As (Des)Alegrias do Futebol...

A caminhada de Portugal para chegar ao Mundial 2018
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Houve um tempo em que Portugal conseguia apurar-se tão dificilmente (para não dizer raramente) para as fases finais dos Campeonatos do Mundo e dos Europeus de futebol que, quando conseguiam tal façanha, mal soasse o apito final da partida era vê-los a correr pelo campo, pulando de felicidade, abraçados uns outros e com lágrimas de alegria a escorrer pelo rosto. Hoje em dia, e depois de já termos sido campeões europeus, chegamos a um tempo em que tornou-se tão banal Portugal conseguir apurar-se para as fases finais dessas competições que, quando conseguem mais um apuramento como foi o caso desta noite, já nem os jogadores se dão ao trabalho de mostrar o seu contentamento nem de festejar seja o que for (Ok, estamos lá, fixe...).
Sim Portugal está de parabéns e merece uma grande salva de palmas, e sim temos um lugar reservado na fase final do Mundial organizado pela Rússia em 2018 mas, sabem uma coisa? Sinto saudades do tempo em que Portugal não era ninguém no  mundo...

Catalunha perdida por entre as brumas da desgraça...

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Está a ser criado um paradigma extremamente perigoso na Catalunha. Depois de no passado dia 01 de Outubro ter havido um referendo onde 90% dos cerca de 2 milhões de eleitores que ocorreram às urnas (42% do total) votaram a favor da independência da região face à Espanha, agora a imprensa dá-nos conta que ocorreu na cidade de Barcelona uma manifestação composta por cerca de 1 milhão de pessoas que vieram protestar a noticiada intenção de Carlos Puigdemont (presidente do governo da Catalunha) de proclamar na próxima terça-feira (amanhã) a Declaração de Independência da Catalunha. No Post anterior critiquei a actuação do governo espanhol que me pareceu trapalhona, sobranceira e totalmente despropositada, mas agora gostaria de dizer que este povo catalão não juizinho nenhum na cabecinha. Sim a Catalunha sabe que é a 2ª região mais populosa e a mais rica de Espanha. Sim a Catalunha ficou ferida por ter sido ofendida, agredida e humilhada pelo governo espanhol. Sim a Catalunha sabe que é poderosa e que pode destruir a economia e hegemonia da Espanha. Sim a Catalunha deve julgar que tem a faca e o queijo na mão. Mas não tem. O que a Catalunha não sabe é que uma grande parte da sua riqueza foi conquistada com a colaboração da Espanha e que, sem ela, toda a riqueza que pensa ter hoje vai esfumar-se lentamente amanhã. A Catalunha precisa de consciencializar-se de que só existe uma forma de ela conseguir ser independente e não morrer, é sair a bem da Espanha, porque se ela quiser sair a mal...isso vai ser a sua completa desgraça. Durante este fim de semana, e graças a uma legislação aprovada urgentemente pelo governo, já foi posto em marcha um verdadeiro êxodo de empresas importantes (muitas das quais catalães) que tinham a sua sede na região, por recear que este conflito pudesse atingir proporções mais desastrosas e mexer com o mercado das Bolsas, atirando desse modo as suas acções para mínimos históricos. E com razão! Numa perspectiva puramente económica, para uma empresa que esteja habituada a explorar um mercado composto por cerca de 200 milhões de potenciais consumidores, acaba por ser bastante dramático ela constatar que, de repente, esse mesmo mercado foi reduzido drasticamente para 7 milhões...
É por isso que considero que a Catalunha não só está a arranjar lenha para se queimar como para fabricar também o seu próprio caixão. Não comento a legitima ambição do Carlos Puigdemont de querer aproveitar esta conjuntura e ser imortalizado nos livros da história como sendo o grande obreiro e o homem responsável por conquistar a independência daquela região. O ser humano é capaz de fazer de tudo e mais alguma coisa para morrer famoso e ser depois recordado pelas gerações vindouras. Ainda para mais, costuma-se dizer que pimenta no cu dos outros para mim é refresco e o povo da Catalunha ainda não percebeu que é o rabo deles que está a ser visado.Também não comento a esperada e irresponsável irreverência da juventude catalã, que hoje em dia calça sapatilhas Nike, sempre viveu bem e nunca teve que passar por dificuldades, sabendo que para eles isto não passa de uma brincadeira para matar o tempo e publicar algumas fotos no Facebook que foram tiradas pelo seu iPhone novinho em folha ("Olha eu ao pé da estátua e lá no fundo tem um policia a espancar uma velha! Mas que horror! Ninguém faz nada? Viva a Catalunha!"). Se essa mesma juventude soubesse que toda essa alegria e efusividade podiam ser transformadas mais tarde em miséria, dificuldades de vida e fome, tenho a certeza que eles iriam ficar logo tão preocupados em ter que vender os seus iPhones que jamais teriam-se dirigido às urnas. É muito lindo quando crescemos a pensar que o mundo só é feito de flores, Jogos e Internet, comida na mesa e de Amor pintado com tons de azul bebé e/ou cor-de-rosa. Critico sim é a actuação do restante governo catalão, do comércio local, das empresas que sempre financiaram apoiaram este movimento independentista e da população em geral que, em pleno século XXI, tem a obrigação de estar muito melhor informada. Mas que pensam eles que vão conquistar afinal? Para que uma nação possa sobreviver ela precisa de aliados e parceiros comerciais. E quem vão ser esses parceiros? Será que eles acreditam mesmo que, depois de uma desfeita destas, o poderoso e portentoso porto de Barcelona vai continuar a importar e exportar  as necessidades espanholas? Será que eles acreditam que os países da Europa vão atrever-se a firmar acordos com eles ofendendo desse modo o seu parceiro europeu? Nem a União Europeia permitiria alguma vez que algo do género acontecesse. Mesmo que eles consigam celebrar acordos comerciais com a América ou com a China, por exemplo, qual irá ser o país europeu que se atreverá a aceitar mercadorias americanas ou chinesas provenientes da Catalunha? E quem fala do comércio marítimo, fala de tudo o resto. Será que a Catalunha acredita mesmo que consegue ser auto-suficiente sem o envolvimento e proteccionismo da Espanha? Parece-me bastante visível que as consequências sociais iriam ser dramáticas. Para mim, nesta sua ânsia de tornar-se independente, a Catalunha vai ver-se transformada de repente numa autêntica ilha e vai lamentar com sangue o seu erro porque, depois de uma burrada tamanha, e face às divisões que possui no seio da sua sociedade, o passo seguinte seria inevitavelmente a guerra civil...e essa seria também a maior e melhor lição que a Espanha poderia oferecer aos outros movimentos independentistas, principalmente o país Basco.

