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A outra face do Benfica

Soube ontem que o S.L.Benfica (SLB) lançou um novo apelo na "News Benfica" com a intenção de sensibilizar todos os sócios e simpatizantes encarnados para a necessidade de "atuar de forma rápida e implacável com todas as correntes de violência que semeiam o pânico no desporto". Este apelo surgiu em resposta aos incidentes verificados na autoestrada A1, no passado Domingo dia 23/12, que, se bem se recordam, envolveram um autocarro que seguia para Barcelos carregado de adeptos/simpatizantes benfiquistas que regressavam à casa após terem visto o seu clube infligir uma goleada humilhante por 6-2 ao Braga, tendo o mesmo sido apedrejado na zona de Grijó por alguns jagunços desconhecidos - talvez descontentes com o resultado do jogo ou com a carga policial que alguns adeptos bracarenses foram alvos no estádio da Luz - acabando por resultar dois feridos, um dos quais ficou em estado muito grave e teve que ser levado para o Hospital de Gaia. Apesar de nutrir simpatia pelo FC Porto, como bem sabem, confesso que também fiquei sensibilizado com este apelo e seria perfeitamente capaz de louvar a nobreza desta atitude se ela não estivesse, mais uma vez, carregada de hipocrisia. Francamente, minha gente, será que esta palhaçada nunca mais irá acabar? É verdade que o povo possui uma grave tendência para esquecer tudo e mais alguma coisa, mas já não esquece tão facilmente quando se vê ofendido. Infelizmente, o Benfica possui esse irritante e inegável defeito: enquanto for ele a ganhar, parece um pavão a passear as suas penas, a vida está "nice", o país está bem e o futebol não precisa de nada, mas basta perder uma única vez que seja e é vê-lo armar-se em vitima, em baluarte da verdade, da honestidade, apenas com o propósito de arranjar um pretexto para poder ofender todo o mundo à sua volta. E para piorar o cenário, não só tem o vicio de disparar a torto e a direito, sem qualquer critério nem fundamento, como ainda por cima ficam sempre ofendidos se os visados das criticas...não concordarem imediatamente com eles. Ou por outras palavras, não só ofende as pessoas como ainda por cima exige que lhe seja dada a razão e que que sejam elas a pedir-lhe desculpa. É sabido, e toda gente pode comprovar tudo isso, que, em todas as jornadas de futebol, mal terminam os jogos do FC Porto, e em caso de vitória deste último, poucos minutos após o fim de cada partida o Twitter do Benfica começa logo a debitar todo o género de impropérios, acusações e criticas ao trabalho dos árbitros, Video-árbitro (VAR), assistentes e delegados de jogo, acusando-os da forma mais esquizofrénica que se conhece, de serem incompetentes, de favorecerem o clube azul e branco, de fazerem vista grossa a faltas evidentes que não tem evidência nenhuma, de perdoarem expulsões ou lances para penaltis que só eles conseguem ver através de imagens adulteradas transmitidas pela Benfica Tv, de cimentarem a Liga "Blue Velvet", de promoverem o regresso do Polvo Azul e do Apito Dourado, rebeubeu pardais ao ninho, enfim, um comportamento claramente irresponsável que representa tudo aquilo que, aparentemente, é susceptível de promover correntes de violência que semeiam o pânico no desporto. Querem mais provas daquilo que acabo de afirmar? Com muito gosto. Ainda ninguém sabe (está em fase de investigação) quem perpetrou este ataque cobarde contra o citado autocarro e o clube da Luz já designou um culpado. Usando as redes sociais e os meios de comunicação social ao seu dispor, tem estado a insinuar incansavelmente e com aquela certeza benfiquista que todo o mundo (re)conhece - aquela que quem fala muito mas pouco acerta -, que foram pessoas ligadas à claque dos "Superdragões" que, ainda que não haja nenhuma prova disso, têm estado a promover um clima de medo e intimidação com a chancela do FC Porto. Enfim, ainda não há culpados, nem sequer suspeitos, mas para o Benfica esta questão já foi resolvida, julgada e sentenciada. Há que criar um lobo para que os cães possam ser açulados. Pergunto; Onde estava o sentido de integridade do SLB quando em 1996 viu um adepto benfiquista pertencente à claque do "No Name Boy" lançar um "Very-light" que acabou por matar um adepto sportinguista durante a final da Taça de Portugal no estádio do Jamor? Na altura dos factos alguém viu o clube condenar este desgraçado incidente? Sim, condenou, mas infelizmente foram muitos e demasiados anos depois. Dez, se não me engano. Alguém viu o SLB condenar a morte do adepto sportinguista perto do estádio do Luz quando foi brutalmente atropelado por um carro conduzido por membros de uma claque benfiquista? Claro que não, seria um sacrilégio se o fizesse, e o Luís Filipe Vieira ainda teve o desplante de gozar com a família enlutada dizendo que os adeptos do Sporting não tinham nada que estar ao pé da Luz às três da manhã. E neste último jogo contra o Braga, alguém viu o SLB condenar a carga policial da PSP sobre os adeptos do Braga, tratando à bastonada todos aqueles que estavam ali presentes, incluindo crianças, mulheres e pessoas idosas? Mas é claro que não ouviram, e sabem porquê? Porque entre as vitimas não houve nenhuma que fosse benfiquista - era tudo bandidagem -, e, tal como diz a expressão popular, pimenta no cu dos outros para o Benfica é refresco. É por isso que não acredito em nenhuma palavra dita por aquele clube, pelo menos enquanto o "orelhudo" estiver a comandar os seus destinos, porque é composto por gente hipócrita que só se lembra de apelar à verdade, à honestidade, à calma e à pacificação do futebol quando o mal decide atacar a sua casa, ainda que esse mal seja consequência do mal que fizeram à casa dos outros. Porque, presentemente, é só isso que sabem fazer; Arranjar guerras, ganhar "Ligas" à custa de padres e toupeiras...e fazerem-se de vitimas quando vêem que já não podem ganhar nada. E mais não quero dizer.

