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Por mais que o Natal seja mágico...

...Nunca chegará a milagreiro...

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Tenta perceber as razões...(ainda que não sinta interesse em conhecer a vida de ninguém?)
Tenta evitar o preconceito...(ainda que ele sinta interesse em fazer sexo comigo?)
Tenta olhar sem julgar...(ainda que queira julgar algo bonito?)
Tenta abraçar a diferença...(na boa, logo que a "diferença" não seja o teu nome artístico...) 
Tenta, já que estamos no Natal...(ainda que por vezes pareça Carnaval...)

E agora, já que estamos na senda dos "Tentas", tenta também ler tudo isto sem soltar uma gargalhada que seja...ou então tenta ler a revista Cristina sem chorar no final o dinheiro que pagaste por ela. 
Eu já tentei, mas confesso que não consegui...
Por isso, talvez volte a tentar no próximo Natal...

A sério? Querem combater o preconceito e fazem capa do tipo mais preconceituoso que conheço?
Aquele que, por exemplo, quando participou no programa "Perdidos na Tribo" da TVI (2011) fartou-se de gozar com as mulheres da tribo Himba (Namíbia) porque tinham mamas grandes e descaídas?
Nunca dei valor a gente hipócrita, falsa e mentirosa, e garanto-vos que não é agora que vou começar!

Cristina Ferreira está na "sick"...

Já falei sobre a Fátima Lopes e a Kim Kardashian, e como dizem que nunca pode haver duas sem três (mulheres, neste caso), hoje termino a minha semana a descascar cebolas por cima da Cristina Ferreira (CF). Descansem que não irei falar sobre a noticia que está na ordem do dia, da sua inesperada mudança de Queluz de Baixo para Carnaxide, e, para dizer-vos a verdade, nem sequer consegui perceber a razão de tanta polémica à volta disso. Se ela trocou a TVI pela SIC, certamente que terá sido porque o projecto profissional que lhe foi oferecido era profissional ou financeiramente mais aliciante do que aquele que já tinha em carteira, logo, quem é que pode condená-la por procurar subir mais um degrau na sua vasta carreira e alcançar uma situação bem mais vantajosa para a vida dela? Se existe uma boa altura para fazer bons contratos é agora, neste preciso momento, no qual ela está na sua máxima força e vive na mó de cima, porque depois as oportunidades acabam por fugir e nenhum daqueles que hoje dão-se à pseudo-moral de criticá-la, irá ficar com pena dela. Nesse aspecto, acho que a miúda fez muito bem. Há que saber explorar bem o filão enquanto ele tiver ouro para oferecer. Nos 16 anos que esteve na TVI, deu sempre o melhor de si e fez a estação crescer e ganhar rios de dinheiro à custa dela, logo, se alguém nesta história toda deve alguma coisa a alguém...seguramente que não deve ser a Cristina!