A multiplicidade dos seres...(do que fomos, do que somos ou podemos ainda vir a ser)

Porque as verdades por vezes devem podem ser ditas, tenho consciência que sempre existiu em mim uma multiplicidade de facetas que confundem qualquer que seja o sujeito que pense conseguir avaliar correctamente os contornos da minha personalidade. De um lado temos um Pensador protector, altruísta e amoroso. Um sujeito confiante, calmo, bom ouvinte, amigo de ajudar quem precisa e sensível à poesia e essas coisas do Amor. Há também um Pensador nostálgico, defensor do passado,  desse velho tempo que se foi, de velhos costumes e tradições, e da simplicidade tão bonita de se viver que existiu outrora mas que depois perdeu-se caprichosamente no esquecimento. Temos ainda um Pensador vanguardista, amante do modernismo, que também reconhece e lamenta os erros cometidos nesse mesmo passado e sonha com um mundo mentalmente mais evoluído, mais justo e equitativo. E, por fim, temos um Pensador com uma faceta mais explosiva e maléfica. Um ser rude e frontal, odioso na perspectiva de muitos, cáustico, sarcástico e provocador. Um dragão solitário que cospe fogo por onde passa e apenas sabe reconhecer o céu como legitimo limite. Um sujeito que soube anular os seus medos e passou a sentir-se verdadeiramente livre desde que decidiu isolar-se do mundo. De ter que se justificar perante ele. Um ser intenso, cujo coração explode facilmente de raiva, de paixão, de alegria...e origina uma pura felicidade interior...

