01/11/2017

O sarilho do Carrilho...

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Já saiu a leitura do acórdão no Tribunal da Comarca de Lisboa mas acho que este caso está ainda muito longe de ficar totalmente resolvido, sobretudo atendendo aos últimos desenvolvimentos que entretanto surgiram e foram expostos na praça pública (acidente rodoviário) que acabam por favorecer os interesses de Manuel Carrilho já que parecem confirmar o problema de álcool que afecta negativamente a vida da Barbara Guimarães e que ela sempre se esforçou por negar em tribunal. Carrilho foi condenado a uma pena de quatro anos e seis meses de prisão com pena suspensa pelos crimes provados de agressão, injúrias, violência doméstica, difamação e denúncia caluniosa contra a ex-mulher. O tribunal condenou-o ainda a frequentar um programa de sensibilização contra a violência doméstica, ficando também proibido de contactar com a ex-mulher e aproximar-se da sua residência. Para terminar terá ainda que pagar 50 mil euros a Bárbara Guimarães e 15 mil euros ao seu ex-namorado Ernesto "Kiki" Neves, que também era assistente no processo. No final da leitura a juíza presidente do colectivo bem que tentou apelar ao arguido para "não persistir mais" neste processo, temendo talvez que a sua decisão não tivesse efeitos práticos caso o processo fosse reavaliado por uma nova instância devido aos desenvolvimentos já referidos anteriormente, mas Manuel Carrilho ignorou-a por completo e já fez saber pelo seu advogado de que iria recorrer desta sentença."É um facto que a minha mulher apresentava um alcoolismo elevado, comprovado pela polícia." declarou ele à saída do tribunal.
Dizem que esta sentença foi inédita por ter sido a primeira vez que um politico foi condenado à cadeia por violência doméstica mas eu não concordo de todo com essa afirmação. Sabemos bem que as penas de prisão suspensas servem apenas de incentivo para que o arguido meta o rabinho entre as pernas e pague as indemnizações, multas e outras despesas inerentes ao processo para não ter que ver o sol a nascer aos quadradinhos. É natural que para a condição financeira de Carrilho todos esses valores possam parecer meros trocos e a intenção do tribunal acaba por ser mesmo essa. Estabelecer valores que sejam substanciais mas que estejam perfeitamente ao alcance do arguido para que ele prefira desistir do processo e seguir a sua vida em frente do que perder mais anos de felicidade e arrastar esta questão por um tempo indefinido. Mas sou-vos franco, para mim inédito teria sido o Manuel Carrilho cumprir a sentença de prisão ou a Barbara Guimarães conseguir deixar o vicio do álcool. Assim lá vamos ter que ver esta novela arrastar-se mais alguns anos nas revistas do TV Mais ou da NOVA GENTE para poder alimentar a cusquice do povo e a fofoca das beatas nas mesas das pastelarias ou à saída da missa. O Manuel Carrilho pode ainda queixar-se de ter tido pouca sorte na escolha do juíza desembargadora Joana Ferrer Andrade para julgar o seu caso, porque se o mesmo tivesse sido julgado pelo digníssimo juiz Neto de Moura, o tal que não gosta de mulheres adulteras, não só teria sido inocentado com base numa lei qualquer do tempo da inquisição como ainda por cima era capaz de ganhar um louvor ou até mesmo um feriado com o nome dele.

2 comentários:

  1. Na primeira instância não pode ter sido uma Juiza Desembargadora e pensava também se que tratava de um tribunal singular, mas já não tenho a certeza.
    Temos assim os juízes da 1ª instância que podem julgar em tribunal singular crimes puníveis com pena até cinco anos, e em tribunal colectivo, três juízes, crimes puníveis com pena superior ou vários crimes cujas molduras penais em conjunto excedem os cinco anos
    No Tribunal da Relação temos os Juízes Desembargadores, que julgam os recursos (só em certo casos não será assim, como por exemplo se se tratar de um julgamento em que o arguido é um juiz)
    e no Supremo Tribunal de Justiça os Juízes Conselheiros que também julgam recursos

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    1. Assumo a falha. Por a noticia referir que o caso foi julgado por um colectivo de juízes, assumi erradamente que a Juíza presidente pudesse ser Desembargadora. Mas considerando que este caso vai dar origens a vários recursos, eles serão forçosamente avaliados por um juiz Desembargador, logo, acho que acabei por ficar um passo à frente do meu tempo. :)

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A frase mais estúpida que poderá ser dita aqui é: "Para Pensador pensas pouco..."
A mais inteligente é: "És tão lindo Pensador..."