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14 junho, 2017

Pensador no mundo dos sonhos...

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Hoje entrei de férias. E para começá-las bem, nada como acordar de manhã em sobressalto por causa de um pesadelo que tive durante a noite e que espero não ver repetido. Engraçado essa capacidade que o nosso cérebro tem de criar as mais variadas situações em cenários também eles diversos - que muitas vezes não tem cabimento nenhum, mas que nós, em sonho, achamos sempre perfeitamente normais -, com gente bastante conhecida, outra bem menos ou então conhecida só de vista, e aquela parte de gente que nos é completamente desconhecida ou então que não somos capazes de relembrar se, onde e/ou quando, tivemos a oportunidade de a conhecer. Considerando que o nosso cérebro é uma espécie de computador orgânico que armazena a informação mais diversa de tudo o que vê e sente, seja das situações que vivemos no dia-a-dia, das pessoas que passam por nós na rua (que, muitas vezes, julgamos não estar a prestar atenção mas que, por algum motivo mental  desconhecido, estamos a memorizar), dos episódios vividos com a nossa família mas que anos mais tarde acabamos por relembrar em sonhos (e com um desfecho por vezes diferente), das noticias debitadas pelo nosso ecrã de televisão, das cenas de vida protagonizadas pelas figuras públicas, dos gritos da peixeira, do sorriso do padeiro, da causa dos nossos risos, dos anseios, dos nossos medos, etc.etc., não deixa de ser porém deveras surpreendente que ele consiga compilar todo esse estado de memória para criar, de forma totalmente autónoma, uma espécie de filme fragmentado que normalmente mais tarde temos a capacidade de recordar. 
Mas quando sonhamos, gostamos sempre que os nosso sonhos sejam um reflexo da nossa vida ou daquilo que gostaríamos que ela fosse, com muitos momentos de felicidade, dinheiro a rodo e amor com fartura, seja a nível pessoal, amoroso e familiar. Na verdade nunca estamos devidamente preparados quando eles decidem traduzir em jeito de filme vivido os nossos maiores anseios e medos, levando-nos a ficar inquietos, transpirar na cama ou até a cair da mesma conforme a força do sentimento que os ditos sonhos souberam trazer até nós. Ora, foi precisamente aquilo que aconteceu comigo esta noite. Não, não cai da cama (nem atirei a minha mulher ao chão caso tenham ficado com a dúvida) mas a verdade é que pouco faltou. Sonhei que Portugal tinha sofrido mais um absurdo ataque terrorista promovido pelo Estado Islâmico, num local relativamente perto do lugar onde habito, e que eu não fazia a menor ideia do paradeiro da minha família. Corria que nem uma barata tonta à procura dela...e quanto mais corria menos conseguia chegar a lugar algum. Felizmente que o sonho foi curto (já não tenho idade para correr a noite toda) e sim, obviamente que fiquei feliz por acordar de manhã e saber que a minha família estava lá em casa comigo....a salvo.

5 comentários:

  1. Faz como eu. Não durmas. Raios para as insónias...
    Nota - cheia de inveja por estares de férias e contente pela companhia, ahahah

    Beijo

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    1. Entre insónias e pesadelos, que venha o diabo e escolha...
      Bjs

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  2. Uma vez que os sonhos/pesadelos estão ligados ao nosso inconsciente, nada como aproveitar as férias para relaxar e tentar dormir melhor. Perfeito.

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    1. Normalmente acontece precisamente o inverso. No período de férias temos tendência para dormir pior porque não temos o cansaço inerente ao nosso trabalho e ficámos acordados até muito tarde.

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    2. Ficámos acordados até mais tarde mas depois compensamos no dia seguinte.
      Bom, nesse caso falamos de outro tipo de cansaço. Fadiga Dolce far niente. O ideal seria usufruir de férias das "férias". Cereja no topo do bolo.

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A frase mais estúpida que poderá ser dita aqui é: "Para Pensador pensas pouco..."
A mais inteligente é: "És tão lindo Pensador..."