Quem eu sou? Sou tudo isto mais a parte que não revelo e que decidi guardar só para mim. O melhor e o pior de nós, aquilo que choca e encanta o  mundo, deve ser sempre guardado a sete chaves e mantido no segredo dos deuses...

...Porque a nossa dor mata quem nos ama e a nossa felicidade maltrata quem nos odeia...

Teríamos sempre algo a perder. Sem esquecer que há fantasmas que nos perseguem sempre onde quer que vamos...


Catalunha ou o prelúdio de uma democracia condenada à morte...

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Tenho seguido com bastante interesse as noticias que nos tem chegado da situação dramática que se vive actualmente na Espanha, mais concretamente na Catalunha. É assim, desde pequeninos que somos educados para a cidadania e para viver em democracia. Na escola aprendemos que todos os homens são livres e iguais perante a Lei, que cada cidadão tem uma série de direitos que estão consagrados pela Constituição através de vários princípios indissolúveis de entre os quais figuram alguns fundamentais como o princípio da igualdade e do direito à resistência perante qualquer forma de opressão. A constituição atribui-nos ainda muitos outros direitos tais como o direito à vida, à integridade pessoal, à cidadania, à palavra, à liberdade e à segurança, e à livre expressão do nosso pensamento e informação. Assim, crescemos com a fantasia de que existe um conjunto de regras inquestionáveis e invioláveis que visam garantir que não sejam repetidos alguns erros do passado e que o povo não se veja novamente sujeito às tormentas de ter que viver sob a alçada de regimes políticos opressores fascistas que negam ao ser humano qualquer pretensão que ele tenha de ser feliz. Disse fantasia porque, infelizmente, quando a Democracia é convidada a mostrar a sua força, mas, sobretudo, a sua diferença quando comparada com regimes mais autoritários, é com alguma surpresa que verificamos que, afinal, e tal com esses, ela não passa de uma grande treta. Senão vejamos. Temos na Catalunha um povo que nunca se identificou com o reino Espanhol e para provar isso basta dizer que essa região possui a sua própria língua, história e cultura. Perdeu a independência e autonomia pela primeira vez em 1714 quando Barcelona foi cercada pelos Borbónicos e após ter conseguido recuperá-la em 1931, acabou por voltar a perdê-la anos mais tarde com a ditadura franquista. Após a morte de Franco,e com a restauração da democracia, foi permitido à Catalunha ter o seu próprio parlamento, força policial e sistema de educação, tornando-se assim umas das 17 regiões autónomas que compõe a Espanha. Mas a a região da Catalunha goza de um grave defeito. O pior de todos por assim dizer. Para além de ser a 2ª região mais populosa do país, trata-se também da mais rica de Espanha e representa 20% do seu PIB nacional. O resto já se sabe, quem é rico...nunca gostou muito de partilhar com quem é pobre, ainda para mais se foi coagido a fazê-lo sob a ameaça de armas de fogo. Assim, temos uma Catalunha (7 milhões de habitantes) cuja história fê-la ganhar ódio por MADRID e esse ódio irá estender-se ao longo dos séculos que ainda hão-de vir. Por ser tão rica e tão decisiva na economia Espanhola, não será nenhum absurdo dizer que o seu afastamento provocaria irremediavelmente o colapso do país, colocando assim o governo Espanhol numa situação de extrema fragilidade à semelhança do que se passaria se a região do Porto quisesse ser independente e decidisse separar-se de Portugal por exemplo. Trata-se de uma questão delicada que dificilmente terá uma solução à vista e que já por isso requer muito cuidado e bom senso da parte de quem governa. No entanto considero que o governo de Mariano Rajoy tem estado a meter os pés pelas mãos nesta questão. Há um referendo no ar e que decide ele fazer? Vai proibir as pessoas de votar , violando assim os seus direitos mais fundamentais e ferindo também o seu orgulho. Se até ali podia haver alguns "indecisos" ou algum cepticismo nesta questão , com aquele gesto acabou por matar qualquer simpatia existente à capital e deixou logo tudo decidido. Os Catalães, como seria de esperar, na sua qualidade de gente brava e orgulhosa, jamais iriam permitir que tal afronta do governo passasse em claro e, à semelhança do que faria qualquer povo que visse a sua casa a ser atacada, reagiram e trataram logo de arranjar soluções para que esse referendo pudesse realizar-se. E realizou-se. Mas o que se seguiu depois merece figurar nos anais da historia como a mais triste, perversa  e execrável lição democrática alguma vez revelada pelo homem. Essa nova lição democrática, dessa "nova democracia" que hoje em dia parece estar a nascer perante os nossos olhos, baseia-se na premissa seguinte:«Podes beber desde que bebas da minha fonte, podes comer desde que comas da minha mão, e podes pensar desde que penses igual a mim, porque se beberes da tua fonte, comeres do teu prato, pensares pela tua cabeça ou quiseres decidir o teu futuro, serás maltratado, espancado ou preso como o grande malfeitor que és...». Em suma, de tanto maltratarmos a democracia ela acabou por estender de novo o tapete ao fascismo, tendo a Espanha assumido carregar o estandarte do primeiro exemplo. Assim, sob a capa da "legalidade" e servindo-se do aparelho jurídico burguês espanhol, o estado desencadeou uma verdadeira operação repressiva sobre a região da Catalunha, destacando para o local mais de 10.000 soldados para intimidar a população, invadiu três ministérios da Generalitat (Economia, Negócios Estrangeiros e Presidência) e prendeu 13 dos seus membros. Encerrou locais de voto, confiscou urnas e cédulas eleitorais, e espancou a população presente nos locais de voto provocando assim mais de 900 feridos. E no fim de tudo isto, o Rei de Espanha, Felipe VI, com o gesto mais hipócrita que tive o desprazer de ver até hoje da parte de um pseudo-rei, ainda teve a lata de invocar a deslealdade e falta de respeito do povo catalão pelo espírito democrático para justificar as acções anti-democráticas que o governo decidiu tomar contra eles. Sem mais palavras...

