pretende atingir com esta declaração, mas eu cá desconfio que a vitiligo já lhe esteja a atacar os miolos.
Mas seja o que for, estou seguro que não irei ficar mais rico, nem mais pobre por saber, e nem acredito sequer, que possa ganhar uma grama de cultura à conta disso. Mas que por vezes me chateia, lá isso chateia.
Detesto gente falsa!...ainda para mais quando se trata daquela, por quem, em tempos, senti alguma admiração. Olhem, paciência.



Por qué no te callas Manuela?

Manuela Ferreira Leite, no JN de hoje, quase me parecia uma mulher verdadeira a falar.
Disse ela com o maior desplante..


Pobre Manuela, imagino que possa ser muito difícil a alguém tentar perceber esta nossa mentalidade "Luso-moderna", quando só estamos equipados com filosofias que ainda cheiram a naftalina e velhos costumes. Mas que discurso mais velho, mais carrancudo!
Ela faz-me lembrar os tempos em que nas aldeias, via pacóvios desdentados a correr atrás das caravanas políticas, para apanhar canetas e porta-chaves em troca do seu voto.
Se ela ao menos tivesse tido a inteligência de dizer: "O que eu mais repudio é que se enganem os Portugueses", eu ficaria com uma melhor imagem da sua pessoa, porque as suas palavras poderiam dar azo a que o PSD - que ela comanda - se sentisse repentinamente vocacionado a seguir as suas directrizes.
Ia fazer soar mais ou menos assim: É disto que eu gosto e é nesta direcção que a minha politica vai ser seguida!.

Agora...O que o PSD mais repudia é que se enganem os Portugueses?
Mas ela quer enfiar essa a quem? Aos Gatos fedorentos? Ao Herman José?
Ao PSD só lhe dá para repudiar essas coisas quando está na oposição??
Porquê que o PSD nunca se deu conta do seu repúdio, de todas as vezes que foi eleito para governar este país??
Só se lembra dos miseráveis, quando precisa deles?

Olhe Sra Manuela Ferreira Leite...Eu não sei se ACTUALMENTE aquilo que o PSD mais repudia é que se enganem os Portugueses, mas garanto-lhe que aquilo que os Portugueses mais repudiam é ouvir gente hipócrita!
Por qué no se calla? No le parece mejor?

A vida só guarda o valor de quem é vivo!



Quando se trata de avaliar ou salvar a vida de um ser humano, devemos ter a plena consciência de que embora a vida tenha sempre o mesmo valor para todos, mediante o coração de quem olhar para ela, nem todos poderão ser dignos de ter o mesmo valor...