Chouriço ou não, eis a questão.

"Meia bola e força", ou "pontapé para a frente e fé em Deus". Se consultarmos o dicionário das "frases feitas", estas duas expressões significam ambas fazer algo desajeitadamente ou de qualquer maneira, confiando o seu sucesso apenas na sorte ou na providência divina, e, quando são aplicadas ao mundo do futebol, traduzem aqueles lances que tanto podem resultar numa bola lançada às nuvens, num falhanço de todo o tamanho, como também pode, em dias de extraordinária sorte, resultar num grande golo. Se resultar num falhanço, isto é, numa daquelas bolas que passam à 30 metros da baliza e vão parar ao 3º anel do estádio da Luz (como acontece na grande maioria das vezes), o jogador que rematou irá parecer um perfeito idiota aos olhos dos expectadores, sejam eles adeptos apoiantes da sua equipa ou seguidores da equipa adversária, mas tudo não passa disso, de um momento infeliz que as pessoas tratarão logo de esquecer poucos minutos depois. Mas quando resulta em golos, normalmente eles costumam ser sempre de belo efeito e tornam-se mais difíceis de esquecer, porque tudo o que parecer impossível de concretizar produz um certo efeito mágico nas pessoas, e é sabido que todas elas adoram acreditar em magia. E a prova disso é a quantidade de religiões que existe no mundo. Obviamente que para os jogadores e adeptos adversários, esses golos "de belo efeito" serão sempre vistos como se de um "chouriço", um piço, um frango ou um peru do guarda-redes se tratasse, mas para os adeptos da "casa" eles serão sempre considerados golos de antologia. Obras de arte ou obras primas, tanto faz. Ora, e foi precisamente isso que aconteceu com o jogador benfiquista André Almeida, no último tento que marcou para selar a vergonhosa goleada (6-2) que o Benfica infligiu ao Braga. No video que publiquei em baixo, que mostra a jogada do golo em causa, torna-se perfeitamente possível perceber que o jogador rematou por instinto, numa situação de total desequilíbrio, sem qualquer tipo de preparação nem objectividade, como se estivesse a puxar a alavanca duma "Slot Machine" num Casino e ficasse à espera que lhe saísse o Jackpot, e a prova disso é que mal desferiu o remate caiu logo para o chão tal era a sua posição de desequilíbrio, mas o que interessa é que a bola fez um arco esquisito e acabou por entrar na baliza, resultando assim num grande golo. Já não é a primeira vez que algo assim acontece com aquele jogador. No ano passado, quando jogou contra o Portimonense, lembro-me de vê-lo fazer um cruzamento sem nexo para a grande área com a intenção de servir um colega de equipa que estivesse bem posicionado para fazer golo, mas o cruzamento foi de tal ordem disparatado que fez a bola ganhar um efeito esquisito, traiu o guarda-redes e acabou por entrar na baliza. Ora, é evidente que tanto nesse jogo como no jogo contra o Braga, o André Almeida poderia voltar a ensaiar aqueles dois remates vezes sem conta, 100 ou 500 vezes por dia durante os próximos 30 anos, que nunca mais voltaria a marcar um golo assim. Ambos os golos resultaram unicamente da sorte e a sorte não se treina nem se pode contar