Fui reconhecidamente reconhecido...

Em reconhecimento pelo meu extraordinário desempenho (achei relevante sublinhar e colocar a negrito as palavras que mais definem a minha maneira de ser) recebi da minha amiga Ni um Certificado de Participação pela bonita frase de Amor que escrevi propositadamente para o passatempo que ela promoveu recentemente no seu Blog "SIMPLESMENTE NI".




Um Certificado extremamente bem feito, elaborado, cuidado e bonito, que revela bem o sentimento, a sensibilidade e a alma literária do seu criador, mas continuo a achar que teria sido muito melhor atribuir uma nota de 500 Euros...
Ou de 200 vá-la...
Ou até mesmo de 100...
Ou então, talvez 50...?

Gostei... :)

A inesperada contestação de que existe também Anónimos com bom pensamento...ou também a prova de que Augusto Branco tinha razão quando um certo dia disse: "Ninguém é tão ruim quanto pensa, nem tão bom quanto parece" e vice versa...


Pensador e a matemática das Promoções...

Hoje, como tinha recebido no meu telelé uma mensagem do CONTINENTE a prometer-me o paraíso na Terra e a felicidade eterna, dando-me conta de que existia à venda nas suas lojas mais de 1000 produtos com direito a 50% de desconto, não quis fazer-me de rogado e corri que nem uma gazela no meu carro (tecnicamente foi o meu carro que correu) para ser dos primeiros a lá chegar e poder agarrar tudo aquilo que fosse interessante e me surgisse à frente sem ser a Angeline Jolie ou a Monica Belluci. Mas vocês, que não sois nenhuns burros da matemática nem fazem parte dos 50% dos miúdos que reprovaram nas provas de aferição do 5º ano, sabeis dizer-me sem ter que recorrer a nenhuma máquina calculadora qual é a probabilidade de alguém ter mais de 1000 produtos à disposição que davam direito a 50% de desconto e não encontrar nenhum que fosse capaz de despertar o seu interesse? Vamos-lá, vamos-lá, rápido! Então? ninguém se atreve a dar-me uma resposta imediata? Deixem-lá, não quero que passem o vosso feriado a tentar queimar o cérebro. Pelo menos não à minha custa. No entanto a resposta era bastante fácil de calcular e ainda mais simples de responder: Trata-se uma probabilidade bem real.