E agora que esgotei todos os argumentos que tinha a favor dela, passemos então ao ataque. Que a menina CF parece entender muito bem aquilo que motiva as mulheres, do que gostam de ver, ler, comentar, mexericar e ouvir, lá nisso tiro-lhe o chapéu, acho que já ninguém tem coragem para duvidar disso, mas venho aqui alertar todas as meninas sensatas deste país que ainda está para nascer o dia em que ela conseguirá perceber o mínimo essencial sobre aquilo que motiva os homens. Confesso que ainda não li, por uma única vez que fosse, alguma edição da revista CRISTINA. Normalmente esse tipo de revista só recebe a atenção dos homens, quando elas ficam pousadas nas salas de espera dos consultórios médicos ou dos dentistas e isto se não houver nenhuma outra mais interessante disponível para combater o aborrecimento de ficarmos ali sentados horas a fio, à espera da nossa vez de sermos atendidos, e, mesmo assim, isso também só acontece quando na capa principal aparecer uma celebridade qualquer a desfilar em biquíni numa praia, o que, como é óbvio, acaba por captar algum entusiasmo da nossa parte - entusiasmo esse que nos leva a folhear a revista até encontrar essa dita parte, fazendo uma breve paragem naquelas que também falam sobre futebol e carros, sempre que haja, e desprezando tudo o resto -. Até agora, nos ditos consultórios que, infelizmente, por vezes vejo-me obrigado a frequentar, só tenho visto a "FLASH", a "CARAS" e a "NOVA GENTE", o que leva-me à conclusão que o meio da medicina ainda não está suficientemente (bem) preparado para receber a CRISTINA sem correr o risco de ficar doente, ou que, para já, a revista ainda não conseguiu recolher as preferências desse mundo em particular. Mas descansem que não é nada que duas ou três fotografias do novo bumbum da Kim Kardashian publicadas na capa principal não possam, a seu tempo, resolver o assunto. O único contacto que tenho tido com essa revista tem sido para já o vê-la exposta ao longe, no expositor de uma bomba de gasolina ou na entrada dum hipermercado CONTINENTE qualquer, mas como usualmente está envolta em plástico nem sequer nos oferece a possibilidade de matarmos a nossa curiosidade, caso algum milagre a fizesse surgir. Assim, a única opinião que nós os homens temos conseguido retirar desta revista, baseia-se sobretudo naquilo que podemos visualizar nas capas e, nesse campo, há dois ou três factores importantes que a CF parece manifestamente não saber.

1º - Os homens (a maior parte deles pelo menos) por norma não apreciam a cor "Cor de rosa".
2ª - Os homens detestam ler revistas chamadas "Cor de Rosa".
3º - Os homens detestam revistas "Cor de Rosa", especialmente quando a capa é Cor de rosa.


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O que me leva à manifesta conclusão que esta última edição da revista CRISTINA que vemos presente nas bancas e era suposta ser dedicada aos homens, não passa de uma ideia parva ou senão mesmo uma fraude sem sentido nenhum e está muito longe de conseguir cumprir o papel que lhe foi determinado. Talvez esta edição tenha tido apenas o propósito de continuar a ser aquilo que sempre foi. Outro novo chamariz para captar a atenção das mulheres e ludibriar a cabeça delas com ideias preconcebidas e visivelmente deslocadas da realidade, porque leva-as a acreditar erradamente de que vão ser revelados alguns mistérios à nosso respeito e vão passar a conhecer mais alguns defeitos sobre o universo errático masculino, através dela, quando, na verdade, vão apenas conhecer mais um pouco sobre o pensamento das mulheres. Pergunto-vos: Alguém no seu bom senso consegue acreditar que, uma revista que publica uma edição para homens em tons de rosa e letras amarelas, poderia ter algum conhecimento humano-cientifico sobre aquilo que eles valem e representam para o mundo, o que os motiva e o que gostam de fazer? Quem faz um trabalho destes só consegue provar uma única coisa: Não sabe rigorosamente nada sobre aquilo que se passa no mundo deles. Para a próxima, por favor, metam-lá o bumbum da Kim. Obrigado.

Amor disse ela...