com ela. Aparece - se quiser - e pronto. Alguns poderão dizer que a sorte também se procura, que ela protege os audazes e essa treta toda, mas nós por norma só dizemos essas coisas para incentivar as pessoas a serem mais pro-activas, a trabalhar para alcançar à "sua sorte", que é como quem diz, a procurar o seu lugar ao sol, porque é sabido que todo aquele que ficar parado, não quiser lutar por nada ou ficar à espera que a sorte lhe venha bater à porta, normalmente acaba por viver uma vida inteira sem nunca ter conquistado nada, e, muitas vezes, sem sequer ter vivido a porcaria de vida nenhuma. Mas sabem que mais? Nada do que a gente diz importa realmente. Para o André Almeida, a única coisa que realmente importou foi saber que a bola entrou na baliza contra o Portimonense e contra Braga, que foram produzidos grandes golos e que houve 6 milhões de benfiquistas que puderam testemunhar tudo isso. E será essa a imagem que ficará guardada para toda a eternidade. A ideia de que ele é capaz de marcar golos fantásticos quando se sente inspirado. Por isso, mais importante do que ser um bom jogador, do que ser dotado, do que fazer muitas fintas ou ter um bom pé para o remate, do quão bom se pode ser ou da capacidade de trabalho que se pode ter, é procurar estar sempre no sitio certo na hora certa...e rezar para que a sorte esteja sempre do nosso lado.


Retratos de uma louca paixão...



Este é o verdadeiro grande problema do Benfica, em geral, e dos seus adeptos em particular. A sua paixão doentia pelo drama.
Deixem-me vos fazer um resumo daquilo que vi na TV e que me pareceu ser a história do jogo entre o Benfica e o Braga, no jogo da 2ª mão a contar para as meias finais da Liga Europa. Vi duas equipas corajosas, destemidas, aguerridas, lutadoras, dinâmicas e trabalhadoras. Nenhuma das equipas fez um frete aos seus adeptos. Ambas entregaram-se de corpo e alma ao jogo, correram, lutaram ombro à ombro e suaram as estopinhas para ganhar esse tão almejado passaporte para Dublin, Irlanda do Norte, onde se disputará a sonhada final da Liga Europa. O Braga teve a sorte de marcar um golo importante, numa fase crucial da partida, e depois teve lucidez suficiente para gerir o jogo e saber segurar este resultado até ao final do encontro, e o Benfica esse....teve simplesmente azar. Teve azar porque fez tudo para ganhar o jogo mas a bola teimou em não entrar. Teve azar quando ao minuto 40 o Cardoso fez um passe de morte ao Saviola e a bola acabou por embater no poste. Teve azar quando ao minuto 60 o Jara mandou um remate em arco, sem hipóteses de defesa para o guarda-redes do Braga, e a bola quis passar ligeiramente ao lado da baliza. Teve azar quando, a 10 minutos do fim, o Luisão conseguiu desviar uma bola para o poste mais distante onde estava o Saviola isolado que...não teve habilidade para acertar na bola. E por fim, teve azar quando já nos minutos finais, o Paulão, quase em cima da linha, negou um golo certo ao Kardec. Sim, é isso tudo, é muito azar de facto, mas o futebol é mesmo assim, vive da sorte e do azar. E como a sorte pertence a todos...hoje conhece-se a glória...amanhã chora-se...