Assim, depois de ter corrido o pavilhão todo e comprado uns bifes de peru, uma saca de arroz, um limão e uma lata de feijão para fazer o meu almoço, estava eu, silenciosamente, a meter as minhas compras dentro de uma sacola que me custou 10 cêntimos com o aval do governo - com essa treta capitalista de que serve para ajudar o ambiente quando todos sabemos que é para gerar receitas e "sacar" impostos - enquanto contemplava todo sorridente a máquina registadora da Loja que se fartava de cuspir facturas, vales de gasolina e talões de desconto para maquilhar as bochechas do rabo com um batom comprado na "Wells" quando, subitamente, produziu-se o seguinte diálogo entre mim e a operadora da caixa...

Pensador - Para que serve isso tudo? É papel higiénico de oferta?
Menina da Caixa - Não senhor, são talões de desconto oferecidos pela CONTINENTE.
Pensador - Ai são? Peço-lhe desculpa por não ter percebido logo mas é que nem sempre se consegue notar a diferença...

(Ps: E para variar a menina da caixa sorriu...e eu acabei por sorrir de volta. Finalmente alguém que gosta de diálogos inteligentes e que conseguiu perceber as minhas tiradas cáusticas. Ou isso ou então a minha mulher tem toda a razão quando diz que com o passar dos anos estou a ficar cada vez mais charmoso....)




E só percebemos o quanto somos pobres...

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...Quando sentimos que a nossa vida precisa urgentemente de uma coisa e depois um dia entramos num Shopping qualquer e vemos essa coisa a ser vendida barata com uma promoção de 50% de desconto e, mesmo assim, continuamos a achar que o seu preço é demasiado caro para o nosso bolso...


E depois ficámos ali, especados, a olhar para ela, num misto de resignação e desalento, como se o nosso olhar pudesse transformar alguma coisa...atrair algum milagre, sei lá!...tipo um Super-Promoção em cima do joelho que fizesse os 50 passar para os 90% de desconto....ou então ainda, talvez uma nota de 500 Euros caída dos céus...ou um maço delas já agora...

Enfim...coisas que só gente pobre se lembra de pensar...

A dupla face de um empate...



Se por um lado o FC Porto conseguiu passar com distinção o difícil teste de Alvalade (0-0), o Benfica, por sua vez, levou um autêntico bailinho na Madeira (1-1). Se de um lado vemos um FC Porto forte, pujante, pragmático e exuberante, no outro vemos um Benfica a viver uma autêntica tragédia grega, com um futebol tão previsível e pobre que até faz estremecer a estátua do Eusébio.

Perante tudo isto, parece-vos prematuro ou exagerado da minha parte se disser que desde que o FC do Porto começou a revelar aqueles "emails" polémicos e comprometedores que indiciam ter havido determinados actos de corrupção desportiva da parte de alguns agentes afectos ao SL Benfica, esse clube parece que entrou numa espiral de resultados negativos e nunca mais se endireitou? Ou terá sido o Video-Árbitro (VAR) a promover tudo isso? Seja o que for que tenha acontecido, parece que o clube das águias dá-se muito mal  com tudo aquilo que seja sinónimo de verdade desportiva. Aceito opiniões....

Porque estamos numa de falar de Amor...