Orgulho gay: Nova capa da revista 'Cristina' contra o preconceito
Imagem da Net

Hoje, depois de fazer algumas compras, decidi encher o depósito de gasolina do meu carro num posto de combustível da PRIO. Enquanto esperava na fila a minha vez de pagar, olhei para o lado das revistas e quase ia caindo de lado - tal a força do impacto - quando vi algo bastante incomum exposto nas prateleiras da banca. Era a revista da Cristina Ferreira que, supostamente, este mês decidiu abordar o tema do "Amor" em todas as suas variantes (homem/mulher, mulher/mulher, e homem/homem) mas quem olhar mais de perto percebe perfeitamente que o verdadeiro tema em destaque é o fim do preconceito em torno da homossexualidade (porque falam sempre de amor quando o assunto é sexo?). Primeiro fiquei um bocadinho espantado por ver uma revista portuguesa abordar o tema "Gay" de uma forma tão directa e desinibida mas, como sou uma pessoa muito desconfiada por natureza e olhando para o trabalho que a revista tem feito desde que foi criada, pensei logo para mim que a intenção da "Cristina" devia ser mais no sentido de causar impacto e ganhar mais uns cobres à custa do tema do que propriamente abraçar uma eventual causa humanitária. Mas até nesse ponto permaneci confuso. Uma coisa é o mundo da televisão ao qual a Cristina Ferreira pertence e onde o preconceito "Gay" praticamente não existe e outra coisa bem diferente é o mundo real dos pobres "portuguesitos" onde esse preconceito continua bem vincado e parece estar mais forte do que nunca. Por isso, se a intenção da revista era atingir um recorde de vendas, num país tão homofóbico quanto o nosso, receio bem que esta tenha sido a pior ideia de sempre dessa revista mesmo que ela esteja disfarçada com o falsa desculpa do "Amor". Ainda por cima acho que a revista escolheu muito mal as fotos que decidiu apresentar. A foto do casal dos homens nem vale a pena comentar porque, como vocês estão cansados de saber, eu acho todos os homens feios (eu incluído), logo, não é esse casal que vai conseguir encher-me as medidas. O que eu condeno sobretudo é a escolha da foto para representar o casal de mulheres. Para ser o mais sincero possível, acho estas mulheres quase tão feias quanto os homens. A do lado direito então nem se fala, se não a vir sem roupa duvido até que seja mulher. Sempre valorizei imenso a graciosidade, o glamour e a feminilidade das mulheres e aquelas coisas parecem sobretudo uma péssima representação de "Marias Machonas". Biarkkk....mas que coisinhas mais horrendas! acreditem que se visse isto na rua punha-me logo à frente dos meus filhos como quem está a protegê-los de algum perigo.
Antes que comecem a atirar-me pedras aviso-vos desde já que não tenho rigorosamente nada contra a homossexualidade mas também não sou daquelas pessoas que sentem a obrigação de defender uma causa só para provar que não são contrários a ela. A mim esse tema passa-me completamente ao lado. Não sou a favor nem contra, simplesmente deixou de interessar-me. Digo deixou porque não foi sempre assim. No passado também eu fazia muitas piadas sobre o assunto e metia-me algum nojo imaginar dois homens a fornicar um com o outro mas como a vida está sempre a ensinar-nos coisas, e só se nega a aprender quem for teimoso ou burro, com o passar dos anos comecei a ganhar uma opinião bem diferente. Diga-se o que se disser, e visto de fundo, a homossexualidade não passa de uma preferência sexual, logo, que diferença podia bem me fazer a forma como os outros à minha volta gostam de fornicar entre eles? É só sexo minha gente. E sexo consensual entre duas pessoas ainda por cima. Que direito tinha eu de questionar a sexualidade das outras pessoas e que podia eu recear delas? Será que, pelo facto de gostar de homens, tinha que proteger o meu rabo de cada vez que passasse por um Gay? Isso é uma autêntica palermice. As coisas não funcionam dessa forma porque se assim fosse, como eu sou "hetero", então as mulheres também tinham que se proteger quando passassem por mim. Depois de ultrapassar este pequeno "preconceito", ainda assim mantive-me relutante durante um bom tempo em relação ao tema da adopção de crianças por casais homossexuais. Achava muito nefasto para a vida de qualquer criança ter que estudar um dia numa escola e ser conhecido como um filho de "panilas ou panascas". Considerava que toda a criança tinha o direito de crescer feliz e que não era justo ele ter que carregar o fardo dos pais. Mas depois, anos mais tarde, quando soube através da televisão do caso de uma mãe que deixou o seu filho, um bebé de alguns meses que estava desidratado e com fome, na mala do seu carro para tomar o seu "galãozinho" na pastelaria enquanto o carro estava a ser lavado, pensei para mim que, se calhar, aquele filho teria tido mais sorte na vida dele se tivesse sido adoptado por um casal Gay. Que interessa quem seja a cuidar? O que interessa é que haja muito amor na família para distribuir entre todos. Assim, ainda que não seja um real defensor da causa, pelo menos deixei de ser um opositor e acho que também isso tem o seu valor.