Por causa de tudo isso, e porque sempre mantive uma aversão natural pelas personas non gratas, fico triste e abano sempre a cabeça em jeito de desagrado quando sou forçado a assistir a certas imbecilidades que ocorrem frequentemente neste país. Imbecil foi a reacção dos adeptos benfiquistas que, face à prestação da sua equipa - que, vá-se lá saber porquê, foi considerara má -, foram levados a juntarem-se em grande número ao pé do Estádio da Luz, por volta das 3 horas da manhã, com intenção de insultar, envergonhar ou quiçá apedrejar o autocarro que transportava a Comitiva do Benfica em regresso de Braga.
Imbecil também, foi mais esta atitude da direcção do Benfica, que, tendo sido informados da realidade que os esperava no Estádio da luz, solicitaram imediatamente a intervenção das forças policiais, no sentido de garantir um perímetro de segurança para a passagem do autocarro, serenar os ânimos lá presentes e dissuadir qualquer intenção de expressar um eventual desagrado da multidão através do recurso à violência.
Tenho que vos dizer que achei isso simplesmente idiota e de mau gosto. Francamente, 15 carrinhas do corpo de intervenção e mais de 100 policias armados para controlar cerca de duas centenas de adeptos que estavam ali presentes aquela hora? Quase 1 policia para cada 2 pessoas?
Credo! não quiseram trazer também os carros-cisterna para atirar mangueiradas de água gelada nos saloios que tivessem o atrevimento de fazer um manguito com os braços ou um gesto menos decoroso com o dedo médio da mão?
É assim que os adeptos da casa são tratados? Foi mesmo preciso tanta merda?
Uiiiii...que este Filipe Vieira deve ser cá um hipocondriaco de primeiro nível, basta um berro ou uma mão no ar e caga-se logo todo. Lamentável.
E eu que pensava que os tripeiros é que eram os carniceiros, os saloios, os porcos, os desdentados, e que pelos lados do sul era tudo composto por gente educada, elitista e bem formada...

Sabem uma coisa? Digo que é nas horas más que a verdade do homem se revela inteiramente...

Portugal em grande na Europa



Durante uma grande parte do jogo, cheguei a pensar que o Porto e o Benfica andavam os dois à porfia para saber quem conseguia fazer o resultado mais expressivo na Liga Europa. Quando o primeiro marcou, o outro também marcou em seguida. Depois, um marcou mais 2 golos de rajada e o outro tratou logo de fazer o mesmo. Nos golos sofridos, a mesma história. Sofrestes um? Eu também quero.
Mas chegada a parte final....tem que dar sempre Porto, com um "hat-trick" de Falcão. Raios, parece uma maldição. :)

Vou vos contar uma coisa , adoraria ver o Porto e o Benfica na final que vai ser disputada em Dublin. Primeiro porque isso significaria que a Liga Europa seria ganha por uma equipa Portuguesa, e depois, é inegável que ambos merecem esse prémio, por aquilo que já fizeram e continuam a fazer nesta presente edição da Liga Europa.
Embora, verdade também seja dita, que, em questões de merecer, o Braga também tem sido fantástico até agora e ninguém no seu juízo poderá dizer que ele seja menos merecedor do que os outros de ganhar esse almejado troféu. O Braga já arrumou com grandes colossos do futebol para chegar ao patamar que chegou, e, é sabido que no futebol nunca há certezas, mas sim palpites, subjectividade e toneladas de emoção.
No final de qualquer jogo, só se conta as bolas que entraram dentro da baliza e nessa parte o Braga também parte em grande vantagem em relação ao Benfica (que poderá encontrar nas meias finais) uma vez que não tem o Roberto a defender a baliza deles. :)

A ver vamos...