Porque adoro melodias e porque sempre adorei também o Jean Jacques Goldman e a Celine Dion...acho que nada parece mais adequado e inteligente neste grandioso dia de Eleições Autárquicas - no qual tornou-se necessário criar uma série de programas alternativos para além do Sporting-Porto que vai ser transmitido na Tv logo à noite por volta das 19H00 a fim de distrair a população e fazê-la esquecer a palhaçada que se tornou participar nas eleições realizadas em Portugal - do que relembrar a linda parceria que ambos fizeram no passado e que trouxe ao mundo da música um dos mais belos temas que estes meus ouvidos sensíveis tiveram o prazer de ouvir. Deixo aqui o video e a tradução da letra que fiz em Português para que possam apreciar melhor a beleza deste trabalho francês. Dizem as más línguas que o Tony Carreira é capaz de querer plagiar também esta música à semelhança do que já fez com outros temas do Jean Jacques Goldman e, se assim for, entendo-o perfeitamente porque para além de ser muito raro alguém ter a capacidade de gerar ideias novas, muitas vezes a letra de uma música consegue ser tão profunda e tocar tão directamente o nosso coração que, por vezes, achamos que ela está a contar a nossa história e acabamos por assumi-la como nossa.




Je rêve son visage je décline son corps                                            Sonho com o seu rosto mas recuso o seu corpo
Et puis je l'imagine habitant mon décor                                           E depois imagino-o dentro do meu quadro de vida
J'aurais tant à lui dire si j'avais su parler                                          Teria tanto para lhe dizer se tivesse sabido falar
Comment lui faire lire au fond de mes pensées?                              Como fazê-lo compreender aquilo que sinto por dentro?

Mais comment font ces autres à qui tout réussit?                             Mas como fazem aqueles que conseguem tudo?
Qu'on me dise mes fautes mes chimères aussi                                 Digam-me quais são os meus erros e quimeras também
Moi j'offrirais mon âme, mon c?ur et tout mon temps                     Eu daria a minha alma, meu coração e todo o meu tempo
Mais j'ai beau tout donner, tout n'est pas suffisant                           Mas mesmo dando tudo de mim, esse tudo não chega

S'il suffisait qu'on s'aime, s'il suffisait d'aimer                                Se fosse suficiente amar-nos, se bastasse amar
Si l'on pouvait changer les choses, rien qu'en aimant donner         Se pudéssemos mudar as coisas apenas com o prazer de dar
S'il suffisait qu'on s'aime, s'il suffisait d'aimer                                Se fosse suficiente amar-nos, se bastasse amar
Je ferais de ce monde un rêve, une éternité                                     Faria deste mundo um sonho, uma eternidade.

J'ai du sang dans mes songes, un pétale séché                                 Tenho os pensamentos a sangrar, uma pétala que secou
Quand des larmes me rongent que d'autres ont versées                   Quando há lágrimas que roem-me e que outras derramaram
La vie n'est pas étanche, mon île est sous le vent                             A vida não é estanque e minha ilha está exposta ao vento
Les portes laissent entrer les cris même en fermant                         As portas deixam entrar os gritos mesmo quando fecham

Dans un jardin l'enfant, sur un balcon des fleurs                              Num jardim a "criança" numa varanda de flores
Ma vie paisible où j'entends battre tous les c?urs                             Vive uma vida tranquila onde escuta o bater dos corações
Quand les nuages foncent, présages des malheurs                          Quando as nuvens escurecem, qual presságio de infortúnios
Quelles armes répondent aux pays de nos peurs?                             Que armas respondem melhor no país dos nossos medos?

S'il suffisait qu'on s'aime, s'il suffisait d'aimer                                 Se fosse suficiente amar-nos, se bastasse amar
Si l'on changeait les choses un peu et tout recommencer                 Se mudássemos um pouco as coisas para tudo recomeçar 
S'il suffisait qu'on s'aime, s'il suffisait d'aimer                                 Se fosse suficiente amar-nos, se bastasse amar
Nous ferions de ce rêve un monde                                                    Nós faríamos deste sonho um mundo
S'il suffisait d'aimer                                                                           Se bastasse amar...