23 setembro, 2008

Que dizia eu?



Ainda ontem afirmei aqui , que só a Deco parecia nos valer de alguma coisa e que algo me fazia suspeitar que o protesto marcado para o Sábado dia 27/09 contra os actuais preços dos combustíveis, teria sido a verdadeira causa para a recente descida brusca dos preços protagonizadas pela GALP e BP.
Hoje, ao folhear algumas páginas virtuais da imprensa em geral, deparo-me com uma noticia publicada pela Lusomotores que vai inteiramente ao encontro da ideia que pretendi defender na véspera.


Também eles consideraram que as Gasolineiras borrifaram-se (Para ser simpático desta vez e não aplicar termo pior..) para as palavras do Manuel Pinho, não levando a sério a sua autoridade, nem o seu papel de ministro, chegando mesmo ao cúmulo de insultá-lo publicamente com a subida de mais 1 cêntimo no preço da Gasolina como reacção imediata ao ridículo (Ridículo mas apenas no sentido de ele acreditar que alguém ia levá-lo a sério, entenda-se...) ultimato que este decidiu lhes fazer na véspera.
Consideraram ainda que a Deco parece ter conseguido assustar as Gasolineiras com o protesto que marcou para o dia 27.
Mas agora a pergunta impõe-se, se não abastecer-mos no Sábado, iremos com certeza fazê-lo no Domingo. Ou abastecemos o dobro na 6ª!...
Logo...as Gasolineiras não vão ficar a perder nada com esta iniciativa da Deco.
E se não perdem nada , porque razão temem elas tanto a Deco???
Será que existe algumas directivas comunitárias que podem anular todos os acordos (ou a maioria) assinados até agora entre o governo e as companhias petrolíferas, caso seja apresentada, por uma associação que representa os interesses dos consumidores, uma qualquer denúncia de abuso comercial ou concorrência desleal?
Tipo aquilo que aconteceu com a Microsoft há uns anos atrás e que originou a sua divisão em 2 empresas distintas?
Hummmm....mistério......

Eu é que não tenho nem meios, nem tempo de o fazer, porque não seria mesmo nada má ideia alguém dedicar-se a investigar isso à fundo...

2 comentários:

NI disse...

Não penso que seja necessário proceder a uma investigação para descobrir o que é evidente para todos.

Bastaria que as instituições responsáveis exercessem, de facto, o seu papel de tutela e fiscalização.

O pensador disse...

E exercem Nina, acredita que exercem...mas apenas quando e com quem lhes convém...

:-)